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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Escolas Agrícolas em risco: diretor da Epa de Carvalhais de Mirandela alerta para paralisia por falta de funcionários

 O arranque do ano letivo na EPA – Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais, em Mirandela, está em risco por falta de funcionários. Da parte do Ministério da Educação, Marcelino Martins, o diretor da instituição, só tem recebido silêncio, e avisa que a logística de uma escola agrícola — que inclui o trato de animais — não pode esperar pela burocracia dos concursos. Faltam assistentes operacionais e administrativos. É este o cenário crítico que a EPA enfrenta a poucas semanas do início das aulas.


A direção propôs a contratação de tarefeiros em agosto para garantir o arranque do ano, já dentro de dias, mas as respostas do Ministério da Educação teimam em não chegar. Marcelino Martins recorda que “…uma escola agrícola tem uma carga de trabalho incomparável”.

Para além das “normais” salas de aula, há uma residência, um refeitório e, acima de tudo, explorações agropecuárias com animais que precisam de cuidados diários; diz não saber como solucionar o problema “de ter um rácio de menos 15 funcionários” e teme que “outras coisas vão ter de ficar para trás”, expressando as suas “sérias dúvidas que a escola possa pôr a laborar o lagar de azeite se isto continuar assim…”.

Marcelino Martins lamenta que o ensino agrícola continue a ser tratado como o “parente pobre” por parte do Ministério da Educação, ignorando o retorno económico que é gerado na região, tendo em conta a forte procura de mão de obra qualificada no setor. Diz mesmo que a falta de pessoal ameaça travar o papel da EPA Carvalhais como uma âncora contra a desertificação em Trás-os-Montes. A escola “tem sido crucial para fixar os jovens no território, ligando-os às empresas locais e criando postos de trabalho”, conclui.

Marcelino Martins continua à espera da resposta da tutela, a uns dias do recomeço das aulas. Sem funcionários suficientes para manter a estrutura aberta e funcional, a Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais corre o risco de perder algumas valências da sua produção.

INFORMAÇÃO CIR 
(Escrito e fotografia por Rádio Terra Quente)

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