As tartarugas são uma ordem de répteis, também conhecida por testudines, caracterizadas pela presença de casco, com carapaça (dorsal) e plastrão (ventral). Estão descritas mais de 350 espécies, organizadas em 14 famílias.
As tartarugas dividem-se em três grandes grupos com características físicas e habitats diferentes: as tartarugas aquáticas (maioritariamente marinhas, com patas em forma de barbatanas e carapaça baixa e hidrodinâmica), terrestres (com carapaça alta, patas grossas e unhas fortes, adaptadas para a locomoção em terra) e semi-aquáticos (os cágados, que transitam entre ambientes de água doce e terrestres).
Os cágados são, assim, um tipo específico de tartarugas de hábitos semiaquáticos associados à água doce. Estes distinguem-se por possuírem um casco mais achatado e patas com membranas entre os dedos e a presença de unhas, que permitem tanto a natação quanto a locomoção em terra, e por retraírem o pescoço lateralmente.
Em Portugal, são conhecidas duas espécies de cágados nativos: o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis), que se encontra em perigo de extinção, e o cágado mediterrânico (Mauremys leprosa).
Infelizmente, numerosas espécies de cágados exóticos têm sido libertadas na natureza, entre as quais a tartaruga da Flórida (Trachemys scripta) que é a mais problemática, reproduzindo-se em grandes quantidades no sul do país.
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| Tartaruga-comum (Caretta caretta). Foto: Onkel Ramirez/Pexels |
Cinco espécies de tartarugas marinhas ocorrem nas águas nacionais: a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), a tartaruga-de-kemp (Lepidochelys kempii), a tartaruga-de-escamas (Eretmochelys imbricata) – todas consideradas “Criticamente em Perigo” pela IUCN -, a tartaruga-comum (Caretta caretta) e a tartaruga-verde (Chelonia mydas). Embora não se reproduzam em Portugal continental, estas espécies visitam regularmente as águas portuguesas, com maior frequência no Algarve, Madeira e Açores.
Não existem tartarugas terrestes em Portugal.



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