Todas as aldeias contam. Todas. Se os deveres são iguais os direitos também têm que ser.
Todas as aldeias pertencentes ao concelho de Bragança, independentemente da sua dimensão ou localização geográfica têm que ser tratadas com igualdade.
Independentemente de estarem perto ou longe da sede do concelho. Independentemente de serem pequenas, com poucos habitantes, ou de não representarem, à partida, um investimento rentável. A função de uma autarquia não é apenas gerir números, é cuidar das pessoas. E as pessoas vivem em todas as aldeias, por mais isoladas que estejam.
Os STUB´s sempre deram prejuízo e continuarão a dar. Tratando-se de um serviço público o prejuízo, financeiro, é compensado pelo serviço que é prestado à comunidade. É para isso que os municípios existem, para proporcionarem qualidade de vida às populações, aos cidadãos.
Se os STUB´s dão prejuízo e sempre deram, porque razão não podem ser aumentados mais uns tostões a essas contas’?
O que relembro é justo e razoável: que haja igualdade no tratamento de todas as localidades. Que os serviços cheguem a todos. Que os transportes públicos não passem sempre pelas mesmas freguesias, deixando outras ao abandono. Que se faça pelo menos uma tentativa. Que se experimente, que se recolham dados, que se avaliem os resultados mas que não se excluam comunidades inteiras logo à partida.
Porque quando não há transporte, não há acesso ao centro de saúde, não há acesso ao emprego, à escola, à cultura que a cidade proporciona, à farmácia, aos serviços básicos. E depois admiram-se que as aldeias fiquem vazias.
É tempo de mudar este estado de coisas. É tempo de cumprir com o dever de representar todo o concelho, e não apenas parte dele.
A Coesão Territorial e a justiça social têm que ser promovidas em todo o concelho, independentemente da distância a que estejamos da sede do município.
Um município não pode ter cidadãos de primeira e outros de segunda,… ou terceira.
HM


Sem comentários:
Enviar um comentário