Se o mote o permitisse
Na dupla ilusão da vida
Tudo o que eu disse
Se resumiria somente
E apenas
À visão doce e quente
Dos urzais sem fim,
Das nossas montanhas amenas.
Resta o torpe sentir,
Uma náusea permanente.
Sabem que o mundo é perene?
E as revoluções mal pensadas?
Bracejam ódios na corrente
E contudo, sábio e sério,
O rio ensina o caminho.
Doces entranhas da terra,
No render da eloquência,
O segredo está no pergaminho
Qual Excalibur em potência
O riso só é risível
Se inocente
E a ubiquidade que geramos,
Um dom do além terreno,
Calcorreia o trilho certo.
A gigantesca tribo da pedra
Onde as cotovias
(Aqui ninguém fica)
Tecem placidamente o seu ninho
(O paraíso tão perto)
E o sistema castrense claudica.
Uma náusea permanente.
Sabem que o mundo é perene?
E as revoluções mal pensadas?
Bracejam ódios na corrente
E contudo, sábio e sério,
O rio ensina o caminho.
Doces entranhas da terra,
No render da eloquência,
O segredo está no pergaminho
Qual Excalibur em potência
O riso só é risível
Se inocente
E a ubiquidade que geramos,
Um dom do além terreno,
Calcorreia o trilho certo.
A gigantesca tribo da pedra
Onde as cotovias
(Aqui ninguém fica)
Tecem placidamente o seu ninho
(O paraíso tão perto)
E o sistema castrense claudica.
Emerge aqui o âmago do fascínio
Um fogo mortífero
A cura do genocídio.
Um fogo mortífero
A cura do genocídio.
Existe uma sátira alada
Enorme abadia, trucidada
Que viola a ácida santidade
E destrói o sonho aurífero
No promontório da verdade.
Enorme abadia, trucidada
Que viola a ácida santidade
E destrói o sonho aurífero
No promontório da verdade.
Vencida a réstia,
O monstro agita-se, ainda mente.
Mas o fim do fim não é agora,
O retrato é feito a giz.
Sentimo-nos vivos, mas desolados.
No paupérrimo deserto de ideias,
É Sartre quem o diz:
Os dados estão lançados.
O monstro agita-se, ainda mente.
Mas o fim do fim não é agora,
O retrato é feito a giz.
Sentimo-nos vivos, mas desolados.
No paupérrimo deserto de ideias,
É Sartre quem o diz:
Os dados estão lançados.
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