A permanência de espécies invasoras no rio Fervença, em Bragança, como o lagostim sinal e o vison americano, atingiu uma situação considerada grave que, além de alterar o ecossistema, põe em causa os habitats das espécies autóctones.
O alerta partiu de dois investigadores do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Fernando Miranda e Paulo Cortez, que participaram numa ação de limpeza no rio Fervença, na passada sexta-feira, intitulada ‘EU Beach Clean UP’ controlo da qualidade da água e de espécies invasoras, organizada pelo Europe Diret Trás-os-Montes. “O lagostim de água doce, (lagostim sinal) que existe em grande quantidade no Fervença, tem vindo a colonizar todo este rio, pois está completamente espalhado por todo o troço”, revelou Fernando Miranda.
Trata-se de uma espécie originária da costa Oeste dos EUA que terá sido introduzida no rio “provavelmente por mão humana”, deu conta o investigador, convicto que “certamente, não por descuido, mas talvez sem maldade" acrescentou. Com ou sem maliciosidade, essa introção "foi má", vinca o investigador.
A presença deste tipo de lagostim verifica-se há alguns anos no Fervença, todavia, “tem vindo a aumentar nos últimos tempos”, frisou Fernando Miranda. Atualmente, o lagostim-sinal tem como principal predador o vison americano, também uma espécie importada, mas com presença forte no rio que atravessa a cidade de Bragança. “ O lagostim serve-lhe de alimento, o que ajuda a controlar minimamente a espécie”, tem constatado.
Glória Lopes


Sem comentários:
Enviar um comentário