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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Câmara de Miranda do Douro contesta instalação de parques eólicos no concelho

 O Município de Miranda do Douro está preocupado com as sessões que dizem estar a ser promovidas pela Engie sobre parques eólicos e fotovoltaicos no concelho, sem aviso prévio à autarquia.


Numa publicação nas redes sociais, o executivo liderado por Helena Barril fala numa atitude de “quero, posso e mando” e compara a atuação da empresa ao polémico processo de venda das barragens de Picote e Miranda do Douro.

À Radio Brigantia e ao Jornal Nordeste a autarca lamenta que o município tenha, apenas, tido conhecimento das ações através das populações.

“Conhecimento prévio comunicado por eles não tivemos. Agora, como vivemos aqui no território e sabemos o que vai acontecendo, soubemos dessas sessões e claro que ficámos um bocadinho tristes desta atitude por parte da Engie, mas no fundo também já não é nada que nos admire face ao histórico que temos aqui no território em relação ao negócio das barragens. Gostávamos ao menos que nos tivesse sido dada a informação prévia para que até pudéssemos nós, enquanto autarcas, estar presentes também para assimilarmos das intenções ou das boas intenções que a Engie tem.”

Segundo Helena Barril, os projetos estarão previstos para a zona norte do concelho, abrangendo também áreas do concelho de Vimioso, fora da área do Parque Natural do Douro Internacional.

Apesar de lamentar a forma como o processo está a ser conduzido, a autarca garante que o município não se opõe à instalação dos parques caso essa seja a decisão do poder central, mas defende que o território deve ser compensado.

“Pois, nós teremos que nos conformar se for essa a decisão do Governo relativamente à criação desses parques, nós também não nos podemos opor. Claro que a instalação destes parques no território, no nosso concelho, nós vamos exigir que haja contrapartidas financeiras ou outras que sejam, mas o município também tem uma palavra a dizer nessa matéria.”

A publicação do município refere também o caso da venda das barragens pela EDP à Movhera, processo que continua em litígio judicial por causa do pagamento de impostos.

A autarca garante que o município continuará a lutar para que o território receba as devidas compensações financeiras.

“Recusam-se neste momento porque têm capacidade financeira de andar a litigar nos tribunais. Pronto, é essa a vantagem que eles têm, esse poder económico que lhes permite isto. Nós também, dentro das nossas possibilidades, também não vamos ficar conformados. Também vamos fazer o que estiver ao nosso alcance. Portanto, há de vir um dia que os tribunais têm que tomar uma decisão em definitivo.”

O executivo liderado por Helena Barril garante que continuará atento ao desenvolvimento destes processos e promete defender os interesses das populações e do concelho.

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