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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 12 de maio de 2026

BRAGANÇA AVANÇA PARA TRIBUNAL PARA TOMAR POSSE DA OBRA DO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

 O Município de Bragança avançou judicialmente contra a construtora responsável pela obra do Museu da Língua Portuguesa, numa tentativa de obter a posse administrativa da empreitada, cuja execução permanece abaixo dos 30%, apesar de o projeto já dever estar concluído há vários anos.


A revelação foi feita esta terça-feira pela presidente da Câmara Municipal, Isabel Ferreira, que classificou o processo como um dos mais complexos herdados de anteriores executivos municipais.

“O Museu da Língua Portuguesa é dos dossiês mais complexos que herdámos”, afirmou a autarca, acrescentando que o atual executivo se deparou com “uma taxa de execução mínima” e “uma série de incumprimentos” por parte da empresa responsável pela obra.

Segundo Isabel Ferreira, o município tem estado envolvido, desde o início do mandato, numa “longa batalha jurídica” para conseguir assumir administrativamente a empreitada e desbloquear o futuro do equipamento cultural.

Embora tenha recusado detalhar os incumprimentos alegados devido ao processo se encontrar em litígio, a autarca não escondeu a preocupação com o estado da obra. “Havia um contrato em vigor que previa que estivesse concluído já há muito tempo. Não só não está concluído, como tem uma taxa de execução ínfima”, criticou.

A intervenção encontra-se novamente parada devido à disputa judicial. Ainda assim, a presidente do município garantiu que os serviços camarários estão a trabalhar “com celeridade” para evitar novos atrasos significativos.

O Museu da Língua Portuguesa começou a ser construído em 2021 nos antigos silos de Bragança, durante o mandato do então presidente da câmara, Hernâni Dias. O projeto previa inicialmente a conclusão da obra em 2023, mas o percurso ficou marcado por sucessivos constrangimentos administrativos e judiciais.

A empreitada foi lançada três vezes em concurso público. No terceiro procedimento, em 2022, a empresa classificada em segundo lugar contestou judicialmente a adjudicação, situação que apenas ficou resolvida no início de 2023, após dois recursos.

Na altura, Hernâni Dias admitiu já ser difícil cumprir o calendário inicialmente previsto, apontando o final de 2024 como nova meta para a conclusão do museu.

Contudo, passados mais dois anos, o projeto continua longe do fim. Em janeiro deste ano, Isabel Ferreira já tinha admitido a possibilidade de o município avançar com um quarto concurso público para assegurar a continuidade da obra.

Os atrasos tiveram também um forte impacto financeiro. O investimento, inicialmente estimado em nove milhões de euros, ultrapassa agora os 16 milhões, parte dos quais financiados pelo programa Norte 2030, circunstância que obriga à conclusão do equipamento cultural.

A Redação com Lusa
Foto: DR

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