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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Serviço noturno de emergência só está a ser assegurado por um helicóptero da Força Aérea em todo o país

 Apesar de o governo ter anunciado que a partir de 1 de julho o transporte aeromédico de emergência seria assegurado 24 horas por dia pelos quatro helicópteros da Força Aérea Portuguesa (FAP), que completavam o serviço dos dois meios disponibilizados de imediato pela empresa que ganhou o concurso público, os militares só dispõem de uma aeronave para missão durante a noite. A notícia é avançada pelo Jornal Expresso esta sexta-feira que confirmou junto de várias fontes que o helicóptero disponível “é um dos dois Merlin EH 101 estacionados na base aérea do Montijo”, e que as outras três aeronave afeta “não tem autorização para voar à noite”.


Ainda segundo o mesmo jornal a aeronave estacionada no Montijo já foi acionada para socorrer um acidente em Chaves.

Na passada segunda-feira, véspera de entrar em funcionamento o período transitório previsto, com dois helicópteros da empresa e quatro da Força Aérea Portuguesa, dois deles para assegurar o período noturno, o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros manifestou a sua preocupação, com a situação transitória de previa o serviço noturno assegurado por aeronaves e equipas da Força Aérea, durante 12 horas, mas segundo a notícia do Expresso a situação é mais grave.

As mudanças temporárias previstas preocupavam o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, cujo helicóptero ali baseado vai passar a voar apenas 12 horas, sendo o período noturno feito através dos meios da Força Aérea Portuguesa a partir de amanhã. Benjamim Rodrigues explicou que esta nova situação, que deverá ser temporária, “não é boa para a população, pois vamos ter um tempo de atuação mais prolongado, o que pode significar a diferença entre a vida e a morte”.

No verão a população aumenta na região transmontana devido ao regresso dos emigrantes e à vinda de turistas, o que pode criar mais problemas. “Quando menos se espera é quando as coisas acontecem. Provavelmente, vamos ter intervenções noturnas mais frequentes do que o habitual”, sublinhou.

O novo helicóptero já aterrou no heliporto de Macedo de Cavaleiros, mas, segundo o autarca apenas sabia que equipas vão mudar. “O que sabemos é que teremos aparelhos insuficientes para assegurar o serviço e, como tal, 12 horas são asseguradas pela nova empresa e outras 12 pela Força Aérea”, referiu Benjamim Rodrigues, que espera que esta nova forma de atuação do INEM “não se prolongue por muito tempo”.

O autarca explicou que até agora o helicóptero do INEM sediado em Macedo de Cavaleiros “tinha índices de operacionalidade noturna das maiores do país”.

A base área da Força Aérea mais próxima de Trás-os-Montes é a de Ovar. Benjamim Rodrigues disse que “a viagem vai demorar cerca de uma hora” e que numa emergência, por exemplo, cardíaca “a capacidade de intervenção era das mais rápidas do país, porque o helicóptero transportava os pacientes para Vila Real, onde fazem o cateterismo, agora imagine-se o que é estar a vir um meio de S. Jacinto (Aveiro) ou Ovar, ou de outro local, vai ser o tempo de vida ou de morte, neste caso de morte”.

No heliporto de Macedo de Cavaleiros há condições para o meio aéreo da Força Aérea ficar sediado. “Se houvesse entendimento seria conveniente. Ganharíamos muito tempo”, indicou Benjamim Rodrigues admitindo que tem pouca informação sobre a reorganização do socorro aéreo do INEM. “A organização deste processo está um pouco inquinada porque os municípios são entidades que são intervenientes diretas e deviam ser ouvidos”, afirmou autarca.

Glória Lopes

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