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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼 | 𝗘𝗽𝗶𝘀ó𝗱𝗶𝗼 𝟯/𝟱

 No Episódio 3 de 𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼, o 𝘾𝙝𝙚𝙛 Álvaro Costa recupera um clássico reconfortante com um toque bem especial: a aletria, mas guarnecida com 𝗮𝗺ê𝗻𝗱𝗼𝗮 𝗱𝗲 𝗧𝗼𝗿𝗿𝗲 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼 e um conjunto de ingredientes aromáticos que fazem toda a diferença nesta receita.
Uma sobremesa simples, mas cheia de aromas, tradição e identidade — onde a amêndoa local ganha um lugar de destaque.

Veja o Episódio 3 e descubra mais um sabor de Moncorvo à mesa.

A viagem continua. Ainda faltam duas receitas para descobrir.

Adquira os produtos locais em 𝙈𝙤𝙣𝙘𝙤𝙧𝙫𝙤𝙨𝙤𝙩𝙤.𝙥𝙩

𝑨 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒊𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆 𝑬𝒙𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂 - Agosto - 2026

 Esta é uma rubrica mensal dedicada a apresentar, de forma próxima e transparente, um balanço dos principais acontecimentos e decisões do Município. 

ANAC suspende toda a atividade da Lusofly por seis meses

 A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) decidiu suspender o certificado da Organização de Formação de Pilotos Lusofly Academy, uma escola sediada em Bragança, pelo período de seis meses. “Em sequência de não conformidades persistentes, respeitantes ao enquadramento legal aplicável à certificação e funcionamento de tal organização”, decidiu o Conselho de Administração da ANAC, na reunião do passado dia 20 de agosto.


Segundo a ANAC a decisão de suspender a atividade da escola de pilotos ocorre após verificação do incumprimento dos planos de ações corretivas que tinham sido elaborados e aprovados por esta Autoridade, nos termos do Regulamento da Comissão Europeia e de diversas diligências junto daquela academia, incluindo também a decisão de limitação do seu certificado. Já anteriormente a ANAC tinha determinado, desde abril de 2026, a “impossibilidade de admitir novos alunos”, embora a pese embora, desde janeiro que a academia não admitia estudantes.

A ANAC decidiu que no final do prazo de seis meses “se as não conformidades não se encontrarem regularizadas, será tal certificação automaticamente cancelada”. O proprietário da Lusofly escusou-se a prestar declarações ao Mensageiro, bem como a fazer comentários sobre a decisão da ANAC.

Glória Lopes

ULS do Nordeste realizou primeira cirurgia robótica à coluna no Hospital de Macedo de Cavaleiros

 A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste realizou esta segunda-feira a primeira cirurgia robótica à coluna, na Unidade Hospitalar de Macedo de Cavaleiros, após a aquisição de um novo sistema de orientação robótica para intervenções à coluna vertebral.


O equipamento, que implicou um investimento na ordem dos 2,6 milhões de euros, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da modernização tecnológica do Serviço Nacional de Saúde (SNS) “reforça a capacidade desta ULS para a realização de cirurgias com maior precisão, menor exposição à radiação e uma abordagem personalizada às características de cada doente”, informou a ULS. “A aquisição deste equipamento, dotado de tecnologia de ponta na área da cirurgia da coluna, representa um importante avanço para a ULS do Nordeste. É particularmente relevante podermos disponibilizar esta tecnologia num 
hospital do interior, fora dos grandes centros, permitindo melhorar e aproximar os cuidados de saúde inovadores à população da região”, explicou o diretor do Serviço de Ortopedia da ULS do Nordeste, Afonso Ruano, responsável pela equipa que realizou a cirurgia.

Segundo a discrição daquela entidade o novo sistema de orientação robótica combina software especializado, navegação cirúrgica e assistência robótica. A tecnologia permite à equipa médica visualizar a anatomia do doente, realizar simulações das intervenções em 3D e planear previamente o procedimento, definindo a trajetória e o posicionamento dos instrumentos e implantes, de acordo com cada caso.

Durante a cirurgia, o sistema permite acompanhar a posição dos instrumentos em relação à anatomia do doente e orientar o cirurgião ao longo do procedimento, favorecendo uma abordagem minimamente invasiva. O braço robótico articulado permite um controlo preciso da colocação dos instrumentos e implantes, apoiando a execução da intervenção de acordo com o planeamento previamente definido. “Para o Conselho de Administração, esta primeira cirurgia representa um marco na diferenciação da resposta hospitalar da ULS do Nordeste. A inovação tecnológica, associada à competência das equipas, permite, segundo o órgão de gestão, prestar cuidados mais seguros, precisos e personalizados, garantindo que os cidadãos do Nordeste têm acesso, no seu território, à medicina mais avançada”, acrescenta a ULS em comunicado.

GL

REFEIÇÕES ESCOLARES GRATUITAS EM VILA FLOR!

 O ano letivo 2026/27 arranca já no dia 14 de setembro para o Pré-Escolar e 1º CEB! Para que as famílias do nosso concelho iniciem esta etapa com mais tranquilidade, o Município de Vila Flor volta a garantir o apoio total à alimentação das crianças destes níveis de ensino.  
O apoio é gratuito, porém carece de inscrição prévia:

AQUI.

Presencialmente: No Balcão Único de Atendimento (BUA) da Câmara Municipal (localizado no Centro Cultural).

Dúvidas ou esclarecimentos: Ligue para o 278 510 100.

Politécnico de Bragança vai passar a Universidade

𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐥𝐚 𝐚𝐛𝐫𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐧𝐨𝐯𝐚 𝐞𝐭𝐚𝐩𝐚 𝐧𝐨 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐢𝐨𝐫

 O anúncio da criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior marca um momento histórico para o ensino superior na região e abre novas perspetivas para Mirandela.


Há mais de três décadas que o ensino superior faz parte da vida, da identidade e do desenvolvimento da cidade. A integração de Mirandela na futura Universidade, através da atual Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (EsACT), reforça este percurso e representa uma oportunidade para ampliar a formação, a investigação e a inovação, atrair mais estudantes e talento e aprofundar a ligação entre o conhecimento e o território.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Vítor Correia, esta nova realidade deve traduzir-se em novas oportunidades para a cidade e para toda a região:

“Mirandela ajudou a construir o ensino superior no Norte Interior durante mais de 30 anos. A criação desta Universidade abre agora um novo capítulo, que queremos ajudar a construir. Temos uma comunidade académica consolidada e queremos reforçar a presença da Universidade em Mirandela, atrair mais estudantes, criar novas oportunidades de formação, promover a investigação e a inovação e aproximar ainda mais o conhecimento das empresas, das instituições e do nosso território.”

O Município de Mirandela está disponível para contribuir ativamente para a construção deste novo projeto e para trabalhar com a futura Universidade no reforço e valorização da sua presença na cidade.

Uma Universidade com uma verdadeira dimensão territorial poderá desempenhar um papel determinante na atração e fixação de jovens, na qualificação, na criação de conhecimento e no desenvolvimento económico e social do Norte Interior.

Depois de mais de três décadas de ligação ao ensino superior, esta nova etapa reforça uma ambição que Mirandela quer continuar a construir: afirmar-se, cada vez mais, como uma verdadeira cidade universitária.

Festas, Festividades e Eventos

ROCK EM PODENCE LEVOU NOVAS SONORIDADES À TERRA DOS CARETOS

 A aldeia de Podence, em Macedo de Cavaleiros, recebeu, nos dias 28 e 29 de agosto, a primeira edição do Rock em Podence, um festival que juntou música alternativa, cultura e a identidade dos Caretos de Podence.


Durante duas noites, o Largo da Feira foi palco de concertos de Seventh Plague, Pica & Trilha, Crianças ao Poder, Parede Sem Fachada e Mata-Ratos, além da atuação do DJ Mazeda. Pelas ruas da aldeia, os Batuqueiros do Entrudo e os Caretos deram também outro ritmo à iniciativa.

O programa incluiu ainda um mercadinho rural, artesanato e espaços de convívio, criando uma ligação entre a música e as tradições locais.

A estreia do festival procurou, assim, apresentar uma nova forma de valorizar e divulgar o património cultural de Podence, aproximando-o de diferentes públicos através da música e de outras expressões culturais.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

VALE DE TELHAS RECUPEROU TRADIÇÃO MILENAR COM LAGARADA

 A localidade de Vale de Telhas, em Mirandela, assinalou um dos momentos mais marcantes das vindimas com uma lagarada que recuperou práticas tradicionais ligadas à produção de vinho.


A iniciativa incluiu a tradicional pisa das uvas em lagares rupestres escavados na rocha granítica, estruturas que testemunham técnicas de produção com cerca de dois mil anos.

O programa terminou com um jantar temático, acompanhado pela atuação de vários artistas locais, num momento que juntou gastronomia, música e convívio à preservação da memória e das tradições da comunidade.

A lagarada voltou, assim, a dar vida a um património ancestral de Vale de Telhas, aproximando a população das práticas que marcaram a história vitivinícola da região.

Jornalista: Vitória Botelho

Estão abertas as Candidatura para o Curso de Ingresso na Carreira de Bombeiro Voluntário do Corpo de Bombeiros de Bragança 2026-2027

 Inscreve-te AQUI Até dia 10 de Setembro.

O Município de Bragança recebeu o 𝑺𝒆𝒍𝒐 𝑶𝒖𝒓𝒐 da ARTE (Agência Para A Reforma Tecnológica Do Estado), a mais alta distinção em acessibilidade digital em Portugal.

DISTINÇÃO LEGITIMA A VISÃO DO PROJETO-BANDEIRA “BRAGANÇA INOVADORA”, QUE COLOCA A TECNOLOGIA EM FAVOR DE UM SERVIÇO PÚBLICO MAIS PRÓXIMO, ACESSÍVEL E INCLUSIVO.


site www.cm-braganca.pt (portal institucional do Município de Bragança), foi distinguido com o Selo de Usabilidade e Acessibilidade, no nível Ouro, atribuído pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado - ARTE, I.P.

O nível “Ouro” é o patamar mais elevado desta Certificação de “Selo de Usabilidade e Acessibilidade”. A avaliação abrange a acessibilidade das páginas, a percetibilidade dos conteúdos, a facilidade de utilização dos serviços digitais e a realização de testes com utilizadores, incluindo pessoas com deficiência.

Esta distinção reconhece o trabalho desenvolvido para tornar o site municipal mais funcional e acessível, permitindo que cidadãos com diferentes capacidades sensoriais, motoras ou cognitivas possam consultar informação e utilizar os serviços disponíveis com maior autonomia.

Esta distinção confirma a qualidade de uma ferramenta que faz hoje parte da relação diária entre o Município e os cidadãos, reconhece o trabalho realizado na revisão das páginas, dos conteúdos e das funcionalidades do site municipal, com o objetivo de reduzir dificuldades no acesso à informação e aos serviços.

Um reconhecimento que traduz a visão do Município de Bragança no âmbito do projeto-bandeira “Bragança Inovadora”, que procura utilizar a tecnologia para aproximar os serviços públicos das pessoas, eliminar barreiras e garantir que ninguém fica de fora no acesso à informação municipal.

CORTEJO ETNOGRÁFICO DESTACA TRADIÇÕES NA 29.ª FEIRA DA MAÇÃ, DO VINHO E DO AZEITE EM CARRAZEDA DE ANSIÃES

 O cortejo etnográfico foi um dos momentos de maior destaque da 29.ª Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, em Carrazeda de Ansiães, reunindo a comunidade numa celebração das tradições e da identidade local.


Ao longo do percurso, costumes, trajes, usos e saberes ligados à vida das comunidades rurais ganharam expressão, numa iniciativa que procurou preservar e dar a conhecer um património transmitido entre gerações.

A participação das associações e das gentes do concelho contribuiu para recriar diferentes aspetos da cultura e das vivências de outros tempos, valorizando a memória coletiva e os elementos que continuam a marcar a identidade de Carrazeda de Ansiães.

Inserido num dos principais momentos da programação da Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite, o cortejo voltou a juntar tradição e comunidade, num desfile que destacou também a importância de manter vivos os costumes e o património cultural do concelho.

A 29.ª edição da feira continua, assim, a afirmar os produtos e as tradições de Carrazeda de Ansiães, cruzando a valorização da produção local com a promoção da cultura e das raízes das suas gentes.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

EXPOSIÇÃO “DAQUI” CONVIDA A REFLETIR SOBRE MEMÓRIA, MIGRAÇÃO E IDENTIDADE EM MIRANDELA

 A Ecoteca de Mirandela acolheu esta tarde a apresentação de “Daqui / Husi Ne’e / Hikhola D’Ici / From Here”, um projeto artístico de Paula Preto que reúne diferentes formas de expressão para explorar a relação das pessoas com os lugares onde vivem e com aqueles que deixaram para trás.


Fotografia, vídeo e ilustração cruzam-se numa exposição que aborda experiências de migração, memórias individuais e coletivas e diferentes formas de construir um sentimento de pertença.

A concretização do projeto envolveu várias pessoas e comunidades do território. Entre os participantes estiveram estudantes da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais, utentes da Associação Matiz e moradores de diferentes aldeias, contribuindo com histórias e perspetivas próprias.

A equipa contou ainda com Marta Miranda, na mediação e produção, Sónia Borges, na mediação e ilustração, e Pedro Guimarães, responsável pelo design e montagem.

Mais do que apresentar imagens e testemunhos, “Daqui” procura criar um espaço de diálogo sobre aquilo que liga cada pessoa a determinado território, colocando em confronto diferentes percursos, culturas e experiências.

A exposição parte, assim, de uma pergunta simples, mas aberta a múltiplas respostas: o que significa, afinal, pertencer a um lugar?

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

DOURO LEVA SABORES E IDENTIDADE REGIONAL À SEMANA EUROPEIA DAS REGIÕES EM BRUXELAS

 A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) vai apresentar, em Bruxelas, uma seleção de produtos e sabores que refletem a diversidade e o património gastronómico do território duriense.


A iniciativa, intitulada “Ancient Roots, Competitive Future: Tasting the Douro”, realiza-se a 14 de outubro, entre as 10h30 e as 13h30, integrada na programação da Semana Europeia das Regiões e Cidades 2026.

A sessão de degustação pretende dar a conhecer produtos que vão além da tradicional associação do Douro ao vinho, incluindo azeites de altitude, amêndoas, mel, queijos, enchidos e pão artesanal.

O encontro será também uma oportunidade para destacar produtores e saberes ligados ao território, muitos deles transmitidos entre gerações, colocando em evidência a relação entre tradição, recursos locais e capacidade de inovação.

Com esta participação no contexto europeu, a CIM Douro procura reforçar a visibilidade da região e mostrar o potencial dos seus produtos endógenos, apresentando o território como uma região capaz de conjugar património e tradição com novas oportunidades de desenvolvimento e competitividade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Macedo de Cavaleiros recebeu Concurso Nacional de Bovinos de Raça Mirandesa

 O Concurso Nacional de Bovinos de Raça Mirandesa decorreu este fim de semana em Macedo de Cavaleiros e reuniu mais de uma centena de animais, provenientes dos seis concelhos que integram o Solar da Raça Mirandesa.


A iniciativa pretende promover, valorizar e preservar uma das raças mais características do Nordeste Transmontano.

A avaliação dos animais ficou a cargo de um júri especializado, que analisou vários critérios, em particular a conformidade dos exemplares com as características da raça.

Manuel Preto, um dos elementos do júri e também criador, destaca a qualidade dos animais apresentados:

“Os critérios são vários, vão desde a ponta da cabeça, do focinho, até à ponta do rabo, mas também à traseira do animal. A cabeça, com conformação, tem as características-base da mirandesa: pequena e larga, com boa inserção ao nível do pescoço, membros anteriores e parte lombar.

Os animais eram muito, muito bons e muito semelhantes. Tornou-se um bocadinho difícil para nós, mas, com a colaboração de todos os membros do júri, correu tudo bem, porque os exemplares eram mesmo muito bons.”

Para os criadores, o concurso é mais do que uma competição. É também um momento de encontro e de valorização do trabalho desenvolvido ao longo do ano, como descreve o presidente da Associação dos Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa, João Choupina:

“Este tipo de iniciativas, além de ser um concurso, é um convívio, é família, é amizade. É onde os criadores se juntam, onde mostram o que produzem durante o ano. É isto, é mais um convívio entre criadores e é a festa dos criadores.”

Para o vereador da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros com o pelouro da agricultura, Leonardo Vilafranca, o concurso representa também uma oportunidade para dinamizar a cidade:

“Esta iniciativa é uma iniciativa para valorizar o que é nosso, valorizar a raça mirandesa, uma raça muito característica da nossa região. Temos cerca de 150 exemplares dos seis concelhos pertencentes ao Solar da Raça Mirandesa.”

O impacto não se fica pelos criadores e pelo setor agrícola.

Durante os dias do concurso, foram muitas as pessoas que passaram pelo Parque Municipal de Exposições de Macedo de Cavaleiros, o que, segundo o vereador, representa também um retorno económico para o concelho.

A par da competição e do dinamismo gerado pela iniciativa, fica também o desafio de aproximar os mais jovens desta tradição e garantir que o futuro da raça mirandesa continua a passar de geração em geração.

O Concurso Nacional encerra, assim, mais um ciclo de seis concursos, um por cada concelho do Solar da Raça Mirandesa, num roteiro que deverá voltar a começar no próximo ano.

Filipe Ventura Alves

Câmara de Bragança congratula-se com a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior

 O Município de Bragança recebe com enorme satisfação o anúncio da criação da “Universidade de Bragança e do Norte Interior”, apresentado hoje pelo Primeiro-Ministro como o culminar do processo de transformação da atual ‘Universidade Politécnica de Bragança’, divulgou este domingo a autarquia liderada por Isabel Ferreira. 


“Trata-se de uma decisão de grande importância para Bragança e para o Norte Interior, reconhecendo o percurso de uma instituição e de uma região que, ao longo de décadas, se afirmou pela qualidade do ensino, pela investigação, pela inovação e por uma forte 
dimensão internacional”, explicou a autarca Isabel Ferreira sublinhando que o ensino superior é hoje um dos principais ativos estratégicos de Bragança. “A presença de milhares de estudantes, docentes, investigadores e profissionais qualificados transforma a cidade, gera conhecimento, dinamiza a economia, promove a inovação, reforça a abertura ao mundo e cria condições para atrair e fixar talento.

A criação da “Universidade de Bragança e do Norte Interior” permitirá reforçar este papel e abrir novas perspetivas para a qualificação, para a investigação científica, para a transferência de conhecimento e para a ligação entre a academia, as empresas, as instituições e a comunidade”.

A própria designação anunciada traduz, segundo Isabel Ferreira, “a dimensão regional desta instituição”.

Glória Lopes

Orlando Rodrigues acredita que mudança para Universidade de Bragança e do Norte Interior vai dar novas possibilidades à instituição

 O reitor da Universidade Politénica de Bragança, Orlando Rodrigues, disse ao Mensageiro que o anúncio da criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior (UBNI) se trata de uma decisão política, que era esperada na instituição ainda que o timing o tenha surpreendido. “O governo entendeu que há instituições politécnicas que desenvolveram mais a sua capacidade científica, que é claramente o nosso caso, todos os indicadores científicos nos colocam numa posição de destaque e, sobretudo, nós temos um papel diferente, porque estamos numa região de interior. 


O nosso país tem um problema grave de desequilíbrio territorial e com todos os problemas que isso acarreta em termos de economia pois temos regiões superlotadas, mas em alguns pontos do país é o contrário. É preciso equilibrar o nosso país. Com esta transformação para ajudar a ter uma economia vibrante e inovadora e isso faz-se através do conhecimento científico e da qualificação das pessoas é o sinal que se vai ser dado através desta transformação”, explicou Orlando Rodrigues ao Mensageiro.

A mudança pode permitir uma maior afirmação da instituição a nível, nacional e internacional, nomeadamente na captação de fundos e na atração de alunos, segundo o responsável.

A mudança recente da designação de 13 institutos politécnicos a nível nacional para universidades politécnicas, onde se inclui a instituição de Bragança decorre da alteração da lei, aprovada por unanimidade na Assembleia da República. A lei já havia sido alterada para permitir a atribuição do grau de doutor nos politécnicos. “Mas faltava regular os termos da designação, e, portanto, tudo apontava para que os institutos politécnicos se passassem a designarem universidades politécnicas, mas esta transformação não pode ser entendida de forma nenhuma, como um desvalorizar o trabalho dos dos politécnicos, nem da nossa história, nem dos outros”, referiu Orlando Rodrigues.

A mudança anunciada por Luís Montenegro é diferente e não inclui os demais institutos. “São processos diferentes. Esta alteração que o governo está disponível a fazer, e que fez já com Leiria na sequência das catástrofes, que aconteceu, no início do ano e simultaneamente com o Porto, e agora connosco”, referiu o reitor.

Orlando Rodrigues indicou ainda ao nosso jornal que se trata de “uma decisão política”, que era esperada. “O governo entendeu que há instituições politécnicas que desenvolveram mais a sua capacidade científica, que é claramente o nosso caso, todos os indicadores científicos nos colocam numa posição de destaque e, sobretudo, nós temos um papel diferente, porque estamos numa região de interior. O nosso país tem um problema grave de desequilíbrio territorial e com todos os problemas que isso acarreta em termos de economia pois temos regiões superlotadas, mas em alguns pontos do país é o contrário. É preciso equilibrar o nosso país. Com esta transformação para ajudar a ter uma economia vibrante e inovadora e isso faz-se através do conhecimento científico e da qualificação das pessoas é o sinal que se vai ser dado através desta transformação”, concretizou.

Glória Lopes

Um ano depois do incêndio que matou 7 utentes no lar da Misericórdia de Mirandela, continuam por apurar responsabilidades

EXPOSIÇÃO: SABERES CRUZADOS - Onde o gesto antigo encontra a voz do presente

 O que acontece quando as mãos experientes dos mais velhos e a curiosidade das novas gerações se encontram? Nasce uma ponte viva de conhecimento, memória e entreajuda.
A exposição "Saberes Cruzados" junta histórias, saberes ancestrais e linguagens contemporâneas num só espaço. Num tempo tão rápido e individualista, este projeto convida-nos a fazer uma pausa para escutar, observar e valorizar a riqueza daquilo que cada um tem para ensinar e aprender.

A verdadeira sabedoria não habita no conhecimento isolado, mas na capacidade de tecer laços, valorizar as nossas raízes e construir uma comunidade mais forte e unida. 

Venha conhecer os trabalhos realizados pelos participantes deste projeto!

Inauguração: 14 de setembro, às 15h00
Exposição patente até: 16 de novembro de 2026
Local: Casa da Vila – Centro Interpretativo do Parque Natural de Montesinho

𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨 𝐥𝐞𝐯𝐚 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐩𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐚 𝐈𝐭𝐚́𝐥𝐢𝐚!

 Nos dias 4 e 5 de setembro, Miranda do Douro estará representado no XV Raduno Internazionale delle Maschere Antropologiche (R.I.M.A. 2026), em Tricarico, na região da Basilicata.
Os Pauliteiros Mirandeses de Palaçoulo, juntamente com as figuras tradicionais da Velha, do Bailador e da Bailadeira de Vila Chã de Braciosa, levam até Itália algumas das mais emblemáticas manifestações da cultura tradicional do Planalto Mirandês.

Este encontro internacional reúne comunidades de vários países que mantêm vivas tradições ancestrais ligadas às máscaras, à música, à dança e aos rituais.

É uma oportunidade para partilhar a nossa identidade, valorizar as nossas tradições e mostrar ao mundo a riqueza do património cultural imaterial de Miranda do Douro.

Porque preservar a tradição é também garantir que ela continua viva, de geração em geração.

𝐀𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐏𝐫𝐨𝐜𝐞𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐚𝐥 𝐂𝐨𝐦𝐮𝐦 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐜𝐡𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝟏𝟐 𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 na carreira e categoria de Assistente Operacional, na modalidade de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado.

 Ref. C16 – 3 (três) postos de trabalho na Carreira/Categoria de Assistente Operacional (área do saneamento);
Ref. C17 – 4 (quatro) postos de trabalho na Carreira/Categoria de Assistente Operacional (Canalizador);
Ref. C18 - 5 (cinco) posto de trabalho na Carreira/Categoria de Assistente Operacional (Cantoneiro de vias).

𝐂𝐚𝐧𝐝𝐢𝐝𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 AQUI.

𝐃𝐚𝐭𝐚 𝐥𝐢𝐦𝐢𝐭𝐞 𝐝𝐚 𝐜𝐚𝐧𝐝𝐢𝐝𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚: 11-09-2026

domingo, 30 de agosto de 2026

Câmara de Macedo de Cavaleiros apresentou queixa contra pessoas que usaram detetores de metais na praia do Azibo

A Universidade de Bragança virá a caminho?


A criação da Universidade de Bragança é uma justa e histórica aspiração de toda uma região que, há longos anos, trava uma luta persistente pela valorização do ensino superior no interior norte de Portugal e pela coesão territorial. Trata-se de uma reivindicação de décadas, sentida por estudantes, docentes, autarcas e pelas populações locais, que viram sucessivos governos adiar uma resposta estrutural para o desenvolvimento da região.

Contudo, a forma como o anúncio foi feito levanta sérias dúvidas institucionais e políticas. A revelação da criação da universidade foi feita no encerramento da Universidade de Verão, pelo secretário-geral, de um dos partidos que suporta o Governo, um evento estritamente partidário. Misturar o papel institucional de governação com a arena político-partidária num comício de verão empobrece a "solenidade" do ato e fere o princípio da separação entre o Estado e os partidos. Anúncios desta magnitude, que moldam o futuro do país e exigem planeamento, orçamento e validação técnica, devem ser feitos nos órgãos próprios de soberania e pelo Governo em funções, e não com aproveitamento de palcos partidários. 

Esta escolha de timing e cenário gera, inevitavelmente, desconfiança quanto à credibilidade e à real sustentabilidade do anúncio. Fica no ar a sensação de que uma conquista tão importante para Bragança e para o Norte Interior está a ser utilizada como mero trunfo de propaganda política e de encaixe partidário, em vez de ser tratada com o rigor, a transparência e o respeito institucional que a causa merece. As populações de Bragança merecem uma universidade por mérito, por necessidade estratégica do país e por compromisso de Estado, e não como um anúncio de festa/feira de partido.

É necessário que as forças vivas da região e os deputados eleitos pelo interior do País... estejam atentos e não deixem esquecer o "anúncio".

Este anúncio deveria ter sido feito, pelo Primeiro Ministro, em BRAGANÇA e com a pompa e circunstância devidas!

HM
30 de Agosto de 2026

Foi hoje anunciada a criação da 𝑼𝒏𝒊𝒗𝒆𝒓𝒔𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒆 𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝒆 𝒅𝒐 𝑵𝒐𝒓𝒕𝒆 𝑰𝒏𝒕𝒆𝒓𝒊𝒐𝒓, como culminar do processo de transformação da atual Universidade Politécnica de Bragança.

 O ensino superior é um dos principais ativos estratégicos de Bragança: gera conhecimento, atrai talento, dinamiza a economia, promove a inovação e reforça a capacidade de afirmação de todo o território.
O Município de Bragança assume total compromisso com este processo e continuará a trabalhar em estreita articulação com a Universidade para potenciar o seu crescimento e o impacto do ensino superior no concelho e no Norte Interior.

𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝑰𝒏𝒐𝒗𝒂𝒅𝒐𝒓𝒂 reforça-se como território de conhecimento, ciência e futuro!

OS FIDALGOS

VALE TELHAS [VALE DE TELHAS]

1º ANTÓNIO GOMES, confirmado de Vale de Telhas, concelho de Mirandela, e seu sobrinho Gaspar Gomes, também presbítero, residentes em Vale Telhas, fizeram em 1689 doação de bens, com vínculo de morgadio, à capela que tencionavam construir na igreja matriz da referida povoação (606).
2º FRANCISCO RODRIGUES PINHEIRO DE AGUIAR, de Vale de Telhas, concelho de Mirandela, era filho de João Rodrigues Pinheiro e de D. Luísa Lopes Cardoso.
Neto paterno de Belchior Rodrigues Pinheiro e de D. Comba Pires.
Neto materno de Gonçalo de Aguiar Cardoso e de D.Maria Brás.
Foi-lhe passado brasão com as armas dos Pinheiros e dos Cardosos a 23 de Maio de 1753 e está registado no Cartório da Nobreza, livro particular, fol. 58(607).

VARIZ

MANUEL GONÇALVES, presbítero, de Variz, concelho do Mogadouro, erigiu em 1814 uma capela nesta povoação, dedicada a Nossa Senhora das Dores, que dotou com bens suficientes para a sua fábrica (608).

Vila de Ala

VILA DE ALA
Família Fonseca Telo Caldeira

1º ANTÓNIO FREIRE DA FONSECA TELO, fidalgo da Casa Real, casado e com descendência, foi nono senhor do morgadio de Vila de Ala, concelho do Mogadouro, e do antigo padroado do capítulo de S. Francisco do Mogadouro, que lhe pertencia desde a fundação do mosteiro, com capela e jazigo.
2º MANUEL FREIRE DA FONSECA, irmão do precedente, despachou-se para a Índia, para onde foi na companhia do vice-rei marquês de Távora, com o foro de seus pais e hábito de Cristo.
3º D. JOSEFA, irmã dos precedentes.
4º D. ROSA MARIA DE ALBUQUERQUE ORDONHES TELO, irmã dos precedentes, casou em Vila Flor com Diogo Montes de Lemos. Com descendência.
5º D. MARIANA, irmã dos precedentes, casou na província do Alentejo com Manuel Cabreira da Fonseca, capitão-mor de Alegrete. Teve um único filho, António Telo da Fonseca, capitão do regimento de Olivença.
Eram todos filhos de José Monteiro da Fonseca Telo (fidalgo cavaleiro da Casa Real, alferes de cavalaria e oitavo senhor da casa e padroado de Vila de Ala, natural de Proença-a-Nova, na Estremadura, que faleceu no ano de 1785, quando marchava com o seu regimento para o Alentejo) e de D. Ana Maria de Albuquerque Ordonhes, irmã de Manuel de Morais Faria, governador de Outeiro e mestre de campo, natural da vila do Vimioso, ambos filhos de Gaspar de Morais Antas, da casa do Vimioso, e de D. Benta de Faria da Silva, aos quais se refere o brasão de armas de Manuel de Morais Faria Antas da Silva.
Netos paternos de Manuel Freire da Fonseca, fidalgo cavaleiro da Casa Real, da ordem de Cristo, provedor de Torres Vedras, primeiro lugar que serviu (irmão de João Telo da Fonseca, desembargador da Casa da Suplicação), e de D. Isabel Caldeira Gaifão, filha de Bartolomeu Caldeira Gaifão, fidalgo da Casa Real e sargento-mor de Proença, e de D. Maria de Meireles, sua prima, filha de Matias da Fonseca e de D. Maria Freire de Meireles; neta paterna de Diogo Manso e de D. Margarida da Fonseca, filha de Vasco da Fonseca, fidalgo da Casa Real, no tempo de D. João III; neta materna de Jorge Delgado, alcaide-mor de Óbidos (filho de António Mendes Caldeira, fidalgo da Casa Real, e de D. Maria da Fonseca, sua parente; neto paterno de António Mendes Caldeira, o Velho, da vila de Carlão; neto materno de João da Fonseca, fidalgo da Casa Real, e de D. Inês de Gaia), e de D. Joana Freire.
Segundos netos paternos de António Freire da Fonseca, fidalgo cavaleiro da Casa Real, da Ordem de Cristo, corregedor do cível da corte e da Mesa de Agravos da Casa da Suplicação, e de D. Maria Soeiro de Madureira, filha de Manuel Soeiro de Madureira, morgado de Vila de Ala, e de D. Isabel de Madureira; neta paterna de Miguel Fernandes Soeiro, morgado de Vila de Ala e padroeiro de S. Francisco do Mogadouro, e de D. Guiomar Montes, filha de Diogo Montes, da Torre de Moncorvo; neta materna de João Telo e de D. Filipa de Madureira, filha de Luís de Madureira, morgado de Pradas.
Terceiros netos paternos de António Freire de Afonseca, o Velho, fidalgo da Casa Real, e de D.Maria de Morais Freire, filha de Jorge Freire, morgado de Caparica, e de D. Ana Soeiro.
Quartos netos paternos de Manuel Freire da Fonseca (filho de Jorge Delgado, alcaide-mor de Óbidos, e de D. Joana da Fonseca, filha de Pero da Fonseca, fidalgo da Casa Real, capitão de mar e guerra na armada de Tristão da Cunha em 1506, e de D. Ana Freire, filha de Gil Vaz Freire, alcaide-mor de Abrantes, e de D. Catarina de Beirós, filha do senhor de Paramos) e de D.Maria Temudo.
O códice que vamos seguindo algo diverge nos nomes dos terceiros avós de D. Ana Maria de Albuquerque Ordonhes, dos que aponta o Brazão de Armas de Manuel de Morais Faria Antas da Silva. Parece-nos, porém, que este seria escrito com mais conhecimento de causa, e por isso para ele remetemos o leitor (609).
6º JOSÉ MARIA TELO, morgado de Vila de Ala, que vivia pelos anos de 1779, era obrigado a pagar ao convento do Mogadouro vinte alqueires de trigo e dez tostões em dinheiro, segundo dispunham as cláusulas da fundação do morgadio (610).
7º ANTÓNIO JACINTO DA FONSECA TELO CALDEIRA, casado com D. Francisca Madalena, falecida em Vila de Ala, donde ambos eram naturais, a 14 de Setembro de 1893, assentou praça em tenente em Fevereiro de 1808, fez todas as campanhas da Guerra Peninsular e reformou-se como capitão em 1820.
8º JOÃO DE DEUS MARTINS MANSO, natural de Bemposta, concelho do Mogadouro, neto materno dos antecedentes, combateu em França como alferes durante a Grande Guerra (1914-18), onde foi ferido e, tendo-se depois reformado, casou na Guarda, onde reside, na casa legada por seu tio Manso, chantre na Sé dessa cidade, sobrinho do bispo da mesma D.Manuel Martins Manso, falecido a 1 de Dezembro de 1878, a quem nos referiremos no volume consagrado aos escritores.
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(606) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(607) SANCHES DE BAENA – Arquivo Heráldico-Genealógico, p. 215.
(608) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(609) PINTO, Bento – Caderno de Árvores de Costado.Mas este artigo sobre Vila de Ala, a julgar pela caligrafia que é muito mais mal feita, deve ter sido escrito por pessoa diferente. Ver o volume IV, p. 348, destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. Ver em Vila Flor – Família Montes Seixas Lemos Pereira, p. 509.
(610) Volume IV, p. 348, destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

Carlos Augusto Vergueiro - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 24.janeiro.1919 – 29.janeiro.1919
BRAGANÇA, 11.5.1865 – OVAR, 15.10.1936

Oficial do Exército.
Curso da Arma de Infantaria pela Escola do Exército.
Governador civil de Bragança (1919).
Natura da freguesia da Sé, cidade e concelho de Bragança.
Filho de José Cândido Vergueiro, funcionário da Repartição da Fazenda Pública em Bragança, e de Matilde Joaquina Fernandes.
Casou com Maria do Carmo Correia Pinheiro, de quem teve três filhas, Margarida Vergueiro (3.4.1898), Maria da Graça Vergueiro (15.7.1902) e Maria de Lourdes Vergueiro (30.6.1905).
Medalha comemorativa da Revolução de 31 de Janeiro de 1891.

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Republicano de sempre”, nas palavras do próprio, Carlos Augusto 
Vergueiro era primeiro-sargento de Infantaria quando eclodiu a revolta republicana do 31 de Janeiro de 1891, no Porto, tomando parte na mesma ao lado dos revoltosos, o que lhe valeu o seu afastamento do Exército e o exílio.
Porém, o Governo provisório saído da Revolução de 5 de Outubro de 1910, através do decreto da Secretaria da Guerra de 5 de novembro de 1910, prontamente o reabilitou, como a outros camaradas seus que, “na manhã memorável de 31 de Janeiro de 1891, se distinguiram pela sua patriótica atitude e excelsa coragem posta ao serviço da causa republicana”, reintegrando-o no Exército no posto que lhe competiria se nunca tivesse sido afastado. Promovido assim a capitão, serviria nos anos seguintes nos regimentos de Infantaria n.º 10, n.º 17 e n.º 32.
Por decreto de 13 de agosto de 1917, foi promovido a major de Infantaria n.º 10, integrando nesta patente o Corpo Expedicionário Português, tendo comandado um batalhão durante a Primeira Guerra Mundial.
Ocupou o lugar de governador civil do distrito de Bragança apenas por alguns dias, por determinação das forças republicanas que tomaram Bragança em 23 de janeiro de 1919, nos tempos conturbados da Monarquia do Norte. Foi, aliás, um dos mais ativos participantes na contenda, ao comando do 6.º grupo de Metralhadoras, que entretanto incorporou outras forças que se mantiveram leais à República, tendo posteriormente redigido um pormenorizado Relatório do movimento monarquista em Bragança e ação dos republicanos nesta cidade, publicado em maio de 1921, onde clamava para que fosse feita justiça aos que, “em volta da bandeira verde-rubra, se reuniram na hora de perigo”, indicando os nomes e a ação que cada um desempenhou naquele momento, militares mas também civis, para que “a História faça justiça ao seu caráter, à sua coragem, dedicação, lealdade e valor”.
Nesse ano de 1921, era já tenente-coronel de Infantaria n.º 6, foi condecorado com a medalha comemorativa da Revolução de 31 de Janeiro de 1891, destinada, como se lê no preâmbulo da lei que a instituiu, a homenagear os “sobreviventes desse movimento, verdadeiros precursores da República, como penhor do verdadeiro e inolvidável apreço dos serviços prestados por esses mesmos combatentes, que, pelos seus atos de decidido arrojo e espírito de sacrifício, tem jus à gratidão da Pátria e da República”.
Faleceu em Ovar, a 15 de outubro de 1936, aos 71 anos.

Excerto do relatório produzido por Carlos Augusto Vergueiro sobre a revolta monárquica ocorrida em Bragança em janeiro de 1919

Ao alvorecer de 21 fui acordado por uma enorme balbúrdia, vivório e repiques de sinos. Vieram-me dizer que havia sido restaurada a Monarquia. Consumava-se o crime.
Procurei logo informar-me do que havia de positivo, e, a corroborar os mil boatos tendenciosos, vi o facciosismo dos jornais do Porto e à hora do almoço recebo um recado do ex-tenente coronel Bandeira, comunicando-me que nos Paços do Concelho ia ser solenemente proclamada a restauração da Monarquia, mas que, dada a minha situação de republicano histórico, me não compelia a comparecer, permitindo-me que ficasse em casa, esperando que eu não cometeria o mais leve ato de hostilidade ao restaurado regime e, por isso, contra vontade de alguns camaradas, me não mandava prender. Limitei-me a agradecer a atenção e procurei logo inteirar-me se poderia contar com alguém.
Entretanto, vi partir para Mirandela uma companhia sob o comando do ex-capitão Inocentes, que soube ir encarregado de proclamar a Monarquia naquela vila e assegurar a ordem monárquica.
Ao meio-dia, realizava-se os atos de posse do governador civil, tenente-coronel Bandeira, e o da proclamação da Monarquia nos Paços do Concelho, a que, segundo, me consta, assistiu o comandante militar coronel Machado, o delgado de saúde Cagigal, etc., etc., e quase todo, se não todo, o elemento oficial.
Cheguei a julgar-me inteiramente só!... nesse mesmo dia sou procurado pelos Drs. Albano Fernandes e Alberto Direito para assumir o comando das forças que se deviam revoltar; declarei-lhes estar à sua disposição e que comigo podiam contar para tudo, e que me chamassem quando fosse necessário.
Dia 23, pelas 11 horas, sou avisado que o movimento restaurador devia rebentar às 14, sendo o sinal dois tiros disparados das muralhas de Infantaria 10. Vários civis e militares estavam então a postos, devendo notar-se que no 10 reinava grande animação e uma inquebrantável fé no triunfo.
Por motivos imprevistos, e por justas ponderações, foi adiada a hora do movimento para as 18 horas e 30 minutos, sendo iniciado pelo combinado sinal. Dirigi-me para o quartel, encontrando ao sair de casa dois sargentos prontos a acompanhar-me. Entretanto, eram lançadas patrulhas de Infantaria 10 e do 6.º Grupo de Metralhadoras, aquartelado por ordem do comandante militar nas casernas de Infantaria 10, e a todo o momento se aguardava a adesão de Infantaria 30.
Os regimentos portaram-se heroicamente. Uma patrulha travava combate na Costa Grande com as ordenanças armadas do tenente-coronel Bandeira. Um dos nossos homens, soldado da 11.ª Companhia de Infantaria 10, da patrulha do comando do sargento Machado do 6.º Grupo de Metralhadoras, morreu varado por uma bala. Outra patrulha do comando do sargento Claudino, de Infantaria 10, 3.ª Companhia, que prende o tenente-coronel Bandeira, é também repelida a tiro, mas voltando à carga, consegue prender o tenente-coronel, que encontrei já detido no quartel do 10.
Durante essa noite, vários recontros se deram. Uma patrulha do comando do alferes Afonso, de Infantaria 30, que responde a tiro às palavras “Quem vive”, é aprisionada e bem assim o seu comandante.
Entretanto, o comandante e 2.º comandante de Infantaria 30 dominavam o seu regimento.
A todo o instante se esperava a adesão daquela unidade, até às 8 horas da madrugada de 24, postos em fuga os comandantes e os oficiais mais fanatizados pela ideia de monarquia, alferes Cantista, alferes Ribeiro e outros, se entregou um núcleo de soldados sob o comando do alferes Jorge de Lima, indo ao encontro do capitão Bragança, que com um grupo de sargentos aceitara em ir indagar da atitude daquele regimento por determinação minha. Foram recebidos fraternalmente e aos vivas à República. Restava dominar alguns grupos civis armados, o que se conseguiu com relativa facilidade e devotada energia.
Os regimentos trabalhavam afanosamente na consolidação da República, não se poupando todos a sacrifícios de toda a ordem. Os comandantes interinos das unidades, visto os autênticos terem sido presos e outros postos em debandada, eram incansáveis!... (...)
Fomos recebidos como salvadores, tantas foram as vilanias e vexames a que os trauliteiros e seus sequazes sujeitaram várias famílias e estabelecimentos comerciais.
Assumi o comando de Infantaria n.º 10. O quartel estava horrorosamente desprezado, o pavimento queimado em muitas casernas e isto em nome de D. Manuel II!
Assim terminaram estes tristes dias de eterna vergonha para os que indiferentemente assistiram ao desenrolar destes acontecimentos e para os que deram o seu apoio ao maior crime que contra a Pátria se tem planeado!

Fonte: Arquivo Histórico Militar, Relatório do movimento monarquista em Bragança e ação dos republicanos nesta cidade.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo Histórico Militar, processo individual de Carlos Augusto Vergueiro e Relatório do movimento monarquista em Bragança e ação dos republicanos nesta cidade.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII e X. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus. 
ESTRELA, Paulo Jorge. 2007. As Revoluções Republicanas na Falerística Nacional. Lusíada. História, v. 2, n.º 7. Lisboa: Universidade Lusíada.
TEIXEIRA, A. J. 1929. Regime de Infantaria n.º 10. Breve resumo dos seus factos mais notáveis. Bragança: Tip. Académica.
Geneall – Portal de Genealogia (disponível em geneall.net).

Publicação da C.M. Bragança

EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE FOTOGRAFIA CIDEREU DESTACA A IDENTIDADE E O PATRIMÓNIO DA MAÇÃ E DA SIDRA

 Foi inaugurada em Carrazeda de Ansiães a Exposição Internacional de Fotografia CIDEREU, uma iniciativa dedicada à valorização da cultura, da paisagem, do património e da identidade das comunidades associadas à produção de maçã e sidra.


A mostra integra a programação da 29.ª Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite e reúne trabalhos fotográficos que procuram retratar a relação entre os territórios produtores, as suas tradições e as pessoas que, ao longo de gerações, têm contribuído para preservar estas atividades e o seu legado cultural.

A cerimónia de inauguração contou com a presença de diversas entidades, entre as quais o presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, o presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos, e o presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Esteve também presente Mariana Santos Naredo, coordenadora-geral do projeto CiderCities, além de representantes de instituições e entidades locais.

A Exposição Internacional de Fotografia CIDEREU assume-se como um espaço de encontro entre diferentes territórios ligados à cultura da maçã e da sidra, permitindo conhecer, através da linguagem fotográfica, a diversidade das suas paisagens, tradições e manifestações patrimoniais.

O momento inaugural contou ainda com a presença de Lucas Mesquita, vencedor do Prémio Local, que acompanhou a visita à exposição e se associou à iniciativa.

A mostra poderá ser visitada durante a realização da 29.ª Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite e, posteriormente, entre 1 e 30 de setembro, na Praça do CITICA, em Carrazeda de Ansiães.

Mais do que uma exposição fotográfica, a iniciativa pretende afirmar a fotografia enquanto instrumento de preservação da memória coletiva e de valorização da identidade e do património dos territórios ligados à maçã e à sidra.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR