Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Quando eu morrer, não me vistam de frio,
nem de silêncio duro, nem de escuro vazio.
Enrosquem meu corpo na pele da poesia,
como quem cobre a noite com restos de dia.
Quero na fronte pousada, sem pressa nem dor,
uma grinalda feita de dádiva e amor:
abraços e estrelas, sementes do infinito
a perguntar ao vento se a morte é um mito.
E que o meu corpo repouse, tranquilo e sereno,
coberto apenas por um véu bem pequeno,
bordado de vírgulas, pausas da vida
e de reticências de uma história sentida.
Porque quem viveu de poesia, não morre de vez:
fica suspenso no ar, leve e talvez,
como poema que o tempo nunca termina…
apenas continua… numa página divina.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.


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