A direção propôs a contratação de tarefeiros em agosto para garantir o arranque do ano, já dentro de dias, mas as respostas do Ministério da Educação teimam em não chegar. Marcelino Martins recorda que “…uma escola agrícola tem uma carga de trabalho incomparável”.
Para além das “normais” salas de aula, há uma residência, um refeitório e, acima de tudo, explorações agropecuárias com animais que precisam de cuidados diários; diz não saber como solucionar o problema “de ter um rácio de menos 15 funcionários” e teme que “outras coisas vão ter de ficar para trás”, expressando as suas “sérias dúvidas que a escola possa pôr a laborar o lagar de azeite se isto continuar assim…”.
Marcelino Martins lamenta que o ensino agrícola continue a ser tratado como o “parente pobre” por parte do Ministério da Educação, ignorando o retorno económico que é gerado na região, tendo em conta a forte procura de mão de obra qualificada no setor. Diz mesmo que a falta de pessoal ameaça travar o papel da EPA Carvalhais como uma âncora contra a desertificação em Trás-os-Montes. A escola “tem sido crucial para fixar os jovens no território, ligando-os às empresas locais e criando postos de trabalho”, conclui.
Marcelino Martins continua à espera da resposta da tutela, a uns dias do recomeço das aulas. Sem funcionários suficientes para manter a estrutura aberta e funcional, a Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais corre o risco de perder algumas valências da sua produção.

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