(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
… Meu Santo António… Fernando, como eu… que orgulho! Meu franciscano… santo da minha devoção… tão milagroso… pregavas em Itália e, ao mesmo tempo, estavas em Lisboa, a defender o teu pai, condenado à morte… o dom da ubiquidade… doutor da Igreja… pregador que arrastava multidões… os homens não te queriam ouvir, pregavas para os peixes, que vinham à tona da água… silenciosamente… num imenso cardume, encantados com o teu sermão…
… Meu Santo Antoninho… meu Fernandinho… com apenas 36 anos regressaste à casa do Pai, para descansar da longa caminhada… pelas chagas de São Roque… pelos 40 dias de jejum no deserto… pelos santos mártires… pela estrela d’alva… por Santo Agostinho… São Boaventura… Santo Anselmo… Platão e Aristóteles… te faço este responso, para que protejas Portugal… protejas o Nordeste Transmontano… o povo do Nordeste… que morre paulatinamente…
… Os homens não travam esta morte anunciada… e entardece!
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.


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