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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Autarca de Alfândega da Fé critica falta de estratégia dos governos para combater despovoamento

 Autarca elogia o trabalho do poder local nos últimos 50 anos, mas aponta o dedo aos sucessivos Governos pela falta de visão estratégica para promover a coesão territorial.


O Presidente da Câmara de Alfândega da Fé reconhece que ter sido “vital” o papel do poder local no desenvolvimento dos territórios de baixa densidade, desde 1976, altura em que se realizaram as primeiras eleições autárquicas.. “Não existia qualquer serviço básico de apoio, saneamento, água potável, as acessibilidades eram horríveis, ou eram quase inexistentes”, lembra Eduardo Tavares.

O trabalho dos Municípios levou a uma “transformação notável, ao nível dos equipamentos básicos, equipamentos ligados à economia, dos nossos mercados, dos recintos da feira, zonas industriais, equipamentos culturais, como casas da cultura e bibliotecas, os equipamentos desportivos, investimento na educação e outros”, conta.

No entanto, admite que o grande problema continua a ser o despovoamento. “Se por um lado, o concelho tem agora melhores condições, também não tem conseguido fixar pessoas”, lamenta.

O concelho perdeu mais de três mil habitantes nos últimos 50 anos e se os Municípios “fizeram o seu trabalho”, o autarca entende que isso não aconteceu da parte do Poder Central. “Os sucessivos governos não tiveram a estratégia capaz e suficiente para contrariar esta tendência que os nossos territórios tiveram nas últimas décadas”, acrescenta, dando o exemplo da Regionalização que, apesar de prevista na Constituição, “continua por implementar”.

O autarca de Alfândega da Fé, que está a cumprir o seu terceiro e último mandato, reclama do Poder Central um “maior compromisso” para aplicar as políticas públicas de uma forma justa para que seja possível a tão proclamada coesão territorial. “Temos assistido nas últimas décadas, a episódios pontuais de descentralização, que não vêm devidamente acompanhados por envelopes financeiros, e depois também por medidas desgarradas que não trazem coerência, nem têm sequência”, acusa.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

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