Esta lengalenga, muito antiga, era cantada durante uma brincadeira, em que uma criança era segurada pelos braços de outras mais velhas (ou mesmo por adultos) e “baloiçado” como um sino ou um badalo – um pequeno sino que se punha ao pescoço dos animais. «Tão-balalão» seria a onomatopeia (som) do “sino”.
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Tão-balalão
Senhor capitão,
Espada na cinta
Sineta na mão.
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Tão-balalão,
Cabeça de cão,
Cozida e assada
No meu caldeirão.
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Tão-balalão,
Senhor Capitão
Orelha de porco
Pra comer com feijão.
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Tão balalão
Cabeça de cão
Orelhas de gato
Não tem coração
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Não tem coração
Nem voz, nem talento
Orelhas de gato
Cabeça de vento
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Cabeça de vento
Orelhas de gato
Pescoço de bruxa
Rabo de macaco
Fonte: VELHAS LENGALENGAS
E RIMAS DO ARCO-DA-VELHA
[Compilado pela equipa do Luso-Livros]

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