“Claro que me comove este aspecto de reconhecimento oficial dos meus talentos de fotografo. Sim estou muito comovido. Desde logo, para nós, é formidável ter um centro de fotografias cá em Bragança, sendo que somos da Bretanha, em França. Depois, há também, na periferia de Bragança, um hotel de luxo inteiramente decorado com as minhas fotos o que é incrível.”
A medalha foi entregue, ontem, numa cerimónia que tem como objetivo reconhecer o contributo do fotografo à cidade, explica a autarca do município, Isabel Ferreira.
“Sobretudo homenagear o legado que deixa, em particular ao concelho de Bragança. Depois também é intenção do Jorge Dussaud e da sua família fazerem mais uma doação à Câmara Municipal de Bragança para aumentar o espólio que temos e por isso também estamos a acertar o protocolo da doação. Eu quero sublinhar que se trata de toda uma vida de uma pessoa com um talento ímpar e único, mas que pôs esse talento ao serviço de Bragança, do território, do património natural e paisagístico e cultural que temos, e portanto é um verdadeiro embaixador de Bragança.”
O arquivo que será agora cedido pela família Dussaud ao município de Bragança e ao Museu Abade de Baçal reúne várias obras. Para a esposa de Georges Dussaud, Christine, esta é “uma retribuição” justa para a cidade.
“Bragança deu-nos muito, portanto é um retorno justo, retribuir com os arquivos. Penso que as pessoas vai encontrar as suas raizes e é tão importante a memória, porque o presente foi construido pelo passado. É ele quem nos constrói também. Agora temos de fazer a listagem do espólio.”
Também o diretor do Museu Abade de Baçal, Jorge da Costa, se mostrou satisfeito pela maioria do espolio de Georges Dussaud ficar em Bragança.
“Esta nova doação agora de maioria acervo, sobretudo dos negativos, que são obviamente provas extraordinárias, que deixarão aqui à cidade, tanto ao centro de fotografia, como ao Museu do Abado de Baçal. Portanto, toda a obra do Jorge Dussaud acaba por ficar aqui em Bragança”, disse.
Questionado sobre futuros projetos a realizar com os trabalhos do fotografo francês, Jorge da Costa, adianta que o objetivo será “constinuar a mostrar o trabalho” de Dussaud.
“Ainda não há nenhum projeto em mente, mas sim, a ideia é continuar a mostrar o trabalho Dussaud, obviamente nas suas diferentes vertentes. Os Dussaud, o Georges e a Christine, têm um acervo extraordinário, desde fotografias em Bragança, concelho, em Portugal inteiro, no Barroso, no Douro, mas também na Irlanda, na India, portanto todo esse acervo ficará aqui à disposição do público brigantino”, rematou.
Georges Dussaud começou a desenvolver trabalhos fotográficos internacionais em países como Portugal, Irlanda e Cuba. O seu espólio referente à cultura portuguesa remete aos anos 80. Agora homenageado por Bragança, onde tem um centro de Fotografias com o seu nome, decidiu doar os arquivos à cidade brigantina.

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