O Burro de Miranda é muito mais do que um simples animal de trabalho — é um símbolo vivo da relação ancestral entre o ser humano e a natureza, uma presença silenciosa que durante séculos nos acompanhou nas tarefas do campo, no transporte de cargas, na lavoura, no quotidiano das comunidades rurais. Com a chegada da mecanização agrícola, porém, esta ligação íntima foi-se esbatendo. Aos poucos, deixámos de ouvir o seu passo calmo nas veredas e caminhos de terra. A sua utilidade foi substituída por máquinas, e com isso a sua população começou a decrescer perigosamente.
Durante décadas, o Burro de Miranda foi esquecido, quase abandonado, tornando-se uma espécie em risco de extinção. Mas, felizmente, em 2001 nasceu a AEPGA— Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino — que trouxe nova esperança a esta raça autóctone portuguesa. Com sede na pequena e encantadora aldeia de Atenor, em pleno coração de Miranda do Douro, a AEPGA tem vindo a desenvolver um trabalho extraordinário na preservação, valorização e reintegração do burro no tecido social e cultural da região.
Durante décadas, o Burro de Miranda foi esquecido, quase abandonado, tornando-se uma espécie em risco de extinção. Mas, felizmente, em 2001 nasceu a AEPGA— Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino — que trouxe nova esperança a esta raça autóctone portuguesa. Com sede na pequena e encantadora aldeia de Atenor, em pleno coração de Miranda do Douro, a AEPGA tem vindo a desenvolver um trabalho extraordinário na preservação, valorização e reintegração do burro no tecido social e cultural da região.
Se algum dia forem a Trás-os-Montes, aproveitem para visitar esta associação, conhecer o seu trabalho de proximidade e, sobretudo, entrar em contacto direto com estes animais dóceis, inteligentes e de uma ternura desarmante. A sua simplicidade conquista-nos. O seu olhar sereno ensina-nos. E o seu valor, tantas vezes subestimado, merece ser reconhecido.
Enquanto isso, deixo-vos com esta pequena série fotográfica, simples mas sentida, que procura captar a gentileza e a nobreza do Burro de Miranda — um ser que carrega em si não apenas o peso da terra, mas também a memória viva de um modo de vida que importa preservar.

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