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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Atual modelo de respostas aos idosos "em risco de colapso" alertaram especialistas do setor em Bragança

 O presidente da Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES), Ricardo Pocinho, defendeu em Bragança uma “reconfiguração total” das respostas sociais e de saúde dirigidas à população idosa, alertando para o risco de colapso do atual modelo de envelhecimento em Portugal dentro de “menos de 10 anos”, caso não sejam tomadas medidas urgentes.


As declarações foram feitas à margem do 19.º Congresso Internacional da ANGES, dedicado ao tema “Envelhecer sem ficar velho”, que decorreu na semana passada naquela cidade transmontana e reuniu especialistas, investigadores e profissionais do setor para discutir políticas e respostas ligadas ao envelhecimento.

Segundo Ricardo Pocinho, Portugal já ultrapassou a fase das projeções e diagnósticos, sendo agora necessário passar “à intervenção”.

“Há 19 anos ainda nos era permitido fazer projeções, analisar resultados. Hoje o tempo é de intervenção”, afirmou, considerando que o envelhecimento populacional representa “uma felicidade coletiva”, mas que o país falhou na criação de condições dignas para acompanhar essa realidade.

O responsável sustentou que a legislação portuguesa “não é amiga dos idosos”, defendendo uma revisão profunda das normas que regulam as respostas sociais e residenciais, por entender que muitas instituições foram concebidas para um perfil de utente que já não corresponde às necessidades atuais.

Entre as principais preocupações apontadas está a insuficiência de vagas em estruturas residenciais para pessoas idosas. Ricardo Pocinho recordou um estudo nacional realizado pela ANGES em 2004, segundo o qual faltavam cerca de 50 mil camas em Portugal, sublinhando que atualmente “não há nenhum lar sem lista de espera”.

No final do congresso, a ANGES anunciou que irá compilar as conclusões e recomendações apresentadas durante os trabalhos num documento a enviar ao Governo, à semelhança do que tem acontecido em edições anteriores.

Ricardo Pocinho lamentou, contudo, que muitas das propostas já apresentadas pela associação ao longo dos anos não tenham tido acolhimento político. “Há muitos interesses instalados e se calhar é por isso que a mudança não acontece”, concluiu.

Isabel Ferreira recebeu Medalha de Mérito Social- Grau Ouro

Foi na abertura do Congresso que a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, foi agraciada com a Medalha de Mérito Social - Grau Ouro atribuído pela ANGES.

"O facto de Bragança ter sido escolhida para acolher este evento é, para nós, motivo de orgulho, mas também de profunda responsabilidade", sublinhou a autarca, no discurso da sessão de abertura.

"Falamos de um território marcado por uma forte identidade, por comunidades solidárias e por uma população envelhecida, que nos convoca diariamente para respostas inovadoras, humanas e sustentáveis. O envelhecimento não é, para nós, um desafio distante ou abstrato: é uma realidade concreta, vivida nas aldeias, nas cidades, nas famílias e nas instituições.

É precisamente por isso que este congresso faz todo o sentido em Bragança", sublinhou Isabel Ferreira.

(Artigo completo disponível na edição impressa ou no PDF para assinantes)

António G. Rodrigues

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