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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
𝑨 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒊𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆 𝑬𝒙𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂 - Julho - 2026
Esta é uma rubrica mensal dedicada a apresentar, de forma próxima e transparente, um balanço dos principais acontecimentos e decisões do Município.
O estado do Serviço Nacional de Saúde - A dedicação dos profissionais e as dificuldades estruturais
O Serviço Nacional de Saúde (SNS), tal como o Municipalismo, continua a ser uma das maiores conquistas sociais da democracia portuguesa. Criado com o objetivo de garantir acesso universal, tendencialmente gratuito e equitativo aos cuidados de saúde, o SNS representa um pilar fundamental do Estado social em Portugal. No entanto, nas últimas décadas, o sistema tem vindo a enfrentar um conjunto crescente de pressões que colocam em evidência um contraste cada vez mais visível. De um lado, a dedicação exemplar dos profissionais de saúde, do outro, dificuldades estruturais profundas que desafiam a sua capacidade de resposta.
Um dos aspetos mais frequentemente destacados é precisamente o papel dos profissionais. Médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assistentes operacionais e administrativos têm mantido o funcionamento do SNS muitas vezes em condições exigentes. A sua dedicação é visível nos horários prolongados, na resposta a serviços de urgência sobrelotados e na gestão diária de recursos limitados. Em muitos casos, o SNS só consegue responder à procura graças ao esforço extraordinário destes profissionais, que trabalham sob pressão constante e, não raras vezes, em situação de desgaste físico e emocional.
Apesar disso, este empenho individual não é suficiente para colmatar problemas estruturais que se têm vindo a agravar. Um dos principais desafios é a falta de recursos humanos em várias áreas, sobretudo em regiões mais periféricas do país, como é a nossa. A dificuldade em atrair e reter profissionais, associada à emigração de médicos e enfermeiros para outros países com melhores condições salariais e laborais, cria desequilíbrios significativos no sistema. Esta realidade resulta em serviços sobrecarregados, listas de espera prolongadas e dificuldades no acesso a cuidados de saúde em tempo útil.
Outro problema estrutural relevante é o envelhecimento da população. Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa, o que aumenta a pressão sobre o SNS. Doenças crónicas, necessidade de cuidados continuados e maior procura por serviços médicos especializados exigem uma resposta mais robusta e integrada. No entanto, o sistema nem sempre consegue acompanhar este aumento da procura, levando a uma sensação de saturação em muitos serviços.
A nível organizacional, o SNS também enfrenta desafios relacionados com a gestão e a eficiência dos recursos. A burocracia, a falta de autonomia de algumas unidades de saúde e a fragmentação entre cuidados primários, hospitalares e continuados dificultam uma resposta mais rápida e coordenada. Embora tenham sido implementadas reformas e medidas de modernização ao longo dos anos, muitas delas ainda não produziram os efeitos desejados de forma consistente em todo o território.
As infraestruturas são outro ponto crítico. Muitos hospitais e centros de saúde funcionam em edifícios antigos, com equipamentos desatualizados ou insuficientes. Isto não só limita a qualidade dos cuidados prestados, como também dificulta o trabalho dos profissionais. A modernização do parque hospitalar e o investimento em tecnologia são frequentemente apontados como essenciais para garantir a sustentabilidade do sistema.
Paralelamente, a relação entre o setor público e o setor privado na área da saúde tem vindo a ganhar relevância no debate público. O crescimento dos seguros de saúde e do recurso a clínicas privadas reflete, em parte, a insatisfação de alguns utentes com os tempos de espera do SNS. No entanto, esta tendência levanta questões importantes sobre equidade e acesso universal, já que nem todos os cidadãos têm as mesmas condições económicas para recorrer ao setor privado.
Apesar das dificuldades, é importante reconhecer que o SNS continua a ser um sistema robusto e essencial. Em situações de crise, como durante a pandemia, o sistema demonstrou uma capacidade notável de resposta e adaptação, evidenciando a sua importância estratégica para o país. Essa resiliência é, em grande medida, resultado do compromisso dos seus profissionais e da estrutura pública que garante o acesso a cuidados de saúde a toda a população.
O futuro do SNS depende, em grande parte, da capacidade de enfrentar os desafios estruturais de forma integrada e sustentável. Investimento em recursos humanos, melhoria das condições de trabalho, modernização das infraestruturas e uma gestão mais eficiente são fatores determinantes. Ao mesmo tempo, é necessário valorizar e proteger aqueles que diariamente asseguram o funcionamento do sistema.
Sr. Primeiro-ministro. Não será já tempo de substituir a atual Ministra da Saúde? Time is Up!
OS FIDALGOS - TUIZELO
1º GONÇALO RODRIGUES DE MORAIS, filho de outro do mesmo nome e de D. Estefânia Soares, donde este ramo provém, foi chamado o Calvo, por o ser em excesso.
Teve o senhorio dos lugares de Vilar de Ossos, Logarelhos, Quintela, Rio de Fornos e Tuizelo, no concelho de Vinhais. Era muito abastado, pois treze lugares lhe pagavam foros e pitanças.
Casou com sua parente D. Leonor de Morais, filha de João de Morais e de D. Leonor de Meireles.
Descendência:
I. Duarte Rodrigues de Morais (2º, adiante citado).
II. Gonçalo Rodrigues de Morais.
III. Belchior de Morais.
IV. D. Isabel de Morais, que casou com Gonçalo Vasques Guedes. Com geração.
2º DUARTE RODRIGUES DE MORAIS foi o primeiro instituidor do morgadio de Tuizelo (582), no ano de 1530.
Casou com a muito formosa D. Catarina Gonçalves.
Descendência:
I Francisco de Morais (3º, adiante citado).
II. Rodrigo de Morais, que se achou no cerco de Diu, na Índia, por cujo motivo lhe chamavam o Indiático. Com geração mui numerosa.
III. D. Joana de Morais, que casou com João de Moraes, o Grande. Com geração.
IV. D. Isabel de Morais, que casou com Vasco Colmieiro, senhor de Gargalho, na Galiza. Com geração.
3º FRANCISCO DE MORAIS casou com D. Violante de Sá, filha de Francisco Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real e comendador de Lamas e Corujas, e de D. Paulina de Guimarães.
Descendência:
I. Duarte Ferreira de Morais (4º, adiante citado).
II. Francisco Ferreira de Morais.
4º DUARTE FERREIRA DE MORAIS, o Grande (assim chamado por causa da sua grande estatura e agigantadas forças), foi terceiro senhor do morgadio de Tuizelo e moço fidalgo da Casa Real.
Casou com D. Leonor de Aragão, filha de Álvaro Fernandes Pinheiro, fidalgo da Casa Real, que viveu no reinado de D. João III, irmão de D. António Pinheiro, quarto bispo de Miranda.
Descendência:
I. Jerónimo Ferreira de Morais (5º, adiante citado).
II.Manuel Ferreira de Morais.
III. Valentim de Sá, deão da Sé de Angra.
IV. Francisco Ferreira de Sá, que casou com D. Jerónima Ferreira de Morais, filha de Cristóvão Ferreira de Sá e de D. Maior Sarmento de Lozada. (Ver em Bragança – Família Ferreiras, 14º, pág. 67).
Descendência:
D. Maior Sarmento Ferreira, que casou na cidade de Miranda com Francisco Ordaz Anhaia, morgado de Fonte de Aldeia.
Descendência:
Luís de Ordaz Anhaia, que sucedeu a seu pai no morgadio e casou com D. Helena Sarmento Ferreira, filha de Dionísio Pinto da Silva, de Quintela de Vinhais, e de D. Isabel de Sá Sarmento Ferreira, filha de João Ferreira de Sá e de D. Clara Sarmento. (Ver em Bragança – Família Ferreiras, 6º, pág. 65).
Em 1721-1724 este morgadio estava na posse de Francisco Xavier de Ordaz Sarmento, cavaleiro-fidalgo da Casa Real, cavaleiro do hábito de Cristo, capitão de cavalaria e juiz dos órfãos da cidade de Miranda, casado com D. Luísa Maria Sarmento de Morais, filha de Bernardo Sarmento, de Vinhais, e de D. Teresa de Aragão Cabral, de Miranda.
Descendência:
Bernardo Sarmento de Ordaz Anhaia.
Francisco Xavier de Ordaz Sarmento.
Luís de Ordaz Sarmento de Morais.
D. Jerónima de Ordaz Sarmento Ferreira.
D. Helena Sarmento Ferreira.
Valentim de Sá, deão da Sé de Angola.
D. Isabel de Sá, que casou com Francisco Sarmento de Morais, de Tuizelo.
Com geração.
V. D. Maria Ferreira, que foi religiosa.
VI. D. Isabel de Morais, que casou com seu tio Francisco Sarmento de Morais. Com geração.
5º JERÓNIMO FERREIRA DE MORAIS, foi quarto senhor do morgado de Tuizelo e moço fidalgo da Casa Real.
Casou em Chaves com D. Catarina Veloso, filha de Francisco Álvares Veloso, vedor geral em Chaves.
Descendência:
I. Duarte Ferreira de Morais (6º, adiante citado).
II. Francisco Álvares Veloso. Com geração.
III. António Ferreira de Morais, que foi para a Índia.
6º DUARTE FERREIRA DE MORAIS, quinto senhor do morgadio de Tuizelo e moço fidalgo da Casa Real, casou em Chaves com sua prima D. Jerónima Veloso, filha de Jerónimo Álvares Veloso, fidalgo da Casa Real.
Descendência:
I. Jerónimo Ferreira de Morais (7º, adiante citado).
II. António Álvares Veloso. Sem geração.
III. D. Joana Veloso de Morais, segunda mulher de seu parente Belchior Pinto Cardoso, terceiro senhor do morgadio de Santiago de Mirandela, a quem já nos referimos em Mirandela Pintos Cardosos, pág. 273.
7º JERÓNIMO FERREIRA DE MORAIS, sexto senhor do morgadio de Tuizelo e moço fidalgo da Casa Real, casou com D. Francisca Botelho, filha do desembargador Francisco Botelho de Abreu.
Descendência:
I. Francisco Ferreira de Morais, fidalgo da Casa Real, cavaleiro do hábito de Cristo, casou com D. Joana de Oliveira, filha de João Teixeira de Morais e Sousa (ver em Bornes – § 2, 4º, pág. 26). Sem descendência.
II. Duarte Ferreira de Morais (8º, adiante citado).
III. João Botelho de Morais, que casou na vila do Mogadouro com D.Maria Pinto Pereira, filha de Gaspar Pinto e de D. Catarina Pinto, filha de Belchior Pinto Cardoso, de Mirandela e de sua primeira mulher D. Ana de Sousa (ver em Bragança – Família Ferreiras, 42º, pág. 76). Com geração.
IV. António Ferreira de Sá, que foi provisor e governador do bispado de Miranda, cónego da mesma Sé e abade de Espinhosela.
8º DUARTE FERREIRA DE MORAIS, sétimo senhor da casa e morgadio de Tuizelo, governador de Vinhais, moço fidalgo da Casa Peal, cavaleiro do hábito de Cristo, casou com D. Teresa Pestrelo Pereira, filha de Inácio Pestrelo Pereira e de D. Isabel Correia da Cunha,de Bragança.
Descendência:
I. D. Joana Francisca Caetana Ferreira de Morais (9º, adiante citado).
II. Miguel Ferreira de Morais, filho bastardo, que casou com D. Francisca Maria de Morais, sua parente, filha de André de Morais Sarmento, de Tuizelo, cavaleiro do hábito de Cristo, e de D. Ana.
Faleceu no ano de 1735, sem descendência.
9º D. JOANA FRANCISCA CAETANA FERREIRA DE MORAIS (ver 9º em Vimioso), oitava senhora de toda a casa e morgadio de Tuizelo, casou com Francisco José Sarmento de Lousada Ferreira, cavaleiro da Ordem de Cristo, moço fidalgo da Casa Real, familiar do Santo Ofício, coronel de cavalaria de Chaves, brigadeiro da mesma e que por último teve a patente de marechal de campo, com o Governo das armas da província de Trás-os-Montes.
Descendência:
I. Pedro Ferreira de Sá Sarmento (10º, adiante citado).
II. Francisco José Ferreira de Sá Sarmento, cavaleiro da Ordem de Cristo, moço fidalgo da Casa Real e capitão de cavalaria.
III. Frei João António Ferreira de Sá Sarmento, cavaleiro da Ordem de S. João de Malta e primeiro tenente da guarda do grão-mestre D. Frei Manuel Pinto da Fonseca. Faleceu novo em Malta.
IV. D. Teresa Ferreira de Sá, que faleceu ainda solteira.
V. D. Jerónima Teresa Ferreira, freira em Santa Clara de Bragança.
VI. D. Joana Maria Ferreira de Sá, que faleceu ainda solteira.
VII. D. Antónia Maria Caetana Ferreira de Sá Sarmento.
VIII. D. Maria Sebastiana Ferreira de Sá Sarmento.
IX. D. Rosa Teresa Ferreira de Sá Sarmento. Todas três foram freiras em Santa Clara de Bragança e em 1777 já tinham falecido.
10º PEDRO FERREIRA DE SÁ SARMENTO, nono senhor de toda a casa e morgadio de Tuizelo, cavaleiro da Ordem de Cristo, moço fidalgo da Casa Real, tenente-coronel de cavalaria dos dragões de Chaves. Em 1776 já estava aposentado e residia em Tuizelo com mais de cinquenta anos de idade.
11º FRANCISCO JOSÉ SARMENTO DE LOZADA FERREIRA, moço fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, familiar do Santo Ofício, coronel brigadeiro da cavalaria de Chaves, marechal de campo, com o governo das armas da província de Trás-os-Montes, no ano de 1762, na guerra contra Espanha.
Faleceu na vila de Tomar, onde acampava o nosso exército, e jaz sepultado no real convento das freiras da mesma vila.
Era filho de Pedro Ferreira de Sá Sarmento, moço fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, coronel de cavalaria, e de D. Jerónima de Macedo de Albuquerque, sua prima, filha de Paulo de Macedo de Albuquerque, cavaleiro da Ordem de Cristo e mestre de campo de auxiliares, e de D. Maria Mendes Pimentel; neta paterna de Francisco de Macedo de Albuquerque, adiante citado (filho de Belchior de Macedo e de D. Ana Rodrigues de Carvalho, adiante citados), e de D. Ana do Campo da Gama, adiante citada, filha de Francisco Álvares do Campo e de D. Juliana Gil, adiante citadas; neta materna do doutor Pedro Álvares de Carvalho (filho de João Álvares de Carvalho e de D. Isabel de Lozada, filha de Paulo Fernandes Pimentel) e de D. Maria Mendes Pimentel, natural de Miranda, filha de João Supico da Cunha, capitão-mor de Miranda, e de D. Maria Pimentel, filha de Gaspar Pimentel.
Neto paterno de Aires Ferreira de Sá, cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão-mor da vila do Vimioso e mestre de campo de auxiliares, e de D. Bibiana Ozores de Albuquerque, natural da vila do Vimioso, filha de Francisco de Macedo de Albuquerque, natural do Vimioso (filho de Belchior de Macedo, natural do Vimioso), e de D. Ana do Campo da Gama, natural do Vimioso, filha de Francisco Álvares do Campo e de D. Juliana Gil da Gama, filha de Francisco Gil de Magalhães.
Segundo neto paterno de João Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D. Clara de Sá Sarmento, sua prima, filha de Cristóvão Ferreira de Sá (filho segundo de Francisco de Morais Pimentel, o Meia-língua, e de sua segunda mulher D.Maria de Sá, filha de Aires Ferreira de Sá, adiante citado) e de D. Maior Sarmento de Lozada, filha de Francisco de Morais, natural de Vinhais, e de D. Francisca Sarmento de Lozada, filha de Bernardo de Lozada, senhor da Mesquita.
Terceiro neto parerno de Pedro Ferreira de Sá, moço fidalgo da Casa Real (filho de Aires Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real, e de D. Isabel de Sá, neto de Pedro Ferreira de Sá, comendador de Lamas e Corujas na Ordem de Cristo), e de D. Maria de Morais, sua parente, filha de João de Morais e Araújo, natural de Bragança, e de D. Maria de Morais, natural da mesma cidade(583).
CIM DOURO LIDERA APROVAÇÃO DE CANDIDATURAS A NÍVEL NACIONAL
O resultado reflete o trabalho desenvolvido pelos 19 municípios que integram a CIM Douro, bem como a capacidade de mobilização de recursos e de concretização de projetos orientados para o desenvolvimento do território.
Segundo o presidente da instituição, João Gonçalves, esta posição de liderança resulta de uma estratégia assente na cooperação entre municípios e no empenho das equipas técnicas, sublinhando que a capacidade de transformar oportunidades de financiamento em investimentos concretos constitui um fator determinante para o crescimento da região.
Numa altura em que os territórios do interior enfrentam desafios demográficos e económicos cada vez mais exigentes, a aprovação destes projetos assume um papel fundamental na promoção da coesão territorial, na captação de investimento e na criação de condições para fixar população e atrair novas oportunidades.
Paralelamente, a CIM Douro encontra-se já a preparar a estratégia que orientará o próximo quadro de apoio comunitário, procurando assegurar uma resposta concertada e ajustada às necessidades dos municípios e das populações.
Mais do que um indicador estatístico, este resultado representa um sinal da capacidade de afirmação do Douro e da importância de continuar a investir no desenvolvimento sustentável da região.
COSMICOMICS LEVOU O CIRCO CONTEMPORÂNEO À PRAÇA DAS EIRAS
Ao longo da noite, o público foi convidado a embarcar numa viagem onde a acrobacia, a expressão artística e o humor se uniram a referências ligadas ao universo da ciência, dando origem a um espetáculo repleto de momentos surpreendentes.
Entre exercícios de equilíbrio, números de circo contemporâneo e elementos de poesia visual, crianças e adultos deixaram-se envolver por uma experiência que aliou a arte ao fascínio pela descoberta.
A iniciativa integrou a programação cultural de verão do concelho, reforçando a aposta do município na dinamização de espaços públicos e na promoção de atividades destinadas a públicos de todas as idades.
A partir de amanhã, o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) passa a adotar a designação de Universidade Politécnica de Bragança, com a sigla UPB, revelou, há instantes, a instituição de ensino em comunicado.
A nova designação “afirma a solidez científica que estas instituições alcançaram, o nível e a qualidade das formações que ministram e a relevância crescente da sua participação no sistema científico e tecnológico nacional”, refere o IPB.
A adoção da designação de Universidade Politécnica constitui, “o reconhecimento legal e institucional de uma realidade já plenamente consolidada”.
Para o IPB, esta mudança também reconhece “o papel insubstituível desempenhado por estas instituições na coesão territorial. Pela sua implantação regional, capacidade de atração e qualificação de estudantes, ligação às empresas e às comunidades e contributo para a inovação e criação de emprego qualificado, as instituições politécnicas são atualmente o principal garante da presença do ensino superior, da ciência e da inovação em todo o território nacional”, pode ler-se.
No caso de Bragança, esta transformação representa “o reconhecimento do estatuto de uma das Universidades portuguesas com maior impacto internacional, situando-se entre as Universidades portuguesas com melhor desempenho científico, como tem sido claramente demonstrado pelos principais rankings internacionais de Universidades”.
Com efeitos a partir de 1 de agosto, a identidade institucional e os símbolos do atual Instituto Politécnico de Bragança serão alterados, “passando a ser utilizada, em todos os meios, documentos, plataformas e formas de comunicação, a designação: Universidade Politécnica de Bragança – UPB.”
No entanto, o IPB ressalva que esta alteração não encerra, contudo, o processo de evolução institucional em curso. O procedimento destinado à transformação da Universidade Politécnica de Bragança em Universidade “encontra-se em desenvolvimento, na sequência da proposta apresentada pela instituição e do amplo consenso alcançado em torno desse objetivo”.
O IPB espera que este processo “tenha o seu desfecho até ao final do corrente ano, abrindo uma nova etapa no desenvolvimento de uma universidade diferenciada, de matriz territorial, vocacionada para a inovação, para a cooperação internacional e para a produção de conhecimento com impacto na sociedade”.
PRAIA FLUVIAL DO AZIBO RECEBEU CONVÍVIO INTERGERACIONAL PROMOVIDO PELO MUNICÍPIO DE ALIJÓ
A iniciativa reuniu ainda as crianças que integram o programa Move(TE), proporcionando um dia marcado pelo convívio, pela partilha de experiências e pelo fortalecimento dos laços entre diferentes gerações.
O encontro serviu igualmente para assinalar o Dia dos Avós, numa homenagem ao papel desempenhado pelos mais velhos na preservação das tradições, na transmissão de conhecimentos e no reforço dos valores familiares e comunitários.
Promovida no âmbito do Plano de Ação da Rede Social de Alijó, a iniciativa pretende incentivar o envelhecimento ativo, combater o isolamento social e criar oportunidades de contacto e proximidade entre diferentes faixas etárias.
O Município de Alijó destacou o contributo de todas as entidades, técnicos, colaboradores e participantes envolvidos na organização da atividade, sublinhando a importância de iniciativas desta natureza para a promoção da inclusão social e do espírito de comunidade.
MACEDO DE CAVALEIROS RECEBEU SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE O NOVO REGIME DA URBANIZAÇÃO E DA EDIFICAÇÃO
O encontro reuniu profissionais do setor, técnicos e especialistas, proporcionando um espaço de partilha de conhecimentos e de análise das principais alterações introduzidas pela nova legislação, bem como do impacto da sua aplicação nos diferentes territórios.
Ao longo da sessão, foram abordados temas relacionados com os procedimentos administrativos, as novas regras aplicáveis ao licenciamento urbanístico e os desafios que se colocam aos profissionais da área, permitindo ainda o esclarecimento de dúvidas e a troca de experiências entre os participantes.
A iniciativa contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, que destacou a importância da realização de ações deste género para a atualização de conhecimentos e para o fortalecimento da cooperação entre as diferentes entidades.
Ao receber esta sessão, Macedo de Cavaleiros voltou a afirmar-se como um ponto de encontro para a discussão de temas relevantes para o desenvolvimento do território e para a modernização das práticas ligadas ao urbanismo e ao ordenamento do espaço.
CARRAZEDA DE ANSIÃES CELEBRA A JUVENTUDE COM DOIS DIAS DE MÚSICA, DESPORTO E ANIMAÇÃO
As atividades terão lugar nas Piscinas Municipais Descobertas e na Albufeira da Barragem de Fonte Longa, proporcionando aos participantes a oportunidade de experimentar diversas modalidades e desafios, entre os quais canoagem, paddle, percursos de obstáculos, karts a pedais e matraquilhos humanos.
A programação contempla ainda vários momentos de animação musical, que culminarão com um espetáculo noturno no Espaço Lúdico Dr. Morais Fernandes, onde subirão ao palco DJ Camané, Karetus, DJ Fifty e Music After Hours.
A iniciativa inclui também o acesso gratuito aos equipamentos municipais para todos os jovens até aos 35 anos, no dia 12 de agosto.
Com esta proposta, o município pretende promover estilos de vida ativos, incentivar a participação dos jovens e proporcionar momentos de lazer e convívio durante a época de verão.
Lamalonga volta a recriar a época romana com o Festum Flávius
Durante dois dias, a aldeia transforma-se num mercado romano, com recriações históricas, animação, espetáculos e venda de produtos locais, numa iniciativa que pretende valorizar o património e dinamizar a economia da freguesia.
A presidente da Junta de Freguesia de Lamalonga, Betina Gonçalves, explica que o evento mantém a aposta na recriação da época romana, mas apresenta este ano novas atividades:
O certame inspira-se no património histórico da freguesia, nomeadamente na antiga Via XVII e nos vestígios romanos existentes em Lamalonga, conjugando essa herança com a promoção dos produtos endógenos:
Além da vertente histórica, a iniciativa procura criar oportunidades para os produtores locais e divulgar a freguesia junto de quem a visita:
A autarca deixa ainda uma mensagem à população e aos visitantes:
O programa inclui mercado romano, recriações históricas, teatro, dança, animação de rua, caminhadas e espetáculos ao longo dos dois dias.
A organização espera repetir o número de visitantes das edições anteriores e continuar a afirmar o Lamalonga Romana, Festum Flávius, como um dos principais eventos de promoção do património histórico e cultural do concelho de Macedo de Cavaleiros.
Feira Lagoa do’s Sabor’es regressa este fim de semana para a 3.ª edição
O evento volta a apostar na promoção dos produtos locais, da gastronomia, da cultura e do turismo, tirando partido da localização junto ao encontro dos rios Azibo e Sabor.
Para o presidente da Junta de Freguesia de Lagoa, Nuno Trindade, é precisamente essa ligação ao território que torna a feira diferente:
O programa começa no sábado, com missa e procissão, às 16h00.
No domingo, a iniciativa inclui animação musical e cultural, gastronomia, artesanato, demonstrações ao vivo, demonstrações de padaria, cuidados de saúde e outras atividades.
Na segunda e terça-feira decorrem ainda atividades náuticas junto à Ponte do Sabor, entre as 09h00 e as 19h00:
A organização acredita que o evento continuará a afirmar-se como uma montra dos produtos da região e um fator de atração de visitantes ao concelho:
A Feira Lagoa do’s Sabor’es decorre durante o fim de semana e volta a reunir produtores, artesãos, associações e agentes locais, numa iniciativa que procura valorizar o território, promover os produtos endógenos e reforçar a atratividade turística da zona envolvente aos rios Azibo e Sabor.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
O Amor Morreu ou Apenas Mudou de Forma?
O amor “moderno” existe e ignorá-lo é um erro.
À primeira vista, pode parecer que o amor perdeu profundidade. As relações tornaram-se mais efémeras, muitas vezes mediadas por ecrãs e aplicações digitais. A facilidade com que se inicia e termina uma ligação pode dar a sensação de que os sentimentos são mais superficiais, menos comprometidos. A cultura do imediato, do “tudo agora”, parece colidir com a ideia de um amor paciente, construído ao longo do tempo. No entanto, esta perceção pode ser apenas uma leitura parcial da realidade.
Na verdade, o amor não desapareceu. Transformou-se. As formas de conhecer alguém expandiram-se para além dos círculos tradicionais. Hoje, é possível criar laços afectivos com pessoas de diferentes culturas, países e realidades, algo impensável há poucas décadas. A tecnologia, frequentemente apontada como culpada pela fragilidade das relações, também pode ser vista como uma ferramenta que aproxima, que encurta distâncias e que permite novas formas de intimidade.
O conceito de amor tornou-se mais plural e inclusivo. As relações já não seguem um único modelo. Existe uma maior liberdade para definir o que é amar e como se quer viver esse amor. Relação à distância, união não convencional, escolhas conscientes de independência, tudo isto faz parte de um novo panorama onde o amor não é menos válido por ser diferente. Pelo contrário, pode ser mais autêntico, pois nasce de escolhas mais livres e menos condicionadas por normas sociais rígidas, das quais o casamento, religioso ou civil, é o exemplo mais visível.
Outro aspeto importante é a valorização do amor-próprio. Num contexto moderno, cresce a consciência de que amar o outro não deve implicar anular-se a si mesmo. Esta mudança, embora por vezes interpretada como egoísmo, pode representar uma evolução saudável. Relações mais equilibradas tendem a surgir quando ambas as partes se reconhecem como indivíduos completos, e não como metades dependentes.
Contudo, é inegável que existem desafios. A abundância de opções pode dar lugar a indecisão. A comparação constante pode alimentar insegurança e a comunicação digital pode, por vezes, substituir a profundidade do contacto humano direto. O amor moderno exige novas competências. Saber comunicar de forma clara, gerir expectativas, lidar com a incerteza e cultivar empatia num ambiente muitas vezes impessoal.
Perguntar se o amor moderno morreu pode ser, na verdade, a pergunta errada. O amor continua vivo, mas adaptado ao seu tempo. Tal como em outras épocas, reflete a sociedade em que existe. Se hoje parece mais instável ou complexo, é porque também o mundo se tornou mais dinâmico e multifacetado. Melhor ou pior, cada um de nós terá a sua opinião.
Em suma, o amor moderno não desapareceu, reinventou-se. O amor continua a ser uma força central na vida humana, embora se manifeste de formas diferentes, mais diversas e, em muitos casos, mais conscientes. Cabe a cada indivíduo compreender essas mudanças e encontrar, dentro deste novo cenário, a sua própria forma de amar e ser amado.
𝑷𝒓𝒆́𝒎𝒊𝒐𝒔 𝒆𝒎 𝑫𝒆𝒔𝒕𝒂𝒒𝒖𝒆 - Julho - 2026
A rubrica “Prémios em Destaque” evidencia, mensalmente, conquistas alcançadas por brigantinas e brigantinos, em diversas áreas, valorizando o talento e o trabalho desenvolvido no concelho.












































