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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 30 de agosto de 2026

A Universidade de Bragança virá a caminho?


A criação da Universidade de Bragança é uma justa e histórica aspiração de toda uma região que, há longos anos, trava uma luta persistente pela valorização do ensino superior no interior norte de Portugal e pela coesão territorial. Trata-se de uma reivindicação de décadas, sentida por estudantes, docentes, autarcas e pelas populações locais, que viram sucessivos governos adiar uma resposta estrutural para o desenvolvimento da região.

Contudo, a forma como o anúncio foi feito levanta sérias dúvidas institucionais e políticas. A revelação da criação da universidade foi feita no encerramento da Universidade de Verão, pelo secretário-geral, de um dos partidos que suporta o Governo, um evento estritamente partidário. Misturar o papel institucional de governação com a arena político-partidária num comício de verão empobrece a "solenidade" do ato e fere o princípio da separação entre o Estado e os partidos. Anúncios desta magnitude, que moldam o futuro do país e exigem planeamento, orçamento e validação técnica, devem ser feitos nos órgãos próprios de soberania e pelo Governo em funções, e não com aproveitamento de palcos partidários. 

Esta escolha de timing e cenário gera, inevitavelmente, desconfiança quanto à credibilidade e à real sustentabilidade do anúncio. Fica no ar a sensação de que uma conquista tão importante para Bragança e para o Norte Interior está a ser utilizada como mero trunfo de propaganda política e de encaixe partidário, em vez de ser tratada com o rigor, a transparência e o respeito institucional que a causa merece. As populações de Bragança merecem uma universidade por mérito, por necessidade estratégica do país e por compromisso de Estado, e não como um anúncio de festa/feira de partido.

É necessário que as forças vivas da região e os deputados eleitos pelo interior do País... estejam atentos e não deixem esquecer o "anúncio".

Este anúncio deveria ter sido feito, pelo Primeiro Ministro, em BRAGANÇA e com a pompa e circunstância devidas!

HM
30 de Agosto de 2026

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