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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O DINHEIRO DO CRENTE É PARA EVANGELIZAR

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..."
Brian J. Grim esteve em Portugal. Grim é o Presidente da: “Religious Freedon & Business Foundation”.
A revista “ Sábado”, entrevistou-o. Entre as perguntas que lhe fez, houve uma, que valeu a seguinte resposta:
“ O impacto da religião é visível em vários sectores, quer se trate de uma mesquita, igreja, sinagoga ou templo. Nas maiorias cristãs, sobretudo as igrejas tornaram-se centros não só de culto, mas de outras atividades com impacto económico. Muitas igrejas têm escolas, centro de assistência social e desportivo. Isso implica salários, conta de eletricidade e luz e tantas outras coisas que é preciso gerir. Há um estudo que diz que se uma igreja ou uma congregação religiosa sair de uma cidade, o bairro onde está instalada entrará em declínio económico na década seguinte. Nos EUA, as pessoas visitam três vezes mais igrejas do que museus, quando querem apreciar arte – “ Sábado” 16 a 22 de Dezembro de 2017.
Grim, como alguns responsáveis pelas Confissões religiosas, parece preocupar-se mais com a igreja material, do que A espiritual.
Alguns sacerdotes estão mais interessados na promoção social, do que difundir o Evangelho, e levar almas a Cristo.
Pastores há, que vivem de congresso em congresso; que misturam: religião com política; vivendo do dizimo, e das doações dos crentes, quase sem evangelizarem.
O sacerdote deve viver do altar (Iº Co:9,13). Receber o bastante para que nada lhe falte; mas não para adquirir: viaturas topo de gama, aviões e luxuosas residências.
Quando andava a recolher dados biográficos de Diogo Cassels – pastor anglicano, que não foi canonizado, porque não era católico, – falei com jovem sacerdote para obter informações sobre o Sr. Dioguinho (Diogo Cassels); e fiquei a saber, durante a conversa, Que, como o Sr. Dioguinho, também ele nada recebia da Igreja. Como Professor, tinha o bastante para seu sustento.
O dinheiro do crente, não pode servir para se viver, em almoços de “ serviço”, e em hotéis de cinco estrelas; mas para cuidar necessitados e atividades evangélicas.
Era assim que Fr. Bartolomeu dos Mártires, pensava. Diz Frei Luís de Sousa – um dos nossos melhores clássicos, – que o Arcebispo, dizia a quem o censurava de sovinice:
“ Do casal que herdei de meu pai posso dispor à minha vontade. Enriquecer o meu sangue com o alheio, que são bens da Igreja, deputados somente para obras pias, não sei teologia que aconselhe nem consinta – “ Vida de D. Fr. Bartolomeu dos Mártires”, de Frei Luís de Sousa. Edição da Sá da Costa, 1946 - Volume II, Cap. XXV, Pág.: 174.
Infelizmente nem todos são como o Arcebispo, se o fossem, o cristianismo estava mais expandido, e a evangelização era mais convincente.
Todo crente, dentro das suas posses deve auxiliar a Igreja. Sem dinheiro, a evangelização torna-se difícil. Meio fácil, e sem custo, é doar no Imposto de Renda, a percentagem que o Estado oferece às comunidades religiosas. Quantos católicos contribuem, por esse meio?
Uma percentagem ínfima. Grande parte “ esquecem-se” de o fazer.
Há católicos, que “ choram”, os contributos anuais para a paróquia. Em regra, dá-se o que se quer.
Conheço crente, que vive no interior; quando solicitado para pagar a côngrua, responde: “ Para o padre nada dou! …” E vive na abastança e grande luxo! 
Em conclusão: se sacerdotes há, que vivem como nababos. Há, igualmente, fiéis, que pouco se preocupam com a divulgação da Palavra.
Por tudo isso, é que, decorridos mais de dois mil anos, o cristianismo ainda não chegou a todos…e até está regredindo em muitos países.

Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

1 comentário:

  1. Deus bem nos avisa na Sua Palavra:
    E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
    E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
    E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
    2 Pedro 2:1-3

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