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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Lagos do Sabor: há um novo paraíso para descobrir em Trás-os-Montes

Nasceram por causa da Barragem do Rio Sabor e estão a transformar-se na nova atracção turística de Trás-os-Montes. Descubra os Lagos do Sabor.
Lagos do Sabor

Perdeu o epíteto de “último rio selvagem” de Portugal quando há dois anos foi dominado pela “mãe de todas as barragens”. Mas isso não significa que tenha deixado de ser arisco, à espera de ser explorado nas suas águas tépidas. Por detrás do Douro, há uma porta que se abre para a nova paisagem do rio Sabor, cheia de espelhos de água, à espera de serem quebrados. Os Lagos do Sabor são uma novidade no horizonte transmontano que ainda não cedeu ao turismo de massas. Nem tem como.
Lagos do Sabor

Ainda há segredos por descobrir em Portugal. Já ouviu falar dos Lagos do Sabor? Em Trás-os-Montes, numa extensão de 70 km, existem lagos ligados entre si por gargantas e penhascos, que formam um verdadeiro santuário da vida selvagem e oferecem aos visitantes um céu azul e um horizonte de cortar a respiração, que une os concelhos de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo. Os “lagos” propriamente ditos nasceram com a construção da barragem do Baixo Sabor, que alterou a afluência de água e proporcionou uma mudança no cenário, tornando-o um ponto de visita natural obrigatório.
Lagos do Sabor

A barragem do Baixo Sabor nasceu como alternativa à barragem prevista para Vila Nova de Foz Côa. As gravuras salvaram o Côa e empurraram o domínio pela EDP mais para cima, para o Sabor, também ele um rio que se junta ao Douro. Apesar de anos de contestação, sobretudo por ser uma zona de protecção ambiental, a Comissão Europeia acabou por dar luz à construção da barragem, que custou cerca de 450 milhões de euros à eléctrica e produz electricidade para 300 mil pessoas.
Lagos do Sabor

A linha do horizonte entrecortada de Trás-os-Montes ganhou, através da acção da mão humana, água nos vales, mas a mesma mão não modificou nada ou mudou muito pouco do que ficou à tona. Ainda não há autorização para novas praias fluviais, ainda não há os famosos barcos-casa, as casas palafitas, os barcos de recreio ainda são poucos, a pesca ainda não está regulada e o regadio também não é programado.
Lagos do Sabor

É um imenso mar de água doce por explorar e organizar e isso dá a sensação ao visitante que é o primeiro a fazer tudo por ali. Onde antes quase só se via terra e um pequeno curso de água, nasceram desde há dois anos três grandes lagos: o Lago de Cilhades, o Lago do Medal e o Lago dos Santuários. Com a subida do leito, ficou maior e mais larga a Foz do Azibo. Em cada um há uma história que ficou escondida na água ou para ser descoberta nos montes que a rodeiam.
Lagos do Sabor

Essa sensação de ter uma experiência turística ainda partilhada por poucos é um dos segredos mais bem guardados da região. Na verdade, por esta zona, fazer praia nos novos lagos ou passear de barco apenas pode ser feito por conta e risco próprios, já que não há empresas que possam explorar as margens das albufeiras criadas com a barragem e existem apenas duas praias fluviais que já existiam, a praia da Foz do Sabor e a praia da Foz do Azibo. As duas com água mais quente do que seria de esperar para rio – rondaria os 23, 24 graus no final de Agosto.
Lagos do Sabor

No cimo de um dos montes que circundam os lagos aparece um santuário trasladado. As imagens de satélite do Google ainda estão no antigamente. Ainda se vê o rio, estreito, com a areia acumulada e as rochas a descoberto. Agora, no cimo do monte, a cerca de um quilómetro onde existia o santuário com mais de 200 anos, foi erigido o novo lugar de culto. Ou foi reerguido. Durante meses, equipas de restauradores foram desmontando a igreja de um lado e montando do outro, pedra a pedra até à sua nova morada, no cimo do monte da Parada e de frente para o novo Lago dos Santuários.
Lagos do Sabor

A igreja lá no alto marca com imponência uma das curvas do rio, onde este se junta com a ribeira Zacarias, antes uma pequena ribeira, agora do tamanho e largura de um rio. Como muitos dos sítios religiosos da zona, a igreja agora trasladada foi mandada construir no século XVIII pela família dos Távoras, senhores do Mogadouro.
Lagos do Sabor

Neste local, onde é possível apreciar a nova paisagem criada pela água do Sabor, foi construído um pequeno museu que mostra em fotografias como a igreja subiu a encosta ao longo de meses, que tem um espaço dedicado à vida do Santo Antão e ainda uma parede dedicada aos “ex-votos” que os crentes faziam ao santo, para pagarem promessas. Do lado de fora, há espaço para um restaurante panorâmico, ainda fechado por falta de equipamentos, e um dormitório na Casa do Romeiro, também ele fechado. Este espaço, propício a um investimento de turismo rural pela vista e pelas condições que oferece, está meio abandonado, apenas visitado por curiosos ou quando se prepara a romaria anual.
Lagos do Sabor

Pode contactar com diversos animais, como o Grifo, a Águia de Bonelli, a Lontra Europeia, entre muitos outros. Há ainda actividades como birdwatching, passeios micológicos e botânicos, rota do lobo, ecopista do sabor, entre tantas outras. A par destas iniciativas, há ainda outros motivos que convidam a uma visita demorada. O estilo de vida tradicional destes concelhos e a gastronomia transmontana, que integra pratos como Cogumelos “Pantorra” ou “Belfuradinha”, Peixe frito de rio, “Peladinhas” ou Amêndoas de Moncorvo.


Fotos de José Rodrigues
Vortex Magazine

O papel político dos governadores civis de Bragança (1835-2011)

Um texto de Almeida Garrett, em 1854, considerava os governadores civis como “estafermos” do Governo colocados nos distritos, independentemente do conhecimento que tinham dos mesmos, para fingirem que zelavam pela prosperidade pública. Se às palavras de Almeida Garrett juntarmos um texto de Eça de Queirós, de 1890, no qual se dá conta que a atividade fundamental dos governadores civis – coadjuvados pelos administradores dos concelhos – era o de ganhar as eleições legislativas, então temos definido, em grande parte, o papel político destes magistrados administrativos, desde 1835 até 1974.

Os governadores civis sempre foram os representantes políticos do Governo nos distritos. Independentemente das maiores ou menores competências de que dispunham, em função dos códigos administrativos e da legislação complementar, a política regional sempre se desenvolveu sob a inspeção/ação do Governador Civil.
Os extensos poderes de que os governadores civis dispunham, ampliados politicamente pelo facto de, com exceção do Porto e Lisboa, não existir nos distritos qualquer outro poder, real ou simbólico, alternativo ao seu, acabaram por ser reforçados ao longo dos séculos XIX e XX, por três razões fundamentais:

• a sede do Distrito rapidamente se transformou no centro por excelência dos serviços do Estado – educação, saúde, registo civil, segurança, assuntos fis cais, obras públicas, etc. –, e das empresas, o que fez surgir aí uma elite com formação cultural e técnica sem paralelo;
• o Distrito veio a ser adotado pelos partidos políticos como o espaço por excelência da sua estruturação regional, realidade essa que o próprio Partido Republicano veio a adotar, mantendo-se com a Primeira República, passando relativamente incólume o Estado Novo, e que perdurou até ao presente; devido a tal facto, o Distrito veio a transformar-se no quadro referencial do sistema eleitoral para a escolha de deputados;
• a província, enquanto circunscrição administrativa e autárquica, quer entre 1832-1835, quer entre 1933 -1959, embora por diferentes fatores, nunca se revelou uma opção de sucesso, de forma a pôr em causa a solução distrital.

Funcionando como agentes políticos da confiança do Governo, os governado res civis procuravam garantir, antes de tudo, no Distrito, os interesses daquele, influenciando, aliciando, comprando e reprimindo, de forma a garantir a vitória do partido ou partidos do Governo nas eleições.
João Carlos Noronha,
Governador Civil de Bragança (1931-1933)
Tal função, “claramente irregular e ilegítima”, como sublinham Marcelo Cae tano e Freitas do Amaral, profundamente enraizada nos nossos costumes, era entendida como natural pela sociedade portuguesa oitocentista, não sendo, assim, de admirar que vários governadores civis nomeados para o Distrito de Bragança o fossem apenas com o objetivo de realizarem eleições, logo abandonando o cargo, uma vez consumado o ato eleitoral.
Trindade Coelho, na sua obra, demonstra de forma indesmentível a validade desta prática no que diz respeito ao Distrito de Bragança, assim como o jogo de bastidores que se desenvolvia em Lisboa, entre os “influentes”, os “caciques” do Nordeste Trasmontano e o ministro do Reino, sempre que pertenciam ao mesmo partido político.
E se nem sempre, contrariamente ao que pretende Freitas do Amaral a propósito dos governadores civis, “mudando o Governo, mudavam automaticamente os magistrados administrativos”, a verdade é que, regra geral, tal acontecia. Veja-se, por exemplo, como é que numerosos governa dores civis de Bragança, tanto no século XIX como nos tempos mais recentes, souberam da sua substituição pelos seus sucessores ou pela imprensa.
Com a República, malgrado nobres declarações de intenções, a verdade é que o Governador Civil continuou a manter intacta a histórica preponderância política dos seus antecessores monárquicos e portanto a utilizar os mesmos processos do “honesto sistema” descrito por Eça de Queirós.
Este período é caracterizado pelo gradual declínio do papel desempenhado pelas oligarquias locais na vida política, o qual tinha sido relevante na fase final da Monarquia. Emergem, no entanto, novas camadas sociais, onde avultam já, não os proprietários agrícolas, mas os médicos, advogados e professores.
O Estado faz sentir, de forma mais premente, a sua presença na província. À medida que esta mutação se processa, o Governador Civil, até então, de certo modo, mediador entre o Estado e as elites locais, torna-se progressivamente dependente da oligarquia partidária e estatal.
Não é pois de admirar que, a partir de 1913, os governadores civis saiam invariavelmente das fileiras do Partido Democrático, se excetuarmos os períodos da Ditadura de Pimenta de Castro, do “sidonismo” e do Governo nacionalista de Ginestal Machado.
A crise permanente que se instala progressivamente no regime republicano não veio mudar estas práticas, já que cada novo Governo procurou colocar à frente do Distrito agentes políticos de confiança, que, como outrora, se encarregavam da organização das eleições e, obviamente, do sucesso eleitoral do seu próprio partido.
Pedro Vicente de Morais Campilho,
Governador Civil de Bragança (1941-1944)
No Estado Novo, os governadores civis desempenharam “um papel chave na consecução da política autoritária do Estado Novo”, constituindo-se num “símbolo da forte intromissão do Governo na vida local”.
O estatuto social e político de que gozava a personalidade nomeada para Governador Civil do Distrito de Bragança pesava fortemente na sua capacidade de influência. É evidente que um militar, um abastado proprietário ou um político prestigiado, que exercera já outro ou outros cargos políticos, não pode ser comparado a um funcionário público ou bacharel que, pela primeira vez, era chamado a exercer tais funções.
Por outro lado, a maior ou menor duração do seu mandato ou a renovação do mesmo, são determinantes quanto ao papel político exercido por tal magistrado. A permanência de um Governador Civil no Distrito permitia a constituição de uma sólida rede de influências, a contenção dos seus opositores, o reforço do seu poder. Mais, era a melhor garantia de que, gradualmente, o Governador Civil passava a ser cada vez menos o agente político do Governo no Distrito e cada vez mais o representante do Distrito junto do Governo.
Este interesse pelo Distrito, a assunção, por parte do Governador Civil, dos reais interesses e aspirações da sua circunscrição, tornava-se mais efetiva quando aquele magistrado era natural do mesmo. Nesse caso, o Governador Civil conhece bem os seus problemas e carências, interpreta melhor as suas legítimas ambições, é o porta-voz privilegiado da «opinião» das suas populações. Intervém para reclamar subsídios e melhoramentos do Governo, para conciliar as diferentes posições assumidas por municípios e freguesias, exerce uma magistratura de influência que afeta os mais diversos aspetos da vida do Distrito… para reforçar logicamente as posições da força partidária a que pertence e o seu prestígio pessoal. Não é por acaso que, não raras vezes, o Governador Civil é também o chefe, no Distrito, do partido político que se encontra no Governo. Estão, neste caso, por exemplo, Carolino de Almeida Pessanha (1870), Eduardo José Coelho (1879-1881), Ferreira Margarido (1890-1894) e António Teixeira de Sousa (1894-1896).
Se nem sempre consegue nomear quem sugere e demitir quem lhe faz frente, mesmo durante o Estado Novo, a verdade é que o seu poder era, no Distrito, muito forte. Como escreveu Trindade Coelho a propósito do Distrito de Bragança na viragem do século XIX para o século XX, “a carta de Governador Civil, lá para os meus sítios, tem foros augustos…de Carta Régia”. Durante o Estado Novo, então, o poder do Governador Civil, sobretudo no mundo rural, como era o caso do Distrito de Bragança, assumia contornos reverenciais e até de temor, o medo afinal que só as ditaduras sabem difundir entre a população.
Francisco José de Sá Vargas Morgado,
Governador Civil de Bragança (1968-1970)
Nem é difícil entender que assim fosse. Num Distrito que veio até praticamente ao presente com elevadíssimos níveis de analfabetismo, em que “a grande massa dos cida dãos” votava “segundo relações particulares”, em quem os “graúdos” os “chefes influentes”, os “caciques” indicavam – o que, não raras vezes, acarretou a ruína das suas casas, obstinados que estavam em impor a sua vontade aos seus rivais “na deprimente política da intriga e do favoritismo” –, os governadores civis que cumpriam os requisitos já mencionados tinham de exercer, obrigatoriamente, uma influência e uma preponderância incontestadas… questão esta que se mantém, contudo, em aberto, enquanto não surgirem estudos dedicados a esta problemática.
Relativamente aos governadores civis de Bragança, ficamos surpreendidos com o facto de só um pequeníssimo número daqueles serem naturais do Concelho de Bragança, oito, num total dos 90 de que apurámos a origem geográfica. Com efeito, apenas Venâncio Ochoa (1835-1836), Firmino João Lopes (1890), Carlos Leitão Bandeira (1919), Francisco Sá Vargas (1968-1970), Telmo Moreno (1981-1984), António Oliveira (1990-1995), Francisco Cepeda (2000-2002) e Jorge Gomes (2005-2011) nasceram no Município bragançano – quando muito podemos juntar-lhe Abílio Augusto Madureira Beça (1900-1904) que, embora tendo nascido em Vinhais, desde cedo passou a viver em Bragança.
Abílio Machado Leonardo,
Governador Civil de Bragança (1970-1974)
Por outro lado, se tivermos em consideração os governadores civis de Bragança que mais tempo se mantiveram em funções, verificamos que, a maior parte deles não eram naturais de Bragança, como Armando Valfredo Pires (1951-1959), Salvador Nunes Teixeira (1933 1940), Tomás Augusto Salgueiro Fragoso (1926-1931) e Horácio António Gouveia (1959-1964) durante o Estado Novo. Com mais de cinco anos de permanência em tal cargo, bragançanos, só encontramos, nas últimas décadas do século XX, António Fernando da Cruz Oliveira (1990-1995) e Jorge Manuel Nogueiro Gomes, o último Governador Civil de Bragança (2005-2011), ou seja, num período em que a sua influência era já bastante reduzida.
Decididamente, podemos concluir que os critérios de escolha dos governadores civis de Bragança nunca passaram pelo recrutamento de natureza local, dependendo assim, quase exclusivamente, dos governos que os nomeavam.

Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa

O CARNAVAL EM SAMBADE

Logo de manhã cedo se sentiam as bombas a alertar a chegada do Entrudo. Sentia-se o chiar dos carros, uns após outros, muito enfeitados. Atrás deles vinham rapazes montados em cavalos enfeitados com bexigas de porco, cheias de vento para bater com elas na cabeça das pessoas.
Em seguida, aparecia um rancho de raparigas e rapazes cantando ao som de música, muito enfeitados. Os rapazes traziam nas mãos saquinhos com farinha para enfarinhar o rosto das raparigas.
À tarde, pelas 4 horas, tocavam os sinos anunciando que iam ler as Deixas do Entrudo.

As Deixas são uns versos que um rapaz vestido de Carnaval lê para toda a gente ouvir, dedicadas às raparigas. Sobe a uma varanda, e em baixo está toda a gente ouvindo. Vou escrever algumas delas:


Deixo à Maria Antónia
Por ter o olhar fagueiro
As ceroulas do Entrudo
Para oferecer ao testamenteiro.

Deixo à Belmirinha
Por andar devagarinho,
O Entrudo já a viu
A namorar num cantinho.

Deixo mais à mana
Por se chamar Branca Flor
Os sapatos do Entrudo
Para oferecer ao amor.

Deixo à Constância,
Por ter bom coração
O chapéu do Entrudo
P’ra ir à feira no verão.

Ao anoitecer, vão enterrar o Entrudo. É um boneco de palha dentro de um caixão.
Levam luzes, água para benzerem o Entrudo. Um rapaz faz de padre, cantando os
responsos. Vai toda a garotada atrás, gritando com força, despedindo-se do Entrudo,
até para o ano.

RECOLHA (1985) de Judite Morais Moreno, Sambade – Alfândega da Fé.

FICHA TÉCNICA:
Título: CANCIONEIRO TRANSMONTANO 2005
Autor do projecto: CHRYS CHRYSTELLO
Fotografia e design: LUÍS CANOTILHO
Pintura: HELENA CANOTILHO (capa e início dos capítulos)
Edição: SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE BRAGANÇA
Recolha de textos 2005: EDUARDO ALVES E SANDRA ROCHA
Recolha de textos 1985: BELARMINO AUGUSTO AFONSO
Na edição de 1985: ilustrações de José Amaro
Edição de 1985: DELEGAÇÃO DA JUNTA CENTRAL DAS CASAS DO POVO DE
BRAGANÇA, ELEUTÉRIO ALVES e NARCISO GOMES
Transcrição musical 1985: ALBERTO ANÍBAL FERREIRA
Iimpressão e acabamento: ROCHA ARTES GRÁFICAS, V. N. GAIA

Al - Fenim "O Génio da Cantarinha"


Detido por violência doméstica em Alfândega da Fé

Um homem, de 62 anos, foi detido em Alfândega da Fé, pela GNR deste concelho, por violência doméstica.
O homem foi detido após uma denuncia, sendo que não deixaria a irmã, de 49 anos, sair da residência, trancando-a no seu quarto.
Os militares dirigiram-se ao local conseguindo libertar a vítima e proceder à detenção do suspeito. A vítima era ainda ameaçada de morte, com recurso a arma de fogo, o que culminou na apreensão da uma arma e de quatro munições. O suspeito foi detido no sábado e na segunda-feira foi presente no Tribunal Judicial de Mogadouro, tendo ficado sujeito à proibição de contacto com a irmã.

Escrito por Brigantia

Murçós vai ter pólo da Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros

A Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros vai abrir um novo pólo na aldeia de Murçós, no mesmo concelho.
Uma ideia que surgiu devido ao interesse demonstrado pelos habitantes da freguesia em realizar as atividades, como explica Elsa Escobar, vereadora da câmara municipal de Macedo:

“A ideia surgiu porque a Associação Cultural e Recreativa de Murçós foi reabilitada e as pessoas começaram a ter educação física, voltaram a reanimar a associação, trataram de todas as questões legais e começaram a idealizar algumas atividades em parceria com a Universidade Sénior. Dai, partiu a ideia de a estender a outra juntas de freguesia. Falei com pessoas que estão à frente da associação e se mostraram muito entusiasmadas, falei com a Junta de Freguesia que também se quis juntar a este projeto e no terceiro período já estamos a oficializar as inscrições. Faremos em breve uma inauguração oficial deste pólo em Murçós.

Vi que havia ali motivação e muita gente interessada, inclusive pessoas que viveram fora, entretanto regressaram a Murçós e agora sentiram que tinham pouco para fazer.

Para além disso, é uma união de freguesias grande, com muito gente, e visto que está um pouco afastada da sede de concelho, parece-nos o local ideal para começarmos.

O principal objetivo desta união é que possam passar a ser realizados eventos em conjunto e pôr mais seniores em atividade:

“Eventualmente poderão programar oficinas em conjunto.

A ideia da Universidade Sénior é que funcione essencialmente com professores voluntários, em que os próprios alunos o possam ser também.

O repto que lançamos a quem se inscreve como aluno é que pense em algo que possa ensinar aos outros e voluntariar-se também para ser professor.”

No futuro, Elsa Escobar garante que esta ideia pode ser levada a mais freguesias do concelho.

“A ideia é essa. Já falei com outros presidentes de junta e o ponto de partida poderá se,r sobretudo, em aldeias onde há associações a funcionar, porque já há pessoas inscritas e há atividades pensadas e dinamizadas. Depois, é pensar para ocupar os tempos livres.

O objetivo primordial não é o desenvolvimento de competências académicas mas sim que as pessoas tenham o seu tempo ocupado e com mais qualidade de vida.”

O edifício utilizado para albergar estes alunos será a antiga escola do 1º ciclo na aldeia de Murçós. Até ao momento há já 25 inscrições, número que pode aumentar até ao início do terceiro período. Como motivação extra, a Junta de Freguesia de Murçós oferece aos inscritos o primeiro ano de cotas.

Escrito por ONDA LIVRE

Clube de Caça e Pesca de Macedo celebra 39º aniversário

Colisão entre ligeiros provoca dois feridos graves na Nacional 213 em Mirandela

Dois feridos graves e um ligeiro foi o resultado de uma colisão entre dois veículos esta tarde de quinta-feira na Estrada Nacional 213, em Mirandela, confirmou uma fonte da GNR ao Mensageiro.
Os feridos graves são duas mulheres, com cerca de 50 e 30 anos. O ferido ligeiro é um homem.
O alerta para o acidente foi dado pelas 15h18, para o local foram enviados 14 meios humanos, nomeadamente bombeiros, INEM e GNR, apoiados por cinco viaturas. Também foi acionado o helicóptero do INEM.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Dia Aberto chama mais de 400 jovens ao IPB

Através de várias actividades técnico-científicas, 402 alunos, do ensino secundário e do profissional, puderam conhecer a oferta formativa do Instituto Politécnico de Bragança no âmbito do Dia Aberto.
Os jovens contactaram ainda com a investigação desenvolvida no IPB e puderam compreender se este poderá ser uma possibilidade para prosseguir estudos. Segundo Anabela Martins, pró-presidente da instituição, o principal objectivo é captar alunos. “Temos um conjunto vasto de objectivos que, no seu final se resumem a tentar captar jovens para as nossas fileiras. Dar a conhecer aos jovens da região que instituições de ensino superior, investigação, desenvolvimento e inovação, não se fazem só em Lisboa, no Porto, Coimbra e no eixo litoral, ou nas grandes instituições tradicionalmente conhecidas. Estamos muito virados para captar alunos do ensino profissional porque tem sido um dos défices do país: formar jovens que vêm da via profissional”.

Da Escola Secundária de Macedo de Cavaleiros vieram 20 estudantes. Luís Vieira, de 17 anos, aluno de humanidades nesta escola, destaca a importância de conhecer hipóteses de formação. “Estivemos num laboratório, estiveram a mostrar-nos alimentos e a fazer algumas experiências. É sempre algo diferente e é bom explorar as nossas hipóteses”.

Paulo Dias, director do Agrupamentos de Escolas de Macedo de Cavaleiros, acredita que ainda se desconhecem as possibilidades educativas no distrito. “É sempre gratificante para os alunos e para os professores. Apostamos mais no curso profissional porque percebemos que há aqui um potencial de futuros alunos deste politécnico e quisemos mostrar-lhe que o futuro deles pode passar por aqui. Num futuro próximo vamos aumentar este tipo de interacções porque os alunos e os professores têm um grande desconhecimento sobre o que acontece aqui no politécnico”.

O Centro de Investigação de Montanha foi um dos pontos de passagem dos alunos. Ricardo Calhelha, investigador, que orientou uma actividade, sublinha a importância da iniciativa para que estes jovens se possam vir a tornar estudantes do IPB. “Penso que saem daqui mais enriquecidos e conseguem ver na prática o que na escola lhes é transmitido em teoria. É sempre importante o IPB abrir as portas e mostrar a oferta formativa que tem para que, num futuro próximo, este alunos possam vir a ser nossos alunos”.

Esta é uma iniciativa promovida, continuadamente, pela instituição desde 2007. A edição deste ano aconteceu terça-feira. Estiveram presentes alunos do Instituto de Educação e Formação Profissional brigantino, de escolas de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Vimioso, Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães. De fora do distrito esteve uma escola de Celorico de Basto.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Feira de Artesanato de Bragança abriu ontem com mais 10 expositores

Já abriu a edição deste ano da Feira de Artesanato de Bragança. Estão presentes na praça Camões, até domingo, 62 expositores, mais 10 do que no ano anterior.
O primeiro dia do certame contou com bastantes visitantes, como destacaram os participantes no certame. “Vendemos um pouco de tudo”, contou uma das expositoras. “O certame, até à data corre bem. Se não, é óbvio que não vinha. Ainda é uma feira que se mantém”, disse outra das participantes. “Já três anos consecutivos que faço a feira. Tenho uma loja no mercado municipal e então aproveito para fazer aqui mais publicidade à loja. As expectativas são positivas”, referiu outra participante.

O presidente do município, Hernâni Dias, também considera que este primeiro dia de feira foi um bom arranque para o certame. “Por aquilo que temos visto, no primeiro dia da feira, e neste feedback que temos tido, é que tem havido muita gente. Os expositores estão satisfeitos e espera-se que tenhamos uma feira em cheio. Este ano temos mais expositores que no ano passado, conseguimos encaixar aqui mais e acaba por fortalecer a feira”.

A presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança, Maria João Rodrigues destaque que este ano há mais expositores e maior diversidade. “As expectativas são muito boas. Temos bom tempo e logo traz muita gente a Bragança. Este ano temos mais diversidade no artesanato. A disposição está muito melhor e as pessoas estão muito satisfeitas. Temos a feira sempre cheia. Já tivemos muita afluência. São mais da região este ano, tivemos mais cinco ou seis expositores de cá, a mais que já tínhamos. Houve outros artesãos que vieram de Lisboa, Mafra, Porto, que trouxeram produtos que nunca tínhamos tido aqui”.

A 33.ª edição da feira de Artesanato marca presença na praça Camões em Bragança, até domingo. Já amanhã começa a feira das Cantarinhas.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Praia Fluvial de Mirandela recebe pela primeira vez a Bandeira Azul

A Praia Fluvial do Parque Dr. José Gama em Mirandela recebeu, pela primeira vez, Bandeira Azul.
A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade ambiental atribuído anualmente a praias fluviais e costeiras que se candidatem ao galardão e que cumpram um conjunto de critérios. Os Critérios do Programa Bandeira Azul para praias estão divididos em 4 grupos: Informação e Educação Ambiental; Qualidade da Água; Gestão Ambiental e Equipamentos; Segurança e Serviços.

"Este galardão distingue o esforço do Município em tornar possível a coexistência do desenvolvimento local a par do respeito pelo ambiente, elevando o grau de consciencialização dos cidadãos em geral, dos decisores em particular, para a necessidade de se proteger o ambiente aquático, costeiro e lacustre", refere nota de imprensa do município.

O rio Tua, que atravessa a cidade, é sem dúvida um ex-líbris de Mirandela sendo que este galardão vem reforçar a atracção turística que a Câmara Municipal pretende impulsionar.

in:noticiasdonordeste.com

Fase Intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura - O Município de Bragança recebeu a fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura, no Teatro Municipal.

Formação do Laço Azul em Mirandela - A iniciativa está inserida no mês da prevenção de maus tratos na infância, com o intuito de sensibilizar os mais novos para a temática.

Apresentação do IX Grande Prémio Marcelo de Azevedo

Fernando Mamede Visita a Seleção Nacional de Voleibol Feminina - Vila Flor está a receber o estágio de preparação para os campeonatos da Europa da Seleção Nacional de Voleibol Feminina.

XXXIII Feira de Artesanato de Bragança - Praça Camões, na cidade de Bragança, acolhe este ano a XXXIII Feira do Artesanato, um certame que se incluí na Feira das Cantarinhas.

Coral Brigantino Infanto-juvenil‎Concerto "Para Ti Mãe"

Inauguração da Exposição - Pólo de Alfândega da Fé - 3ª Bienal Internacional de Arte de Gaia | 4 de maio 2019

Ação de Prevenção de Maus Tratos Infantis - Em Macedo de Cavaleiros decorreu uma operação de STOP para alertar os condutores contra os maus tratos infantis.