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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Falta de apoio comunitário a raças autóctones impede crescimento da raça Churra Galega Mirandesa
A falta de apoios comunitários aos novos produtores de raças autóctones e aumento de rebanhos tem contribuído para a diminuição do efectivo de ovinos da raça churra galega Mirandesa.
Esta foi uma das principais queixas ouvidas ontem em Malhadas, Miranda do Douro, no XXII concurso nacional desta raça autóctone. E esta situação pode mesmo estar a afastar pessoas mais novas interessadas em investir.
“Como este quadro não aceitou medidas agroambientais para apoiar estes animais, há muitos lavradores a querer entrar, jovens, e não deixam, não têm apoio e não compram”, diz um dos produtores.
A raça autóctone ainda está em extinção e o efectivo tem diminuído ligeiramente como confirma a secretária Técnica do livro da raça churra Galega Mirandesa, Andrea Cortinhas.
“Neste momento, o efectivo tem estado a diminuir ligeiramente estamos sempre a rondar entre os 6500 e os 7000 animais, estamos numa fase em que diminuiu um bocadinho mas estamos com algum optimismo de que no próximo ano haja um ligeiro aumento, porque os criadores já estão a deixar mais recrias nessa tentativa. Continua em risco de extinção no grau A e é um bocado preocupante”, afirma.
Para o presidente do município de Miranda do Douro, Artur Nunes, o concurso anual que premeia os melhores exemplares é uma das formas de apoiar os criadores que ainda vão resistindo.
No concurso que ontem premiou os melhores exemplares da raça churra galega mirandesa participaram 18 dos cerca de 60 produtores existentes em Miranda do Douro e concelhos vizinhos.
Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro
Esta foi uma das principais queixas ouvidas ontem em Malhadas, Miranda do Douro, no XXII concurso nacional desta raça autóctone. E esta situação pode mesmo estar a afastar pessoas mais novas interessadas em investir.
“Como este quadro não aceitou medidas agroambientais para apoiar estes animais, há muitos lavradores a querer entrar, jovens, e não deixam, não têm apoio e não compram”, diz um dos produtores.
A raça autóctone ainda está em extinção e o efectivo tem diminuído ligeiramente como confirma a secretária Técnica do livro da raça churra Galega Mirandesa, Andrea Cortinhas.
“Neste momento, o efectivo tem estado a diminuir ligeiramente estamos sempre a rondar entre os 6500 e os 7000 animais, estamos numa fase em que diminuiu um bocadinho mas estamos com algum optimismo de que no próximo ano haja um ligeiro aumento, porque os criadores já estão a deixar mais recrias nessa tentativa. Continua em risco de extinção no grau A e é um bocado preocupante”, afirma.
Para o presidente do município de Miranda do Douro, Artur Nunes, o concurso anual que premeia os melhores exemplares é uma das formas de apoiar os criadores que ainda vão resistindo.
No concurso que ontem premiou os melhores exemplares da raça churra galega mirandesa participaram 18 dos cerca de 60 produtores existentes em Miranda do Douro e concelhos vizinhos.
Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro
ULS Nordeste tem novo Conselho de Administração mas ainda sem representante da CIM
Já foi aprovada em Conselho de Ministros a nova composição do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste.
Para além do presidente do conselho de administração, que entrou em funções em Agosto, e de Aida Palas que tinha já transitado da anterior administração como vogal executiva, os restantes membros mudam.
Assim passam a integrar o órgão máximo da ULS Nordeste Eugénia Parreira, Maria Manuela dos Santos e Urbano Rodrigues.
Eugénia Parreira é médica de medicina interna e directora deste serviço no Hospital de Bragança, devendo ser a nova directora clínica. Maria Manuela dos Santos é médica de Clínica Geral e Familiar, no centro de saúde de Macedo de Cavaleiros e prevê-se que assuma a direcção clínica dos cuidados de saúde primários. Urbano Rodrigues é o enfermeiro responsável dos serviços de medicina interna e nefrologia, que será o novo director de enfermagem.
Segundo o comunicado do conselho de ministros de 30 de Março, todas as nomeações receberam já parecer favorável da CRESAP, a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública.
A nota destaca ainda que as nomeações para Unidades Locais de Saúde “são feitas ao abrigo do Regime Jurídico e Estatutos aplicáveis às unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde, aprovado por este governo, tendo passado um dos vogais a ser proposto pela respectiva Comunidade Intermunicipal, que neste caso seria a CIM Terras de Trás-os-Montes.
No entanto, no novo conselho de administração da ULS Nordeste não foi ainda apontado o elemento que será o representante da CIM Terras de Trás-os-Montes.
Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro
Para além do presidente do conselho de administração, que entrou em funções em Agosto, e de Aida Palas que tinha já transitado da anterior administração como vogal executiva, os restantes membros mudam.
Assim passam a integrar o órgão máximo da ULS Nordeste Eugénia Parreira, Maria Manuela dos Santos e Urbano Rodrigues.
Eugénia Parreira é médica de medicina interna e directora deste serviço no Hospital de Bragança, devendo ser a nova directora clínica. Maria Manuela dos Santos é médica de Clínica Geral e Familiar, no centro de saúde de Macedo de Cavaleiros e prevê-se que assuma a direcção clínica dos cuidados de saúde primários. Urbano Rodrigues é o enfermeiro responsável dos serviços de medicina interna e nefrologia, que será o novo director de enfermagem.
Segundo o comunicado do conselho de ministros de 30 de Março, todas as nomeações receberam já parecer favorável da CRESAP, a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública.
A nota destaca ainda que as nomeações para Unidades Locais de Saúde “são feitas ao abrigo do Regime Jurídico e Estatutos aplicáveis às unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde, aprovado por este governo, tendo passado um dos vogais a ser proposto pela respectiva Comunidade Intermunicipal, que neste caso seria a CIM Terras de Trás-os-Montes.
No entanto, no novo conselho de administração da ULS Nordeste não foi ainda apontado o elemento que será o representante da CIM Terras de Trás-os-Montes.
Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro
Bombeiros chamados duas vezes este fim-de-semana para apagar pequenos incêndios no antigo hotel Torralta em Bragança
Por duas vezes este fim-de-semana, no edifício do antigo hotel Torralta, em Bragança, registaram-se pequenos incêndios. Na madrugada de sábado para domingo e na noite de ontem os bombeiros tiveram de intervir para apagar pequenos focos de incêndios, em diferentes andares do hotel desactivado, que foram facilmente dominados.
“Identificamos dois focos de incêndio distintos, este domingo, um deles no terceiro andar e outro na cave, e foram extintos rapidamente”, garantiu o segundo comandante dos bombeiros voluntários de Bragança, Carlos Martins.
Apesar de entaipado, alguém terá entrado no edifício e ateado os incêndios, fazendo recordar o sucedido há pouco mais de um ano, no antigo cinema, nas traseiras do edifício:
“Ainda está presente na memória o grande incêndio que houve aqui o ano passado e isso causa algum alarmismo às pessoas quando vêem fumo, mas o edifício no seu interior já não tem material combustível”, referiu dizendo que foi
O edifício albergou um hotel, primeiro chamado Torralta e mais tarde S. José, entre os anos 70 e 2011, ano em que foi encerrado. Em 2015 foi adquirido pelo grupo Hotéis Premium, que anunciou um projecto que prometia devolver a antiga glória que o emblemático edifício já conheceu. Previa-se que as obras estivessem concluídas este ano, no entanto, ainda não avançaram.
No rés-do-chão do edifício encontra-se ainda uma agência bancária do Montepio.
Escrito por Brigantia
“Identificamos dois focos de incêndio distintos, este domingo, um deles no terceiro andar e outro na cave, e foram extintos rapidamente”, garantiu o segundo comandante dos bombeiros voluntários de Bragança, Carlos Martins.
Apesar de entaipado, alguém terá entrado no edifício e ateado os incêndios, fazendo recordar o sucedido há pouco mais de um ano, no antigo cinema, nas traseiras do edifício:
“Ainda está presente na memória o grande incêndio que houve aqui o ano passado e isso causa algum alarmismo às pessoas quando vêem fumo, mas o edifício no seu interior já não tem material combustível”, referiu dizendo que foi
O edifício albergou um hotel, primeiro chamado Torralta e mais tarde S. José, entre os anos 70 e 2011, ano em que foi encerrado. Em 2015 foi adquirido pelo grupo Hotéis Premium, que anunciou um projecto que prometia devolver a antiga glória que o emblemático edifício já conheceu. Previa-se que as obras estivessem concluídas este ano, no entanto, ainda não avançaram.
No rés-do-chão do edifício encontra-se ainda uma agência bancária do Montepio.
Escrito por Brigantia
Orçamento Participativo de Portugal esteve em Alfândega da Fé
O Orçamento Participativo de Portugal esteve em Alfândega da Fé. A iniciativa assumiu a forma de um Encontro Participativo, o 40º realizado no âmbito da implementação deste projeto nacional.
Alfândega da Fé e Bragança foram os locais escolhidos para a realização desta iniciativa no distrito, tal não será alheio ao facto de na vila transmontana a cultura de participação estar já a ser trabalhada desde 2014. Este foi o ano em que o Município lançou o Orçamento Participativo Sénior, ao qual se juntou um outro direcionado para os mais jovens.
A promoção da participação cidadã e envolvimento direto dos munícipes nas decisões sobre investimentos e políticas assumem-se como uma das prioridades estabelecidas pela autarquia. Isso mesmo foi referido pela Presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Berta Nunes, no Encontro Participativo que contou também com a presença da Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, e da Presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Berta Nunes.
Aos participantes foi colocado o desafio de deixarem ideias para Portugal, projetos que possam ser desenvolvidos a nível nacional ou regional no âmbito do OPP. Durante a sessão de trabalho foram definidas proposta que abrangem as áreas estipuladas para esta 1ª edição do OPP em Portugal Continental. Projetos na área da cultura, agricultura, ciência e educação e formação de adultos.
As propostas apresentadas na sessão já podem ser consultadas no site do OPP e são elas: “Qualifica Alfândega”; “Fomentar o Emparelhamento de Terrenos Agrícolas”; “Estação de Tratamento de Resíduos Florestais e Agrícolas”; “Terras de Alfândega”; “Aprendizagem de Inglês”; “Unidade Móvel de Estimulação Sensorial e Cognitiva (Ginásio da Mente)”; “Criação de Estrutura Organizativa e Gestão do Setor da Fruticultura a Nível Regional”; “Interpretação da Natureza do Baixo Sabor”; Unidade Móvel de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação);”Observatório da Biosfera”; “Ligação das Regiões em Rede”.
Terminada a fase de apresentação de propostas, que decorre até 21 de abril, tem lugar a fase votação entre 1 de junho e 15 de setembro. Posteriormente serão divulgadas os vencedores, que serão os projetos que obtiverem maior votação.
Recorde-se que o OPP é um processo democrático, direto e universal, através do qual as pessoas decidem sobre investimentos públicos em diferentes áreas de governação. OPP 2017 tem atribuída uma verba de três milhões de euros no Orçamento do Estado de 2017.
Nota de Imprensa - CM Alfândega da Fé
Alfândega da Fé e Bragança foram os locais escolhidos para a realização desta iniciativa no distrito, tal não será alheio ao facto de na vila transmontana a cultura de participação estar já a ser trabalhada desde 2014. Este foi o ano em que o Município lançou o Orçamento Participativo Sénior, ao qual se juntou um outro direcionado para os mais jovens.
A promoção da participação cidadã e envolvimento direto dos munícipes nas decisões sobre investimentos e políticas assumem-se como uma das prioridades estabelecidas pela autarquia. Isso mesmo foi referido pela Presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Berta Nunes, no Encontro Participativo que contou também com a presença da Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, e da Presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Berta Nunes.
Aos participantes foi colocado o desafio de deixarem ideias para Portugal, projetos que possam ser desenvolvidos a nível nacional ou regional no âmbito do OPP. Durante a sessão de trabalho foram definidas proposta que abrangem as áreas estipuladas para esta 1ª edição do OPP em Portugal Continental. Projetos na área da cultura, agricultura, ciência e educação e formação de adultos.
As propostas apresentadas na sessão já podem ser consultadas no site do OPP e são elas: “Qualifica Alfândega”; “Fomentar o Emparelhamento de Terrenos Agrícolas”; “Estação de Tratamento de Resíduos Florestais e Agrícolas”; “Terras de Alfândega”; “Aprendizagem de Inglês”; “Unidade Móvel de Estimulação Sensorial e Cognitiva (Ginásio da Mente)”; “Criação de Estrutura Organizativa e Gestão do Setor da Fruticultura a Nível Regional”; “Interpretação da Natureza do Baixo Sabor”; Unidade Móvel de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação);”Observatório da Biosfera”; “Ligação das Regiões em Rede”.
Terminada a fase de apresentação de propostas, que decorre até 21 de abril, tem lugar a fase votação entre 1 de junho e 15 de setembro. Posteriormente serão divulgadas os vencedores, que serão os projetos que obtiverem maior votação.
Recorde-se que o OPP é um processo democrático, direto e universal, através do qual as pessoas decidem sobre investimentos públicos em diferentes áreas de governação. OPP 2017 tem atribuída uma verba de três milhões de euros no Orçamento do Estado de 2017.
Nota de Imprensa - CM Alfândega da Fé
“Tierras D L Rei” recebe mais um passeio de burro
Já se tornaram habituais os passeios de burro “Por Tierras D L Rei”, que é o mesmo que dizer pelas aldeias de Macedo do Peso, Valcerto e Algoso, nos concelhos Concelhos de Mogadouro e Vimioso.
Nos dias 8 e 9 de Abril, a Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) realiza mais um passeio de burro no Planalto Mirandês, que neste inicio de Primavera se tinge de cor.
Neste período de temperaturas amenas “é tempo de ver crescer as searas, de semear a batata, a cebola, o feijão…, as giestas e as estevas estão em plena floração e a frescura dos lameiros convida a uma boa sesta”.
É neste ambiente de convívio direto com a biodiversidade local que a AEPGA convida a um passeio de burro e com os burros, uma oportunidade para “conhecer a paisagem, a cultura e a história desta região”.
Além de um bom companheiro de viagem, o Burro de Miranda, uma das raças autóctones locais, será o seu guia até ao sobranceiro Castelo de Algoso, e fará a alegria dos mais pequenos, que poderão subir ao seu dorso, acompanhando desta forma a caminhada dos seus pais e avós.
A iniciativa tem ainda no programa um piquenique no lameiro, um jantar na aldeia de Peso, uma visita à XVII Feira do Pão da aldeia de Caçarelhos e um espectáculo do Teatro e Marionetas de Mandrágora.
in:noticiasdonordeste.pt
Nos dias 8 e 9 de Abril, a Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) realiza mais um passeio de burro no Planalto Mirandês, que neste inicio de Primavera se tinge de cor.
Neste período de temperaturas amenas “é tempo de ver crescer as searas, de semear a batata, a cebola, o feijão…, as giestas e as estevas estão em plena floração e a frescura dos lameiros convida a uma boa sesta”.
É neste ambiente de convívio direto com a biodiversidade local que a AEPGA convida a um passeio de burro e com os burros, uma oportunidade para “conhecer a paisagem, a cultura e a história desta região”.
Além de um bom companheiro de viagem, o Burro de Miranda, uma das raças autóctones locais, será o seu guia até ao sobranceiro Castelo de Algoso, e fará a alegria dos mais pequenos, que poderão subir ao seu dorso, acompanhando desta forma a caminhada dos seus pais e avós.
A iniciativa tem ainda no programa um piquenique no lameiro, um jantar na aldeia de Peso, uma visita à XVII Feira do Pão da aldeia de Caçarelhos e um espectáculo do Teatro e Marionetas de Mandrágora.
in:noticiasdonordeste.pt
300 aerogeradores em parque sem autorização
Autoridades portuguesas não foram contactadas pelos espanhóis durante o processo de instalação dos aparelhos.
Aerogeradores instalados no Parque de Montesinho, perto da fronteira com Espanha, estão a causar polémica Direitos Reservados 0 0São mais de 300 os aerogeradores instalados do lado espanhol do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança.
Os aparelhos já se encontram a funcionar mas sem a autorização das autoridades portuguesas, que não foram contactados pelos espanhóis durante o processo de instalação.
Uma diretiva da União Europeia obriga a que se tenha que estabelecer os contactos e autorizações necessários antes da instalação. Antes disso, terá de ser feito um estudo (avaliação do impacto ambiental) no outro Estado-membro, neste caso, em Portugal. Existem mais de 60 torres produtoras de energia eólica projetadas para serem instaladas junto a Moimenta, Bragança.
Segundo a diretiva de 27 de junho de 1985, lê-se no artigo 59, "o Estado-membro, Portugal, terá de ser consultado antes da construção das torres, para que seja emitido um parecer sobre o pedido de aprovação". O Estado português pode mesmo exigir a Espanha uma compensação por falta de ausência de informação. Já em 2006, foi notícia que o Instituto da Conservação da Natureza (ICF) cometeu um erro no arquivamento indevido de informação que permitiu a instalação, sem avaliação ambiental, de um parque eólico espanhol junto à referida área protegida.
Ao longo de uma década são já centenas de torres eólicas que nunca foram questionadas do lado de cá da fronteira. No entanto, os pedidos para instalação em solo transmontano têm sido chumbados, como é o caso de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães, que correspondem a dezenas de aerogeradores.
Por Andreia Pinto e Edgar Nascimento
Aerogeradores instalados no Parque de Montesinho, perto da fronteira com Espanha, estão a causar polémica Direitos Reservados 0 0São mais de 300 os aerogeradores instalados do lado espanhol do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança.
Os aparelhos já se encontram a funcionar mas sem a autorização das autoridades portuguesas, que não foram contactados pelos espanhóis durante o processo de instalação.
Uma diretiva da União Europeia obriga a que se tenha que estabelecer os contactos e autorizações necessários antes da instalação. Antes disso, terá de ser feito um estudo (avaliação do impacto ambiental) no outro Estado-membro, neste caso, em Portugal. Existem mais de 60 torres produtoras de energia eólica projetadas para serem instaladas junto a Moimenta, Bragança.
Segundo a diretiva de 27 de junho de 1985, lê-se no artigo 59, "o Estado-membro, Portugal, terá de ser consultado antes da construção das torres, para que seja emitido um parecer sobre o pedido de aprovação". O Estado português pode mesmo exigir a Espanha uma compensação por falta de ausência de informação. Já em 2006, foi notícia que o Instituto da Conservação da Natureza (ICF) cometeu um erro no arquivamento indevido de informação que permitiu a instalação, sem avaliação ambiental, de um parque eólico espanhol junto à referida área protegida.
Ao longo de uma década são já centenas de torres eólicas que nunca foram questionadas do lado de cá da fronteira. No entanto, os pedidos para instalação em solo transmontano têm sido chumbados, como é o caso de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães, que correspondem a dezenas de aerogeradores.
Por Andreia Pinto e Edgar Nascimento
Correio da Manhã
domingo, 2 de abril de 2017
Agora, Lisboa já não é só umas imagens na televisão
Alguns transmontanos que nunca tinham visitado Lisboa estiveram na capital e arredores nos últimos três dias. A longa viagem serviu para verem ao vivo o que eram apenas postais ilustrados.
Por estes dias, Rio de Onor é uma terra deserta. Pudera, 42 dos seus habitantes vieram passar três dias a Lisboa e arredores. “Ficou lá meia dúzia de pessoas”, brinca o presidente da junta da pitoresca aldeia transmontana, José Carlos Fernandes Valente, ainda a lamber os cantos da boca depois de ter comido um pastel de nata. Ao segundo dia de viagem desde Bragança até à capital, o grupo ocupa-se das maravilhas de Belém e torna-se obrigatório parar na casa de pastéis mais emblemática da cidade.
Este rectângulo a que chamamos país tem pouco mais de 200 quilómetros de largura e 500 de comprimento. Ainda assim, por motivos às vezes misteriosos, a geografia humana portuguesa tende a restringir-se a um espaço limitado do qual nem sempre é fácil sair. Que o digam alguns membros desta expedição, apadrinhada pela Fundação Inatel, que com a iniciativa “Aldeia dos Sonhos” quer tornar reais os desejos dos moradores de pequenas aldeias.
Manuel, de 80 anos, nunca tinha vindo a Lisboa. “Nem nunca fui ao Porto, só a Bragança”, conta, entredentes, pastel de Belém e café com leite no bucho. Quando a Junta de Freguesia de Rio de Onor se candidatou a ser a “Aldeia dos Sonhos” deste ano, algumas pessoas torceram o nariz. “Achei estranho. Achava que não valia a pena vir, porque já conhecia da televisão”, diz Fernanda, 74 anos, que já viveu em Madrid mas nunca tinha posto pé na capital portuguesa.
A ida aos Pastéis de Belém foi a segunda paragem de um dia longo. O grupo excursionista já tinha parado brevemente em frente à Torre de Belém e, lanche comido, seguiu para o Mosteiro dos Jerónimos, que muitos só conheciam de postais e fotografias ou da televisão. O mesmo com a Basílica da Estrela, visitada no fim da missa do meio-dia, e com o Parlamento, que todos vêem a entrar-lhes pela casa diariamente.
“Gostei muito da Assembleia”, diz Fernanda à porta do Estádio da Luz, penúltima paragem do dia. Tal como a quase todos, é difícil arrancar-lhe mais do que duas ou três frases e é tarefa hercúlea querer saber a opinião do que tem visto. “Estou a achar tudo muito bonito. Gostei de tudo”, afirma Fernanda – mas é sentença generalizada a todo o grupo.
Os lisboetas de todas as origens estão habituados a ignorar milhentas coisas que fazem parte do quotidiano da cidade. Escadas rolantes, por exemplo, para as quais alguns apontam com espanto ao entrar no Museu do Benfica. Ou a Ponte 25 de Abril, que leva Manuel a juntar os dedos de uma mão como quem diz que tem “cagufa”, mesmo que só lhe passe por baixo.
O presidente da junta explica que todo o programa foi construído pelos habitantes de Rio de Onor, mais habituados a conviver com os vizinhos espanhóis do que a pensar nas atracções das margens do Tejo. Era ponto assente que teriam de ir ao Oceanário, mas tudo o resto era à vontade dos fregueses. “As pessoas foram dizendo uma série de monumentos” e, explica José Carlos, chegou-se a “uma agenda bastante preenchida” que deu para três dias. Para este sábado, além da visita ao Parque das Nações, ficou reservada a ida ao Jardim Zoológico e ao Aqueduto das Águas Livres.
São “pessoas que conhecem este Portugal só pela televisão”, sublinha Francisco Madelino, presidente da Fundação Inatel, que com esta iniciativa crê estar “a contribuir para divulgar e promover as características emblemáticas do país”. Além disso, uma das missões da fundação é “dar igualdade de oportunidades no lazer e no turismo a todos os portugueses”, acrescenta.
A todos, mesmo que o entusiasmo destes seja contidíssimo. Veja-se Manuel, por exemplo. Olha espantado para todo o lado, dá pequenos passos, mãos entrelaçadas em frente à barriga, observa o alto das torres da Basílica da Estrela e sorri timidamente. Está a gostar de tudo, sim. Mas lá desabafa, o mais puro dos comentários: “A outra igreja era mais bonita.”
João Pedro Pincha
Jornal Público
Por estes dias, Rio de Onor é uma terra deserta. Pudera, 42 dos seus habitantes vieram passar três dias a Lisboa e arredores. “Ficou lá meia dúzia de pessoas”, brinca o presidente da junta da pitoresca aldeia transmontana, José Carlos Fernandes Valente, ainda a lamber os cantos da boca depois de ter comido um pastel de nata. Ao segundo dia de viagem desde Bragança até à capital, o grupo ocupa-se das maravilhas de Belém e torna-se obrigatório parar na casa de pastéis mais emblemática da cidade.
Este rectângulo a que chamamos país tem pouco mais de 200 quilómetros de largura e 500 de comprimento. Ainda assim, por motivos às vezes misteriosos, a geografia humana portuguesa tende a restringir-se a um espaço limitado do qual nem sempre é fácil sair. Que o digam alguns membros desta expedição, apadrinhada pela Fundação Inatel, que com a iniciativa “Aldeia dos Sonhos” quer tornar reais os desejos dos moradores de pequenas aldeias.
Manuel, de 80 anos, nunca tinha vindo a Lisboa. “Nem nunca fui ao Porto, só a Bragança”, conta, entredentes, pastel de Belém e café com leite no bucho. Quando a Junta de Freguesia de Rio de Onor se candidatou a ser a “Aldeia dos Sonhos” deste ano, algumas pessoas torceram o nariz. “Achei estranho. Achava que não valia a pena vir, porque já conhecia da televisão”, diz Fernanda, 74 anos, que já viveu em Madrid mas nunca tinha posto pé na capital portuguesa.
A ida aos Pastéis de Belém foi a segunda paragem de um dia longo. O grupo excursionista já tinha parado brevemente em frente à Torre de Belém e, lanche comido, seguiu para o Mosteiro dos Jerónimos, que muitos só conheciam de postais e fotografias ou da televisão. O mesmo com a Basílica da Estrela, visitada no fim da missa do meio-dia, e com o Parlamento, que todos vêem a entrar-lhes pela casa diariamente.
“Gostei muito da Assembleia”, diz Fernanda à porta do Estádio da Luz, penúltima paragem do dia. Tal como a quase todos, é difícil arrancar-lhe mais do que duas ou três frases e é tarefa hercúlea querer saber a opinião do que tem visto. “Estou a achar tudo muito bonito. Gostei de tudo”, afirma Fernanda – mas é sentença generalizada a todo o grupo.
Os lisboetas de todas as origens estão habituados a ignorar milhentas coisas que fazem parte do quotidiano da cidade. Escadas rolantes, por exemplo, para as quais alguns apontam com espanto ao entrar no Museu do Benfica. Ou a Ponte 25 de Abril, que leva Manuel a juntar os dedos de uma mão como quem diz que tem “cagufa”, mesmo que só lhe passe por baixo.
O presidente da junta explica que todo o programa foi construído pelos habitantes de Rio de Onor, mais habituados a conviver com os vizinhos espanhóis do que a pensar nas atracções das margens do Tejo. Era ponto assente que teriam de ir ao Oceanário, mas tudo o resto era à vontade dos fregueses. “As pessoas foram dizendo uma série de monumentos” e, explica José Carlos, chegou-se a “uma agenda bastante preenchida” que deu para três dias. Para este sábado, além da visita ao Parque das Nações, ficou reservada a ida ao Jardim Zoológico e ao Aqueduto das Águas Livres.
São “pessoas que conhecem este Portugal só pela televisão”, sublinha Francisco Madelino, presidente da Fundação Inatel, que com esta iniciativa crê estar “a contribuir para divulgar e promover as características emblemáticas do país”. Além disso, uma das missões da fundação é “dar igualdade de oportunidades no lazer e no turismo a todos os portugueses”, acrescenta.
A todos, mesmo que o entusiasmo destes seja contidíssimo. Veja-se Manuel, por exemplo. Olha espantado para todo o lado, dá pequenos passos, mãos entrelaçadas em frente à barriga, observa o alto das torres da Basílica da Estrela e sorri timidamente. Está a gostar de tudo, sim. Mas lá desabafa, o mais puro dos comentários: “A outra igreja era mais bonita.”
João Pedro Pincha
Jornal Público
sábado, 1 de abril de 2017
Bebé que caiu do 3º andar está a recuperar - Lucas, de 18 meses, não corre risco de vida
Lucas, de 18 meses, que esteve ontem em coma induzido no Hospital de São João, no Porto, já está a recuperar, sob vigilância, e não corre risco de vida.
Depois de na quinta-feira à tarde ter caído de uma janela do terceiro andar de um prédio em Mirandela, sofreu traumatismos torácico, abdominal e cranioencefálico e partiu um braço.
Nos momentos que antecederam o acidente, testemunhas alegam que ouviram o menino a brincar e que a mãe estaria a fazer limpezas em casa. Ao que tudo indica, Lucas terá deixado cair um brinquedo.
Ao ir atrás dele, acabou por se desequilibrar e cair de uma altura de cerca de dez metros. "Vi um vulto a passar na janela e pensei que fosse um tapete. Quando olhei melhor, já só vi a mãe debruçada sobre o bebé", contou Alice Magalhães, dona de um ateliê por baixo da casa de Lucas.
Um enfermeiro que passava na rua alertou as equipas de socorro.
O bebé foi levado para o Hospital de Bragança e, depois da meia-noite, uma equipa especializada transportou-o para o Hospital de São João, no Porto. Reagiu na sexta-feira de manhã e permanecia à noite na pediatria.
O hospital não prestou declarações.
Por Andreia Pinto e Patrícia Lima Leitão
Correio da Manhã
Depois de na quinta-feira à tarde ter caído de uma janela do terceiro andar de um prédio em Mirandela, sofreu traumatismos torácico, abdominal e cranioencefálico e partiu um braço.
Nos momentos que antecederam o acidente, testemunhas alegam que ouviram o menino a brincar e que a mãe estaria a fazer limpezas em casa. Ao que tudo indica, Lucas terá deixado cair um brinquedo.
Ao ir atrás dele, acabou por se desequilibrar e cair de uma altura de cerca de dez metros. "Vi um vulto a passar na janela e pensei que fosse um tapete. Quando olhei melhor, já só vi a mãe debruçada sobre o bebé", contou Alice Magalhães, dona de um ateliê por baixo da casa de Lucas.
Um enfermeiro que passava na rua alertou as equipas de socorro.
O bebé foi levado para o Hospital de Bragança e, depois da meia-noite, uma equipa especializada transportou-o para o Hospital de São João, no Porto. Reagiu na sexta-feira de manhã e permanecia à noite na pediatria.
O hospital não prestou declarações.
Por Andreia Pinto e Patrícia Lima Leitão
Correio da Manhã
Estudantes do Politécnico abriram portas à aceitação de refugiados em Bragança
Bragança acolheu há oito meses o primeiro e único grupo de refugiados que encontrou trabalho, apoio e aceitação da comunidade local facilitada pela convivência da cidade com os estudantes estrangeiros do Instituto Politécnico.
Este é o balanço feito pelos que chegaram à cidade e pela equipa que os acompanha, criada pela Santa Casa da Misericórdia, a instituição que recebeu em julho de 2016 três refugiadas, uma delas grávida, e dois bebés.
Uma das mulheres foi embora, com o filho, para França, poucos meses depois. Duas ficaram e trabalham na lavandaria da Santa Casa, com contrato de trabalho, enquanto os filhos bebés estão no Centro Infantil Cinderela da mesma instituição.
Melat, de 25 anos, fugiu da Eritreia e chegou grávida do primeiro filho, que vai ser batizado, no sábado de Páscoa, na Catedral de Bragança, com a presença do bispo da Diocese, José Cordeiro.
Maria, jovem com “idade incerta”, deixou dois filhos na República Central Africana. O terceiro nasceu em Itália, num campo de refugiados depois de, como Melat, ter fugido por vários países africanos e entrado num barco para chegar à Europa.
Gostam de Bragança, sentem-se seguras e “não há rejeição por parte da comunidade local”, como garantiu à Lusa Catarina Vaz, técnica responsável pela Casa Abrigo onde estão alojadas por conta da Misericórdia.
“Bragança sabe receber e também já está habituada com os estudantes [estrangeiros] do Politécnico que abriram muitas portas”, apontou a técnica, que já chegou a ir com estas mulheres às compras e a ouvir a perguntar-lhes se são alunas.
As residências construídas na zona histórica, numa parceria entre o Politécnico e a Câmara Municipal, facilitaram a convivência entre os estudantes de várias nacionalidades e a população e culturas diferentes, como observou a técnica.
A equipa destaca os donativos da comunidade de Bragança, desde roupas a carrinhos para os bebés, na fase inicial de receção destas famílias.
Mesmo aquele que é o maior obstáculo, o da língua, tem sido ultrapassado com “um novo dialeto”, como lhe chama Ana Saldanha.
Esta jovem trabalhou como voluntária com os refugiados e portugueses em situação precária durante o programa Erasmus na Dinamarca e, quando regressou a Bragança, ofereceu-se para acompanhar os refugiados.
Maria e Melat estão a aprender português desde que chegaram a Bragança, mas ainda não falam a língua de acolhimento, embora entendam. “Falar português é difícil, compreender é fácil”, dizem.
E, como a Lusa constatou que, entre palavras em várias línguas (árabe, tigrinês, francês) e gestos e afetos, a comunicação resulta.
Maria dobra roupa, passa, limpa, gosta do trabalho na lavandaria e gosta também dos idosos com quem convive habitualmente já que o lar é uma das várias respostas sociais da Misericórdia de Bragança.
Não gosta de estar longe da família e quer voltar depois da guerra, como disse à Lusa, enquanto mostrava, no telemóvel, fotografias da família que ficou em África.
Em Bragança, as refugiadas têm casa, água, luz, tudo pago, mas têm ainda dificuldade em perceber o valor monetário das coisas em Portugal, uma dificuldade que a equipa de acompanhamento está a tentar suprir.
Tanto Maria como Melat ganham o ordenado pago pela Misericórdia e apoios financeiros da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR).
“É muito trabalho e dinheiro pouco”, diz Maria que, tal como Melat, tem de enviar dinheiro para a família.
A maior incógnita vai ser quando o programa de apoio, que dura 18 meses, acabar.
“Como é que estas famílias vão ficar no fim do programa, [altura] em que se acaba o apoio?”, questiona-se a técnica Catarina Vaz, pois sabe que “não é o emprego que garante a permanência.
Todos os refugiados que Portugal recebeu até hoje ainda estão a beneficiar do apoio da PAR. O desafio agora “é tentar programar a fase da autonomia”, já que até aqui são as instituições de acolhimento que suportam a maior parte das necessidades destas famílias.
Mari e Melat contaram à Lusa que estão a tentar “agora poupar, para depois conseguirem viver com menos dinheiro”.
Mas Catarina confessa que o seu maior receio “é um dia chegar à casa e não estarem lá”.
“Falta-lhes a afinidade, os amigos, a família”, observou.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, Eleutério Alves, disse à Lusa que não teve mais nenhum contacto das autoridades nacionais para receber mais refugiados, apesar de haver disponibilidade local de acolhimento.
A Misericórdia mantém em aberto também outro programa destinado a refugiados com perfil diferente, nomeadamente agregados familiares que queiram trabalhar nas zonas rurais. Este programa ainda não teve candidatos.
O provedor garantiu que a instituição tem disponibilidade de habitação e de terras para serem trabalhadas.
Agência Lusa
Este é o balanço feito pelos que chegaram à cidade e pela equipa que os acompanha, criada pela Santa Casa da Misericórdia, a instituição que recebeu em julho de 2016 três refugiadas, uma delas grávida, e dois bebés.
Uma das mulheres foi embora, com o filho, para França, poucos meses depois. Duas ficaram e trabalham na lavandaria da Santa Casa, com contrato de trabalho, enquanto os filhos bebés estão no Centro Infantil Cinderela da mesma instituição.
Melat, de 25 anos, fugiu da Eritreia e chegou grávida do primeiro filho, que vai ser batizado, no sábado de Páscoa, na Catedral de Bragança, com a presença do bispo da Diocese, José Cordeiro.
Maria, jovem com “idade incerta”, deixou dois filhos na República Central Africana. O terceiro nasceu em Itália, num campo de refugiados depois de, como Melat, ter fugido por vários países africanos e entrado num barco para chegar à Europa.
Gostam de Bragança, sentem-se seguras e “não há rejeição por parte da comunidade local”, como garantiu à Lusa Catarina Vaz, técnica responsável pela Casa Abrigo onde estão alojadas por conta da Misericórdia.
“Bragança sabe receber e também já está habituada com os estudantes [estrangeiros] do Politécnico que abriram muitas portas”, apontou a técnica, que já chegou a ir com estas mulheres às compras e a ouvir a perguntar-lhes se são alunas.
As residências construídas na zona histórica, numa parceria entre o Politécnico e a Câmara Municipal, facilitaram a convivência entre os estudantes de várias nacionalidades e a população e culturas diferentes, como observou a técnica.
A equipa destaca os donativos da comunidade de Bragança, desde roupas a carrinhos para os bebés, na fase inicial de receção destas famílias.
Mesmo aquele que é o maior obstáculo, o da língua, tem sido ultrapassado com “um novo dialeto”, como lhe chama Ana Saldanha.
Esta jovem trabalhou como voluntária com os refugiados e portugueses em situação precária durante o programa Erasmus na Dinamarca e, quando regressou a Bragança, ofereceu-se para acompanhar os refugiados.
Maria e Melat estão a aprender português desde que chegaram a Bragança, mas ainda não falam a língua de acolhimento, embora entendam. “Falar português é difícil, compreender é fácil”, dizem.
E, como a Lusa constatou que, entre palavras em várias línguas (árabe, tigrinês, francês) e gestos e afetos, a comunicação resulta.
Maria dobra roupa, passa, limpa, gosta do trabalho na lavandaria e gosta também dos idosos com quem convive habitualmente já que o lar é uma das várias respostas sociais da Misericórdia de Bragança.
Não gosta de estar longe da família e quer voltar depois da guerra, como disse à Lusa, enquanto mostrava, no telemóvel, fotografias da família que ficou em África.
Em Bragança, as refugiadas têm casa, água, luz, tudo pago, mas têm ainda dificuldade em perceber o valor monetário das coisas em Portugal, uma dificuldade que a equipa de acompanhamento está a tentar suprir.
Tanto Maria como Melat ganham o ordenado pago pela Misericórdia e apoios financeiros da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR).
“É muito trabalho e dinheiro pouco”, diz Maria que, tal como Melat, tem de enviar dinheiro para a família.
A maior incógnita vai ser quando o programa de apoio, que dura 18 meses, acabar.
“Como é que estas famílias vão ficar no fim do programa, [altura] em que se acaba o apoio?”, questiona-se a técnica Catarina Vaz, pois sabe que “não é o emprego que garante a permanência.
Todos os refugiados que Portugal recebeu até hoje ainda estão a beneficiar do apoio da PAR. O desafio agora “é tentar programar a fase da autonomia”, já que até aqui são as instituições de acolhimento que suportam a maior parte das necessidades destas famílias.
Mari e Melat contaram à Lusa que estão a tentar “agora poupar, para depois conseguirem viver com menos dinheiro”.
Mas Catarina confessa que o seu maior receio “é um dia chegar à casa e não estarem lá”.
“Falta-lhes a afinidade, os amigos, a família”, observou.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, Eleutério Alves, disse à Lusa que não teve mais nenhum contacto das autoridades nacionais para receber mais refugiados, apesar de haver disponibilidade local de acolhimento.
A Misericórdia mantém em aberto também outro programa destinado a refugiados com perfil diferente, nomeadamente agregados familiares que queiram trabalhar nas zonas rurais. Este programa ainda não teve candidatos.
O provedor garantiu que a instituição tem disponibilidade de habitação e de terras para serem trabalhadas.
Agência Lusa
Aldeia de Rio de Onor promovida a Aldeia dos Sonhos
A aldeia de Rio de Onor em Bragança foi promovida à categoria de Aldeia dos Sonhos.
Nos próximos dias grande parte da população vai estar de visita a Lisboa para concretizar um desejo comum. A iniciativa é da Fundação Inatel que premeia todos os anos uma aldeia portuguesa com menos de 100 habitantes.
Nos próximos dias grande parte da população vai estar de visita a Lisboa para concretizar um desejo comum. A iniciativa é da Fundação Inatel que premeia todos os anos uma aldeia portuguesa com menos de 100 habitantes.
Aldeia de Prada vai abrir moinho para população visitar
Num regresso a um passado não muito distante, onde os moinhos em cada uma das aldeias eram a garantia produtiva do alimento central da dieta transmontana, as associações Tarabelo, Zoela e a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Prada, vão comemorar o “Dia dos Moinhos”, mantendo aberto o moinho ainda funcional que existe em Prada, uma aldeia do concelho de Vinhais.
As associações Tarabelo , Zoela e a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Prada vão integrar, no próximo dia 8 de Abril, o evento do “Dia dos Moinhos Abertos” no moinho-de-água da aldeia de Prada .
Com esta iniciativa estas associações locais pretendem gerar um momento de convívio e de contacto direto com ao seu ambiente, biodiversidade e raízes culturais. Está, por isso, previsto a realização de um almoço convívio, que tem o custo de 5 euros por pessoa.
O programa tem o apoio da Junta de Freguesia de Vila Verde e todos os interessado em participar devem ir prevenidos fazendo-se“acompanhar de calçado, roupa impermeável e um grande sorriso”.
in:noticiasdonordeste.pt
As associações Tarabelo , Zoela e a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Prada vão integrar, no próximo dia 8 de Abril, o evento do “Dia dos Moinhos Abertos” no moinho-de-água da aldeia de Prada .
Com esta iniciativa estas associações locais pretendem gerar um momento de convívio e de contacto direto com ao seu ambiente, biodiversidade e raízes culturais. Está, por isso, previsto a realização de um almoço convívio, que tem o custo de 5 euros por pessoa.
O programa tem o apoio da Junta de Freguesia de Vila Verde e todos os interessado em participar devem ir prevenidos fazendo-se“acompanhar de calçado, roupa impermeável e um grande sorriso”.
in:noticiasdonordeste.pt
Junta de freguesia de Sambade recebe Galardão Eco-Freguesias XXI
A Freguesia de Sambade, Alfândega da Fé, é a primeira Eco-Freguesia do concelho. A distinção foi atribuída pela ABAE- Associação Bandeira Azul da Europa- e premeia as freguesias que melhor qualidade de vida oferecem aos habitantes.
Trata-se da primeira edição do Eco-Freguesia XXI, um prémio nacional que distingue as boas práticas de sustentabilidade local, nas vertentes social, económica e ambiental.
Ricardo Pimentel, Presidente da Junta de Freguesia de Sambade, recebeu das mãos dos responsáveis do projeto o Galardão Eco-Freguesias XXI, numa cerimónia que decorreu em Torres Vedras. A Freguesia ergue, agora, a Bandeira Verde da sustentabilidade, um reconhecimento pelo trabalho realizado na promoção do desenvolvimento sustentável da comunidade.
O Prémio Eco-Freguesias XXI é atribuído com base na análise de 10 indicadores de sustentabilidade local: Educação para a Sustentabilidade; Gestão Ambiental; Mobilidade e Transportes; Espaços Públicos; Biodiversidade e Espaços Verdes; Informação e Participação Pública; Serviços de Proximidade; Animação Sociocultural; Promoção do Desenvolvimento e Visão do Desenvolvimento.
“Uma Eco-Freguesia é, neste contexto, uma freguesia que respeita os princípios de desenvolvimento sustentável e de inclusão e justiça social, é economicamente próspera e socialmente dinâmica. Ser Eco-Freguesia é ter condições favoráveis de empregabilidade, acessibilidades, e ampla e qualificada oferta de serviços e equipamentos, que contribuam para melhorar as suas condições de atratividade e competitividade”, refere a ABAE.
Na primeira edição do Eco-Freguesias foram apresentadas 48 candidaturas, 39 Juntas de Freguesias foram distinguidas com a Bandeira Verde. A Freguesia de Sambade ficou entre as 10 melhores a nível nacional, com um score superior a 70%.
Nota de Imprensa - CM Alfândega da Fé
Trata-se da primeira edição do Eco-Freguesia XXI, um prémio nacional que distingue as boas práticas de sustentabilidade local, nas vertentes social, económica e ambiental.
Ricardo Pimentel, Presidente da Junta de Freguesia de Sambade, recebeu das mãos dos responsáveis do projeto o Galardão Eco-Freguesias XXI, numa cerimónia que decorreu em Torres Vedras. A Freguesia ergue, agora, a Bandeira Verde da sustentabilidade, um reconhecimento pelo trabalho realizado na promoção do desenvolvimento sustentável da comunidade.
O Prémio Eco-Freguesias XXI é atribuído com base na análise de 10 indicadores de sustentabilidade local: Educação para a Sustentabilidade; Gestão Ambiental; Mobilidade e Transportes; Espaços Públicos; Biodiversidade e Espaços Verdes; Informação e Participação Pública; Serviços de Proximidade; Animação Sociocultural; Promoção do Desenvolvimento e Visão do Desenvolvimento.
“Uma Eco-Freguesia é, neste contexto, uma freguesia que respeita os princípios de desenvolvimento sustentável e de inclusão e justiça social, é economicamente próspera e socialmente dinâmica. Ser Eco-Freguesia é ter condições favoráveis de empregabilidade, acessibilidades, e ampla e qualificada oferta de serviços e equipamentos, que contribuam para melhorar as suas condições de atratividade e competitividade”, refere a ABAE.
Na primeira edição do Eco-Freguesias foram apresentadas 48 candidaturas, 39 Juntas de Freguesias foram distinguidas com a Bandeira Verde. A Freguesia de Sambade ficou entre as 10 melhores a nível nacional, com um score superior a 70%.
Nota de Imprensa - CM Alfândega da Fé
E...não usufruímos dos espaços e dos equipamentos públicos que temos...
Somos uns queixinhas. Choramos que não temos nada, que somos abandonados por todos, que transformam a nossa terra num deserto.
E nós? Que fazemos? Porque deixamos as estruturas ao abandono quando podíamos desfrutar delas? Custaram tanto dinheiro...e para quê?
Há uns tempos, à hora do café, dizia um amigo.
Vão fazer um campo de futebol de praia...para quê, aqui ninguém joga futebol de praia.
Pois não, respondi eu.
- Mas quem te diz a ti que com um campo destinado à modalidade não a vamos praticar?
...Pois, tens razão...a ver vamos...
E vimos. A ocupação do Campo foi diária e constante.
Tudo se aprende. Por que não se "ensinam" os moradores da/s zona/s a usufruírem/gostarem dos espaços?
Obs* À atenção da autarquia.
Coimas pesadas e efetivas ao donos que não apanharem a merdinha que os seus cãezinhos fizerem...no espaço público.
E nós? Que fazemos? Porque deixamos as estruturas ao abandono quando podíamos desfrutar delas? Custaram tanto dinheiro...e para quê?
Há uns tempos, à hora do café, dizia um amigo.
Vão fazer um campo de futebol de praia...para quê, aqui ninguém joga futebol de praia.
Pois não, respondi eu.
- Mas quem te diz a ti que com um campo destinado à modalidade não a vamos praticar?
...Pois, tens razão...a ver vamos...
E vimos. A ocupação do Campo foi diária e constante.
Tudo se aprende. Por que não se "ensinam" os moradores da/s zona/s a usufruírem/gostarem dos espaços?
Obs* À atenção da autarquia.
Coimas pesadas e efetivas ao donos que não apanharem a merdinha que os seus cãezinhos fizerem...no espaço público.
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