Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)
Espero a noite contigo.
As paredes do coração acesas,
como todos os rastos de luz que insistem em nascer…
A lua escreve o sorriso limpo dos versos
enquanto não chegas e eu hesito um instante
o beijo, tranquilo, na escuridão.
.
Quero-te sede nos lábios
e a tua face humana que se demora no meu nome
como os anjos que cantam o que ninguém ouve
numa voz de gestos invisíveis.
Ah! Se eu tivesse asas e o perfume despido do vento…
E os teus olhos, inocentes,
ardentes e nus,
a habitarem-me o corpo num vício de querer,
quando dizem que o amor
são duas mãos sem pressa
a beberem a serenidade quente da respiração
num quarto de vida!
e a tua face humana que se demora no meu nome
como os anjos que cantam o que ninguém ouve
numa voz de gestos invisíveis.
Ah! Se eu tivesse asas e o perfume despido do vento…
E os teus olhos, inocentes,
ardentes e nus,
a habitarem-me o corpo num vício de querer,
quando dizem que o amor
são duas mãos sem pressa
a beberem a serenidade quente da respiração
num quarto de vida!
.
Ascendes, translúcido, além das marés,
onde as horas se dissolvem sob névoa e lume.
Matéria dos céus em águas dormentes.
Suspiro o que vem,
não clamo por fim…
onde as horas se dissolvem sob névoa e lume.
Matéria dos céus em águas dormentes.
Suspiro o que vem,
não clamo por fim…
.
Espero a noite contigo
e o pranto de quem arde em esperar.
Como o tempo que sangra num fogo antigo,
como o divino que pulsa dentro de mim.
e o pranto de quem arde em esperar.
Como o tempo que sangra num fogo antigo,
como o divino que pulsa dentro de mim.
@Lázaro Rios
(heterónimo de Paula Freire)
(heterónimo de Paula Freire)
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#paula_freire_fotografia
Paula Freire. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome.
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua.
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

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