Através deste modelo, os alunos podem frequentar a componente teórica nas escolas dos respetivos concelhos e deslocar-se a Macedo de Cavaleiros para as aulas práticas, que exigem equipamentos especializados.
“É inovadora aqui neste território esta questão das turmas partilhadas, porque a questão dos centros tecnológicos, quando se investe tanto numa área, depois também tem que se fazer a formação nesta área.
É louvável que não haja repetição da oferta formativa e que as pessoas venham para aqui, mas, para vir para aqui, também têm de ter condições, nomeadamente transporte.
Considero que a CIM TTM está muito articulada neste projeto, nomeadamente através das turmas partilhadas.
Deixo também o compromisso de que esta questão merece a nossa atenção. Naturalmente, um dos principais desafios é o financiamento deste modelo, tendo em conta o investimento que os municípios fazem no transporte dos alunos.
Julgo que teremos de encontrar uma solução para o futuro. O mais importante é perceber que este modelo deve ser replicado.”
Também o presidente da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, Pedro Lima, defende que a articulação entre os municípios é essencial para garantir que os jovens possam aceder à formação especializada sem terem de abandonar os seus locais de residência:
“Os alunos têm que poder permanecer, se assim o desejarem, nas suas casas, nas suas aldeias, nas suas vilas, nas suas cidades e deslocarem-se para onde exista a capacidade de lhes dar o conhecimento de que precisam para que o seu projeto de vida faça sentido.”
O responsável revelou ainda que o modelo representa um investimento de cerca de 500 mil euros por ano para a CIM TTM e defendeu que a região deve continuar a apostar na inovação e na qualificação dos recursos humanos:
“É, sem dúvida, um encargo que representa um investimento significativo e que a CIM assume e vai continuar a assumir. Ainda assim, é um esforço financeiro considerável para a comunidade intermunicipal.
Estamos a falar de cerca de 500 mil euros de investimento por ano. E este é, aliás, o caminho para o futuro.
Fiquei muito satisfeito com as palavras da vice-presidente da CCDR-Norte, que manifestou disponibilidade para trabalhar connosco na procura de uma solução.
Mas, acima de tudo, destaco a ideia de sermos visionários neste território, onde estamos demasiado habituados a pensar de forma pessimista e a considerar que estamos sempre para trás. Não estamos. Estamos na linha da frente e estamos a abrir caminho.
As turmas partilhadas vão ser implementadas noutros territórios, segundo anunciou a vice-presidente, o que demonstra que é Trás-os-Montes a dar o exemplo.”
O projeto das turmas partilhadas, implementado em 2021, é apontado pela CIM Terras de Trás-os-Montes como uma forma de alargar o acesso à formação especializada e valorizar os recursos educativos existentes no território.
A continuidade e a expansão do modelo dependem agora da capacidade de encontrar soluções que garantam o seu financiamento e assegurem o transporte dos alunos.


Sem comentários:
Enviar um comentário