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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Jovem produtor de Trás-os-Montes soma prémios internacionais e aposta em expansão com nova quinta em Vinhais

 Frederico Jacinto, um jovem produtor de Trás-os-Montes, viu três dos seus vinhos serem distinguidos no Portugal Wine Trophy, um dos mais prestigiados concursos internacionais do setor, que reuniu cerca de 1200 vinhos de 35 países.


A região transmontana destacou-se na competição com 52 medalhas atribuídas aos seus vinhos, num evento que contou com jurados de 14 nacionalidades e que voltou a colocar o território no mapa da excelência vitivinícola internacional.

Entre os vinhos distinguidos do brigantino Frederico Jacinto estão um tinto de 2024, premiado com medalha de ouro, e ainda um tinto de 2025 e um branco de 2025, ambos com medalha de prata.

Para o produtor as distinções representam uma validação importante do trabalho desenvolvido. “É um orgulho grande, tenho a certeza que estou a fazer um grande trabalho”, afirmou.

Formado em Viticultura e Enologia, Frederico Jacinto regressou a Trás-os-Montes após experiências fora da região e decidiu apostar na criação da sua própria marca, num contexto marcado pela falta de oportunidades no setor.

O projeto “Frederico MJ” nasceu de forma artesanal, com pequenas produções e vinhas arrendadas em São Pedro Velho, no concelho de Mirandela, tendo evoluído progressivamente para uma estrutura mais consolidada.

Atualmente, a produção ronda as 7000 garrafas entre tintos, branco e rosé, ainda em escala reduzida, o que obriga a uma gestão cuidada da distribuição.

O grande passo do projeto passa agora pela aposta na Quinta do Escairo, no concelho de Vinhais, uma propriedade com “cerca de 70 hectares”, onde o produtor pretende aumentar significativamente a produção e diversificar a atividade. “Aluguei agora a Quinta do Escairo, com a intenção de aumentar a produção e realizar outros eventos lá na quinta”, explicou.

A visão de Frederico Jacinto vai muito além da produção de vinho. O objetivo é transformar o espaço num polo de enoturismo e experiências ligadas ao território, combinando vinho, gastronomia e eventos. Entre os planos estão provas de vinho, jantares vínicos e experiências de enoturismo, mas também eventos de maior dimensão. “Também quero ali realizar caça turística e, com o tempo, poder fazer eventos como casamentos e batizados”, referiu.

Esta expansão surge também como resposta à necessidade de crescimento do negócio e de maior estabilidade produtiva, depois de alguns anos a trabalhar com vinhas arrendadas. “Se não fosse este projeto tinha saído da região, porque não estava a haver outra opção que me prendesse cá”, reconheceu.

Entre os vinhos que integram o projeto de Frederico Jacinto, o tinto reserva 2025 ocupa um lugar especial, não apenas pela sua construção enológica, mas sobretudo pelo significado pessoal que transporta. Este vinho distinguir-se-á por um estágio prolongado de cerca de 14 meses em barricas de carvalho francês, mas é, acima de tudo, uma homenagem familiar. “O rótulo tem a imagem do meu avô, é uma homenagem a ele”, explicou Frederico Jacinto.

Segundo o jovem produtor, esta é uma forma de agradecer a influência que o avô teve no seu percurso. “Era uma pessoa a quem estava muito ligado e acho que sem os conselhos dele não chegaria onde estou”, referiu.

No contexto do crescimento da marca, este tinto reserva assume-se como um dos vinhos mais simbólicos do portefólio de Frederico Jacinto.

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