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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 16 de maio de 2026

Dialética Imperfeita


Se o mote o permitisse
Na dupla ilusão da vida
Tudo o que eu disse
Se resumiria somente
E apenas
À visão doce e quente
Dos urzais sem fim,
Das nossas montanhas amenas.

Resta o torpe sentir,
Uma náusea permanente.
Sabem que o mundo é perene?
E as revoluções mal pensadas?
Bracejam ódios na corrente
E contudo, sábio e sério,
O rio ensina o caminho.
Doces entranhas da terra,
No render da eloquência,
O segredo está no pergaminho
Qual Excalibur em potência
O riso só é risível
Se inocente
E a ubiquidade que geramos,
Um dom do além terreno,
Calcorreia o trilho certo.
A gigantesca tribo da pedra
Onde as cotovias
(Aqui ninguém fica)
Tecem placidamente o seu ninho
(O paraíso tão perto)
E o sistema castrense claudica.

Emerge aqui o âmago do fascínio
Um fogo mortífero
A cura do genocídio.

Existe uma sátira alada
Enorme abadia, trucidada
Que viola a ácida santidade
E destrói o sonho aurífero
No promontório da verdade.

Vencida a réstia,
O monstro agita-se, ainda mente.
Mas o fim do fim não é agora,
O retrato é feito a giz.
Sentimo-nos vivos, mas desolados.
No paupérrimo deserto de ideias,
É Sartre quem o diz:
Os dados estão lançados.

MCDM
(2001)

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