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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 16 de maio de 2026

Tertúlia: Sinergias Rurais - Futuro da Natureza e Agricultura

 As raças autóctones desempenham um papel fundamental na sustentabilidade do meio rural, constituindo um verdadeiro património genético, cultural e económico. Adaptadas ao longo de séculos às condições climáticas, ao relevo e aos recursos naturais locais, estas raças apresentam uma resistência natural a doenças, maior capacidade de aproveitamento de pastagens pobres e menor necessidade de insumos externos, contribuindo para sistemas produtivos mais equilibrados e resilientes.


No contexto português, exemplos como o Cão de Gado Transmontano, essencial na proteção dos rebanhos contra predadores, ou bovinos como a Raça Mirandesa, demonstram como estas raças estão profundamente ligadas às práticas tradicionais e à manutenção da paisagem rural. A sua utilização permite preservar o equilíbrio ecológico, evitar o abandono de terras e promover a biodiversidade.

Além da dimensão ambiental, as raças autóctones têm também um forte impacto económico e social. A valorização dos seus produtos — carne, lã ou serviços de proteção — cria oportunidades de rendimento para as comunidades locais e reforça a identidade cultural das regiões. Ao mesmo tempo, contribuem para a fixação das populações no território, combatendo a desertificação humana e promovendo um desenvolvimento rural sustentável.

É, também, na coexistência de comunidades humanas, raças autóctones domésticas, fauna selvagem e na qualidade das relações estabelecidas entre estes atores, que se reflete a riqueza de uma região. Perante os desafios intrínsecos à partilha do território, ao que se acrescenta a iminência das consequências das alterações climáticas, torna-se essencial estabelecer diálogos como ponto de partida para encontrar e desenvolver adaptações face aos novos desafios, que sejam viáveis e simultaneamente respeitadoras da riqueza que é esta partilha. Para tal, a colaboração e o trabalho conjunto, procurando encontrar o melhor equilíbrio possível para o bem-comum, do presente e do futuro, é uma necessidade. Assim, o percurso de valorização e preservação das raças autóctones, e do seu papel nas comunidades e ecossistemas tem sido possível graças à conjugação de esforços entre entidades dedicadas à defesa do património rural.

Destaca-se, neste contexto, a colaboração entre a AEPGA – Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, a ACCGT - Associação de Criadores de Cão de Gado Transmontano, e a Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, cuja ação conjunta tem contribuído de forma decisiva para a promoção, proteção e reconhecimento das raças autóctones e do seu papel essencial na sustentabilidade do meio rural.

A partilha de conhecimento, a sensibilização das comunidades e o apoio direto aos criadores têm fortalecido a preservação destas raças e assegurado a continuidade das práticas tradicionais que sustentam o equilíbrio ecológico e social das regiões rurais.

Assim, proteger e valorizar as raças autóctones não é apenas preservar o passado, mas garantir o futuro do meio rural. O investimento na sua conservação, promoção e melhoramento representa uma estratégia essencial para assegurar a sustentabilidade ambiental, económica e cultural das regiões rurais.

Integrado na programação do Festival Observarribas

Saiba mais AQUI.

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