Sobre o Blogue
SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
Portugal, Bragança, Mogadouro
Arquitectura religiosa, maneirista e barroca. Igreja da misericórdia de planta rectangular com eixo longitudinal interno, composta por nave, capela-mor mais estreita, anexo e sacristia rectangulares, adossados à fachada SO., com coberturas internas de madeira, em falsas abóbadas de berço, a da capela-mor em caixotões, escassamente iluminada por janelas quadradas na fachada principal. Esta é rasgada por portal em arco de volta perfeita, encimado por nicho. Fachadas circunscritas por cunhais de cantaria e rematadas em cornija. Interior com coro-alto, púlpito no lado do Evangelho, capela-mor com pinturas murais e retábulo-mor de talha dourada maneirista, de planta recta e três eixos.
Número IPA Antigo: PT010408100014
Categoria
Monumento
Descrição
Planta rectangular composta por nave e capela-mor mais estreita, formando eixo longitudinal interior, e anexo e sacristia, igualmente rectangulares, adossados à fachada posterior, com cobertura homogéna em telhado de duas águas, que se prolonga em aba sobre o anexo. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento saliente, pintado de cinzento, flanqueadas por cunhais em cantaria e rematadas por cornija de cantaria ou beiral. Fachada principal, virada a NE., dividida, no corpo da nave, em quatro panos definidos por pilastras de cantaria, o do lado esquerdo ligeiramente reentrante e cego; é rasgado, no terceiro, ligeiramente saliente, por portal em arco de volta perfeita, assente em dupla pilastra, que se prolongam em duas arquivoltas e assentes em soco único, flanqueado por pilastras dóricas, sobre plintos paralelepipédicos com as faces frontais almofadadas, encimado por dupla cornija e friso, que suportam nicho de arco de volta perfeita, concheado, pintado em tons vermelhos, albergando a imagem, em pedra, da Senhora da Piedade; está enquadrado por pilastras toscanas, estriadas, que suportam frontão semicircular, sendo ladeado por dupla voluta, afrontada e por pilastras dóricas, que prolongam as que flanqueiam o pórtico.

Sobre a cornija, sineira de volta perfeita, assente em pilastras, com sineta de metal, e sobrepujada por cornija em empena, sendo coroada por cruz, em ferro, ao centro. Os panos imediatos são rasgados por janelas quadrangulares em capialço, surgindo, no corpo da capela-mor, janela semelhante, gradeada. Fachada lateral esquerda virada a SE., em empena, rasgada por janela em arco abatido, com moldura de cantaria e remate em pequena cornija. Fachada lateral direita virada a NO., em empena que se desenvolve sobre uma cornija plana, protegida por beiral, sobre o corpo saliente do altar-mor, de perfil poligonal; é rasgada, no corpo da sacristia, em meia-empena, por porta de verga recta com moldura de cantaria, encimada por janela rectangular. Fachada posterior marcada pelo corpo da sacristia, onde se rasga, na face SE., janela rectangular. INTERIOR rebocado e pintado de branco, percorrido por lambril pintado a azul, com pavimento lajeado e cobertura de madeira em masseira, pintada de azul, assente em cornija e com tirantes metálicos; os vãos têm as molduras pintadas com marmoreados fingidos. Coro-alto assente em viga de betão, suportada por coluna toscana pétrea, com guarda balaustrada de madeira e acesso por escada de dois lanços, em cimento, no lado da Epístola.
No lado do Evangelho, púlpito rectangular com bacia em cantaria assente em consola e guarda de madeira balaustrada, com acesso por porta de verga recta moldurada, protegida por guarda-voz de madeira em branco. Portal principal ladeando por pia de água-benta rectilínea com taça almofadada.

Confrontantes, duas capelas em arco de volta perfeita, onde se integram retábulos de talha policroma, dedicados a São José, no lado do Evangelho, e São Sebastião, no lado da Epístola. O arco triunfal, de volta perfeita assente sobre pilastras toscanas, totalmente pintado, com marmoreados fingidos, pontuados por motivos fitomórficos e moldura vermelha, acede à capela-mor por um degrau, cerrada por teia de madeira balaustrada; tem as paredes rebocadas e decorados com pinturas murais, com o "Sacrifício de Isaac", do lado do Evangelho, e de Moisés, do lado da Epístola, sobre lambril pintado com losangos negros e brancos, em perspectiva, e, superiormente, friso de festões; pavimento em lajeado de granito e cobertura em abóbada de berço dividida em 20 caixotões pétreos pintados com cenas da vida de Cristo e, centralmente, as armas da Misericórdia, assente em cornija saliente sobre equidistantes.
Sobre supedâneo de um degrau, retábulo-mor em talha dourada e pintura a preto, de planta recta e um eixo formado por seis colunas com o fuste decorado por elementos fitomórficos e terço inferior marcado, capitéis coríntios e assentes em plintos paralelepipédicos com as faces decoradas por acantos enrolados; exteriormente possui elemento fitomórfico e orelhas recortadas; no centro, tribuna rectilínea, com a boca rendilhada e interior com duas colunas semelhantes às anteriores, que suportam friso de acantos, e fundo decorado por losangos; é rematado por dupla cornija e friso de acantos, surgindo, ao centro, tabela rectangular vertical sobre pequeno arco abatido, flanqueado por quatro colunas semelhantes às anteriores, que sustentam friso, cornija e pináculos; no centro, uma pintura a representar uma Pietà; altar em forma de urna, com decoração de marmnoreados verdes e rosa, com cartela central.
No lado do Evangelho, porta de verga recta de acesso à sacristia, rebocada e pintada de branco, percorrida por lambril pintado a azul, com pavimento em lajeado de granito e tecto plano, em ripado de madeira pintada de azul; o anexo *1 é rebocado e pintado de branco, com pavimento cimentado e tecto plano, em ripado de madeira, também pintada de azul, com escada, de um lanço, em cimento, de acesso ao púlpito.
Acessos
Largo da Misericórdia
Protecção
Inexistente
Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.
Enquadramento
Urbano, isolado, no centro de Mogadouro, implantado em largo calcetado com cubo granítico, em posição subjacente ao Castelo de Mogadouro (v. PT010408100007), e fronteiro ao Pelourinho (v. PT010408100004). Implanta-se em amplo largo pavimentado a paralelepípedos, flanqueado, no lado esquerdo por muros divisores de propriedades, um deles adossado à igreja e, no lado direito, por muro e casas de habitação, maioritariamente de um e dois pisos. No largo, surgem alguns plátanos.
Descrição Complementar
Os retábulos laterais são semelhantes, inseridos num vão de volta perfeita com moldura pintada com marmoreados fingidos, de talha dourada e policromada, de planta recta e corpo côncavo, de um eixo definido por quatro pilastras com os fustes decorados por acantos e assentes em plintos paralelepipédicos e duas colunas torsas assentes em consolas, que se prolongam em três arquivoltas, a intermédia torsa, unidas no sentido do raio, formando o ático; no centro, nicho de volta perfeita, com o fundo pintado a imitar brocados, onde se inscreve mísula com a imagem do orago; altar paralelepipédico, com o frontal decorado, o do lado do Evangelho a imitar brocados, formando sebastos e sanefa e, no oposto, a imitar tecido, mas com exuberante decoração de concheados e elementos fitomórficos, tendo cartela central com três anjos.
As pinturas murais apresentam, no lado do Evangelho, luxuriante paisagem, onde surge representado o "Sacrifício de Isaac", surgindo, a rodear o vão de acesso à sacristia, falso frontão e moldura recortada de acantos e concheados. No lado da Epístola, a representação de "Moisés a receber as tábuas da Lei", surgindo moldura semelhante à anterior a envolver a janela. Nos caixotões da capela-mor, surgem: na fiada central, "Ressurreição de Cristo", Escudo português, "Assunção da Virgem" e "Coroação da Virgem"; no lado do Evangelho: "São José visitado pelo anjo", "Anunciação", "Visitação", ?, "Natividade", "Apresentação de Jesus no Templo", "Menino entre os Doutores", "Pentecostes"; no lado da Epístola, "Prisão de Cristo", "Calvário", "Crucificação", "Ressurreição", Evangelista (?), "Cristo no Horto" (?); "Flagelação" e Figura em oração.
Utilização Inicial
Religiosa: igreja de misericórdia
Utilização Actual
Religiosa: igreja de misericórdia
Propriedade
Privada: Misericórdia
Afectação
Sem afectação
Época Construção
Séc. 16 / 18 / 19 / 20
Arquitecto / Construtor / Autor
CANTEIROS: José Alves, de Brunhoso, Bartolomeu de Castro, de Mogadouro, e João Fontes, de Bruçó; José Pereira e António Martins, de Mogadouro, e José Pacheco, de Remondes; PINTOR: Manuel Teixeira de Matos.
Cronologia
1559 - fundação da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro; séc. 16, segunda metade - construção da Igreja da Misericórdia por acção do benemérito D. Luís Álvares de Távora; 1770 - remodelação e ampliação da igreja, pelo valor de 156.000$000 pelos canteiros José Alves, de Brunhoso, Bartolomeu de Castro, de Mogadouro, e João Fontes, de Bruçó,; 1776 - abertura de uma porta, arranjo do nicho da Senhora da Piedade, remodelação da sineira e pintura da tribuna; 1788 - pintura dos caixotões do tecto e das paredes da capela-mor por Manuel Teixeira de Matos; 1795 - remodelação do forro da igreja; 1798 - arranjo da parede da capela-mor; 1799 - arranjo do coro-alto; 1802 - revisão do madeiramento da igreja; 1930, década - demolição do edifício anexo do Hospital da Misericórdia, localizado a E. do corpo da igreja.
Características Particulares
Igreja de fundação maneirista, ampliado no séc. 18, correspondendo o terço anterior a esta ampliação. Portal principal em arco de volta perfeita, que assenta em dupla pilastra sendo o conjunto enquadrado por pilastras dóricas, sobre altos plintos paralelepipédicos, encimado por friso e cornijas, sobre os quais surge nicho concheado e pintado, contendo a imagem da Senhora da Piedade, peça de superior qualidade plástica, revelando um trabalho de excelente execução artística. As guarnições dos vãos dos altares laterais e do arco triunfal apresentam pintura marmoreada, em tons cinzentos e azúis, tendo a do arco triunfal moldura pintada a vermelho. Capela-mor com pinturas murais, sobre lambris pintados com elementos negros e brancos, em perspectiva, destacando-se as molduras rococó que envolvem a porta da sacristia e a janela do lado da Epístola; possui caixotões pintados com cenas da vida de Cristo, surgindo, num deles, as armas das Misericórdias.
Possui retábulos laterais, de talha dourada e policromada do estilo nacional, nos quais se destacam os frontais pintados a imitar brocados e tecidos, destacando-se o da Epístola, com exuberante gramática rococó e cartela central com anjos.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura em alvenaria de granito, com paramentos rebocados e pintados com vãos e cunhais em cantaria, sineira em cantaria, cobertura em madeira telhada, cobertura interior em madeira e em abóbada de pedra, coro-alto em betão, púlpito de granito com balaustrada em madeira, altares em madeira, portas de madeira, pavimentos em lajes graníticas e cimentado, janelas gradeadas e envidraçadas.
Bibliografia
MOURINHO (JÚNIOR), António Rodrigues, Arquitectura Religiosa da Diocese de Miranda do Douro - Bragança, Sendim, 1995, pp. 247 - 254.
Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Administrativa
Intervenção Realizada
Proprietário: séc. 20, década de 60: remodelação do coro-alto; 1995 - restauro do altar-mor.
Observações
*1 - O anexo da sacristia terá funcionado como Casa do Despacho dos Mesários.
Autor e Data
Alexandra Lima e Paulo Amaral 2000
in:monumentos.pt
Portugal, Bragança, Mogadouro, Penas Róias
Arquitectura militar, medieval. Castelo roqueiro, de que resta a torre de menagem com planta em losango com lados de dimensões distintas, aproveitando o afloramento granítico que lhe serve de embasamento, com porta elevada e rasgada por seteiras; vestígios de um dos cubelos cilíndricos que integravam o castelejo.
Número IPA Antigo: PT010408120006
Categoria
Monumento
Descrição
Do castelo subsiste apenas a torre de menagem, de planta em losango, os restos de um cubelo circular que integrava o castelejo e alguns troços da muralha deste, a E.. A torre possui faces de dimensões distintas, entre 7 e 8 m. de largura, possuindo muros muito grossos; a porta, rectangular, abre-se a O. a c. 3 m de alt. do solo, sobre a qual existe uma lápide epigrafada, cuja inscrição se continua na ombreira do lado esq.; em todas as fachadas existem frestas em dois registos e vestígios de janelas (parapeito e parte das ombreiras) no topo, arruinado, não possuindo remate nem cobertura; INTERIOR: vazio.
Acessos
EN 219 durante 5 km. e vira-se depois para EM percorrendo cerca de 4 km.
Protecção
MN - Monumento Nacional, Decreto nº 34 452, DG, 1.ª série, n.º 59 de 20 março 1945
Grau
1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.
Enquadramento
Rural. Destacado, implantado no cimo de uma penha granítico, a c. 100 m da povoação de Penas Róias *1, com acesso por caminho sinuoso e pedregoso a E.. Daqui avista-se o Castelo de Algoso, situado a c. 12 Km.
Descrição Complementar
INSCRIÇÕES: 1. (CEMP nº 142) Inscrição comemorativa da construção do castelo gravada no lintel e na pedra que remata a ombreira esquerda da porta da Torre de Menagem; superficie epigrafada muito erodida não permite leitura integral do texto; granito; Dimensões:a elevada altura a que se encontra impede obtenção; Tipo de Letra: Inicial capitular carolino-gótica de má qualidade gráfica com características similares as da inscrição do castelo de Longroiva(v. 0909070007); Leitura modernizada e reconstituída: INCIPIUNT FUNDAMENTO CASTELO DE PENA ROIAS [...] MENSE(?) ERA Mª CCª Xª[...](=ano de 1172) TEMPORE REGE [ALFONSO] [...].
Utilização Inicial
Militar: castelo
Utilização Actual
Marco histórico-cultural
Propriedade
Pública: estatal
Afectação
DRCNorte, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009
Época Construção
Séc. 12
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
1172 (ou 1181) - Data apontada por Mário J. Barroca, como a mais provável, para o início da construção do castelo de Penas Róias, segundo iniciativa de D. Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo, segundo interpretação da inscrição gravada no lintel e ombreira da porta da Torre de Menagem (BARROCA, 2000, p. 378); 1187, Maio - Jun. - Penas Róias recebe foral; 1197, 23 Jan. e 5 Jul. - D. Sancho I, em agradecimento aos serviços prestados pela Ordem do Templo, doa-lhe a vila de Idanha-a-Velha e em troca recebe os castelos e as igrejas de Penas Róias e Mogadouro; 1258 - Nas Inquirições de D. Afonso III, faz-se alusão a Penas Róias e ao senhor terra-tenente de Bragança D. Fernando Mendes de Bragança que ocupou a tenência entre 1128 e 1145; 1272 - Concessão de foral por D. Afonso III a Penas Róias e Mogadouro; 1273 - Confirmação do foral de Penas Róias por D. Afonso III; 1319 - Depois da fundação da Ordem de Cristo, Penas Róias passa para aquela Ordem; 1457 - Comprada por Álvaro Pires de Távora; c. 1510 - Segundo os desenhos de Duarte de Armas, o castelo era antecedido por um pequeno pano de muralha no sopé S. do penhasco em que se elevava, com passagem por um vão em arco pleno, sendo notório um rombo à dir. do mesmo; do lado NO., adossado ao castelejo, o "muro da vila" medieval (entretanto abandonada e reerguida extra-muros), de forma circular, irregular, baixo e semi - arruinado,

onde se salientam 2 cubelos cilíndricos; a barbacã era constituída apenas por um pequeno pano de muralha curvo, a S., provido de porta em arco pleno, entre dois torreões do castelejo, este de planta aproximadamente trapezoidal, irregular, provida de 1 torre quadrangular, à dir. da barbacã, 2 cubelos circulares a E. e um corpo estreito, avançado e projectado para o exterior, em forma de Z, terminando em torreão quadrangular, à esq. da barbacã, e sob o qual se abria túnel abobadado de berço estabelecendo a passagem da barbacã para a antiga vila e desta para para o interior do castelejo, por meio de porta aberta a O., em arco pleno; do lado E., junto a um dos cubelos, rasgava-se outra porta de igual perfil; as muralhas, os cubelos e as torres estavam, à época, superiormente arruinados não sendo possível identificar o tipo de remate que possuíam; do lado N.aparecia sobre a muralha o registo superior da parede de 2 dos 4 "aposentamentos" erguidos na praça de armas, com 2 janelas, uma rectangular e outra em arco pleno, e cobertura em telhado; "fundada sobre penedos" elevava-se a torre de menagem, em losango, com porta a NO. e janelas em arco pleno no último registo, nas quatro faces, sob as quais emergem o que aparentam ser apoios de balcões (inexistentes); remate de merlões (faltando alguns); interiormente era "toda vã e sem sobrados"; extramuros localizava-se uma cisterna, seca, e, a SO., estendia-se a nova vila, de casario térreo com coberturas de colmo e de telha de meia-cana, sobressaíndo uma igreja e um pelourinho de gaiola; do lado oposto um vale onde corria uma ribeira e, do lado N., no sopé do penhasco, existia um pomar cercado por muro baixo; 1512 - D. Manuel dá foral novo a Penas Róias; 1758 - As "Memórias Paroquiais" referem que o castelo, a N. da vila, se encontrava arruinado, com muros "de pedra de seixo bruto", estando a torre, "de quatrop esquinas", ainda "bem segura e fabricada do mesmo seixo bruto" com paredes altas e porta "levantada mais de trinta palmos" com um letreiro ilegível; 1759 - Na sequência do processo dos Távoras, a povoação passa para a Coroa; 1836 - Extinção do Concelho e consequente declínio da povoação levando a população a reaproveitar os materias de construção do castelo; séc. 20, início - ainda eram visíveis alguns dos cubelos que integravam o castelo e a antiga cerca da vila, bem como de uma porta que ligava o castelo à povoação; 1992, 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126.

Características Particulares
Este castelo assegurava a primeira linha de defesa do nordeste transmontano, juntamente com os castelos de Algoso, Miranda do Douro, Outeiro, Vimioso e Mogadouro (v. PT010408100007) com os quais formava um forte conjunto defensivo. O material em que é construído assemelha-se ao do castelo de Algoso.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Xisto quartzítico argamassado com barro.
Bibliografia
LOPO, Albino dos Santos Pereira, Apontamentos Arqueológicos, Braga, 1987; Guia de Portugal - Trás-os-Montes e Alto Douro II, Lisboa, 1988; ALVES, Francisco Manuel, "O Castelo de Penas Róias, fundado pelos Templários nos inícios da Nacionalidade Portuguesa", Anais (da Academia Portuguesa de História), Ciclo da Restauração de Portugal, vol. III, Lisboa, 1940, pp. 55-61; ALVES, Francisco Manuel, Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, vol. XI, Bragança, 1948; SOUSA, J.M. Cordeiro de , "Inscrições dos Séculos VIII a XII Existentes em Portugal", Etnos, vol. III, Lisboa, 1948, pp. 113-133; ARMAS, Duarte de, Livro das Fortalezas, Lisboa, 1990 (ed. original 1510); Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Lisboa, 1993; A Arquitectura Militar na Expansão Portuguesa, Lisboa, 1994; SILVA, Isabel [dir.], Dicionário enciclopédico das freguesias, 3.º vol., Matosinhos, 1997; BARROCA, Mário Jorge, Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. II, F.C.G., Porto, 2000, pp.376-379; VERDELHO, Pedro, Roteiro dos Castelos de Trás-os-Montes, Chaves, 2000; GOMES, Rita Costa, Castelos da Raia, vol. II, Trás-os-Montes, Lisboa, 2003.
Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID
Intervenção Realizada
DGEMN: 1977 / 1978 - consolidação das muralhas, da base do lado N. da torre e fechamento das juntas das paredes da torre de menagem.
Observações
*1 - O topónimo deriva de penha (penedo ou rochedo), sendo possível que Róia tenha derivado de "roja" ou seja vermelha.
Autor e Data
Ernesto Jana 1994 / Marisa Costa 2001 / Lina Oliveira e Filipa Avellar 2005
in:monumentos.pt
Portugal, Bragança, Mogadouro
Arquitectura militar, medieval. Castelo fronteiriço, de planta elíptica, conservando torre de menagem rectangular ameiada com portas elevadas em arco rebaixado e frestas, um cubelo quadrangular do castelejo e um troço da caixa murária da alcáçova com porta em arco rebaixado.
Número IPA Antigo: PT010408100007
Categoria
Monumento
Descrição
Do castelejo conservam-se alguns troços de muralha, a torre de menagem, de planta rectangular, tendo adossado a SE. um pano de muro da antiga alcáçova e respectivo cunhal, vazado por uma porta em arco pleno, e outro troço de muralha que liga o que resta da alcáçova a uma pequena torre de ângulo de forma trapezoidal. A torre de menagem, erguida sobre um penhasco, possui 2 portas elevadas, a NE. e SE., ambas em arco rebaixado, a que se acede por escada de pedra de dois lanços em ângulo, com patamar; na fachada NO. abre-se uma janela rectangular, gradeada, encimada por uma fresta e na fachada SO. rasgam-se 2 frestas em dois registos; a O. da torre a boca de uma cisterna quadrangular. Na encosta SE. parte do que resta da barbacã.
Acessos
Largo da Misericórdia, com acesso por caminho de terra batida, a partir da estrada que sai da povoação.
Protecção
MN - Monumento Nacional, Decreto nº 35 443, DG, 1.ª série, n.º 1 de 02 janeiro 1946 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 29 de 04 fevereiro 1966 *1
Grau
1 – imóvel ou conjunto com valor excepcional, cujas características deverão ser integralmente preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Monumento Nacional.
Enquadramento
Urbano, isolado. Implantado sobre colina com afloramentos rochosos, de onde se avista a Serra de Mogadouro, a S., tendo nas proximidades a Torre do Relógio, um palácio em ruínas, a Capela da Misericórdia, o Pelourinho e um passo da Via Sacra.
Descrição Complementar
Utilização Inicial
Militar: castelo
Utilização Actual
Marco histórico-cultural
Propriedade
Pública: estatal
Afectação
DRCNorte, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009
Época Construção
Séc. 12 / 17
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
1160 / 1165 - Construção do castelo, num local onde se desenvolvia um importante núcleo habitacional; 1186 - Mogadouro é referido nas doações feitas pelo "Braganção" Fernão Mendes aos Templários; 1197 - Mogadouro e Penas Róias, passam para as mãos do rei que por troca com Idanha; 1199 - As igrejas de Mogadouro passam para o padroado real; 1223 - Mogadouro é novamente pertença dos Templários mas as igrejas continuam no padrado real; 1272 - D. Afonso III concede foral a Mogadouro e Penas Róias; 1273 - D. Afonso III concede novamente foral; 1311 - O senhorio estava nas mãos dos Templários e instituiu-se em comenda; 1319 - Transferiu-se para a Ordem de Cristo; séc. 14 - Obras nas muralhas; 1383 - Mogadouro toma o partido de Castela na crise dinástica; 1433 - Doação a Álvaro Pires de Távora, cujo pai já fora alcaide do castelo; 1483 - D. João II visista a povoação, conforme refere a Crónica de Rui de Pina; 1507 - O Tombo da Comenda da Ordem de Cristo descreve a alcáçova como "uma casa que se diz ser já em outro tempo aposentamento do prior e ora é estrebaria de Álvaro Pires de Távora, e parte ao levante e poente com casas do dito Álvaro Pires, ao aguião (= norte) entesta no muro e ao avrego (= sul) parte com o pátio do dito castelo. É térrea e leva de longo quatro varas e meia de medir pano e outras tantas de largo"; 1509 / 1510 - Duarte D'Armas desenha o castelo representando-o com uma barbacã de planta elíptica irregular e rematada por merlões, exceptuando "uma barreira derribada a mor parte e sem ameias e assi é o muro de dentro", a que se adossa, no canto, uma pequena torre quadrangular que "é começada"; o castelejo

é poligonal irregular com duas torres salientes a N., uma pentagonal e outra quadrangular e um cubelo semi-cilíndrico junto desta, todos ameiados; no interior dispunham-se em redor da praça de armas 2 "pardieiros" e 11 "aposentos", rectangulares e trapezoidais, alguns sobradados e telhados, providos de chaminés cilíndricas (antigas construções da Ordem); a torre de menagem, rectangular, era iluminada por frestas, "toda vã e fundada sobre penedo" à qual se adossavam os "aposentamentos sobradados" da alcáçova, Paço dos Távoras, composta por 3 corpos rectangulares de alturas diferentes: o que se encostava à torre de menagem era o mais baixo, aberto por uma janela em arco pleno e 4 rectangulares, o central, mais elevado, com 2 pisos iluminados cada um por uma janela em arco pleno com balcão de madeira e rematado por merlões, e o extremo, um pouco mais baixo que o anterior, com janelas de arco pleno no 1º registo e rectangulares no 2º, com remate de merlões, tendo na fachada oposta um registo superior projectado em avançamento, com uma porta e uma janela em arco pleno, suportado por traves de madeira; sob este uma janela quadrada gradeada aberta no pano de muralha a que se ligava outro corpo rectangular, inferiormente aberto por porta em arco pleno, e duas janelas em arco pleno no registo superior, frontal e lateralmente, coberto por telhado onde se elevavam 2 chaminés; o acesso à alcáçova era feito por meio de escada de 2 lanços em ângulo recto sob a qual se abria a passagem para a praça de armas, tendo quase defronte um poço circular; extramuros: do lado E. adossava-se à barbacã um cercado de coelhos e, do mesmo lado, estendia-se a vila com o seu pelourinho de gaiola; do lado oposto as casa da periferia da povoação, uma igreja com uma torre campanário adossada, junto da barbacã, e mais afastado um cruzeiro e cinco casas com logradouro cultivado; séc. 17 - Construção da torre do relógio; séc. 18 - Nas gravuras da época surge a denominação de "Palácio, a que chamam castelo"; séc. 20, déc. 90 - A torre foi alvo de vandalismo tendo sido destruido o corrimão, a porta de entrada e o material arqueológico depositado no interior; 1992, 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 1993 - o Inverno muito rigoroso provocou estragos na torre do relógio.

Características Particulares
Castelo fronteiriço que, com os pontos fortes de Algoso, Miranda do Douro, Outeiro, Penas Róias e Vimioso, constituíam forte posição defensiva do NE. português. Mantém vestígios da cisterna junto à torre de menagem na qual foram rasgadas portas em arco abatido, na zona inferior e um cubelo rectílíneo; tinha contudo vários cubelos, como revela os desenhos de Duarte de Armas, uns rectilíneos, outros circulares, mostrando diferentes épocas construtivas.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Cantarias e alvenarias de granito e xisto argamassado com barro.
Bibliografia
Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1956, Lisboa, 1957; ALVES, Francisco Manuel, Memórias arqueológico-históricas do Distrito de Bragança, 11 vols., 2.ª ed., Bragança, 1981-1982; LOPO, Albino dos Santos Pereira, Apontamentos Arqueológicos, Braga, 1987; D'ARMAS, Duarte, Livro das Fortalezas, Lisboa, 1990; VARIZO, Aníbal, Mogadouro - Apontamentos Históricos, in Brigantia, n.º 1 / 2, Bragança, 1990; LOPES, Flávio [coord.], Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Lisboa, 1993; Dicionário enciclopédico das freguesias, 3.º vol., Matosinhos, 1997, p. 126; MONTEIRO, João Gouveia, Os castelos medievais portugueses, Lisboa, 1999; VERDELHO, Pedro, Roteiro dos castelos de Trás-os-Montes, Chaves, 2000; Castelo medieval vai ser melhorado, in Jornal de Notícias, 02 Outubro 2006.
Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID
Intervenção Realizada
DGEMN: 1950 - consolidação da torre e restos das muralhas; 1951 - regularização de terrenos; 1952 - construção da parede da torre; 1956 - escavações para sondagens; 1957 - restauro e consolidação das muralhas; 1958 - elevação de parte da muralha poente; 1959 - restauro das ameias da torre de menagem e consolidação das paredes; 1961 - lajeamento da torre e porta nova; 1970 - conservação da torre; 1975 - reparação da torre; 1980 - reparação da torre e consolidação de pavimentos; 1981 - limpeza e beneficiação da muralha; 1982 - trabalhos diversos de reparação e conservação.
Observações
*1 - DOF: Castelo da Vila.
Autor e Data
Ernesto Jana 1994 / Marisa Costa 2001 / Lina Oliveira 2005
in:monumentos.pt
A Rede de Judiarias de Portugal conseguiu um financiamento superior a 4,5 milhões de euros para a concretização do projecto “Rotas de Sefarad”, o qual começará a ser executado a partir de Outubro, disse o seu secretário-geral, Jorge Patrão.
A maior parte da verba (quatro milhões) será disponibilizada no âmbito do “EEA Grants 2009-2014”, um mecanismo financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA) através do qual a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega financiam, na qualidade de países doadores, diversas áreas prioritárias de acção junto dos Estados beneficiários do Fundo de Coesão da União Europeia.
“É um apoio que também obriga o Estado português a colocar mais 15% desse montante (600 mil euros), o que acontecerá até porque o acordo já está devidamente formalizado”, explicou Jorge Patrão.
De acordo com este responsável, a execução financeira começa já em Outubro e prolonga-se até 2017.
Entre áreas programáticas como a da gestão integrada de águas interiores e marinhas, a das energias renováveis ou das iniciativas de saúde pública, o EEA Grants inclui a da conservação e revitalização do património natural e cultural com uma dotação total para Portugal de quatro milhões de euros, que foi inteiramente atribuída ao projecto “Rotas de Sefarad”.
O projecto, que será monitorizado pela Direcção Regional de Cultura do Centro, tem como base o percurso geográfico e cultural dos vestígios sefarditas no território português.
A aposta recai na investigação e publicação de livros, intervenções de centros históricos, recuperação de sinagogas e outras iniciativas ou obras que se enquadrem no tema da valorização da entidade judaica portuguesa.
Entre as obras já aprovadas estão o Centro de Interpretação Judaica de Trancoso, o Centro sobre a História do Marranismo em Portugal (da autoria do arquitecto Souto Moura), em Bragança, a intervenção na Igreja de Santa Maria da Várzea em Alenquer (local onde em 1574 foi sepultado Damião de Góis), bem como a criação do Memorial das Vítimas da Inquisição ou a recriação de uma das primeiras tipografias portuguesas, entre outras.
Às entidades parceiras - cerca de 25 municípios e várias entidades de turismo - caberá apenas uma verba “muito menos significativa” de acordo com o valor de cada iniciativa.
Jorge Patrão recorda que deste “conjunto de acções deverá resultar uma rota patrimonial e identitária sobre a história de Portugal com enfoque na história do povo judeu”.
A Rede de Judiarias de Portugal (RJP) foi criada há dois anos em Belmonte, local onde se encontra a maior comunidade judaica no país, cerca de 36 famílias com 120 a 150 pessoas.
Na fundação contou com nove municípios, seis regiões de turismo e uma comunidade judaica, mas actualmente já integra com 27 municípios (Belmonte, Guarda, Freixo de Espada à Cinta, Tomar, Trancoso, Castelo de Vide, Lamego, Penamacor, Torres Vedras, Alenquer, Sabugal, Évora, Leiria, Vila Nova de Paiva, Bragança, Celorico da Beira, Castelo Branco, Óbidos, Fornos de Algodres, Almeida, Penedono, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Lisboa, Elvas, Reguengos de Monsaraz e Porto) e duas comunidades judaicas.
A instituição tem como objectivo “desenvolver um plano que até 2020 mostre um país diferente, sempre com base na revitalização da história ligada ao judaísmo”, o que poderá ser concretizado, não só com base no apoio do EEA Grants, como ainda em fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) aos quais deverá ser apresentada candidatura.
in:Terras da Beira
A população de Valdrez, em Macedo de Cavaleiros, fez hoje um boicote à missa. Os habitantes quiseram mostrar a indignação pelo facto de o padre não marcar presença amanhã na festa do padroeiro da freguesia.
Os Presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) e da Junta de Castela e Leão, Emídio Gomes e Juan Vicente Herrera, e o Vice-presidente do Governo Regional da Galiza, Alfonso Rueda, reafirmaram esta quarta-feira, em Salamanca, o projeto de organização e desenvolvimento de uma macro-região europeia.
"Assinalo como muito positiva a iniciativa política de, hoje, reafirmarmos e relançarmos o projeto e a ambição da macro-região do Sudoeste Europeu, a 1ª no espaço ibérico, fundada pelas nossas três regiões”, afirmou Emídio Gomes no encontro. "O muito em comum que partilhamos justifica uma estratégia conjunta e uma voz em uníssono na Europa.”
A "Macro-região do Sudoeste Europeu”, como é chamada, integra as regiões da Galiza, do Norte de Portugal e de Castela e Leão e é a primeira a formar-se na Península Ibérica. O seu projeto foi anunciado pelas três regiões em setembro de 2010, seguindo outras experiências europeias, como no Báltico, no Danúbio e no Adriático.
O desenvolvimento da mobilidade e a logística, a Investigação, Desenvolvimento Tecnológico e o fomento das indústrias do automóvel e componentes são algumas das áreas prioritárias da macro-região do Sudoeste Europeu, cujo plano estratégico será agora elaborado. "Juntos, somos uma comunidade de 9 milhões de pessoas", referiu Emídio Gomes no encontro das três regiões. "Formamos uma comunidade de conhecimento e um mercado de trabalho mais atrativo para valorizar as qualificações muito elevadas que estamos a gerar nas nossas universidades e transferir conhecimento para o mundo das empresas."
Com esta organização, Região Norte, Galiza e Castela e Leão passam a participar numa nova arquitectura da cooperação territorial concebida pela Comissão Europeia para ciclo 2014-2020.
A constituição de macro-regiões visa, entre outros objetivos, reforçar pactos de cooperação entre regiões europeias, aumentar o impacto de projetos e dinâmicas de cooperação entre regiões que partilham interesses territoriais ou socioeconómicos relevantes, reforçar a orientação e a aplicação com sentido estratégico de programas e instrumentos de financiamento comunitário, e conferir maior poder negocial às regiões perante autoridades nacionais ou comunitárias.
A criação de uma macro-região não depende nem implica a criação de novas estruturas administrativas, nem custos de funcionamento.
in:noticiasdonordeste.com
A Pastoral do Turismo da diocese de Bragança-Miranda (PTBM) afirmou hoje que a utilização sustentável dos recursos ambientais para o turismo pode ajudar a “criar postos de trabalho” e a “reduzir a pobreza”.
Numa mensagem que assinala o Dia Mundial do Turismo, a PTBM defende a necessidade de desenvolver um turismo ecológico, capaz de gerir os recursos segundo os critérios de uma «green economy»”.
“Somos, portanto, chamados a promover um turismo ecológico, respeitoso e sustentável, que certamente pode favorecer a criação de postos de trabalho, apoiar a economia local e reduzir a pobreza”, afirma o documento.
“Turismo e água: proteger o nosso futuro comum” é o tema proposto pela Organização Mundial do Turismo para este dia.
Para reforçar a pertinência deste tema, a diocese de Bragança – Miranda refere o discurso do Papa na celebração eucarística do início do seu ministério petrino, onde Francisco convidou os cristãos ”a ser guardiões do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do meio ambiente”.
A PTBM menciona ainda a mensagem do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes para este dia, reforçando a importância da água para a “toda a atividade humana.”
CP/PR
Agência Ecclesia
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| Alberto Pinto Nogueira |
Filipe II de Espanha foi I de Portugal. Mau vizinho, assaltou o extremo da Ibéria. Para acabar com dúvidas, decretou que o reino de cá lhe pertencia, que o herdara e conquistara. Comprara! Era o ano de 1580.
Teve o colaboracionismo dos traidores domésticos. O costume. Miguel de Vasconcelos foi expoente. Povo oprimido, escravizado. Impostos e mais impostos.
Em 1640, o Povo revoltou-se, farto de rei e exploração estrangeiros. Sitiado de impostos. Miguel de Vasconcelos defenestrado. O jugo durou 60 anos. A Casa de Bragança legitimou o novo poder político. Regressou a gerência doméstica.
Mais duzentos anos de História se passaram.
Portugal titubeava entre a “velha aliada” (?!), a Inglaterra, e o império francês. Em 1801, Carlos IV de Espanha e a França tramam em Madrid a sua invasão. Napoleão, insaciável de império, cozinhava a conquista de Portugal. Em Outubro de 1807, a corte portuguesa, com centenas de embarcações e navios de guerra, fez-se ao Atlântico. Assentou praça no Brasil.
Junot, general gaulês, desceu de França no dia seguinte, assaltou o reino até Lisboa. A bota cardada da França dominou uns quatro anos. Assassinatos, massacres, saques, roubos, pilhagens, violações. Um festim. Impostos. A mando do Imperador, Junot assina um decreto: 100 milhões de francos a cobrar. No regresso, o poder imperial leva tudo, santos das igrejas, seus olhos de pedras preciosas. Um sacrilégio.
A Inglaterra, “velha aliada”, como tal, mandou Wellington afrontar os galos. Foi conde, marquês e duque. Tem direito a uma estátua, na entrada do Hospital de Santo António, no Porto. Sucedeu-lhe um facínora, o marechal-general William Beresford. Estiveram cá dez anos. Mais execuções sumárias, massacres, roubos, pilhagens. Impostos. Como aliados (?), não largavam o poder de Lisboa e arredores. A Ilha tomou o lugar da Gália na opressão. D. João VI, I do Brasil, regressa. Instaura-se um regime de monarquia constitucional.
Duzentos anos depois, a História repete-se. É fado.
O país é colónia da Europa que impõe leis, regras, procedimentos, previsões orçamentais. O Ministério das Finanças é de Berlim. O orgulho de ser português definha. Emigra-se a conselho do Governo. O Povo é tratado sem honra e dignidade. Como caloteiro relapso.
O Terreiro do Paço faz de oficial de diligências. Assina de cruz a sentença condenatória do tribunal criminal de Berlim. Uma fatalidade a que é alheio. O anterior e os anteriores do anterior também. A responsabilidade criminal é do Povo. Cumpre a pena de austeridade. O Orçamento do Estado é um código penal de penas parcelares. Renega a irretroactividade da lei penal, consagra o cúmulo material das penas. Há sempre mais um corte no salário, pensão, emprego (pena), a adicionar a outro corte (mais pena). O plenário da troika decide, o Governo executa. Se fala ou espirra, sai imposto, corte, desemprego.
Cumpre ordens do invasor. Faz de Miguel de Vasconcelos.
Não fica sempre o traidor. A História não esquece. E não perdoa!
“Felizmente há luar”
Procurador-Geral-Adjunto
A Freguesia das Arcas, no concelho de Macedo de Cavaleiros, inaugurou a nova sede da Junta e o centro de convívio da aldeia
Segundo o autarca local, Artur Pereira, estes equipamentos vão ser úteis para a realização da Rural Arcas, pois disponibilizam casas de banho públicas e um espaço coberto para acolher as festividades.
O investimento ronda os 150 mil euros, suportados pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e Junta de Freguesia, com o contributo da população.
in:jornalnordeste.com
Recuperação de pombais na aldeia de Uva - País - Notícias - RTP
Doze jovens estão a trabalhar na reconstrução de um pombal tradicional na aldeia de Uva, em Vimioso. Entre os voluntários há alguns estrangeiros.
Portugal, Bragança, Vinhais
Arquitectura religiosa, românica, maneirista e barroca. Igreja paroquial de fundação românica, de planta longitudinal composta por nave, capela-mor ligeiramente mais alta, maneirista, e sacristia no lado direito. Fachada-campanário medieval, com três sineiras, rasgada por portal em arco de volta perfeita. Fachadas da capela-mor circunscritas por cunhais apilastrados, firmados por pináculos e remates em cornija, sendo as laterais rasgadas por janelas em capialço e a esquerda por porta travessa em volta perfeita. Interior com coro-alto de madeira, vestígios do púlpito no lado do Evangelho, arcossólios medievais, retábulo colateral rococó e retábulo-mor de talha dourada do estilo nacional.
Número IPA Antigo: PT010412350007
Categoria
Monumento
Descrição
Planta longitudinal simples e regular, composta por nave, capela-mor ligeiramente mais alta e sacristia adossada ao lado direito. Os volumes são articulados, numa disposição horizontalista das massas, com coberturas diferenciadas de duas águas, em telha de aba e canudo. Fachadas em alvenaria e cantaria aparentes na principal e lateral esquerda, sendo as demais rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento pintado de amarelo, com cunhais apilastrados firmados por pináculos e remates em cornija.
Fachada principal, virada a O., flanqueada por cunhais de granito, em aparelho irregular até meio da sua altura total; no eixo, o portal em arco levemente apontado, moldurado em granito e flanqueado, no topo, por pequenas figuras antropomórficas esculpidas em alto relevo, normalmente interpretadas como formando uma Santíssima Trindade *1. Sobre elas, vestígios de três modilhões de granito, dispostos a espaços regulares. A fachada remata em empena truncada por dupla sineira, em arcos de volta perfeita, sobre os quais se abre outro vão, igualmente de perfil curvo mas bastante mais pequeno, colocado no eixo, que é coroado por pequena cruz latina.

Fachada lateral direita virada a N., com corpo da nave em alvenaria miúda rasgado por portal em arco de volta perfeita moldurado e cortado por lintel recto formando tímpano escavado; na cabeceira, janela rectangular gradeada. Fachada S. com janela na cabeceira e anexo quadrangular adossado, de altura inferior com janela na face E.; no volume da nave, porta de verga recta moldurada. Fachada posterior é cega, em empena com diminuta cruz latina no vértice. INTERIOR rebocado e pintado de branco, com soalho alteado e cobertura em vigamento de madeira.
Coro-alto em madeira de carvalho com pavimento assente em ripado sobre estrutura de travejamento, com guarda balaustrada e escada de acesso em ferro de dois lanços, no lado da Epístola. No lado oposto, lápide epigrafada ilegível e próximo da porta travessa, pia de água-benta em granito. A meio da parede, base de granito lavrado, assente em mísula, resquícios de um púlpito desmantelado. Próximo do arco triunfal, de volta perfeita assente em impostas salientes, retábulo em talha dourada e policromada, dedicado a São Facundo. No lado da Epístola, porta de acesso à actual sacristia, com arco moldurado e de perfil curvo, parcialmente entaipado, dando origem a uma porta de verga recta. À esquerda, arcossólio de perfil curvo, cujo espaço envolvente é delimitado, em ângulo recto, pelo reboco da parede; contém a arca tumular e respectiva tampa, ambas lisas, num conjunto granítico parcialmente encoberto pelo pavimento.
Capela-mor ligeiramente elevada, com pavimento em lajeado e cobertura em falsa abóbada de berço abatido, de madeira, assente em cornija. No lado da Epístola, outro arcssólio, com características idênticas ao anterior. A parede testeira é integralmente preenchida pelo retábulo-mor, sobre supedâneo, de talha dourada, planta recta e três eixos definidos por seis colunas torsas decoradas com pâmpanos e anjos, assentes em mísulas com anjos, e duas pilastras; no centro, nicho de volta perfeita com tripla arquivolta unida no sentido do raio e com escudo real, formando o remate, e os laterais com dois painéis rectilíneos, encimados por friso e cornija, a partir dos quais se desenvolvem dois remates em volta perfeita interceptados pelo central.
Banco com dois atlantes laterais e dois apainelados com acantos; altar paralelepipédico com a banqueta assente em duas pilastras volutadas laterais.
Acessos
Lugar de São Facundo, junto à saída da vila, a c. de 300 m. de distância do centro. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,830877; long.: -6,999784
Protecção
IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 95/78, DR, 1.ª série, n.º 210 de 12 setembro 1978
Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.
Enquadramento
Rural, isolado, na planície, implantado no centro do cemitério que se localiza a S. de Vinhais, e em nível inferior ao centro do aglomerado urbano junto ao povoado, também designado como Bairro do Além. Está rodeado de terrenos de cultivo.
Descrição Complementar
Na fachada principal, as figuras representam, no lado esquerdo do portal, duas cabeças separadas, podendo a da esquerda ser um guerreiro munido de capacete, enquanto a da direita é ladeada por outras duas cabeças muito mais pequenas; no lado direito, figura sentada, a de maiores dimensões segurando um livro, remetendo para uma representação da Virgem com o Menino; à esquerda deste grupo, figura antropomórfica alada.
Retábulo colateral com corpo de planta Côncava, de um eixo circunscrito por duas colunas de fuste liso com decoração de concheados e capitéis coríntios, pilastras e orelhas de acantos; no centro, nicho de perfil contracurvado com o fundo pintado de flores, onde assenta peanha com a imagem de gesso de São Facundo, ladeado por profusão de concheados. Remate em espaldar recortado com acantos e concheados. Altar em forma de plinto encurvado, decorado com acantos, onde assenta a banqueta com imagem seiscentista de São Facundo. O conjunto é policromado de marmoreados fingidos, com os elementos decorativos sublinhados a dourado.
Utilização Inicial
Religiosa: igreja paroquial
Utilização Actual
Religiosa: capela funerária
Propriedade
Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)
Afectação
Sem afectação
Época Construção
Séc. 13 / 14 / 15 (conjectural) / 17 / 18 / 20
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
Séc. 13 - construção do actual templo sobre capela mais antiga, cuja fundação remontaria a época anterior à formação de Portugal; 1.ª metade - com a construção do castelo, processa-se a deslocação do centro urbano para a área do monte, afastado do imóvel, que surge extramuros; 1303, 25 Março - determinação testamentária do abade de Outeiro de Miranda, Paio Pires, de ser enterrado na igreja de São Facundo de Crespos; séc. 14 - mudança de designação de São Facundo de Crespos para São Facundo de Vinhais; 1320 / 1321 - no arrolamento ordenado por D. Dinis, referência à paróquia como uma das que detinha a jurisdição de Vinhais, inserida na circunscrição eclesiástica de Braga; séc. 15 - provável construção da capela lateral, a actual sacristia; séc. 17, meados - na sequência de um ataque das tropas espanholas, destruição do bairro de Crespos e sua subsequente extinção, em virtude de uma epidemia de peste; execução da capela-mor e respectivo retábulo; séc. 18, finais - execução do retábulo colateral, feito para outro imóvel; 1874 / 1875 - construção do cemitério; 1962, 10 Fevereiro - segundo carta do pároco, um vendaval recente destruíra as coberturas e parte de um muro da igreja; 1972, 6 Novembro - o pároco solicita apoio financeiro à DGEMN para restauro do imóvel, nomeadamente da cobertura da sacristia, que caíra com as chuvadas; 1974, 11 Fevereiro - despacho de classificação como IIP; 1980, 31 Maio - petição da população ao Ministério das Obras Públicas para obtenção de apoio financeiro para as obras; 1981, 8 Junho - verifica-se a necessidade de arranjar as coberturas, carpintarias, consolidação dos paramentos, substituição de rebocos e refechamento de juntas; 1997 - foram encontrados vestígios do primitivo pavimento em terra batida e de sepulturas, com restos osteológicos, já sem contexto, devido a revolvimentos causados por sucessivos enterramentos ou por violação associável à reconstrução do pavimento, então depositados no cemitério local; na zona envolvente, foram encontrados vários fragmentos de cerâmica romana de construção e doméstica, revelando ocupação antiga da zona.

Características Particulares
Igreja de fundação muito antiga, cuja estrutura é medieval, excepto a capela-mor de reconstrução maneirista, destacando-se as diferenças de aparelho, em alvenaria, com cantaria apenas na fachada principal, que ostenta seis figuras humanas, esculpidas em alto-relevo, bem como vestígios de mísulas, que sustentariam um primitivo alpendre.
Capela funerária adossada ao lado direito, actualmente aproveitada como sacristia, onde se verificam vestígios de pinturas murais no interior, sendo o portal de acesso à mesma muito adulterado, primitivamente em volta perfeita, parcialmente entaipado, resultando uma porta em verga recta. Dois arcossólios, um na nave e outro na capela-mor, este visivelmente colocado posteriormente, vindo provavelmente da nave. Retábulo colateral rococó, de notável qualidade artística, sendo um mostruário de toda a tratadística decorativa do estilo em que se insere. Retábulo-mor com estrutura algo estranha, revelando alteração ou adaptação, pois o ático encontra-se com as arquivoltas truncadas e as laterais cruzam-se com as do centro.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Xisto argamassado com barro e madeira na estrutura; granito nas estruturas (em algumas fachadas rebocadas), nas molduras, cruzes, pináculos, pavimento da capela-mor, arcas tumulares e base do púlpito; madeira nas portas, coberturas, coro-alto, pavimento da nave, retábulos, imaginária; ferro na guarda de acesso ao coro-alto; gesso na imaginária.
Bibliografia
Vinhais. Portugal económico, monumental e artístico, fasc. XXXIII, s.l., 1939; Vinhais. Ronda Bragança, s.l., s.d.; Vinhais, in Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. XXXVI, Lisboa / Rio de Janeiro, s.d., pp. 200-214; NETO, Joaquim Maria, O Leste do território bracarense, Torres Vedras, 1975; ALVES, Francisco Manuel, Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, 11 vols., 2.ª ed., Bragança, 1981-1982; GRAF, Gerhard N., Portugal Roman, 2.º vol., Yonne, 1987; ALMEIDA, José António Ferreira de [coord.], Tesouros artísticos de Portugal, 3.ª ed., Lisboa, 1988; AZEVEDO, José Correia de, Inventário artístico ilustrado de Portugal. Trás-os-Montes e Alto Douro, Algés, 1991; LOPES, Flávio [coord.], Património arquitectónico e arqueológico classificado. Distrito de Bragança, Lisboa, 1993; Monumentos, n.º 5, Lisboa, Setembro 1996; Dicionário enciclopédico das freguesias, 3.º vol., Matosinhos, 1997, p. 189; Monumentos, n.º 9, Lisboa, Setembro 1998; CUNHA, Arlindo de Magalhães Ribeiro da [coord.], Caminhos portugueses de peregrinação a Santiago. Itinerários portugueses, s.l., 1999; www.cm-vinhais.espigueiro.pt, 2001; Relatório dos Trabalhos de Acompanhamento Realizados pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, ao abrigo dos protocolos com a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Braga, Março de 2002, doc. 5.

Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN
Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN; Câmara Municipal de Vinhais; Unida de Arqueologia da Universidade do Minho
Intervenção Realizada
CMV: 1930, década - colocação de pavimento de cimento; DGEMN: 1981 - arranjo da cobertura e das carpintarias; consolidação do paramento das paredes, substituição de rebocos e refechamento das juntas; Câmara Municipal: 1994, Abril - execução de obras; DGEMN: 1996 / 1997 - beneficiação geral das coberturas, tratamento e consolidação dos paramentos exteriores e interiores com rebocos e pinturas; reconstrução da viga sobre o portal N.; conservação, consolidação desmonte e guarda dos retábulos, com limpeza das peças, desinfestação, pré-fixação da folha de ouro e policromias, fixação de ceras e resinas naturais (comparticipados pela Câmara); remodelação dos pavimentos de soalho na nave e lajeado na capela-mor e sacristia, acção acompanhada por intervenção arqueológica (Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, com os arqueólogos Rute Palmeirão, Manuel Abraão Pires e Manuel Gomes), que permitiu encontrar um pavimento medieval, de terra batida, devidamente resguardado, e vários enterramentos, responsáveis pelo desaparecimento de parte desse pavimento; renovação da instalação eléctrica; reparação da porta da sacristia; reconstrução do coro-alto e feitura de escada de acesso; conserto das portas e caixilharias, com colocação de vidro temperado na porta N.; tratamento dos cabeçotes dos sinos; 1998 - consolidação, conservação e restauro da capela-mor, altar lateral e arcaz da sacristia; execução da cobertura em madeira da capela-mor; execução de sancas na nave e capela-mor; tratamento de todos os madeiramentos das coberturas; colocação de iluminação indirecta nas sancas da capela-mor; execução de tampo e supedâneo em madeira na mesa de altar; reparação da porta da sacristia; caiação dos paramentos exteriores rebocados.

Observações
*1 - partindo dessa identificação, tem-se considerado que a igreja foi primitivamente dedicada à Santíssima Trindade, sem se apontar, contudo, qualquer base documental; a ter existido, perdeu-se com a passagem de São Facundo pela localidade, um cavaleiro galego, que, perseguido pelos mouros, se escondera no templo e que, por esse facto, se tornaria orago da antiga freguesia, após o seu martírio e respectiva canonização.
Autor e Data
Ernesto Jana 1994 / Marisa Costa 2001
Actualização
Gabriel Andrade 1998
in:monumentos.pt
Portugal, Bragança, Vinhais, Mofreita
Arquitectura religiosa, maneirista. Igreja paroquial de planta longitudinal composta por nave e capela-mor, mais estreita, com sacristia adossada à fachada lateral esquerda. Fachada principal em cantaria, terminada em empena truncada por dupla sineira e sendo rasgada por portal de verga recta, óculo e nicho. Fachadas laterais de cunhais apilastrados, terminadas em friso e cornija, rasgadas por frestas de capialço e, na lateral direita, por porta travessa de verga recta encimada por frontão triangular interrompido. Fachada posterior cega e terminada em empena.
Número IPA Antigo: PT010412100067
Categoria
Monumento
Descrição
Planta longitudinal composta de nave e capela-mor, mais estreita e da mesma altura, tendo adossado, ao longo da fachada esquerda, anexo rectangular e, à lateral direita da nave, pequeno corpo rectangular. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com faixa cinzenta, à excepção da principal, cunhais apilastrados, com as juntas tomadas e pintadas de branco, e terminadas em friso e cornija, sobreposta por beirada simples. Fachada principal em cantaria de granito, de aparelho regular, com as juntas tomadas, com os cunhais apilastrados coroados por pináculos sobre acrotérios galbados, e terminada em dupla cornija truncada por dupla sineira, com dois vãos em arco de volta perfeita, albergando sino, rematada em cornija, coroada por dois pináculos iguais e cruz latina de cantaria central; na face posterior, a sineira possui coberto de tijolo, pintado de branco, com telhado de uma água, rasgada por dois vãos posteriores e um lateral, o qual é acedido por escadas de pedra a partir do coro-alto.

A fachada é rasgada por portal de verga recta, moldurada, encimada por fresta de arejamento, e óculo quadrilobado; sobre a primeira cornija, lateralmente com cornija criando falso frontão de volutas truncado, abre-se, ao centro, nicho concheado, desnudo, inserido em moldura rectangular bastante saliente. O corpo adossado à fachada lateral esquerda, possui o cunhal apilastrado e termina em meia empena. Fachadas laterais rasgadas, na nave, por duas frestas de capialço, a diferentes alturas, e por uma fresta na capela-mor, na fachada lateral direita; na lateral esquerda rasga-se porta de verga recta, moldurada, de acesso ao coro-alto, precedido por vários degraus resguardados por muro adossado, e na oposta, sensivelmente a meio, portal de verga recta, com moldura ladeada por concheados e encimado por friso com filete relevado central e volutas laterais, e frontão triangular interrompido por cruz latina, de hastes terminadas em flor-de-liz e com elementos fitomórficos laterais, sobre acrotério; no tímpano do frontão surge relevado coração inflamado sobre resplendor e, lateralmente, dois pináculos; o corpo adossado termina em empena e é rasgada lateralmente por vão rectangular, sem moldura e gradeado.
Fachada posterior terminada em empena, com cunhais coroados por pináculos sobre plintos paralelepipédicos e cruz latina sobre acrotério; na sacristia, abre-se fresta de capialço.
Acessos
Rua das Freiras, Rua da Ribanda
Protecção
Inexistente
Grau
5 - registo em pré-inventário com um preenchimento mínimo dos campos… e pressupondo a existência de um registo iconográfico.
Enquadramento
Rural, isolado, no interior da aldeia, adaptado ao declive do terreno, com fachada principal virada à rua principal que a atravessa. Insere-se em adro, sobrelevado relativamente à estrada, lateral e posteriormente murado, frontalmente pavimentado a paralelos de granito e o restante em terra, pontuado de oliveiras e integrando algumas sepulturas, uma delas inscrita. O portal principal e o adro é acedido por vários degraus. É rodeado por campos de cultivo e, na proximidade e na mesma rua, ergue-se o Recolhimento das Oblatas do Menino Jesus (v. PT010412100068).
Descrição Complementar

Utilização Inicial
Religiosa: igreja paroquial
Utilização Actual
Religiosa: igreja paroquial
Propriedade
Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)
Afectação
Sem afectação
Época Construção
Séc. 16 / 17 / 18
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
Séc. 16 - provável construção da igreja; séc. 17 - reforma da igreja; foi abadia de apresentação do bispo de Bragança; pertenceu à comarca e concelho de Bragança, passando depois para a comarca e concelho de Vinhais; 1785 / 1847 - data a partir da qual existe documentação relativa à Confraria do Santíssimo Sacramento de Mofreita; séc. 19 - época provável da reforma decorativa da porta travessa da fachada lateral direita; séc. 20 - provável construção do anexo adossado à fachada lateral esquerda; 1989 - transferência da documentação da Conservatória do Registo Civil de Vinhais para o Arquivo Distrital de Bragança;
Características Particulares
Igreja com a fachada principal reformada, possuindo duas cornijas sobrepostas, tendo lateralmente cornija volutada, criando falso frontão interrompido pelas sineiras, e abrindo-se no falso tímpano pequeno nicho. A porta travessa da fachada lateral direita possui entablamento e frontão triangular interrompido, por cruz, e com coração inflamado no tímpano, em alusão à Confraria do Santíssimo Sacramento, e executado possivelmente no séc. 19.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais
Estrutura rebocada e pintada ou em cantaria aparente, com as juntas tomadas e pintadas; elementos estruturais, pilastras, frisos e cornijas, sineira, molduras dos vãos, cruzes e pináculos em cantaria de granito; portas de madeira; cobertura de telha.
Bibliografia
Documentação Gráfica
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Administrativa
Arquivo Distrital de Bragança (datas extremas: 1755 - 1899)
Intervenção Realizada
Observações
EM ESTUDO
Autor e Data
Paula Noé 2008
in:monumentos.pt