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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Recital de Piano LISZT: O VIRTUOSO - FILIPE PINTO-RIBEIRO


Filipe Pinto-Ribeiro é amplamente reconhecido como um dos mais destacados artistas portugueses das últimas décadas, tendo alcançado notável projecção internacional enquanto pianista solista, músico de câmara e director artístico.

Natural do Porto, diplomou-se e doutorou-se em 2000 pelo Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, onde estudou durante 5 anos sob a orientação da prestigiada pedagoga Lyudmila Roschina. Desde então, tem desenvolvido uma carreira intensa, apresentando-se nas mais reputadas temporadas de concertos e festivais da Europa, América, Ásia e Oceânia.

Apelidado de “poeta do piano”, distingue-se pela mestria com que percorre um repertório vastíssimo, moldando-se de forma camaleónica a estéticas como o barroco, o romantismo e a música contemporânea – sendo dedicatário de obras de vários compositores portugueses e estrangeiros. A sua discografia a solo – composta por cinco CDs – testemunha a sua versatilidade artística e inclui obras de Bach a Ravel, de Beethoven a Mussorgsky, de Debussy a Prokofiev.

Enquanto solista, apresentou-se com as principais orquestras portuguesas, bem como com formações de referência de vários países europeus e americanos. Apaixonado pela música de câmara, tem colaborado com muitos dos mais relevantes intérpretes da actualidade.

Em 2026, foi-lhe atribuído o Prémio “Município de Bragança”, na categoria de “Embaixador de Bragança e Cooperação Transfronteiriça”, distinção que reconhece, nas palavras do Município, o seu “talento excepcional” e o “contributo decisivo para a afirmação de Bragança como pólo cultural, educativo e artístico”.

LIVRE - Obrigatório levantar bilhete, na bilheteira do Teatro Municipal de Bragança.

TUA Walking Festival | Mirandela

 Mirandela recebe, nos dias 10 e 11 de outubro, mais uma edição do TUA Walking Festival, um evento dedicado à descoberta do território através dos percursos pedestres e da valorização do património natural e paisagístico do Vale do Tua.


Promovido no âmbito do Parque Natural Regional do Vale do Tua, o festival convida participantes a conhecer e percorrer a paisagem do território de Mirandela e do Vale do Tua, num programa que alia atividade pedestre, contacto com a natureza e descoberta do património local.

Ao longo de dois dias, o TUA Walking Festival pretende proporcionar uma experiência de fruição do território, destacando a diversidade das paisagens transmontanas e a importância dos percursos pedestres enquanto forma de conhecer e valorizar os recursos naturais e culturais da região.

A edição de 2026 decorre em Mirandela, nos dias 10 e 11 de outubro, integrando a programação do Parque Natural Regional do Vale do Tua e contando com o envolvimento das entidades parceiras do território.

A iniciativa dirige-se a todos os que apreciam caminhadas e atividades ao ar livre, constituindo também uma oportunidade para residentes e visitantes descobrirem diferentes espaços do Vale do Tua.

Para mais informações sobre o programa, percursos e participação, os interessados podem consultar valedotua.pt ou contactar a organização através do telefone 278 201 430.

Programa:

Sábado, 10 de outubro

- 15h00 – Abertura do secretariado, em Barcel
- 15h45 – Encerramento do secretariado
- 16h00 – Tradição em Conserva: Oficina de Alcaparras, orientada por Susana Caseiro, da Cultivos da Caseiro
- 17h00 – Oficina interativa O Ciclo do Pão e da Marmelada, orientada por Wilcoa
- 18h00 – Degustação de produtos regionais e animação de rua, com o Grupo de Teatro de Marionetas
- 19h00 – Jantar livre e música pelo terreiro, com atuação de um grupo de música tradicional portuguesa
- 20h00 – Teatro deambulante Os Vendedores de Palha
- 21h30 – Espetáculo de fogo
- 22h00 – Espetáculo musical, com o grupo Arribamonte, seguido de Filipe Brás

Domingo, 11 de outubro

- 8h30 – Abertura do secretariado, em Barcel
- 9h15 – Encerramento do secretariado
- 9h30 – Início da caminhada pelo Trilho da Fraga do Diabo

Percurso circular de 8,6 km, com dificuldade fácil

- 13h00 – Almoço tradicional/convívio
- 15h30 – Encerramento do TFPP’26 em Mirandela

A inscrição inclui almoço-convívio de domingo, participação e enquadramento nas atividades, atividade cultural, documentação, kit do TFPP e seguro de acidentes pessoais.

“Todos Pela Saúde Mental - 3ª edição | Ecoteca

 O Setor da Saúde e a Ecoteca do Município de Mirandela divulgam o programa das comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental, integrado na iniciativa “Todos Pela Saúde Mental” 2026.


Na sua 3.ª edição, este movimento pretende sensibilizar a comunidade para a importância da promoção da saúde mental e do combate ao estigma associado a esta área, reforçando a necessidade de uma sociedade mais informada, atenta e inclusiva.

Sob o mote de que juntos podemos fazer a diferença e dar mais voz à saúde mental, a iniciativa é dinamizada pelo Município de Mirandela, pela Unidade Local de Saúde do Nordeste, pela Associação Matiz e pela Santa Casa da Misericórdia de Mirandela, contando ainda com a colaboração de diversos parceiros.

O programa tem início no dia 9 de outubro, às 09h30, com a Caminhada “Todos Pela Saúde Mental”, num percurso de 2,4 km, com partida junto à Ecoteca de Mirandela.

A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição obrigatória até às 12h00 do dia 7 de outubro, através do endereço ecoteca@cm-mirandela.pt ou do contacto 936 667 655.

A organização recomenda que cada participante leve o seu próprio cantil, sendo disponibilizada água para reabastecimento.

No dia 10 de outubro, data em que se assinala o Dia Mundial da Saúde Mental, o Município associa-se também à iniciativa “Luz Verde Para a Saúde Mental”, através da iluminação do Palácio dos Távoras, num gesto simbólico de sensibilização para a importância da promoção e valorização da saúde mental.

Estas ações refletem o compromisso conjunto das entidades envolvidas na promoção do bem-estar, na prevenção e na valorização da saúde mental junto da comunidade.

Fingertips | Centro Cultural de Mirandela

 Os Fingertips chegam a Mirandela para um concerto único! Um espetáculo especial que celebra mais de duas décadas de carreira, numa viagem íntima pelo percurso da banda — não só através dos grandes êxitos como "Melancholic Ballad (For The Leftlovers)", "Cause To Love You" e "Picture Of My Own", mas também através de histórias e momentos que raramente chegam ao palco.


A esta experiência junta-se ainda a apresentação de novas canções do próximo álbum de originais, com lançamento previsto para outubro de 2026!

Entre memórias, emoções e novas perspetivas, os Fingertips convidam o público a descobrir o outro lado da sua história — o que ficou por contar, o que marcou o caminho e o que aponta para o futuro.

Um concerto envolvente, emotivo e próximo, onde passado, presente e futuro se cruzam numa noite verdadeiramente única!

Local: Grande Auditório do Centro Cultural de MirandelaData: 24 de outubro de 2026Hora: 21h30Público-alvo: Maiores de 6 anosPreço do bilhete: 15,00 €

Bilhetes à venda AQUI.
E na Bilheteira do Centro Cultural de Mirandela
Horário da Bilheteira do CCM:
Dias úteis: 9h00 às 18h00
Fim de semana: 11h00 às 17h00
Dia do espetáculo: a partir das 20h00

Lenda da Formosa Helena


Local: VINHAIS, BRAGANÇA

Esta é uma história de Outono. Do suave Outono que, com a eclosão dos frutos, todos os anos torna os anseios de todos nós mais fundos, mais vivos, mais humanos...

Sim, é uma história de Outono — no amor, no sacrifício, na nostalgia, a estação que tão bem (e tão simplesmente!) descreveu um dos maiores poetas de Portugal: Augusto Gil.

Outono. Morre o dia.
Cai sobre as coisas plácidas e calmas
Um véu de sombra e de melancolia
Que dulcifica e embrandece as almas.

Pois foi no Outono (há tantos, tantos anos já, que a memória não os consegue contar...) que esta história começou. No Outono e nas margens do rio Tuela, lá para os lados de Vinhais...

Helena, a formosa Helena, de quem os poetas diziam que tinha nos olhos o brilho do mar e nos cabelos os reflexos dourados do Sol — Helena, filha de um poderoso rei cristão, deixava-se também contagiar pelas nostalgias outonais...

O único confidente que ela tinha era seu pai, tão forte no batalhar como sensato nos conselhos.

— Oh, Senhor meu pai... Nem sei o que sinto... É uma vontade estranha de sonhar, estando acordada...

E suspirando, ela continuou:

— Ás vezes, Senhor meu pai, fico-me a olhar um ponto distante, e chego a persuadir-me de que toda a minha vida se escoa por aí, lentamente, misteriosamente...

Os seus olhos fitaram os olhos do pai, como que a querer ler-lhe na alma:

— Que será isto?... Sim, que será isto, Senhor meu pai?

O velho rei, mais sabedor que sua filha dos segredos da vida e do tempo, respondeu apenas:

— Sabeis o que é, Helena?... É a Primavera lutando contra o Outono!... Vós sois a Primavera, senhora minha filha — e que maravilhosa Primavera!... Mas a vida que nos rodeia agora é o Outono!

Foi a vez dele suspirar. E rematou as suas palavras confessando, como que numa confidência:

— É tempo de procurar o noivo por que a vossa alma anseia, minha filha. Já vo-lo tenho dito… e hoje repito-vos, com maior segurança. Compreendeis-me?

Mas Helena, a formosa Helena, pareceu não compreender — não querer compreender. Sacudiu os seus cabelos, longos e sedosos, num leve movimento negativo, e retorquiu:

— Bem sabeis o que penso a tal respeito, Senhor meu pai... Nenhum dos pretendentes que me apontastes — nenhum, escutai bem!... — fez até hoje bater mais forte o meu coração.

A sua voz esmoreceu subitamente. As últimas palavras foram mesmo ditas em murmúrio:

— Talvez não exista a alma par da minha!

Mas logo o pai de Helena reagiu:

— Existe, minha filha!... Existe… e há-de aparecer!

Houve um silêncio, durante o qual o velho rei pareceu meditar, interrogar-se intimamente.

— Só uma coisa receio, minha querida Helena!

— O quê? Dizei, meu pai... Falai, peço-vos!...

Ele suspirou de novo. Custava-lhe a confessar. Mas acabou por dizer, embora com voz cansada:

— Enfim… receio... que no exagero da vossa escolha… vos possais enganar... Às vezes, minha querida Helena, Deus castiga assim... Não tendes ouvido dizer que todos aqueles que muito querem muito perdem?

A formosa Helena sorriu. Sorriso doce, onde havia algo de indefinido.

— Oh, Senhor meu pai, eu não quero muito... Quero apenas um homem que seja digno da minha beleza. Que seja digno dos dotes naturais que Deus me deu!

Nova pausa. Nova revoada de pensamentos. E depois, entre duas respirações fundas, o velho rei, ponderado e sereno, sentenciou:

— Oxalá o encontres, minha filha!... E que ele te saiba compreender como tu mereces!

E, já mais desanuviado de semblante, ainda ajuntou:

— Amanhã, como sabes, realiza-se um torneio em tua honra... E como sabes também, minha filha, encontram-se na corte cavaleiros de todo o mundo, qualquer deles desejoso de ser o escolhido pela mais formosa das princesas.

De facto, no dia seguinte teve lugar mais um torneio de cavalaria, presidido por Helena, a formosa Helena... O seu olhar, altivo e belo, passeava indiferente sobre aqueles que ansiavam por um gesto, por um sorriso... Mas de súbito, Helena, a formosa Helena, inclinou-se para o seu velho pai:

— Senhor… reparai naquele moço, além. Vedes?... Que distinto me parece! E que porte admirável!... Não achais? Gostaria de o conhecer, de lhe falar...

O velho rei limitou-se a dizer, num resmungo tolerante:

— Hum!... Mais um, entre tantos... Nada sei a seu respeito... Mas vou sabê-lo imediatamente.

E o velho rei foi dar despacho à pretensão da filha, enquanto o torneio decorria agora com maior entusiasmo, pois o cavaleiro desconhecido — inspirado talvez pelo olhar de Helena, de que se apercebera e ao qual retribuíra com igual ardor — parecia vir a ser o vencedor final.

Dali a pouco, o velho rei voltava com notícias fresquinhas para sua filha.

— Helena... Helena... Já sei o que querias saber!

Parou para tomar fôlego, mas ela mal o consentiu, de alvoroçada que eslava.

— Dizei, Senhor meu pai, dizei depressa!

E num rompante de alegria, embora ruborizada pela vergonha da confissão, ela afirmou convictamente:

— Agora, sim... Agora sinto o coração bater mais forte!

Então o velho rei, transformando em força a fraqueza da idade, esclareceu sem mais demora:

— Trata-se de um moço peregrino que vai a caminho da Cruzada. Ninguém sabe ao certo donde veio, mas todos temem a sua força e a sua destreza.

Helena voltou a olhar o campo de combate. O torneio estava no fim. E ela não conseguiu conter uma explosão de entusiasmo.

— Vede, Senhor meu pai, vede!... Olhai para ele! Acaba de derrubar o último adversário!... É maravilhoso!

E fechando os olhos, no reflexo de uma oração muito íntima sublinhou baixinho:

— Bendito seja o nome de Deus!

E o velho rei repetiu, também baixinho:

Nessa noite, segundo conta a antiga lenda, ambos se encontraram no grande baile da corte. E logo ele, o cavaleiro desconhecido, desenvolto e amável, se dirigiu a Helena, a formosa Helena.

— Senhora, permiti que deponha a vossos pés o meu triunfo… e sabei que somente o consegui pensando em vós!

A filha do velho rei cristão sentiu-se confusa. As suas palavras saíram breves, embaraçadas, ao sabor da excitação que a dominava.

— Agradeço-Vos, senhor... Agradeço-vos e felicito-vos... Vencestes os melhores batalhadores do meu reino...

E ele, expontâneo, fluente, sem dar tréguas ao diálogo:

— Com a ajuda do vosso olhar, Senhora... Foi ele, só ele que me deu forças para vencer.

Helena titubeou, num leve sorriso:

— Oh, sois poeta!...

Mas o cavaleiro desconhecido riu, com discreta cortesia.

— Poeta, eu?... Nunca na minha vida dei por isso...

E olhando-a bem no fundo dos olhos, rematou com voz intencional:

— Mas agora, sim... Talvez agora eu queira ser poeta... só porque estou junto de vós, Senhora!

Mais confusa do que nunca, feliz e emocionada, Helena fingiu querer mudar de conversa.

— Disseram-me que viestes de longe...

E o jovem cavaleiro, sem perder tempo, voltou a sublinhar.

— Senhora, sim... É certo o que vos disseram. Eu vim de longe, de muito longe… apenas para vos ver e admirar!

Recuou alguns passos. Quedou-se extático, maravilhado. E ajuntou com voz trémula:

— Quero dizer-vos, Senhora, quero dizer-vos que, afinal, vós sois ainda muito superior a tudo quanto me disseram de vós!

A partir desse instante, Helena, a formosa Helena, passou a viver apenas para o cavaleiro desconhecido, que viera de tão longe só para lhe render homenagem.

O idílio entre ambos foi-se prolongando, dia após dia, noite a noite. Até que, certa manhã, o palácio acordou num doido sobressalto.

Desvairado, sem encontrar sua filha Helena, a formosa Helena, o velho rei clamava, numa fúria:

— Procurem minha filha, imbecis!... Procurem-na por toda a parte… Não, não é possível que esse miserável a tenha raptado! Não quero acreditar!... Para quê, se eles podiam ter casado aqui, e aqui ser felizes?

Porém, de nada serviam as ameaças, nem as súplicas, nem os gritos do rei. Os seus emissários nada conseguiam descobrir. E ele somente se podia lamentar.

— Minha pobre Helena! Minha querida Helena! Tanto quis escolher... Oxalá Deus não a castigasse!

E de novo apelava para os seus melhores servidores, os fiéis companheiros das grandes batalhas.

— Ide! Procurai de novo!... Por tudo vos peço: não volteis sem trazer notícias de minha filha!... Darei a fortuna que me resta àquele que encontrar a minha bela Helena!... Ide, amigos! É preciso descobri-la!

E eles foram. E procuraram. E voltaram tristemente, terrivelmente desiludidos.

Somente alguns se atreveram a contar a grande verdade ao seu velho rei: que o sedutor de Helena, a formosa Helena, por maior desgraça ainda, fora um jovem guerreiro mouro, habilmente disfarçado de peregrino.

O soberano exclamou, num assomo de energia.

— Como? Que dizeis? Que ele era um aventureiro mouro… um príncipe infiel disfarçado de peregrino?... Tendes a certeza, amigos?... Absoluta certeza?

E diante do olhar apiedado dos outros, o velho rei caiu de joelhos, clamando e chorando:

— Oh meu Deus, meu bom Deus!... Maior castigo eu não poderei receber!... Maior castigo não podia ser o Vosso!

E assim era, na verdade. Quando a princesa Helena, a formosa Helena — a quem o seu raptor fizera tomar um narcótico, com a cumplicidade de uma escrava — despertou, já longe do palácio, e se viu conduzida à garupa do corcel do seu apaixonado, teve a terrível revelação do que lhe acontecia. E gritou, num impulso de vontade.

— Parai!... Parai!... Estais louco?

Mas o cavaleiro desconhecido limitou-se a rir calmamente e a dizer:

— Louco nunca estive, Senhora! Estais admirada decerto... Porém já sabereis quem eu sou!...

Abrandou a marcha da montada, até que esta parou. O cavaleiro debruçou-se sobre Helena, a formosa Helena.

— Ficai sabendo que sou um príncipe mouro, inimigo da vossa religião. Mas desejo fazer-vos minha esposa!

De um salto, ela apeou-se do cavalo, desenvolta e raivosa.

— Nunca! Ouvistes bem?... Nunca!

E sem que ele a pudesse segurar, Helena, a formosa Helena, correu para a ribanceira mais próxima, rolando por ela desvairadamente.

— Esperai! Esperai, Helena!... Que fazeis?

Mas era tarde. Perturbado, o cavaleiro olhou em redor. Teve a sensação de que era perseguido. Então, sem descer do cavalo, abalou dali à desfilada, convencido de que Helena, a formosa Helena, encontrara a morte lá em baixo, no fundo da ribanceira…

Porém, Helena não morreu. Por estranho prodígio e para salvação sua foi parar às águas tranquilas do rio Tuela... E, conforme se continua a contar de geração em geração, Helena, a formosa Helena, ali ficou a viver largos anos, envergonhada da sua triste aventura. Até que um dia, quase por acaso, um súbdito de seu pai a descobriu e a levou de novo para o palácio, apresentando-a de surpresa ao velho soberano, que não se cansava de chorar a morte de sua filha.

De princípio, ele mal podia acreditar. O sorriso e as lágrimas misturavam-se no seu rosto.

— Mas será possível?... Será possível que Deus ouvisse as minhas súplicas?... Oh, meu Deus! Obrigado, mil vezes obrigado! Isto é um autêntico milagre dos Céus! Um autêntico milagre!

E correndo para a filha, e abraçando-a, e beijando-a, somente sabia repetir:

— Minha Helena, minha querida filha!... Um milagre! Um verdadeiro milagre!

Mas Helena vinha diferente. Não era mais a formosa Helena: era uma pobre mulher, roída de desgostos e saudades.

— Como vos tinheis razão, meu pai!... Fui bem castigada!

O velho rei olhava-a, quase sem a ouvir. Mirava-a da cabeça aos pés. E de súbito, perguntou:

— Helena, minha querida filha... Que fizestes do vosso colar... aquele colar tão lindo que era o meu encanto?

Ela suspirou. Suspirou devagarinho. A lembrar-se da sua infeliz aventura. E acabou por confessar, como que envergonhada:

— Oh, Senhor meu pai... Deixei-o nas águas do rio que me salvou... Ofereci-o às trutas que me deram de comer durante tantos e dolorosos anos…

E é talvez por isso que, ainda hoje, o povo das redondezas atribui ao colar de Helena, a formosa Helena, o sabor magnífico que têm as trutas pescadas no rio Tuela, la para as bandas de Vinhais.

Fonte: MARQUES, Gentil - Lendas de Portugal

A Iluminação nos "velhos tempos"


O fornecimento de luz eléctrica em várias povoações deste concelho começou por volta de 1960. Até aí as pessoas usavam para iluminação principalmente candeias de azeite, candeeiros de petróleo,lanternas,petromaxes ou gasómetros.
Em lagares usava-se uma candeia de azeite de maior volume, com quatro bicos e torcidas e chamas maiores. Chamavam-se candeios.
Quantas pessoas estudaram à luz de candeeiros a petróleo!  Quantas donas de casa fizeram malha ou costura à luz de tal tipo de iluminação!
Quando falamos de “petróleo” em relação a candeeiros, deveríamos ser mais rigorosos e chamar-lhe “querosene” ou “petróleo de iluminação”. Este líquido avermelhado de cheiro característico vendia-se em todas as lojas/ mercearias. Nas candeias e nos candeeiros existia uma torcida embebida em parte no combustível. Devido a uma interessante lei da física, o combustível subia ao longo da torcida. Quando se acendia a ponta da torcida, a chama produzida ia consumindo o combustível e a torcida.
Os candeeiros a petróleo eram em geral de vidro. Alguns tinham um pé alto. As torcidas vendiam-se nas lojas e eram achatadas. Podiam subir ou descer por meio duma roda exterior ligada a outra que tinha dentes e estava em contacto com as torcidas. Estes candeeiros tinham chaminés de vidro que protegiam as chamas.
Para acender um candeeiro a petróleo, retirava-se a chaminé e chegava-se à torcida um fósforo a arder. Para apagar o candeeiro, levantava-se a chaminé e apagava-se a chama com um sopro.

Em certas casas havia suportes para candeeiros a petróleo. Noutras eram colocados onde era mais cómodo e útil, como por exemplo, na mesa de cabeceira, na mesa de refeição ou em cima duma cadeira ao pé da lareira.
Havia candeeiros a petróleo apropriados para usar na rua ou em palheiros. Eram feitos de lata e tinham uma pega para transporte. Podia-se levantar e baixar a chaminé por meio duma mola. Com a mesma finalidade se podiam usar as lanternas, em que quatro vidros laterais protegiam a chama. As lanternas redondas eram utilizadas normalmente, nas charretes. O lampião devido às suas dimensões, era fixado nos tectos das habitações ou numa parede.
Para uma luz forte atingindo um espaço considerável havia o petromax. Um petromax tinha na base um depósito para querosene e uma bomba manual. Esta servia para introduzir ar que pressionava o combustível e o fazia subir e cair, vaporizado, por um orifício muito

pequeno, dentro duma camisa redonda e comprida a que previamente se tinha chegado fogo. A camisa ficava incandescente. A luz produzida era muito clara e de grande intensidade. Ao fim de um par de horas de funcionamento contínuo era necessário dar à bomba ao "petromax" para aumentar a pressão e reavivar a luz.

Albano Laranjeira
in:antelas-omeulugar.blogspot.pt

Alcanices (Espanha): Produtores e artesãos portugueses participaram no Mercado Medieval

 No Domingo, dia 27 de setembro, 12 produtores e artesãos portugueses participaram pela primeira vez, no Mercado Medieval, que teve lugar na vila raiana de Alcanices, em Espanha, no âmbito da festa de São Mateus.


Em Alcanices, o mercado medieval foi uma das atividades do programa de festas em honra de São Mateus, que decorreram de 25 a 27 de setembro.

Na tarde de sábado, dia 26, houve corrida de touros pelas ruas de Alcanices. Já no Domingo, dia 27 de setembro, celebrou-se a missa em honra do apóstolo São Mateus e realizou-se o mercado medieval, na zona histórica da vila.

De acordo com Verónica Fernandez, da organização, participaram no Mercado Medieval, 70 produtores e artesãos, espanhóis e portugueses, expondo produtos e artigos como queijo, fumeiro, vinho, azeite, doçaria tradicional, compotas, sabonetes, peças em madeira, couro, cutelaria, brinquedos, bijuteria, etc.


“É o primeiro ano em que participam no mercado medieval 12 produtores e artesãos portugueses. Com o convite pretendemos estreitar os laços de vizinhança e amizade com os portugueses e simultaneamente promover os produtos de cada lado da fronteira”, indicou.

Em Alcanices, a festa dedicada a São Mateus foi recuperada em 2014. Para animar a festividade, a organização decidiu recriar um mercado medieval, com a exposição de produtos locais e regionais e artigos de artesanato.

Com os tradicionais queijos e fumeiro fabricados na província da Extremadura (Espanha), Roberto, veio de Placência (Cáceres), até Alcanices, para participar no Mercado Medieval.

“É a primeira vez que participo neste mercado medieval, em Alcanices. Anteriormente já havia participado na feira em São Vitero e costumo participar em eventos semelhantes nas províncias de Zamora, Salamanca e Palência”, disse o produtor espanhol.


De Portugal, Ângelo Torrão, artesão de cutelaria, também foi um estreante no Mercado Medieval, em Alcanices, com a exposição das tradicionais navalhas artesanais.

“Como artesão é a primeira vez que participo neste certame, na vizinha localidade de Alcanices, em Espanha. Saúdo a iniciativa de abrir o mercado à participação de produtores e artesãos portugueses, o que vem enriquecer a variedade dos produtos e artigos em exposição. Simultaneamente, este mercado ibérico aproxima-nos e propicia um maior conhecimento mútuo entre espanhóis e portugueses”, disse o jovem artesão.

O público que visitou o Mercado Medieval, na zona histórica de Alcanices, teve a oportunidade de degustar os tradicionais “pinchos” ou petiscos, como o polvo cozido, a paella e o arroz a la zamorana.

Ao longo de todo o dia de Domingo, o mercado medieval, em Alcanices, foi animado com teatro de rua, a música tradicional e o jogo do bingo.

HA

GENTE E LUGARES - POR DENTRO DO MUSEU DA OLIVEIRA E DO AZEITE. Um espaço onde a história do azeite ajuda a contar a própria história do território.

MIRANDA DO DOURO RECEBE SEGUNDA EDIÇÃO DO ARRIBAS EM FOCO

 Miranda do Douro recebe, nos dias 10 e 11 de outubro, a segunda edição do Arribas em Foco, um encontro dedicado à fotografia de natureza e à observação da vida selvagem nas paisagens do Parque Natural do Douro Internacional.


A iniciativa é promovida pela AEPGA, Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural e Associartecine, contando nesta edição com a participação de Pedro Alves, biólogo, fotógrafo de natureza e designer ligado a projetos de conservação e educação ambiental.

Ao longo do encontro serão partilhados conhecimentos sobre património natural, conservação e fotografia, numa oportunidade para conhecer espécies e habitats dos rios Fresno e Douro através da observação e da imagem.

Pedro Alves tem desenvolvido trabalho na área da conservação de anfíbios, répteis, aves necrófagas, espécies invasoras e habitats ribeirinhos, sendo também autor e coautor de várias publicações de divulgação científica e técnica.

O Arribas em Foco pretende juntar fotografia e contacto com a natureza, proporcionando aos participantes dois dias de descoberta das paisagens e biodiversidade do território de Miranda do Douro.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

ALFÂNDEGA DA FÉ RECEBE DUAS EXPOSIÇÕES DA BIENAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA TERRAS DE TRÁS-OS-MONTES

 Alfândega da Fé recebe, a partir de 1 de outubro, duas exposições integradas na Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes – “Linha da Terra”, que decorre até dezembro em vários espaços dos nove concelhos do território.


Na Galeria Eng. Manuel Cunha, a mostra “José Rodrigues – 90 anos” revisita o percurso e a obra do escultor, estabelecendo uma ligação entre a sua criação artística e temas como a terra, a memória, a matéria e a pertença. A exposição, com curadoria de Ágata Rodrigues e direção artística de Inês Falcão, assume particular significado pela ligação de José Rodrigues ao concelho e à Casa da Cultura Mestre José Rodrigues.

No Lagar D’El Rei estará patente “A Terra Que Nos Habita”, uma exposição coletiva que reúne 20 artistas e diferentes linguagens em torno da paisagem, do corpo, da natureza, da memória e da transformação. Com curadoria de Cabral Pinto e direção artística de Inês Falcão, a mostra propõe diferentes olhares sobre Trás-os-Montes enquanto território vivido e em permanente mudança.

A Bienal reúne cerca de 160 artistas, 14 exposições e 13 espaços distribuídos pelos nove concelhos de Terras de Trás-os-Montes. Sob o conceito “Linha da Terra”, o projeto pretende criar uma programação em rede, aproximando a arte contemporânea das comunidades e valorizando a relação entre criação artística, território, memória e identidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO INTEGRA REDE NACIONAL DE GUARDIÃS DA NATUREZA E DO DESENVOLVIMENTO RURAL

 O Município de Miranda do Douro passou a integrar a Rede de Guardiãs da Natureza e do Desenvolvimento Sustentável do Mundo Rural, após a assinatura da Carta de Adesão durante o 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza, realizado a 25 de setembro, em Santarém.


A presidente da Câmara Municipal, Helena Barril, participou no encontro, que decorreu no Convento de São Francisco e reuniu mulheres ligadas ao mundo rural, entidades parceiras, representantes institucionais, academia e organizações da sociedade civil.

A iniciativa, integrada nas celebrações do Ano Internacional da Mulher Agricultora, promoveu a partilha de experiências e o debate em torno da sustentabilidade, agricultura, conservação da natureza e valorização dos territórios rurais.

Com a adesão à rede, o Município de Miranda do Douro assume o compromisso de apoiar e valorizar o papel das mulheres na dinamização das comunidades rurais e na proteção e valorização do território.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: Business as Nature

BRAGANÇA E VILA REAL ENTRE OS DISTRITOS COM MAIS IDOSOS VULNERÁVEIS SINALIZADOS PELA GNR

 A GNR identificou, em 2025, 4.191 idosos em situação de vulnerabilidade no distrito de Bragança e 5.167 no distrito de Vila Real. A nível nacional, foram sinalizadas 43.074 pessoas idosas que vivem sozinhas, isoladas ou em condições suscetíveis de colocar em risco a sua segurança. A operação “Censos Sénior 2026” decorre até 15 de novembro.


A solidão, o isolamento e a exposição a burlas e outros crimes continuam a representar desafios para a segurança da população idosa em Portugal, com particular expressão nos distritos de Bragança e Vila Real. A Guarda Nacional Republicana (GNR) iniciou esta quinta-feira, 1 de outubro, a operação “Censos Sénior 2026”, que pretende identificar pessoas em situação de vulnerabilidade e reforçar a prevenção junto das comunidades.

Os números da edição de 2025 colocam os dois distritos transmontanos entre aqueles com maior número de idosos sinalizados. Em Bragança, a GNR identificou 4.191 pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto no distrito de Vila Real o número ascendeu a 5.167.

No conjunto, são 9.358 idosos sinalizados nos dois distritos, um retrato da dimensão do trabalho de proximidade necessário para acompanhar quem vive sozinho, se encontra isolado ou apresenta limitações físicas, psicológicas ou de outra natureza que possam comprometer a sua segurança.

A operação decorre em todo o território nacional até 15 de novembro e integra o trabalho de policiamento comunitário desenvolvido pela GNR, no âmbito do programa “Apoio 65 – Idosos em Segurança”, promovido pelo Ministério da Administração Interna.

A iniciativa não se limita à identificação e ao registo geográfico das pessoas idosas em situação de risco. A GNR pretende também reforçar a sensibilização para comportamentos de autoproteção, alertando para ameaças como burlas, o chamado “conto do vigário”, furtos em residências e situações de violência.

O trabalho no terreno inclui igualmente a prevenção de comportamentos de risco associados ao consumo de álcool, o combate ao isolamento social, a identificação de cuidadores informais e a promoção de uma utilização mais segura da internet.

A proximidade com as populações permite às forças de segurança conhecer melhor as condições em que vivem os idosos, identificar necessidades e reforçar os canais de contacto e confiança com as comunidades.

Desde o lançamento da primeira edição dos “Censos Sénior”, em 2011, a GNR tem vindo a atualizar o levantamento das pessoas idosas que necessitam de acompanhamento, procurando contribuir para a sua proteção e para a prevenção de situações que coloquem em causa a sua integridade e segurança.

MAIS DE 7.600 CRIMES CONTRA IDOSOS ENTRE JANEIRO E AGOSTO

Os dados relativos à criminalidade registada pela GNR entre janeiro e agosto de 2026 reforçam a importância das medidas de prevenção. Durante esse período, foram contabilizados, na área de responsabilidade da Guarda, 2.720 crimes de burla contra idosos, 4.545 furtos e 417 roubos.

No mesmo intervalo, a GNR deteve uma pessoa pela prática do crime de burla, 48 por crimes de furto e 20 suspeitos por crimes de roubo.

Os números dizem respeito ao conjunto da área de responsabilidade da GNR e não estão discriminados, na informação divulgada, por distrito.

Durante a operação de 2025, a GNR realizou 328 ações de sensibilização em sala e 2.338 ações porta a porta, que abrangeram um total de 35.143 pessoas idosas.

A estratégia passa por levar informação diretamente às populações, esclarecer dúvidas e divulgar medidas preventivas adaptadas aos riscos enfrentados por quem se encontra numa situação de maior fragilidade.

Com o arranque da edição de 2026, a Guarda volta a apostar numa abordagem de proximidade, procurando não só identificar situações de vulnerabilidade, mas também prevenir crimes, reduzir o isolamento e reforçar a segurança dos cidadãos mais velhos.

Em Trás-os-Montes, onde Bragança e Vila Real registaram, em conjunto, mais de 9.300 idosos sinalizados na operação anterior, este acompanhamento assume particular relevância na proteção de quem vive sem apoio próximo ou enfrenta dificuldades acrescidas no quotidiano.

Jornalista. Paulo Silva Reis
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BRAGANÇA IMPLEMENTA KIT VIA AZUL PARA APOIAR EMERGÊNCIA A PESSOAS COM AUTISMO

 Os Bombeiros Voluntários de Izeda e de Bragança passam a dispor do Kit Via Azul, um recurso destinado a apoiar os profissionais de emergência na abordagem a pessoas com Perturbação do Espetro do Autismo e outras necessidades específicas.


A apresentação oficial do projeto decorreu a 19 de setembro, em Bragança, com a participação do Serviço de Pediatria da ULSTMAD, que partilhou a experiência desenvolvida através da Via Azul do Serviço de Urgência Pediátrico da instituição. O conhecimento adquirido serviu de base à adaptação do conceito ao contexto da emergência pré-hospitalar.

Promovido pelo Município de Bragança, em parceria com os Bombeiros Voluntários de Izeda e outras entidades locais, o kit disponibiliza ferramentas destinadas a facilitar a comunicação, reduzir situações de ansiedade e apoiar uma intervenção mais adequada e segura durante o socorro.

A iniciativa reuniu profissionais das áreas da emergência, saúde e educação, entidades públicas, famílias e outros parceiros, num momento dedicado à sensibilização para a necessidade de adaptar os serviços às diferentes necessidades das pessoas.

A experiência da ULSTMAD passa assim a servir de referência para uma nova resposta na comunidade, num projeto que aposta na partilha de conhecimento e na cooperação entre instituições para tornar o socorro pré-hospitalar mais inclusivo.

Jornalista: Vitória Botelho
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VINHOS DE TRÁS-OS-MONTES CHEGAM À PROWINE SÃO PAULO COM SEIS PRODUTORES

 Os Vinhos de Trás-os-Montes vão marcar presença na ProWine São Paulo, no Brasil, entre os dias 6 e 8 de outubro, numa participação que reúne seis produtores da região.


Casa José Luís Pedro, Flandório, Quinta Vale dos Montes, Quinta Valle Madruga, Terras de Mogadouro e Vinhos Montalegre representam a região neste certame dedicado ao setor vitivinícola.

A participação integra a estratégia de internacionalização da Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM), com o objetivo de reforçar a presença dos vinhos transmontanos no mercado brasileiro e criar novas oportunidades de contacto, parceria e negócio.

A presença em São Paulo surge num contexto de procura de novos mercados para o setor, procurando dar maior projeção aos produtores da região e valorizar os Vinhos de Trás-os-Montes junto de operadores e consumidores internacionais.

Jornalista: Vitória Botelho
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ENFERMEIROS DA ULS DO NORDESTE DISTINGUIDOS EM JORNADAS DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO

 Cândido Vilarinho Pires e Maria José Rodrigues receberam uma menção honrosa com um trabalho sobre disfagia e desnutrição em doentes vítimas de AVC, apresentado nas III Jornadas do Núcleo de Enfermeiros de Reabilitação da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.


Dois enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste foram distinguidos com uma menção honrosa pela qualidade de uma comunicação científica centrada em duas complicações relevantes na recuperação de doentes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC): a dificuldade em engolir e o risco de desnutrição.

Cândido Vilarinho Pires e Maria José Rodrigues, profissionais da Unidade de AVC da ULS do Nordeste, conquistaram a distinção no concurso de comunicações livres das III Jornadas do Núcleo de Enfermeiros de Reabilitação da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro (NER-ULSTMAD), realizadas no Teatro Municipal de Vila Real, nos dias 25 e 26 de setembro.

O trabalho, intitulado «Disfagia e Desnutrição no Doente com AVC», destacou a importância da avaliação e do acompanhamento dos doentes que apresentam dificuldades de deglutição após um episódio de AVC, uma condição que pode comprometer a alimentação e aumentar o risco de complicações clínicas.

A disfagia pode dificultar a ingestão segura de alimentos e líquidos, favorecendo episódios de aspiração e contribuindo para problemas como pneumonia, desidratação e desnutrição. A identificação precoce destes riscos e a adoção de medidas adequadas são, por isso, fundamentais no processo de recuperação.

A comunicação evidencia o papel dos enfermeiros na implementação de estratégias preventivas e no acompanhamento nutricional individualizado, através de orientações adaptadas às necessidades de cada doente, incluindo recomendações alimentares e dietéticas e opções de tratamento adequadas.

O objetivo é contribuir para uma recuperação funcional mais segura, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofreram um AVC.

A distinção reconhece o trabalho desenvolvido pela equipa de enfermagem da Unidade de AVC da ULS do Nordeste, sediada em Macedo de Cavaleiros, e valoriza o contributo da enfermagem especializada na reabilitação e na prestação de cuidados centrados nas necessidades dos doentes.

A menção honrosa atribuída a Cândido Vilarinho Pires e Maria José Rodrigues coloca em evidência a importância da investigação e da partilha de conhecimento entre profissionais de saúde para melhorar as práticas clínicas e os resultados dos cuidados prestados.

Jornalista. Paulo Silva Reis
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BRAGANÇA REÚNE MAIS DE 200 PARTICIPANTES NA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE COGUMELOS MEDICINAIS

 Bragança recebeu, entre 22 e 25 de setembro, a 13.ª edição da International Medicinal Mushroom Conference (IMMC13), que reuniu mais de 200 participantes de 32 nacionalidades para debater o futuro dos cogumelos medicinais.


Organizado pelo Centro de Investigação de Montanha (CIMO) da Universidade Politécnica de Bragança, o encontro realizou-se pela primeira vez em Portugal e juntou investigadores, profissionais e representantes do setor empresarial.

Ao longo de quatro dias, a conferência promoveu a partilha de conhecimento em áreas como saúde, alimentação, biotecnologia e sustentabilidade, colocando em debate diferentes aplicações e perspetivas relacionadas com os cogumelos medicinais.

A realização da IMMC13 em Bragança permitiu ainda dar maior projeção internacional à investigação desenvolvida na instituição e criar novas oportunidades de colaboração entre a comunidade científica, o setor empresarial e a sociedade.

Jornalista: Vitória Botelho
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Homem de 51 anos detido por posse de arma proibida em Vimioso

 Um homem de 51 anos foi detido esta quarta-feira, no concelho de Vimioso, por posse de arma proibida.


A detenção foi efetuada por militares do Posto Territorial de Argozelo da Guarda Nacional Republicana (GNR), no âmbito de uma investigação que levou ainda ao cumprimento de uma busca domiciliária e de uma busca a um veículo.

Durante a operação, foram apreendidos uma espingarda caçadeira de calibre 12, quatro cartuchos de zagalote, diversos cartuchos do mesmo calibre, 17 armadilhas de caça e uma soqueira.

O suspeito permanecerá detido nas instalações da GNR até ser presente ao Tribunal Judicial de Miranda do Douro, para aplicação das respetivas medidas de coação.

A operação contou com o apoio do Núcleo de Investigação Criminal de Miranda do Douro e do Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Bragança.

Filipe Ventura Alves

Mirandela poderá ter uma segunda Viatura Médica de Emergência e Reanimação

 A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste está a desenvolver diligências com vista à instalação de uma segunda Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) em Mirandela, reforçando a capacidade de resposta a situações de emergência médica no distrito de Bragança.


O presidente do Conselho de Administração da ULS do Nordeste, Miguel Abrunhosa, reuniu ontem com o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Jorge Mendes, e com o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Mendes Cabral, para analisar os procedimentos e as condições necessárias à concretização desta medida.

A instalação de uma segunda VMER em Mirandela permitirá complementar os meios de emergência médica já existentes na região e reforçar a resposta diferenciada em situações de doença súbita ou trauma grave, aproximando estes cuidados das populações.

Maria João Canadas

Município de Macedo de Cavaleiros reforça aposta na habitação social

 O Município de Macedo de Cavaleiros quer aumentar a resposta na área da habitação, nomeadamente através da construção de 16 novos fogos no Bairro da Alegria, destinados a agregados familiares que vivem atualmente em condições habitacionais consideradas indignas.


A medida está prevista na Estratégia Local de Habitação do município, elaborada no âmbito do programa 1.º Direito, Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, os 16 fogos previstos para o Bairro da Alegria integram a resposta de habitação social e destinam-se a situações de carência habitacional e necessidade de realojamento, como explicou na última Assembleia Municipal:

“Não só se falou de 16 fogos a custos controlados, mas é preciso também falar da parte da ação social. Atenção que há fogos de habitação de foro social e habitação a custos reduzidos ou controlados.”

A existência deste parque habitacional não significa, contudo, que todas as necessidades estejam cobertas. A própria Estratégia Local de Habitação identifica pessoas e agregados familiares que continuam a procurar apoio através da habitação social municipal.

“Nós queremos, obviamente, aumentar esta oferta e o objetivo é mesmo esse. Há uma candidatura também para reabilitar a antiga estalagem, a antiga residência, e aí, sim, será a custos controlados. Estes fogos serão na parte social.

É uma aposta, queremos fazer mais e garantir, assim, mais habitação para a nossa cidade e, neste caso, para o nosso concelho.”

A Estratégia Local de Habitação aponta para um investimento de cerca de dois milhões e 27 mil euros, com financiamento previsto através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e do orçamento municipal.

A estratégia da autarquia, no entanto, não se limita à habitação social. O município está também a trabalhar numa candidatura para a recuperação da antiga estalagem e da antiga residência, com o objetivo de criar habitação a custos controlados.

“Há aqui uma diferença ainda grande, mas o objetivo é sempre o mesmo: fixar as pessoas e garantir que realmente haja acesso à habitação, que não é só um flagelo, não é só uma lacuna deste município, mas sim a nível nacional.”

A habitação a custos controlados é uma resposta distinta da habitação social.

Trata-se de habitação construída ou adquirida com apoio público, destinada a habitação própria e permanente ou a arrendamento, estando sujeita a limites definidos relativamente às áreas, custos de construção e preços.

Em Macedo de Cavaleiros, esta vertente pretende também criar condições para facilitar o acesso à habitação e contribuir para a fixação de população no concelho.

Filipe Ventura Alves

Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros assinala arranque do ano letivo com gala cultural

 A Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros assinala hoje o arranque do ano letivo com uma Gala Cultural, que decorre, às 21h00, no Auditório do Mercado Municipal, integrada nas comemorações do Dia Internacional do Idoso.


As celebrações prosseguem no sábado, 3 de outubro, com a iniciativa “Viver sem Idade”, nas Naves do Parque de Exposições. O programa inclui jogos, atividades, um lanche-convívio e a atuação do Coro da Universidade Sénior.

O Dia Internacional do Idoso celebra-se anualmente a 1 de outubro e pretende sensibilizar a sociedade para a importância da população idosa, promover o envelhecimento ativo e alertar para a defesa dos direitos das pessoas mais velhas.

A data foi instituída, em 1990, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e começou a ser assinalada a 1 de outubro de 1991.

As aulas da Universidade Sénior vão decorrer de segunda a sexta-feira, entre as 09h30 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 17h30.

Maria João Canadas