Trata-se de uma história de ficção, com personagens criadas pelo autor, mas cujo contexto remete para o período em que aconteceu o caso, que ficou conhecido como ‘As mães de Bragança’, o movimento criado em 2003 por um grupo de mulheres que decidiu insurgir-se contra a existência de vários bares de alterne na cidade, onde trabalhavam dezenas de brasileiras, reunindo centenas de assinaturas num abaixo-assinado para as expulsar e fechar os bares.
O caso chegou à Revista Time, atingindo mediatismo internacional, o que desencadeou uma ação musculada por parte da PSP e da GNR fazendo dezenas de rusgas, que culminaram com o encerramento de quatro casas de alterne e a condenação de seis pessoas por crimes de lenocínio a penas de prisão efetiva e dezenas de brasileiras repatriadas por se encontrarem em situação ilegal em Portugal. “O enredo tinha de dizer algo a Bragança, aos brigantinos, e retratar uma época que deixasse marca”, referiu Batista Jerónimo, ex-gestor de uma empresa, entretanto aposentado, em declarações ao Mensageiro.
É no cenário da noite e dos bares de alterne que se desenvolve “um romance intenso, onde a violência psicológica, física e emocional se cruza com temas como a prostituição, o sexo, a droga e o jogo, abordados sem tabus”, acrescenta o autor.



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