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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Jorge Palma ao vivo no NOS Alive

Uma semana para falar de mobilidade, mas também para sair de casa e conhecer mais sobre outras formas de nos deslocarmos.

 Em Bragança, de 16 a 22 de setembro, a 𝑺𝒆𝒎𝒂𝒏𝒂 𝑬𝒖𝒓𝒐𝒑𝒆𝒊𝒂 𝒅𝒂 𝑴𝒐𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 trouxe caminhadas, bicicletas, ações de sensibilização segurança rodoviária, exercício físico, mobilidade elétrica e a apresentação do estudo de base ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável.
Hoje, 𝑫𝒊𝒂 𝑬𝒖𝒓𝒐𝒑𝒆𝒖 𝒔𝒆𝒎 𝑪𝒂𝒓𝒓𝒐𝒔, encerrou-se uma semana de iniciativas, mas o desafio continua: construir uma cidade onde seja cada vez mais fácil, seguro e sustentável deslocar-se.


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A minha opinião sobre o tema:

Depois de anos e anos de silêncio institucional e de passos perdidos na agenda municipal, a Semana Europeia da Mobilidade regressou às ruas da cidade de Bragança. Era uma vergonha a capital do Distrito ignorar a 𝑺𝒆𝒎𝒂𝒏𝒂 𝑬𝒖𝒓𝒐𝒑𝒆𝒊𝒂 𝒅𝒂 𝑴𝒐𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆, e o Dia Europeu Sem Carros
Não é só pintar passadeiras ou fechar uma artéria ao trânsito por um dia. É o reatar de um compromisso com o futuro urbano. Uma cidade moderna não se mede apenas pelos lugares de estacionamento que oferece, mas pela liberdade que dá a quem a vive a pé ou de bicicleta. Que este regresso não seja um epílogo isolado, mas o primeiro sopro de uma mudança duradoura na forma como habitamos e respiramos a nossa cidade.

Parabéns ao Município!

HM

PALAVRARTE REGRESSA A MIRANDELA COM QUATRO DIAS DEDICADOS À LITERATURA

 Mirandela recebe, de 24 a 27 de setembro, a 7.ª edição do Palavrarte – Festival Literário de Mirandela, com uma programação dedicada à literatura, leitura e diferentes formas de expressão artística.


A Estação das Artes será o principal palco do evento, que reúne apresentações de livros, narração oral, teatro, marionetas, oficinas e iniciativas dirigidas a públicos de várias idades.

Entre os convidados estão Francisco Moita Flores, Manuel de Novaes Cabral, Quico Cadaval e Miguel Carvalho, além de vários autores transmontanos. A programação inclui ainda propostas para crianças e famílias.

Durante os quatro dias, a Feira do Livro estará também disponível na Estação das Artes, complementando um programa que pretende aproximar a comunidade dos livros, dos autores e da criação artística.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

1° edição dos prémios Manuel Cargaleiro em Castelo Branco

 A Brigantina Ana Ferreira entre os finalistas na 1° edição dos prémios Manuel Cargaleiro em Castelo Branco. A exposição foi inaugurada no passado dia 18 de Setembro e estará patente até Fevereiro de 2027. 
Os vencedores serão anunciados dia 23 de Outubro em Lisboa. A avaliação  das candidaturas é realizada por um júri independente de reconhecido mérito a nossa querida Graça Morais, Vhils e Sandra Jürgens.


Ver o meu trabalho fazer parte desta exposição coletiva de 10 finalistas, é uma enorme honra.
Foi profundamente tocante ver como o trabalho e a  dedicação nasceram do amor à arte e da admiração por este artista. 
Esta é a minha obra que podem visitar na Fundação Manuel Cargaleiro  intitulada " Campo em Suspensão" até Fevereiro 2027.

RIO FERVENÇA VAI SER RECUPERADO AO LONGO DE 3,7 QUILÓMETROS

 A Universidade Politécnica de Bragança, o Município de Bragança e a Agência Portuguesa do Ambiente uniram-se para recuperar e valorizar o rio Fervença. A intervenção vai abranger 3,7 quilómetros do curso de água, com ações de limpeza, recuperação das margens, controlo de espécies invasoras e monitorização da qualidade da água e da biodiversidade.

Jornalista: Vitória Botelho

O Governo vai criar a Rede Portuguesa Saber Fazer, tornando permanente a política de apoio às artes e ofícios tradicionais iniciada com financiamento do PRR, anunciou esta segunda-feira a ministra da Cultura.

 A Rede Portuguesa Saber Fazer tem por objetivo assegurar a continuidade do investimento realizado desde 2020 no âmbito do Programa Saber Fazer, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), dando-lhe um enquadramento permanente, com instrumentos próprios de financiamento, adiantou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, no 5.º Fórum Cultura no Museu do Côa.

Margarida Balseiro Lopes destaca que a medida vai permitir que "artesãos, municípios, CCDR, instituições de ensino e de investigação e demais entidades culturais possam fazer parte de uma rede que existe no território, mas está muito dispersa".
Créditos: André Rolo (arquivo)

Em declarações à TSF, Margarida Balseiro Lopes sublinhou ainda que é "fundamental" garantir a transmissão de saberes às novas gerações, para a "valorização" dos artesãos e artesãs. O objetivo, explicou, é que os produtos, "profundamente ligados ao território e às comunidades", possam constituir um "fator de distinção", tanto a nível nacional como a nível internacional.

"A portaria que hoje entra em consulta pública e vai estar nos próximos dez dias, em outubro, vai permitir que artesãos, artesãs, municípios, CCDR, instituições de ensino e de investigação e demais entidades culturais possam fazer parte de uma rede que existe no território, mas está muito dispersa e precisa também de apoios públicos que, sem existência de uma rede, tornava difícil, precisamente, a definição de políticas públicas", justificou.

A governante não adiantou, contudo, o valor dos apoios que será atribuído aos artesãos. É certo, porém, que não será igual para todos, podendo variar entre 500 e 400 mil euros anuais, no caso de feiras ou exposições.

Margarida Balseiro Lopes destaca a aposta na formação profissional e nos apoios à certificação, mas também à criação de canais de comercialização.

"Sabemos que é uma dificuldade até a questão da escala, sabemos que existe também uma grande preocupação com a internacionalização destes produtos produzidos precisamente pelos nossos artesãos e pelas nossas artesãs, a relação com as escolas, o desenvolvimento de serviços de mediação cultural e de serviços educativos para permitir que as nossas crianças possam também o mais precocemente possível ter contato com as artes e ofícios tradicionais", admite, apontando a "grande diversidade" de áreas dentro das artes e ofícios tradicionais, que até ao presente "não tinham apoio público".

Em outubro, serão, então, abertas as inscrições para aderir à Rede Portuguesa Saber Fazer. À semelhança do que acontece com outras já criadas, é previsto que sejam lançados avisos através deste canal.

"Um dos exemplos que eu gosto de dar é a Rede Teatro e Cineteatros, por exemplo, a Rede portuguesa de Arte Contemporânea. Eram redes que, em primeiro lugar, foram criadas e, sendo criadas, nós depois podemos lançar avisos para que possamos ter apoios financeiros precisamente para estas entidades", adensa.

Uma "mais-valia" para o setor

Cesarina Conceição, da Associação de Artesãos do Entroncamento e Médio Tejo, confessa à TSF que vê neste novo instrumento uma "mais-valia", uma vez que tem a expectativa de que funcione como uma "rede nacional de cooperação entre artesãos e outros profissionais do setor, entidades públicas e privadas, instituições de ensino, municípios e agentes culturais".

"Em vez de ser uma coisa através de subsídios exteriores, passa a ser uma do nosso Governo. Desde a pandemia, houve muita gente que se agarrou às artes. Como muita gente começou a ficar em casa e outros perderam o emprego, houve muita gente que se agarrou ao artesanato para estar entretida. Também já há muita gente a deixar, mas há muita gente que continuou. Há muita variedade de artes em Portugal. Há muita variedade e há muita gente que é cinco estrelas a trabalhar, faz trabalhos incríveis", assinala.

Ainda assim, permanecem dúvidas quanto à forma como devem ser feitos os pedidos de apoio financeiro: "Não sabemos se, por exemplo, eu, como associação, terei de pedir através do município ou se terei que pedir diretamente ao Governo."

E assegura que a "carência de apoios" é uma realidade do setor. No caso da Associação de Artesãos do Entroncamento e Médio Tejo, fundada a 25 de fevereiro de 2025, ainda não foi possível estabelecer-se numa sede própria. Em "guerra" para encontrar uma solução, Cesarina Conceição já pediu uma reunião ao presidente da câmara do Entroncamento para agilizar o processo.

"Como tivemos de pôr uma morada, metemos a morada de uma das fundadoras. Já organizei vários exemplos com o Centro Cultural, [e o município] cedeu um espaço; nessa parte, tudo ok, mas há carência, há carências de apoios", nota.

Cláudia Alves Mendes
Leonardo Alexandre

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


TORRE DE MONCORVO GANHA NOVA BATALHA JUDICIAL SOBRE IMI DA BARRAGEM DO BAIXO SABOR

 O Município de Torre de Moncorvo obteve uma decisão favorável no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela num processo relacionado com o valor patrimonial tributário da barragem do Baixo Sabor e o respetivo pagamento de IMI.


O tribunal rejeitou a pretensão apresentada pela MOVHERA, que contestava a avaliação realizada, mantendo o valor patrimonial tributário da barragem em 249,9 milhões de euros e o IMI anual em 574.841,73 euros.

De acordo com o Município, a decisão poderá representar o pagamento de uma primeira prestação de 2,29 milhões de euros, correspondente a quatro anos de IMI, acrescida de juros de mora.

A decisão é suscetível de recurso. O processo insere-se na reivindicação do Município pelo pagamento de contrapartidas associadas à exploração dos recursos naturais existentes no território de Torre de Moncorvo.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Festa da Formiga - Quintanilha

SEMPRE SÓ

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


Sempre caminhei só, por montes de silêncios, onde cada passo era uma batalha contra as pedras que me rasgavam os pés e a alma. 

Adoeci, tive medo, chorei, errei, caí mil vezes, e o chão não me amparou. Olhei em volta, procurei mãos estendidas, ecos de consolo, sombras de companhia, mas apenas encontrava a minha solidão.  Só ouvia o vento, que uivava na minha dor sem piedade, como se troçasse das minhas quedas.

Houve noites, em que a febre me queimava, e os ossos me doíam como se estivessem a ser partidos por dentro. Mesmo assim, ninguém veio. Chorei com o rosto voltado para o teto vazio, esperei que talvez o universo me respondesse com um gesto, uma presença, uma voz. Mas só o som do meu próprio coração insistia em bater, teimoso, como quem se recusa a desistir.

Errei, tropecei em mim, e mesmo quando o erro me pesava como correntes, ninguém me veio aliviar o fardo. Nas sombras mais densas, compreendi, que não havia plateia para os meus fracassos. 

Fiz da solidão uma armadura. Com as quedas, aprendi o impulso e o prazer da subida. 

 Hoje, olho para trás não com mágoa, mas com um estranho orgulho. Caminhei só, sangrei e chorei só, mas sempre saí inteira, da minha caminhada.


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

Furto em igreja de Lagomar

 A igreja da aldeia de Lagomar (freguesia de Donai, em Bragança), as sedes das Associações de Lagomar e de Oleiros foram vítimas de furto durante a última madrugada, confirmou o Mensageiro junto da GNR.


De acordo com fonte daquela força de segurança, registou-se, ainda, a tentativa de furto em seis residências devolutas/abandonadas naquelas localidades.

"Estamos através da estrutura de investigação criminal a tentar apurar os autores. Vamos já desencadear reforço do patrulhamento preventivo, nas aldeias, de forma a ter uma atividade preventiva", indicou fonte da GNR ao Mensageiro.

Já o presidente da Junta de Freguesia de Donai, Manuel Rodrigues, estima que os prejuízos tenham sido de algumas centenas de euros.

"Numas casas andou a revolcar a roupa mas não levou levou nada. No centro de convívio partiu uma janela. Na igreja partiu as almofadas da porta. Terá sido maior o prejuízo do que as quantias furtadas. Por exemplo, no centro de convívio vandalizou a máquina do tabaco e roubou uns trocos e uns maços", explicou o autarca.

De acordo com Manuel Rodrigues, alguns moradores apanharam o suspeito em algumas câmaras de vigilância. A ação terá durado cerca de uma hora.

A Guarda está a investigar o caso.

AGR

CIÊNCIA SAI À RUA EM BRAGANÇA NA NOITE EUROPEIA DOS INVESTIGADORES

 Bragança recebe, a 25 de setembro, mais uma edição da Noite Europeia dos Investigadores, iniciativa que pretende aproximar a ciência da comunidade através de experiências e atividades interativas.


A Universidade Politécnica de Bragança (UPB) associa-se ao programa promovido pelo Centro Ciência Viva de Bragança, levando investigadores e projetos científicos para a Rua Alexandre Herculano, entre as 17h00 e as 23h00.

Os visitantes poderão participar em experiências e demonstrações ligadas a áreas como biotecnologia, alimentação, apicultura, solos, azeite, saúde, sistemas inteligentes, educação e turismo.

A iniciativa reúne equipas de vários centros de investigação da UPB e entidades parceiras, permitindo ao público conhecer de forma direta o trabalho desenvolvido na região.

O programa inclui ainda atividades de ténis de mesa, Teqball, Pickleball e Zumba, na Praça da Sé, entre as 17h00 e as 20h00.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MIRANDELA PROMOVE SESSÃO SOBRE LITERACIA DIGITAL E BURLAS ONLINE

 O Auditório Municipal de Mirandela recebeu uma sessão dedicada à literacia digital e à prevenção de burlas online, com o objetivo de sensibilizar a população para uma utilização mais segura da internet.


A iniciativa foi promovida pelo CLDS 5G Mirandela, em parceria com a equipa de Ação Social do Município e a EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza.

Durante a sessão foram abordados comportamentos e medidas de segurança para prevenir situações de fraude e outros riscos associados à utilização dos meios digitais.

A ação procurou reforçar os conhecimentos dos participantes e contribuir para uma maior proteção dos cidadãos no contexto digital.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Nem trigo, nem carne: este alimento marcou a história do Império Bizantino

 Rodeada pelo mar e condicionada por rigorosos jejuns religiosos, Constantinopla transformou o peixe e o caviar nos verdadeiros pilares da sua gastronomia, da sua economia e da sua sobrevivência ao longo de mil anos.

iStock - Bizâncio foi uma das grandes despensas do Mediterrâneo.

Enquanto a metade ocidental do Império Romano entrava em colapso, mergulhando naquilo a que os livros de História costumam chamar de "Idade das Trevas", no Oriente, a vida continuava a pulsar com uma intensidade deslumbrante. Constantinopla (a actual Istambul), capital do Império Bizantino, não só preservou o conhecimento e a riqueza de Roma, como também os seus paladares refinados.

E, de entre todos os elementos que definiram a sobrevivência, a economia e a identidade culinária desta superpotência medieval, um tesouro extraído directamente das profundezas do oceano viria a fazer a diferença: o peixe.

Esta cidade foi fundada estrategicamente numa península rodeada de água por três dos seus lados: o Corno de Ouro, o Bósforo e o mar de Mármara. Esta localização privilegiada transformou a capital num funil natural para as rotas migratórias de inúmeras espécies marinhas.

Para os bizantinos, o mar não era apenas uma via de comércio ou de defesa. Era a sua principal despensa. As águas abundavam em atuns, cavala, salmonetes e anchovas. O peixe, em geral, era a estrela da mesa. Enquanto a carne vermelha, como a de vitela, era escassa e os bovinos eram reservados quase exclusivamente para arar os campos, o peixe tornou-se a principal fonte de proteínas tanto para o imperador no seu palácio como para o cidadão mais humilde da cidade.

O engenho dos pescadores bizantinos

A vida do pescador bizantino era dura, tendo de enfrentar as tempestades e as correntes traiçoeiras do Bósforo. No entanto, a sua engenhosidade era notável. Embora o uso de redes fosse a técnica mais comum, os registos históricos e arqueológicos falam-nos de outra técnica mais intrigante: a pesca com fogo.

Como funcionava? Durante a noite, os pescadores montavam cestos de fogo na proa das suas embarcações rudimentares. A luz das chamas, dançando sobre a superfície escura da água, atraía os peixes para a superfície, permitindo aos pescadores arpá-los ou capturá-los com facilidade. Era um espectáculo visual impressionante que, noite após noite, garantia que os mercados da cidade acordassem repletos de produtos frescos vindos do mar.

O garum bizantino: o ketchup da Antiguidade

Além disso, se há um produto que os bizantinos herdaram com orgulho dos seus antepassados romanos, esse foi o garum (ou garos, como eles lhe chamavam). Este molho, que hoje nos poderia parecer um enorme desafio para estômagos sensíveis, era o condimento estrela da época.

Para o preparar, recolhiam-se as vísceras de peixes gordos, como a cavala ou a anchova, misturavam-se com sal, pimenta e vinho velho e deixavam-se fermentar ao sol durante meses. O líquido resultante, rico em umami, era filtrado e utilizado para temperar absolutamente tudo. Era um sabor polarizador: ou se amava ou se odiava. Liutprando de Cremona, um embaixador ocidental que visitou a corte bizantina no século X, queixou-se amargamente de que a sua comida estava coberta por um "licor de peixe extremamente repugnante". No entanto, para os bizantinos, uma mesa sem garum estava incompleta.

iStock - A gloriosa e eterna Constantinopla era conhecida pelo seu peixe.

O luxo à mesa dos imperadores

A sociedade bizantina era muito hierárquica, e o peixe que se comia revelava o estatuto social de cada um. Enquanto os pobres se alimentavam de peixe salgado (ideal para se conservar durante os invernos rigorosos), a aristocracia deleitava-se com iguarias que ainda hoje são sinónimo de luxo extremo. Quanto mais fresco, melhor.

O Império Bizantino foi um dos primeiros a popularizar o consumo de ovas de peixe curadas, por exemplo. A botarga (ovas de tainha salgadas e secas ao sol, envoltas em cera) era muito apreciada nas mesas mais elitistas, mas a verdadeira jóia da coroa era o caviar preto, importado do mar Negro e do mar Cáspio. Curiosamente, médicos da época, como Simeão Seth no século XI, aconselhavam a evitar o seu consumo por o considerarem pouco saudável, mas os nobres e os altos dignitários eclesiásticos ignoraram, sem grande perspicácia, o aviso. Afinal, o caviar era um símbolo de poder.

A religião e os 180 dias de jejum

Não podemos compreender a obsessão bizantina pelos produtos do mar sem olhar para a Igreja Ortodoxa. Os bizantinos eram profundamente religiosos e seguiam um calendário litúrgico que impunha até 180 dias de jejum por ano. Durante esses períodos, o consumo de carne, laticínios e ovos era estritamente proibido.

Mas claro, os mariscos e o peixe não, pelo que os polvos, as lulas, as ostras e os mariscos se tornaram os reis da Quaresma. Havia ainda um paradoxo invulgar: embora o jejum exigisse austeridade, os monges de alto escalão e os aristocratas "jejuavam" consumindo lagostas, ostras e caviar preto caríssimo, numa forma um tanto curiosa de cumprir as escrituras sem renunciar aos prazeres terrenos.

Sarah Romero
Actualizado a 30 de julho de 2026

XXVII ENCONTRO INTERNACIONAL DE GRUPOS CORAIS - CIDADE DE BRAGANÇA

Há caminhos que se fazem com os pés. Outros, com o coração.

 No dia 25 de outubro, Bragança veste-se de rosa e sai à rua por uma causa que nos toca a todos.
Vamos caminhar pela prevenção, pela esperança, pela vida e por todas as mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o cancro da mama.

Caminhe connosco. Traga alguém consigo. Vista uma peça rosa. Faça parte desta corrente.

Praça da Sé — Bragança
17h00 | 25 de outubro
18h00 — Eucaristia na Sé Catedral

Porque quando caminhamos juntos, a esperança chega mais longe.

Vilar Seco: “Escrinhos” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

 No decorrer da Feira das Colheitas, em Vilar Seco, o presidente do município de Vimioso, António Santos, avançou que vão candidatar os “Escrinhos”, os cestos feitos de palha centeia e casca de silva, tradicionalmente utilizados para guardar ou levedar o pão, ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

Com a mecanização e as sucessivas transformações tecnológicas, os trabalhos manuais e o artesanato têm vindo a perder praticantes. Antigos ofícios correm o risco de desaparecer, como em Vilar Seco, a manufatura dos escrinhos, os cestos feitos de palha centeia e casca de silva, tradicionalmente utilizados para guardar ou levedar o pão.

Atualmente, na freguesia de Vilar Seco, no concelho de Vimioso, há apenas um casal, Aníbal Delgado e a esposa, Rosa Delgado, que se dedicam à manufatura dos escrinhos.

Com o propósito de salvaguardar este ofício, o presidente do município de Vimioso, informou que estão a preparar uma candidatura para inscrever os “Escrinhos” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

“Entendo que o desenvolvimento do concelho de Vimioso, faz-se não só com obras físicas e materiais, mas também com a valorização e promoção do património cultural imaterial, como é a arte ou manufatura dos escrinhos, em Vilar Seco. Acredito que a inscrição deste antigo ofício é um valioso legado cultural que merece estar registado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Com a inscrição, os escrinhos vão ganhar maior visibilidade e porconseguinte tornar este património, os artesãos, Vilar Seco e o concelho de Vimioso mais atrativo e valioso”, justificou António Santos.


No concelho de Vimioso, a par dos escrinhos, antigamente, trabalhava-se o cobre, os cestos de verga, a tecelagem, as colchas de renda, as peças de linho e os curtumes.

O Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPC) é considerado uma medida fundamental para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial em Portugal. Na Terra de Miranda ou planalto mirandês, as “Danças Rituais dos Pauliteiros nas Festas Tradicionais de Miranda do Douro” e o “Processo de confeção da Capa de Honras Mirandesa” são duas das manifestações culturais já inscritas no INPCI.

HA

Vilar Seco: Feira das Colheitas com produtos, animação e convívio

 A Feira das Colheitas, que se realizou na aldeia de Vilar Seco, pertencente ao concelho de Vimioso, no fim-de-semana de 19 e 20 de setembro, voltou a reunir muito público, num certame anual que tem como motivos de interesse a exposição de produtos locais e regionais, a animação cultural e o convívio que se estabelece entre as pessoas, vindas de várias localidades.


Aquando da abertura da VIII Feira das Colheitas, o presidente do Município de Vimioso, António Santos, justificou o investimento nestes certames, com o imperativo de dinamizar social, cultural e economicamente as aldeias e vilas do concelho.

“Ao longo do ano, as várias feiras organizadas pelas freguesias do concelho e apoiadas pelo município de Vimioso, têm a mais valia de promover e comercializar os produtos locais e regionais. A par disso, a animação cultural pôe em destaque os grupos e tradições, como os cantares e danças do rancho folclórico, as chegas de touros, etc. Simultaneamente, estes certames são uma oportunidade de encontro, convívio e socialização entre as populações e os visitantes. Por estes motivos, Vimioso é um dos concelhos do país que mais investe na organização destas feiras temáticas”, justificou o autarca vimiosense.


Sobre a evolução da Feira das Colheitas, o presidente da Freguesia de Vilar Seco, Manuel Emílio João, destacou a importância de adicionar novidades ao certame, de ano para ano.

“A VIII Feira das Colheitas começou com a novidade da largada de caça, que foi muito participada e terá continuidade no próximo ano. Outro momento muito importante foi a homenagem aos antigos autarcas de Vilar Seco e de Vimioso. Destaco ainda, a novidade do concerto protagonizado pelo grupo Odores de Maria. Convidei os representantes da Freguesia de Vilar Seco de Nelas, no distrito de Viseu, a visitar a Feira das Colheitas. Nas próximas edições, gostaria de convidar algumas freguesias homóninas, ou seja, com o nome de Vilar Seco, a visitarem-nos nas próximas edições da Feira das Colheitas, que se organizam todos os anos no final do verão”, disse.


Para a população de Vilar Seco, a Feira das Colheitas é um evento que traz gente e animação à aldeia durante um fim-de-semana. Segundo Aurora Vicente, o certame é uma oportunidade de encontro e de convívio, entre a população local e os visitantes.

“A organização de atividades, como o Passeio de Automóveis Clássicos, trouxe 60 pessoas a Vilar Seco. Para quem vive na aldeia, receber a visita destas pessoas, provenientes de outras localidades como Bragança, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, etc., é uma novidade e um motivo de alegria!”, disse.

Do lado dos produtores, Mafalda Maio e o marido, produzem fumeiro com a marca “Pingo de Orvalho”. Habituais participantes nestas feiras temáticas, o casal de Duas Igrejas, expôs chouriças de carne, chouriça bocha, salpicão, butelo, alheira, presunto, barriga fumada, cachaço curado, entre outros produtos.

“Para pequenos produtores como nós, estes certames são oportunidades de mostrar e de comercializar o nosso fumeiro e os queijos. Dada a considerável afluência de público, a nossa presença permite o contato e a fidelização de novos clientes”, justificou.


Na doçaria tradicional, Maria João e o marido, António Alberto, são outro casal que participa assiduamente nas feiras que se realizam no planalto mirandês. Neste certames, o casal vimiosense, mostra doces tradicionais como a bola doce mirandesa, folar de carne, biscoitos artesanais, rosquilhas, económicos, entre outros doces.

“As feiras são montras para dar a conhecer a doçaria tradicional, junto do público. Estes certames possibilitam um contato muito próximo com os visitantes, o que favorece a criação de laços de amizade entre os produtores e os clientes e daí surgem as encomendas ao longo do ano”, disse.

Entre os visitantes, Júlio Carvalho, veio até Vilar Seco, para participar no Passeio de Automóveis Clássicos, uma das atividades do programa da Feira das Colheitas. Questionado sobre a importância destas feiras para trazer gente às aldeias, o visitante brigantino, respondeu que é uma estratégia acertada.

“Perante o êxodo das pessoas para as cidades, a organização destes eventos nas aldeias, são uma estratégia acertada para redescobrir os encantos do mundo rural, a qualidade dos seus produtos, o artesanato e a promoção da cultura local e regional. Felicito, por isso, a coragem e o trabalho da freguesia de Vilar Seco ao organizar esta feiras e o apoio do município de Vimioso”, disse o visitante.


Vindo de Loures, no distrito de Lisboa, na companhia da esposa, António Nave, aproveitou a estadia de alguns dias, em Vilar Seco, para visitar a Feira das Colheitas.

“Estou maravilhado com a beleza natural e o sossego desta região do planalto mirandês. Eu que vivo na zona metropolitana de Lisboa, onde a vida não pára, ao experimentar uns dias em Vilar Seco, fiquei maravilhado com o sossego e até dormi melhor! Nesta estadia no planalto mirandês também fomos fazer a viagem de barco pelo rio Douro”, destacou.

Em Vilar Seco, a Feira das Colheitas é organizada anualmente pela Freguesia local, que conta com o apoio do Município de Vimioso e a colaboração da Comissão de Festas.

HA

IV Festa das Línguas a 25, 26 e 27 de setembro - PICOTE

𝗥𝗲𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗮̀𝘀 𝗮𝘂𝗹𝗮𝘀 𝗻𝗮 𝗘𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿 𝗔𝗿𝘁𝗲𝘀

 Os interessados em frequentar a Escola Municipal Sabor Artes podem obter mais informações através dos contatos:

📞279 254 207
✉ sabor.artes@torredemoncorvo.pt

Jorge Palma morreu aos 76 anos: do conservatório ao rock, mais de 50 anos a fazer parte da história da música portuguesa

PICOTE CELEBRA DIVERSIDADE LINGUÍSTICA COM TRÊS DIAS DE CULTURA E TRADIÇÃO

 Picote, no concelho de Miranda do Douro, recebe entre 25 e 27 de setembro a IV Festa das Línguas, dedicada à valorização das línguas, culturas e identidades dos territórios.


A iniciativa da FRAUGA – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote e da Freguesia de Picote conta com o apoio oficial do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal e a colaboração do Centro Europeu de Línguas Modernas do Conselho da Europa.

Integrado nas comemorações do Dia Europeu das Línguas, o programa deste ano terá como tema “Políticas Linguísticas” e reunirá diferentes comunidades e entidades ligadas ao mirandês, ao asturo-leonês, ao barranquenho e ao galego.

Debates, música, tradição e património fazem parte de uma programação que pretende chamar a atenção para a preservação das línguas regionais e minoritárias enquanto elementos da memória e identidade das comunidades.

A língua mirandesa e a cultura de Terra de Miranda estarão em particular destaque, num encontro que procura também promover o diálogo entre diferentes realidades linguísticas e culturais.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CAMIR EM DESTAQUE NO I TORNEIO DE XADREZ EM VILA BOA

 O Clube Amador de Mirandela (CAMir) esteve em destaque no I Torneio de Xadrez integrado no “Vila Boa Com Vida”, realizado no domingo, 20 de setembro, em Vila Boa.


A competição reuniu 20 xadrezistas de quatro clubes da região, com o CAMir a participar com dez atletas e a alcançar vários lugares de destaque nos diferentes escalões.

Na classificação geral, o clube mirandelense colocou quatro jogadores entre os nove primeiros, num resultado que evidencia o trabalho desenvolvido ao nível da formação e da competição.

A iniciativa, promovida pela União das Freguesias de Franco e Vila Boa, proporcionou ainda um momento de convívio entre atletas e contribuiu para aproximar o xadrez da comunidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MAIS DE 600 SENIORES DE MONDIM DE BASTO VIAJARAM ATÉ MIRANDA DO DOURO

 Mais de 600 seniores de Mondim de Basto participaram no tradicional Convívio Sénior promovido pelo município, que este ano levou os participantes até Miranda do Douro.


O encontro juntou população sénior das várias freguesias do concelho num dia dedicado ao convívio, à partilha e ao contacto com o património e as tradições de Trás-os-Montes.

O programa incluiu uma celebração religiosa na Catedral de Miranda do Douro, seguida de um almoço-convívio e de momentos de animação. Entre estes esteve a atuação de um grupo de Pauliteiras, que apresentou uma das manifestações culturais mais emblemáticas da Terra de Miranda.

Segundo Bruno Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, a iniciativa pretende proporcionar “um dia diferente” aos seniores e reforçar o convívio, assumindo também um papel no combate ao isolamento social.

O município agradeceu ainda a receção e a colaboração da Câmara Municipal de Miranda do Douro na realização do encontro.

Jornalista: Vitória Botelho
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CEDRI INDUSTRY DAY JUNTA MAIS DE 40 EMPRESAS E INSTITUIÇÕES EM BRAGANÇA

 Mais de 40 empresas e instituições vão marcar presença, a 1 de outubro, no CeDRI Industry Day, na Universidade Politécnica de Bragança (UPB).


O encontro, promovido pelo Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente (CeDRI), pretende aproximar investigadores e empresas, permitindo identificar desafios do setor empresarial e apresentar soluções tecnológicas desenvolvidas na região.

A iniciativa decorre a partir das 14h00, no Auditório Eng.º Alcínio Miguel, e inclui a ExpoCeDRI, com demonstração de protótipos e resultados de projetos de investigação. O programa conta ainda com representantes da Agência Nacional de Inovação e da CCDR-N, além de empresas como a SONAE MC, Durit, Moldit e Catraport.

O encontro termina com uma visita às instalações do CeDRI e pretende criar novas oportunidades de cooperação entre o meio académico e o tecido empresarial.

Jornalista: Vitória Botelho
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MAIS DE 70% DOS ALUNOS DE BRAGANÇA EXPERIMENTARAM NOVAS FRUTAS E VEGETAIS NAS ESCOLAS

 Mais de 70% dos alunos abrangidos pelo projeto “Heróis da Fruta” no distrito de Bragança experimentaram, pela primeira vez, frutas ou vegetais que desconheciam, segundo os resultados da monitorização realizada no ano letivo 2024/2025.


O estudo, desenvolvido pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em parceria com a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil, envolveu escolas de municípios como Bragança, Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta, Mirandela e Mogadouro.

Os dados revelam que 70,2% dos alunos superaram a chamada neofobia alimentar, enquanto o cumprimento dos desafios diários de consumo aumentou de 84,3% para 90,4% na última semana da iniciativa.

O projeto incluiu ainda atividades complementares, como a criação de pomares escolares, procurando incentivar desde cedo a adoção de hábitos alimentares mais diversificados e saudáveis.

Os resultados foram apresentados este mês, em Lisboa, durante a 1.ª Conferência Heróis da Fruta, que assinalou 15 anos de atividade da APCOI na promoção de hábitos alimentares saudáveis junto das crianças.

Jornalista: Vitória Botelho
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