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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 1 de novembro de 2026

«PSP - Autoridade para uns, proteção para outros. Dois pesos e duas medidas!»


Confesso que não consigo compreender esta dualidade de critérios por parte de uma força de segurança como a PSP.

Também não confundo a instituição com as pessoas que a representam, no terreno, e que cumprem ordens.

Não entendo como é que uma polícia que, tantas vezes, demonstra uma preocupação quase excessiva com manifestações pacíficas, legítimas e constitucionalmente protegidas, parece ter uma postura tão diferente quando chega o fim de semana e há um «clássico» de futebol.

Aí, assistimos a verdadeiros cordões policiais a proteger claques de energúmenos que insultam tudo e todos, intimidam cidadãos, provocam desacatos, destroem estabelecimentos comerciais, devastam bares e cafés e, em situações extremas, transformam cidades em autênticos cenários de guerra.

E a pergunta impõe-se! como é possível a PSP mostrar tanta determinação perante cidadãos que exercem pacificamente o seu direito à manifestação e, ao mesmo tempo, mobilizar enormes dispositivos policiais para proteger quem, tantas vezes, se comporta como se estivesse acima da lei?

Como é possível que manifestantes pacíficos sejam confrontados com bastões, enquanto indivíduos que promovem a violência, a intimidação e a destruição encontram na mesma polícia uma espécie de escudo protetor?

Afinal, qual é o critério? Onde está a proporcionalidade? E onde fica a igualdade de tratamento perante a lei?

A polícia existe para proteger os cidadãos, garantir a ordem pública e fazer cumprir a lei. Não para intimidar quem protesta pacificamente, nem para servir de guarda-costas a quem faz do vandalismo, da violência e da prepotência uma forma de estar.

E deixo uma pergunta, talvez incómoda. Porque não permitir que estas claques assumam a responsabilidade pelos seus próprios comportamentos, intervindo a polícia de forma firme e proporcional quando, e se, efetivamente houver crimes, agressões ou atos de vandalismo?

A autoridade não se mede pela quantidade de bastonadas distribuídas aos mais vulneráveis, nem pela dimensão dos cordões policiais montados para proteger os mais perigosos. Mede-se pela coragem de aplicar a lei a todos, sem medo, sem favoritismos e sem dois pesos e duas medidas.

Ou será que o Governo não está à altura do exigível?

A lei é a mesma para todos. Ou, pelos vistos, deveria ser.

HM
1 de Novembro de 2026

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