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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 6 de julho de 2025

O POVO IRMÃO DA TERRA DE SANTA CRUZ

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Ao perpassar por estaleiro de obras de empresa de construção, que construía hotel, na cidade do Porto, escutei o seguinte diálogo: “Estou a aprender brasileiro, para entender-me com os operários."
Seria natural, que residentes, embora temporariamente – penso eu – fossem habituando aos termos e expressões usuais na terra onde vivem. Assim fiz, quando permaneci em São Paulo.
Mas, parece-me não acontecer assim. Quando chegam a Portugal, o WC continua a ser banheiro, o castanho "marron", e o telemóvel celular...
Compreendo que fosse assim, mas decorrido meses ou anos, seria normal que abandonassem essas palavras “enxertadas” na língua portuguesa.
Todos os povos têm tendência, com o passar de décadas, a incorporarem neologismos.
Mas, julgo – gostaria de estar enganado, – que existem, infelizmente, ainda intelectuais, que alimentam o desejo de criarem, nova língua.
Quando o Brasil se separou, tornando-se independente, prensaram também, que deveriam ter língua própria.
Esse desejo já vem de longe, como prova o artigo do Académico Conde de Afonso Celso, publicado no " Correio do Povo", de Porto Alegre, a 7 de setembro, de 1923, profetizando – com orgulho, penso eu, – de ver, no futuro, nascer a língua brasileira, tão diferente da portuguesa, como esta é do latim
O brasileiro é, e sempre foi, bem recebido em Portugal - tanto o turista, como o imigrante - com amizade, de modo muito diferente, como Silva Pinto escreveu: "No Brasil", os portugueses. no início do século XX, em terras de Santa Cruz.
Assistindo na TV, a entrevista de cidadão inglês, que vive há mais de trinta anos no Algarve, verifiquei, com espanto, que este não sabia exprimir-se em português.
É difícil compreender, que quem vive tantos anos no nosso País, desconheça, por completo, a língua onde vive. Leva-me pensar que o desinteresse, não é falta de inteligência, mas desprezo pelo povo que o acolheu tão carinhosamente.
Espero que o Brasil receba, igualmente, com carinho, o povo irmão ou pai, como ouvi a político brasileiro, de forma tão cordial, como são acolhidos os seus cidadãos, em Portugal.
Não julguem que tenho alguma mágoa da terra de Santa Cruz, País que amo e guardo no coração, como se fosse a minha própria Pátria e estou ligado, por laços de sangue e por casamento.


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

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