Fotos in:monumentos.pt
Número total de visualizações do Blogue
Pesquisar neste blogue
Aderir a este Blogue
Sobre o Blogue
SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Rota das Elevações Sagradas no Alto Douro Vinhateiro
A presente rota pretende mostrar um percurso de paisagens deslumbrantes da Região do Alto Douro Vinhateiro, captadas a partir de pontos elevados, carregados de espiritualidade, que coroam alguns montes.
A região demarcada do Alto Douro Vinhateiro engloba mais de 26 mil hectares classificados pela Unesco, desde 2001, como património da humanidade, na categoria de paisagem cultural, evolutiva e viva. Trata-se de uma das mais importantes regiões do mundo, pelas suas características climáticas, morfológicas e geológicas, que lhe conferem uma paisagem impar, caracterizada por encostas íngremes e agrestes, e solos pobres e acidentados, adaptados continuamente pela acção do homem às necessidades agrícolas. Destaca-se aqui a persistente cultura da vinha, que desde os séculos terceiro e quarto d.C., vêm moldando a paisagem como o testemunham os vários vestígios de lagares e artefactos ligados à produção do vinho, espalhados um pouco por toda a região duriense.
É uma região com um relevo fortemente acidentado e modelado, com grandes diferenciações altimétricas, sendo possível dos pontos mais elevados, observar cenários paisagísticos únicos, tendo muitos desses pontos, sido escolhidos como locais de culto desde tempos remotos e mais tarde adaptados, pela sua magnificência paisagística, a miradouros.
São estes locais elevados e sagrados, o objeto da presente rota, que abarca elevações dos municípios de Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Alijó, Torre de Moncorvo, Armamar, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa, distribuídos pelas sub-regiões Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.
Pretende-se aliar a beleza da paisagem que estes locais dominantes oferecem, e que Alexandre Herculano comparou à obra de Miguel Ângelo, dizendo que a natureza aqui empregou um papel semelhante ao do artista, “foi robusta, solene e profunda”, ao misticismo, esperança e simbolismo que adquiriram como locais de culto.
A paisagem alto-duriense é considerada ímpar pela sua forte identidade paisagística, cultural, social e económica, onde predomina com maior intensidade a cultura da vinha, harmonizada de diferentes formas e técnicas de plantio, acompanhando as necessidades e a evolução tecnológica, denunciando experiências e saberes que gerações e gerações acumularam. Em algumas zonas, embora em menor quantidade, também surgem plantações de oliveiras, amendoeiras, pomares e matos mediterrânicos, ocupando estes últimos, uma grande parte dos mortórios, vinhas devastadas pela filoxera.
Trata-se de uma paisagem de grandes contrastes, caracterizada por montanhas e planaltos, constituídos por diferentes materiais rochosos, encontrando-se com maior predominância os xistos que favorecem o aparecimento das formas irregulares e vertentes bastante declivosas, e os granitos que conferem ao relevo formas menos movimentadas, aumentando essa diferenciação altimétrica à medida que nos aproximamos do seu limite ocidental. Estas formas irregulares do relevo conduzem as águas do Rio Douro e seus afluentes ora por verdadeiros cachões ladeados por vertentes íngremes, ora em leitos suaves, acentuando o efeito cénico da paisagem.
São vários os pontos, ao longo da região, que permitem contemplar com maior abrangência estes cenários únicos e deslumbrantes, onde a paisagem natural e a humanizada se aliam numa perfeita harmonia, criando uma paisagem de arquitetura “barroca”, com composições de mosaicos tingidos de várias tonalidades ao longo do ano.
Terão estes pontos, pela sua posição elevada, motivado a sua escolha como locais de culto, em alguns casos desde a pré-história, intensificando-se na idade média e mais ainda durante a época moderna, originando uma grande movimentação de devotos que cheios de fé se deslocavam de várias regiões, estabelecendo uma relação mais próxima com o divino, apoiados em promessas e pedidos para alcançar uma graça ou obter um milagre através do santo de devoção.
Foram nestes locais erigidos pequenos templos, estabelecendo os crentes, uma maior proximidade com o céu e as suas divindades, na expectativa de assegurem uma maior proteção. Trata-se de um conjunto de capelas, na sua maioria de desenho despojado e cariz vernacular, isoladas e distantes das povoações, construídas em xisto ou granito e custeadas com as esmolas dos romeiros.
Do conjunto destacam-se, pela sua dimensão, os Santuários da Senhora da Piedade, em Alijó e São Salvador do Mundo em São João da Pesqueira, e, pela antiguidade, a Capela de Nossa Senhora do Viso, em Vila Nova de Foz Côa, associada ao Castelo de Numão, e a Capela de São Domingos, em Armamar, destacando-se ainda esta última pela preservação da traça original, reunindo relativamente bem conservados elementos artísticos do período românico, gótico, manuelino e maneirista. Os restantes templos, construídos entre os séculos dezasseis e vinte apresentam na sua maioria espaço único.
Desconhecem-se as datas exatas de construção e veneração de uma grande parte dos espaços. Mas sabe-se, no entanto, que no século dezoito originavam grandes movimentações de romeiros vindos de várias regiões do país, e que no século dezanove, devido à diminuição das romarias, algumas das construções se encontravam bastante degradas tendo a sua reconstrução adulterado as estruturas primitivas.
Com o passar dos tempos, a prática religiosa das romarias foi decrescendo e assumindo um caráter popular e festivo. Atualmente os templos encontram-se encerrados, com prática de culto apenas uma vez por ano, no dia do orago, a que se segue a festa popular com almoço convívio e baile, estendendo-se nalguns casos por mais de um dia.
in:monumentos.pt
A região demarcada do Alto Douro Vinhateiro engloba mais de 26 mil hectares classificados pela Unesco, desde 2001, como património da humanidade, na categoria de paisagem cultural, evolutiva e viva. Trata-se de uma das mais importantes regiões do mundo, pelas suas características climáticas, morfológicas e geológicas, que lhe conferem uma paisagem impar, caracterizada por encostas íngremes e agrestes, e solos pobres e acidentados, adaptados continuamente pela acção do homem às necessidades agrícolas. Destaca-se aqui a persistente cultura da vinha, que desde os séculos terceiro e quarto d.C., vêm moldando a paisagem como o testemunham os vários vestígios de lagares e artefactos ligados à produção do vinho, espalhados um pouco por toda a região duriense.
É uma região com um relevo fortemente acidentado e modelado, com grandes diferenciações altimétricas, sendo possível dos pontos mais elevados, observar cenários paisagísticos únicos, tendo muitos desses pontos, sido escolhidos como locais de culto desde tempos remotos e mais tarde adaptados, pela sua magnificência paisagística, a miradouros.
São estes locais elevados e sagrados, o objeto da presente rota, que abarca elevações dos municípios de Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Alijó, Torre de Moncorvo, Armamar, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa, distribuídos pelas sub-regiões Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.
Pretende-se aliar a beleza da paisagem que estes locais dominantes oferecem, e que Alexandre Herculano comparou à obra de Miguel Ângelo, dizendo que a natureza aqui empregou um papel semelhante ao do artista, “foi robusta, solene e profunda”, ao misticismo, esperança e simbolismo que adquiriram como locais de culto.
A paisagem alto-duriense é considerada ímpar pela sua forte identidade paisagística, cultural, social e económica, onde predomina com maior intensidade a cultura da vinha, harmonizada de diferentes formas e técnicas de plantio, acompanhando as necessidades e a evolução tecnológica, denunciando experiências e saberes que gerações e gerações acumularam. Em algumas zonas, embora em menor quantidade, também surgem plantações de oliveiras, amendoeiras, pomares e matos mediterrânicos, ocupando estes últimos, uma grande parte dos mortórios, vinhas devastadas pela filoxera.
Trata-se de uma paisagem de grandes contrastes, caracterizada por montanhas e planaltos, constituídos por diferentes materiais rochosos, encontrando-se com maior predominância os xistos que favorecem o aparecimento das formas irregulares e vertentes bastante declivosas, e os granitos que conferem ao relevo formas menos movimentadas, aumentando essa diferenciação altimétrica à medida que nos aproximamos do seu limite ocidental. Estas formas irregulares do relevo conduzem as águas do Rio Douro e seus afluentes ora por verdadeiros cachões ladeados por vertentes íngremes, ora em leitos suaves, acentuando o efeito cénico da paisagem.
São vários os pontos, ao longo da região, que permitem contemplar com maior abrangência estes cenários únicos e deslumbrantes, onde a paisagem natural e a humanizada se aliam numa perfeita harmonia, criando uma paisagem de arquitetura “barroca”, com composições de mosaicos tingidos de várias tonalidades ao longo do ano.
Terão estes pontos, pela sua posição elevada, motivado a sua escolha como locais de culto, em alguns casos desde a pré-história, intensificando-se na idade média e mais ainda durante a época moderna, originando uma grande movimentação de devotos que cheios de fé se deslocavam de várias regiões, estabelecendo uma relação mais próxima com o divino, apoiados em promessas e pedidos para alcançar uma graça ou obter um milagre através do santo de devoção.
Foram nestes locais erigidos pequenos templos, estabelecendo os crentes, uma maior proximidade com o céu e as suas divindades, na expectativa de assegurem uma maior proteção. Trata-se de um conjunto de capelas, na sua maioria de desenho despojado e cariz vernacular, isoladas e distantes das povoações, construídas em xisto ou granito e custeadas com as esmolas dos romeiros.
Do conjunto destacam-se, pela sua dimensão, os Santuários da Senhora da Piedade, em Alijó e São Salvador do Mundo em São João da Pesqueira, e, pela antiguidade, a Capela de Nossa Senhora do Viso, em Vila Nova de Foz Côa, associada ao Castelo de Numão, e a Capela de São Domingos, em Armamar, destacando-se ainda esta última pela preservação da traça original, reunindo relativamente bem conservados elementos artísticos do período românico, gótico, manuelino e maneirista. Os restantes templos, construídos entre os séculos dezasseis e vinte apresentam na sua maioria espaço único.
Desconhecem-se as datas exatas de construção e veneração de uma grande parte dos espaços. Mas sabe-se, no entanto, que no século dezoito originavam grandes movimentações de romeiros vindos de várias regiões do país, e que no século dezanove, devido à diminuição das romarias, algumas das construções se encontravam bastante degradas tendo a sua reconstrução adulterado as estruturas primitivas.
Com o passar dos tempos, a prática religiosa das romarias foi decrescendo e assumindo um caráter popular e festivo. Atualmente os templos encontram-se encerrados, com prática de culto apenas uma vez por ano, no dia do orago, a que se segue a festa popular com almoço convívio e baile, estendendo-se nalguns casos por mais de um dia.
in:monumentos.pt
A LEI DE MOISÉS EM TRÁS-OS-MONTES
![]() |
| Camille Pissarro Fonte: em muitas páginas da internet |
Acho que Mirandela não pode ficar de fora, havendo alguma tradição de judeus em Mirandela e mais em Carvalhais e na Torre Dona Chama. Mirandela tem uma das sete maravilhas da gastronomia nacional, a alheira, que a nossa tradição cola, de forma não sustentável, a sua divulgação aos judeus. Haja audácia para na nossa região se produzirem produtos kosher (produzidos segundo o preceito judaico) tais como, este popular enchido, o azeite, o queijo e o vinho. Bragança na criação de infra estruturas culturais e artísticas passa por Mirandela à velocidade de um comboio pendular, enquanto nós não vamos muito além dos movidos a carvão. E, assim, Bragança, que aplaudimos, já está a construir um «Centro de Interpretação Judaico», com projecto do arquitecto Souto Moura. Sobre a história dos judeus em Trás-os-Montes temos como grande especialista o moncorvense, António Júlio de Andrade. Sobre a palavra «marrano» o Capitão Barros Basto, autor da obra «Resgate» diz que a sua etimologia está na língua hebraica: «mar» quer dizer «amargamente» e «anuss» significa «forçado». Ou seja, os judeus são um «povo amargamente forçado» a errar pelo mundo, desde que o Templo de Salomão foi arrasado pelos romanos. Na Idade Média, sempre que o número de judeus superava a dezena, era criada uma comuna ou aljama com a sinagoga.
Jorge lage
in:jornal.netbila.net
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A demência no idoso foi discutida e Bragança. A LVTV foi descobrir quanto custa assegurar a qualidade de vida do idoso com a doença e perceber se os maus tratos e a violência são uma realidade na terceira idade.
Há cada vez mais idosos com demência à procura de um lugar em instituições particulares de solidariedade social em Bragança. E nem sempre encontram uma resposta imediata.
A constatação é de Paula Pimentel, directora técnica da Fundação Betânia, uma das instituições envolvidas na organização de um fórum que assinalou ontem o Dia Internacional do Idoso. “Cada vez aparecem-nos mais pedidos de acolhimento para pessoas com demência e os familiares aflitos querem a todo o custo arranjar uma resposta imediata, que nem sempre há.
A nossa realidade é esta e dada a dificuldade de estratégias que resultem no cuidado directo quisemos trazer especialistas e assinalar assim o dia”, realça Paula Pimentel.
A criação de uma unidade especializada para tratar pessoas com demência na região pode ser uma das soluções para dar resposta ao aumento do número de casos. Mas, Paula Pimentel lembra que para isso é preciso apoios. “Os custos que acarreta tratar de pessoas com demência implica que haja um número três vezes maior do que seria uma equipa normal de apoio à pessoa idosa.
Cada vez mais faz sentido equipas multidisciplinares, mais exigentes em termos de prestação de cuidados e também mais numerosas, porque pessoas com demência exigem um acompanhamento permanente”, salienta Paula Pimentel. A falta de apoios para pessoas com demência é um dos problemas com que se deparam as famílias destes doentes.
Marta Melo, da Associação Portuguesa de Alzheimer, diz que é urgente criar o Plano Nacional para as Demências. “Começa logo pelo facto de a doença não ser reconhecida como uma doença crónica, como acontece por exemplo com a diabetes, em que os doentes têm benefícios. No caso das demências não há esses apoios e os encargos caem todos sobre as famílias”, acrescenta Marta Melo.
O Dia Internacional do Idoso foi assinalado ontem, em Bragança, com a realização de um fórum, sobre a Demência na pessoa idosa, organizado pela Fundação Betânia e pelos Centros Sociais e Paroquiais de Izeda e de Coelhoso.
Escrito por Brigantia
Programa da II Feira do Azeite e do Figo, a decorrer na Freguesia do Lombo, nos próximos dias 12 e 13 de Outubro de 2013. Contamos com a presença de todos, para fazer deste evento um marco cultural no nosso concelho.
A 13 de Outubro (domingo) realiza-se às 10h00 um seminário dedicado à temática do evento (o azeite e o figo), que contará com a participação de especialistas e produtores locais numa terra que, no passado, chegou a ter sete lagares e uma produção de figo muito importante.
Durante a feira decorrerá ainda uma montaria (sábado, dia 12), sendo que a animação musical nos dois dias do certame estará a cargo do Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros e do Grupo de Bombos de Ala.
«Incentivar o empreendedorismo nos agricultores da localidade, que aqui têm a oportunidade de escoar os seus produtos e de ganharem escala para as campanhas futuras»» são os objectivos do certame, adianta a organização.
A II Feira do Azeite e do Figo é organizada pela Junta de Freguesia do Lombo e conta com o apoio da Câmara de Macedo de Cavaleiros.
Calendário Agrícola - OUTUBRO
Na horta
Prosseguir a preparação dos terrenos, cavando-os ou arando-os e estrumando-os abundantemente.
Defender as hortaliças contra a possível aparição de geadas, por meio de folhas secas, caruma, palha, feno, etc.
Semear: ervilhas, favas, lentilhas, nabos, rabanetes, cenouras, espinafres (que se colhem pelo Natal), coentros e agriões.
Plantar: espargos, couves, beterrabas, morangueiros e alhos.
Os alhos devem plantar-se cedo e agradecem uma boa adubação potássica.
No pomar
Continuar com a abertura de covas destinadas às plantações Outono - Inverno; as covas devem permanecer abertas até à altura da plantação.
Proceder à estrumação e/ou adubação do pomar.
Iniciar, com os devidos cuidados, a plantação de fruteiras.
Inspeccionar as enxertias.
Pulverizar os citrinos ou fruteiras de espinho com caldas cúpricas ou oleosas, conforme as pragas.
Proceder, logo que tenha ocorrido a queda das folhas, aos tratamentos contra a lepra e o pedrado nos pomares de pessegueiros.
No campo
Terminar as colheitas que não puderam ser concluídas em Setembro: batata, feijão, milho, etc.
Concluir a preparação das terras para as sementeiras Outono - Inverno.
Semear favas e ervilhas.
No jardim
Semear: amores-perfeitos, begónias, cravinas, ervilhas de cheiro, goivos, malmequeres, miosótis, papoilas, etc.
Plantar: açucenas, anémonas, ciclames, jacintos, junquilhos, lírios, narcisos, tulipas, etc.
Na vinha
Continuar os trabalhos de vindima; é aconselhável, à medida que se vai vindimando, marcar as cepas mais produtivas e sãs, que servirão para o fornecimento de garfos.
Na adega
Fazer os vinhos brancos de consumo, verdes ou maduros, de bica aberta.
Transfegar os vinhos tintos, especialmente os contidos em cubas de cimento, 15 dias após a encuba.
Vigiar as vasilhas e calafetá-las se verterem.
Animais
Mês favorável para a cobrição das porcas.
Cuidar da alimentação das frangas de uma ano, que iniciam a postura, fornecendo-lhes rações abundantes e equilibradas.
Proceder à iluminação artificial da capoeira, e colocar camas de palha.
Caiar as paredes da capoeira com cal branca, a que se adicionam produtos insecticidas para ter boas condições de sanidade.
Fazer duas vezes por dia a recolha de ovos, que devem ser conservados em lugar fresco, mas nunca sobre palha.
Prosseguir a preparação dos terrenos, cavando-os ou arando-os e estrumando-os abundantemente.
Defender as hortaliças contra a possível aparição de geadas, por meio de folhas secas, caruma, palha, feno, etc.
Semear: ervilhas, favas, lentilhas, nabos, rabanetes, cenouras, espinafres (que se colhem pelo Natal), coentros e agriões.
Plantar: espargos, couves, beterrabas, morangueiros e alhos.
Os alhos devem plantar-se cedo e agradecem uma boa adubação potássica.
No pomar
Continuar com a abertura de covas destinadas às plantações Outono - Inverno; as covas devem permanecer abertas até à altura da plantação.
Proceder à estrumação e/ou adubação do pomar.
Iniciar, com os devidos cuidados, a plantação de fruteiras.
Inspeccionar as enxertias.
Pulverizar os citrinos ou fruteiras de espinho com caldas cúpricas ou oleosas, conforme as pragas.
Proceder, logo que tenha ocorrido a queda das folhas, aos tratamentos contra a lepra e o pedrado nos pomares de pessegueiros.
No campo
Terminar as colheitas que não puderam ser concluídas em Setembro: batata, feijão, milho, etc.
Concluir a preparação das terras para as sementeiras Outono - Inverno.
Semear favas e ervilhas.
No jardim
Semear: amores-perfeitos, begónias, cravinas, ervilhas de cheiro, goivos, malmequeres, miosótis, papoilas, etc.
Plantar: açucenas, anémonas, ciclames, jacintos, junquilhos, lírios, narcisos, tulipas, etc.
Na vinha
Continuar os trabalhos de vindima; é aconselhável, à medida que se vai vindimando, marcar as cepas mais produtivas e sãs, que servirão para o fornecimento de garfos.
Na adega
Fazer os vinhos brancos de consumo, verdes ou maduros, de bica aberta.
Transfegar os vinhos tintos, especialmente os contidos em cubas de cimento, 15 dias após a encuba.
Vigiar as vasilhas e calafetá-las se verterem.
Animais
Mês favorável para a cobrição das porcas.
Cuidar da alimentação das frangas de uma ano, que iniciam a postura, fornecendo-lhes rações abundantes e equilibradas.
Proceder à iluminação artificial da capoeira, e colocar camas de palha.
Caiar as paredes da capoeira com cal branca, a que se adicionam produtos insecticidas para ter boas condições de sanidade.
Fazer duas vezes por dia a recolha de ovos, que devem ser conservados em lugar fresco, mas nunca sobre palha.
Barragens de Trás-os-Montes e Alto Douro estão num bom nível - País - Notícias - RTP
Barragens de Trás-os-Montes e Alto Douro estão num bom nível - País - Notícias - RTP
Com o Outono a começar as reservas de água das barragens de regadio de Trás-os-Montes e Alto Douro estão num bom nível. O ano passado por esta altura estavam quase vazias.
Com o Outono a começar as reservas de água das barragens de regadio de Trás-os-Montes e Alto Douro estão num bom nível. O ano passado por esta altura estavam quase vazias.
Núcleo da Liga dos Combatentes de Mirandela em crescimento
O Núcleo de Mirandela da Liga dos Combatentes foi o que conseguiu angariar mais novos sócios. Reactivado há três anos, conta, actualmente, com 880 sócios.
Nas comemorações do aniversário, que decorreram este sábado, o presidente do Núcleo, Domingos Pires, não tem dúvidas que a adesão das pessoas se deve às diversas valências que este núcleo oferece aos associados.“Isso deve-se, em primeiro lugar, a todo o apoio que nós damos sobretudo ao nível do pedido do suplemento especial de pensão, apoio a situações de carência e de stress pós-traumático.
Outra vertente são as nossas valências, nomeadamente um gabinete de enfermagem, biblioteca, acupunctura, osteopatia, psicologia, podologia, shiatsu”, enumera o presidente do núcleo. Uma das medalhas foi entregue a Mário José Teixeira, um ex-combatente no Ultramar, que recebeu a cruz de guerra. “É uma recordação. Fui condecorado por serviço feito em combate em Moçambique. Estive lá desde Agosto de 1970 até Dezembro de 1972. Não fiquei com muitos traumas desses tempos, porque isto pertence ao passado. Este reconhecimento deixa-se feliz, porque é o relembrar de há 42 anos. É um dia de festa”, enaltece Mário José Teixeira.
Em dia de aniversário, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, António Branco, também enalteceu o trabalho que tem sido desenvolvido pelo núcleo da Liga dos Combatentes em prol da população de todo o concelho. “Por exemplo os percurso pedestres que fazemos e neste momento temos já agendados 14 para o próximo ano são realizados em parceria, no programa Mirandela concelho activo são o principal parceiro, também organizam actividades desportivas, como é o caso do Parque Aventura que traz muita gente a Mirandela”, realça o autarca.
Presente nas cerimónias esteve também o dirigente nacional da Liga dos Combatentes, Chito Rodrigues, que enalteceu o envolvimento de militares mais jovens nos núcleos transmontanos. “Este núcleo de Mirandela e mesmo os Núcleos de Trás-os-Montes são núcleos jovens, a maior parte deles são dirigidos por militares que estiveram nas forças destacadas nacionais nas operações de paz e humanitárias recentes e para nós uma satisfação porque significa que a Liga dos Combatentes está a passar o testemunho às gerações de hoje e continua a sua perenidade”, realça o responsável.
As cerimónias contaram, ainda, com uma homenagem aos mortos e com uma exposição de fotografia dos Núcleos Transmontanos da Liga dos Combatentes.
Escrito por Brigantia
Nas comemorações do aniversário, que decorreram este sábado, o presidente do Núcleo, Domingos Pires, não tem dúvidas que a adesão das pessoas se deve às diversas valências que este núcleo oferece aos associados.“Isso deve-se, em primeiro lugar, a todo o apoio que nós damos sobretudo ao nível do pedido do suplemento especial de pensão, apoio a situações de carência e de stress pós-traumático.
Outra vertente são as nossas valências, nomeadamente um gabinete de enfermagem, biblioteca, acupunctura, osteopatia, psicologia, podologia, shiatsu”, enumera o presidente do núcleo. Uma das medalhas foi entregue a Mário José Teixeira, um ex-combatente no Ultramar, que recebeu a cruz de guerra. “É uma recordação. Fui condecorado por serviço feito em combate em Moçambique. Estive lá desde Agosto de 1970 até Dezembro de 1972. Não fiquei com muitos traumas desses tempos, porque isto pertence ao passado. Este reconhecimento deixa-se feliz, porque é o relembrar de há 42 anos. É um dia de festa”, enaltece Mário José Teixeira.
Em dia de aniversário, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, António Branco, também enalteceu o trabalho que tem sido desenvolvido pelo núcleo da Liga dos Combatentes em prol da população de todo o concelho. “Por exemplo os percurso pedestres que fazemos e neste momento temos já agendados 14 para o próximo ano são realizados em parceria, no programa Mirandela concelho activo são o principal parceiro, também organizam actividades desportivas, como é o caso do Parque Aventura que traz muita gente a Mirandela”, realça o autarca.
Presente nas cerimónias esteve também o dirigente nacional da Liga dos Combatentes, Chito Rodrigues, que enalteceu o envolvimento de militares mais jovens nos núcleos transmontanos. “Este núcleo de Mirandela e mesmo os Núcleos de Trás-os-Montes são núcleos jovens, a maior parte deles são dirigidos por militares que estiveram nas forças destacadas nacionais nas operações de paz e humanitárias recentes e para nós uma satisfação porque significa que a Liga dos Combatentes está a passar o testemunho às gerações de hoje e continua a sua perenidade”, realça o responsável.
As cerimónias contaram, ainda, com uma homenagem aos mortos e com uma exposição de fotografia dos Núcleos Transmontanos da Liga dos Combatentes.
Escrito por Brigantia
Livros escolares entregues a crianças carenciadas
Mil livros escolares foram ontem entregues às crianças carenciadas do Centro Social Paroquial Santo Contestável, através de uma campanha organizada pelo Bragança Shopping e pela Book It.
O presidente da direcção do Centro Social e Paroquial Santo Contestável, Padre José Bento, garante que os livros serão entregues a todos os alunos que necessitem. “Vamos ajudar todos aqueles que for necessário e em conformidade com o número de livros recolhidos.
Estas instituições de Solidariedade social ajudarão todas as pessoas que necessitem dentro de um plafind que nós temos possibilidade de dar. Para os alunos terem acesso aos livros basta dirigirem-se a um dos três centros que constituem a rede, Santo Contestável, Santos Mártires ou São Bento”.
A directora do Bragança Shopping, Mariema Gonçalves, mostrou-se muito com o número de livros escolares recolhidos. Adianta que os brigantinos são solidários em todas as campanhas organizadas pelo centro comercial e que esta campanha não foi excepção. “Temos um elevado número de livros a entregar e a ideia é que estes livros possam realmente colmatar alguma lacuna que exista em termos de ensino e manuais escolares no que respeita a instituição.
Bragança é muito solidária e os clientes dos Bragança Shopping são um exemplo têm correspondido de uma forma fantástica a todas as campanhas que temos levado a cabo”.
Esta foi a primeira vez que o Bragança Shopping realizou uma recolha de manuais escolares. Os cerca de mil livros angariados reverteram a favor de crianças desfavorecidas.
Escrito por Brigantia
O presidente da direcção do Centro Social e Paroquial Santo Contestável, Padre José Bento, garante que os livros serão entregues a todos os alunos que necessitem. “Vamos ajudar todos aqueles que for necessário e em conformidade com o número de livros recolhidos.
Estas instituições de Solidariedade social ajudarão todas as pessoas que necessitem dentro de um plafind que nós temos possibilidade de dar. Para os alunos terem acesso aos livros basta dirigirem-se a um dos três centros que constituem a rede, Santo Contestável, Santos Mártires ou São Bento”.
A directora do Bragança Shopping, Mariema Gonçalves, mostrou-se muito com o número de livros escolares recolhidos. Adianta que os brigantinos são solidários em todas as campanhas organizadas pelo centro comercial e que esta campanha não foi excepção. “Temos um elevado número de livros a entregar e a ideia é que estes livros possam realmente colmatar alguma lacuna que exista em termos de ensino e manuais escolares no que respeita a instituição.
Bragança é muito solidária e os clientes dos Bragança Shopping são um exemplo têm correspondido de uma forma fantástica a todas as campanhas que temos levado a cabo”.
Esta foi a primeira vez que o Bragança Shopping realizou uma recolha de manuais escolares. Os cerca de mil livros angariados reverteram a favor de crianças desfavorecidas.
Escrito por Brigantia
Empresas melhoram actividade
22 pequenas e médias empresas do distrito de Bragança melhoraram a sua actividade durante este ano, no âmbito do projecto MOVE PME.
O programa de formação e consultoria promovido pelo Nerba chegou agora ao fim. As empresas envolvidas garantem que os resultados foram positivos. “A participação foi muito importante a vários níveis, nomeadamente na parte da gestão e qualidade.
A nossa empresa tem várias vertentes e tentámos utilizar para cada um dos formandos formação que se adequasse a vários temas”, realça Gisela Santos, da Autonorte (Mirandela).
Também Elisabete Ferreira, da Imperativo Estratégico, em Bragança, enaltece a importância deste programa ao nível da informatização da empresa. “Melhoramos todos os processos de organização de registos, com o intuito de passar ao papel zero”, acrescenta. A sialnor, em Macedo de Cavaleiros, foi outra empresa que participou neste projecto. “Nós já implementávamos a maior parte das normas na empresa, por isso mesmo foi mais fácil conseguir o certificado de qualidade”, realça Carlos Neto.
A directora do projecto, Luísa Torres, assegura que este projecto é para continuar, agora direccionado para as microempresas da região.“Vamos continuar, já arrancou uma nova edição de microempresas. Neste caso estávamos a trabalhar com pequenas e médias empresas, agora vamos trabalhar com mais 13 microempresas, todas elas do distrito de Bragança”, salienta Luísa Torres.
A entidade gestora deste programa é a Associação Industrial Portuguesa. Benvinda Catarino, da AIP, sublinha que as empresas só têm a ganhar ao se associarem a este projecto. “É um projecto muito importante, porque introduz melhorias ao nível dos conhecimentos e das competências dos colaboradores, dos empresários, e simultaneamente provoca processos de transformação e de melhoria nas empresas, na área da gestão, da qualidade, do ambiente, internacionalização. E é um projecto financiado a 100 por cento, pelo fundo social europeu”, salienta a responsável.
22 pequenas e médias empresas já melhoraram a sua actividade graças ao projecto Move PME, que agora vai envolver mais 13 microempresas da região.
Escrito por Brigantia
O programa de formação e consultoria promovido pelo Nerba chegou agora ao fim. As empresas envolvidas garantem que os resultados foram positivos. “A participação foi muito importante a vários níveis, nomeadamente na parte da gestão e qualidade.
A nossa empresa tem várias vertentes e tentámos utilizar para cada um dos formandos formação que se adequasse a vários temas”, realça Gisela Santos, da Autonorte (Mirandela).
Também Elisabete Ferreira, da Imperativo Estratégico, em Bragança, enaltece a importância deste programa ao nível da informatização da empresa. “Melhoramos todos os processos de organização de registos, com o intuito de passar ao papel zero”, acrescenta. A sialnor, em Macedo de Cavaleiros, foi outra empresa que participou neste projecto. “Nós já implementávamos a maior parte das normas na empresa, por isso mesmo foi mais fácil conseguir o certificado de qualidade”, realça Carlos Neto.
A directora do projecto, Luísa Torres, assegura que este projecto é para continuar, agora direccionado para as microempresas da região.“Vamos continuar, já arrancou uma nova edição de microempresas. Neste caso estávamos a trabalhar com pequenas e médias empresas, agora vamos trabalhar com mais 13 microempresas, todas elas do distrito de Bragança”, salienta Luísa Torres.
A entidade gestora deste programa é a Associação Industrial Portuguesa. Benvinda Catarino, da AIP, sublinha que as empresas só têm a ganhar ao se associarem a este projecto. “É um projecto muito importante, porque introduz melhorias ao nível dos conhecimentos e das competências dos colaboradores, dos empresários, e simultaneamente provoca processos de transformação e de melhoria nas empresas, na área da gestão, da qualidade, do ambiente, internacionalização. E é um projecto financiado a 100 por cento, pelo fundo social europeu”, salienta a responsável.
22 pequenas e médias empresas já melhoraram a sua actividade graças ao projecto Move PME, que agora vai envolver mais 13 microempresas da região.
Escrito por Brigantia
Casa ameaça ruir na zona histórica de Bragança
Uma habitante da zona histórica de Bragança está indignada com o estado de degradação em que se encontra uma habitação contígua à sua, na Rua Direita, que ameaça ruir.
Este sábado, Luísa Almendra, deparou-se com pedras caídas na sua propriedade e teme que aconteça o pior.“Abriu uma grande fenda e a parede vai cair para cima da minha casa. Temos tido vários problemas, os construtores dizem-me várias vezes que encontram pedras na minha propriedade.
Já me dirigi algumas vezes à Câmara, já me dirigi à proprietária, e foi preciso que acontecesse este incidente, para se perceber que estamos em perigo”, conta esta habitante em Bragança.
A proprietária do n.º 41 pede às autoridades que tomem medidas para evitar uma tragédia e lembra que no centro histórico há várias casas abandonadas que põem em risco a segurança das pessoas. “Eu queria que situações como esta fossem tomadas muito a sério. Há muitas casas em perigo. E depois não vale a pena dizer ‘coitadinho que morreu debaixo de uma parede’.
Vamos fazer aquilo que é necessário”, alerta a proprietária.
Contactada pela Brigantia, a Câmara Municipal de Bragança (CMB) informou que tomou conta da ocorrência neste sábado e o Serviço de Protecção Civil Municipal notificou a proprietária do imóvel em ruínas para fazer obras.
Ainda neste sábado, engenheiros da CMB fizeram uma vistoria técnica ao edifício e ontem seguiu a notificação formal da parte do Serviço de Protecção Civil para a proprietária proceder à consolidação da parede no prazo de cinco dias.
Caso não o faça, a autarquia procederá à execução coerciva dos trabalhos nos termos legais.
Escrito por Brigantia
Este sábado, Luísa Almendra, deparou-se com pedras caídas na sua propriedade e teme que aconteça o pior.“Abriu uma grande fenda e a parede vai cair para cima da minha casa. Temos tido vários problemas, os construtores dizem-me várias vezes que encontram pedras na minha propriedade.
Já me dirigi algumas vezes à Câmara, já me dirigi à proprietária, e foi preciso que acontecesse este incidente, para se perceber que estamos em perigo”, conta esta habitante em Bragança.
A proprietária do n.º 41 pede às autoridades que tomem medidas para evitar uma tragédia e lembra que no centro histórico há várias casas abandonadas que põem em risco a segurança das pessoas. “Eu queria que situações como esta fossem tomadas muito a sério. Há muitas casas em perigo. E depois não vale a pena dizer ‘coitadinho que morreu debaixo de uma parede’.
Vamos fazer aquilo que é necessário”, alerta a proprietária.
Contactada pela Brigantia, a Câmara Municipal de Bragança (CMB) informou que tomou conta da ocorrência neste sábado e o Serviço de Protecção Civil Municipal notificou a proprietária do imóvel em ruínas para fazer obras.
Ainda neste sábado, engenheiros da CMB fizeram uma vistoria técnica ao edifício e ontem seguiu a notificação formal da parte do Serviço de Protecção Civil para a proprietária proceder à consolidação da parede no prazo de cinco dias.
Caso não o faça, a autarquia procederá à execução coerciva dos trabalhos nos termos legais.
Escrito por Brigantia
Castelo de Algoso
Portugal, Bragança, Vimioso, Algoso
Arquitectura militar, medieval. Castelo roqueiro de planta rectangular, mantendo muralhas com cubelos rectilíneos e a torre de menagem quadrangular, de três pisos, com porta de acesso num nível superior, em arco apontado e com matacães, e coroada por merlões, com seteiras; mantém, ainda, a cisterna quadrangular, com interior abobadado e o recinto da primitiva praça de armas.
Número IPA Antigo: PT010411010005
Categoria
Monumento
Descrição
Pequeno castelo roqueiro, de planta rectangular, de que subsistem alguns troços de muralha, interrompidos por rochas, com cerca de 12 m. de altura, a torre de menagem, alguns cubelos e pequeno pátio, correspondente à primitiva praça de armas. Na muralha, é visível um cubelo de perfil rectilíneo e, a N., uma porta em arco pleno com moldura constituída pelas aduelas do arco, protegida por barbacã com cubelo que já não apresenta os merlões. Torre de menagem, de planta poligonal irregular, com cunhais de cantaria, actualmente com três pisos, ficando a porta a um nível elevado, correspondente ao segundo piso, em arco apontado, com moldura de cantaria e vestígio de matacães; no interior da torre, são visíveis os vestígios dos três registos, sendo os dois primeiros para habitação e o último de defesa, rematado por merlões com seteiras. Mantém zonas com coberturas em abóbadas de berço.
Em época incerta, construíram um muro que dividia estes dois pisos em duas dependências. Em frente à torre, vestígios de edificações mais pequenas, correspondentes às primitivas cavalariças e cozinha. O recinto que está intramuros é de reduzidas dimensões e possui afloramentos rochosos de várias toneladas, bom como uma estrutura baixa, com acesso por porta de verga recta, a primitiva cisterna, de planta quadrangular irregular, com cerca de 30 metros quadrados e com 3 de altura, tendo capacidade para cerca de 90 mil litros de água, com interior abobadado e com estrutura em terraço, onde é possível ainda ver a clarabóia, apesar de totalmente obstruída.
Acessos
Pela EN 219, a 12 km. a S. de Vimioso, entrando-se na povoação de Algoso e, depois de a atravessar, seguindo pela estrada que sai do Lg. do Pelourinho no sentido NE., ao longo de 300 m. até ao cimo do monte
Protecção
IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 40 361, DG, 1.ª série, n.º 228 de 20 outubro 1955
Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.
Enquadramento
Rural, isolado, situado numa escarpa maciça rochosa de 690 m. de altitude, denominado Cabeço da Penenciada, sobranceiro à margem direita do rio Angueira, ao fundo do desfiladeiro dominado pelo imóvel. Para N., fica a vila.
Descrição Complementar
Utilização Inicial
Militar: castelo
Utilização Actual
Marco histórico-cultural: castelo (acesso livre)
Propriedade
Pública: estatal
Afectação
DRCNorte, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009
Época Construção
Séc. 13 / 14
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
Séc. 12 - D. Mendo Rufino (ou Bofino), senhor da região por doação de D. Afonso Henriques, ordena a construção da fortificação, para vigiar a fronteira com Leão, apesar de alguns autores defenderem uma construção posterior, do tempo dos mouros; séc. 12 / 13 - o alcaide oferece o castelo de "Ulgoso" a D. Sancho I, que, em recompensa, oferece o senhorio de Vimioso a Mendo Rufino; o monarca planeava converter Algoso em cabeça de um vasto território, que abrangeria as circunscrições de Miranda do Douro e Penas Róias; 1212-1213 - invasão e ocupação do castelo pelas tropas do rei de Leão, Afonso IX, como represália à contestação do rei português contra as doações às suas irmãs; 1219 - estabelece-se a paz entre os reinos de Leão e Portugal; 1224, Abril - D. Sancho II doa o castelo com "todos os seus termos e pertenças" ao prior D. Rui Pais e seus "sucessões, irmãos freires"; 1226 - no castelo ficava a primitiva matriz, dedicada a Nossa Senhora da Assunção ou do Castelo; 1258 - nas Inquirições, aponta-se como autor da doação do castelo à Ordem do Hospital, quer a D. Afonso Henriques quer a D. Sancho II; 1291 - o comendador de então, Fr. Pedro Lourenço, aparece numa demanda e contenda entre D. Dinis e a Ordem do Hospital, onde se mencionam como pertencendo à Ordem e unido à Comenda de "Ulgoso" as aldeias de Serapicos, Vila Chã da Beira, Uva, Mora, Saldanha, Sendim, Picote, Vilar Seco, Vinhão e casais de Cerceo; 1298 - D. Dinis manda reedificar a fortaleza; 1341, Agosto - carta-sentença de D. Afonso IV informando que, nesse ano, Fr. D. Álvaro Gonçalves Pereira era "Priol do Spital nos seus reynos, e que lhe pertencia o Castello de Ulgoso com seu termo desde tempo immemorial"; 1480 - D. Afonso V outorga foral à povoação; 1510 - D. Manuel I concede novo foral à vila; 1530 - castelo possui cisternas, com revelim e respectivas casernas onde vivia o alcaide; 1588 - era alcaide Frei Gonçalo de Azevedo, nomeado por Filipe II; séc. 17 - possível abandono desta zona do castelo, surgindo a nova povoação num planalto, correspondente à
localização actual; 1684, 22 Junho - no Tombo dos Bens da Comenda de Algoso faz-se uma descrição do imóvel e do respectivo estado de conservação *1; 1689 / 1690 - a municipalidade de Vimioso manda fazer trabalhos de consolidação e restauro; 1710 - última ocupação militar da fortaleza, no contexto da Guerra de Sucessão de Espanha; 1935 - descrição do castelo pelo Padre Miranda Lopes; 1944, Junho - o município requer à DGEMN obras no imóvel; 1974, Junho - verifica-se ser necessária a desobstrução da torre, consolidação de alvenarias e abóbadas; 1992, 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 2002 - assinatura de um protocolo entre a Câmara de Vimioso e o IPPAR para transformação do imóvel em núcleo museológico; 2006 - projecto de criação de um centro de interpretação, pelo IPPAR.
Características Particulares
Castelo fronteiriço para vigia e defesa do perigo proveniente do reino de Leão, parecendo-se mais com uma atalaia, ao jeito de Penas Róias (v. PT010408120006), elevado entre vales, bem defendido pela orografia, visionando uma vasta região fronteiriça. A cisterna mantém-se relativamente bem conservada, com abóbada de aresta, junto à muralha, bem como a torre de menagem românica, com reconstrução gótica, como se depreende do vão apontado da porta de acesso.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Xisto quartzitico e granito.
Bibliografia
ALVES, Francisco Manuel - Memórias Arqueológico - Históricas do Distrito de Bragança. Bragança: 1990, 11 vols.; ALVES, Francisco Manuel, AMADO, Adrião Martins - Vimioso. Notas monográficas. Coimbra: 1968; "Castelo de Algoso vai ser transformado em museu vivo", in O Comércio do Porto. Porto: 21 Novembro 2002; LOPES, Miranda - O Castelo e a Comenda de Algoso (apontamentos para uma monografia). Separata de Brotéria. Lisboa: Maio - Junho 1935, vol. XX, fasc. 5 e 6; LOPES, Miranda - "Os comendadores de Algoso (1224-1416). Apontamentos para uma monografia" in Brotéria. Lisboa: Abril - Maio, 1936, vol. XXII, fasc. 4 e 5, pp. 311-319; MOUTINHO, António Maria - Fundação do Castelo de Algoso. Bragança: 1974; PINTO, Francisco - "Centro de acolhimento no Castelo" in Jornal de Notícias. 10 abril 2006; VERDELHO, Pedro - Roteiro dos Castelos de Trás-os-Montes. Chaves: 2000; Vimioso. Boletim Municipal. Vimioso: Município de Vimioso, 2004, nº 2, junho 2005.
Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID
Intervenção Realizada
DGEMN: 1944 - pequenas obras de beneficiação; 1974 - trabalhos de conservação na torre principal e cisterna; 1976 - obras de consolidação da muralha em vários pontos, com alvenaria de xisto assente com argamassa de cimento e areia, elevação dos parapeitos no lado S. e E.; arranjo das cantarias dos vãos e construção das respectivas portas; 1977 - conservação da muralha e muros de acesso, consolidação dos degraus de acesso à porta do castelo; elevação do parapeito da muralha em vários pontos (nascente, junto da cisterna, S. e poente), de forma a evitar o escalonamento das muralhas por intrusos; limpeza da vegetação nos panos da muralha; IPPAR / CMV: 1999 - valorização do castelo e requalificação da zona envolvente, com remoção do asfalto e repavimentação em saibro e lajeado em frente à porta principal da capela, colocação de banco em pedra junto à parede S., iluminação exterior, tratamento do caminho até ao castelo; colocação de guardas metálicas nos degraus de acesso; impermeabilização do coroamento da torre, consolidação de troços dos panos de muralha, limpeza e consolidação da cisterna, correcção das irregularidades do piso; 2000 - estabilização e consolidação da torre e da cobertura, com respectiva impermeabilização; impermeabilização das ameias, instalação eléctrica e consolidação do portal de acesso; 2001 - escavações no imóvel; CMVimioso: 2004 - conclusão das obras de intervenção no castelo.
Observações
*1 - "Para a parte do poente estava hua porta de carvalho chapeada de ferro com o ferrolho grosso da parte de dentro, e um postigo na mesma porta, na qual já faltavam algumas barras, e por esta se entra em um fortim de obra morta, que fica para a parte do norte, dentro do qual, no muro do castelo, à mão direita, fica hua porta, e desta se sobe por uns degraus de pedra que ficam entre o muro e a tôrre; e logo se entra por terceira porta chapeada de pregos e barras de ferro, com fechaduras e ferrolhos pela parte de dentro, e desta porta se entra em uma casa, no meio da qual havia um "asapão" (sic), que decia para um fallço, e dentro da dita casa, que se acha arruinada de telhados, estão quatro portas, uma em entrando e outra entrando nela; à mão direita se entra em hua casa que serviu de tulha, com uma fenestra para o poente; desta se passa a outra casa que servia de almazem de polvora com duas fenestras, uma para o poente e outra para o norte; segunda porta que sobre uma escada de pedra tosqua para a tôrre e muro; terceira porta, a primeira e principal do muro, que sai a um patim, que tem hua porta grande para uma casa, que serve de cavalariça, arruinada; e deste patim se entra em outra casa grande com dois fornos e hua pia de cantaria grande, que tudo se acha arruinado, e no mesmo patim está outra porta fronteira à principal do patim, porque se entra em uma casa de cavalariça e lenha arruinada, e desta casa se sai a outro patim que fica para a parte do sul, sobre o rio Angueira; quarta porta na primeira casa do muro, para a parte do sul, por que se entra em uma casa de sisterna de abobada, com janela no tecto da abobada, e sobre esta um fortim com suas guarnições e campo para uma peça; junto da porta sisterna, na primeira casa sobre uma escada de pedra tosqua, da parte do nassente para o norte, que colhe a mayor parte do muro, e (...) sobe ao alto da torre donde está hua caza que servia de armas, donse se sae
para hua porta que, à parte do sul, faz hua ponte sobre o dito rio, com suas ameyas; e junto desta casa dece hua esquada de pedra tosqua, e vem dar à segunda porta da primeira caza dentro da primeira salla; da primeira porta se sobe por hua esquada de madeira que dá em outra salla que a cobre, e na caza das armas nesta salla está hua porta ao nassente que dizem sahia para hua varanda de madeira; e desta mesma caza se sobe por hua esquada de mão para a tallaya da torre; e fica todo o castelo fundado sobre o muro da parte do poente, continuando ao norte e da parte do norte, ao sul e nascente, fiquão muros divididos da torre, dentro dos quais se acham as cazas assima sobreditas e declaradas, e tudo arruinado emcapaz de defeza e abitação; e não tem o dito castello o barbaquão nem foços por não lhe serem necessarios pella eminencia do monte em que está fundado, nem tem armas nem monição, carretas nem peças; tem hua torre no meyo em que se achão as cazas de que se tem feito menção, a qual torre é coadrada sem abertura nem ruyna no corpo dela" (LOPES, Miranda, 1935, pp. 6-8).
Autor e Data
Ernesto Jana 1994 / Marisa Costa 2001
in:monumentos.pt
Arquitectura militar, medieval. Castelo roqueiro de planta rectangular, mantendo muralhas com cubelos rectilíneos e a torre de menagem quadrangular, de três pisos, com porta de acesso num nível superior, em arco apontado e com matacães, e coroada por merlões, com seteiras; mantém, ainda, a cisterna quadrangular, com interior abobadado e o recinto da primitiva praça de armas.
Número IPA Antigo: PT010411010005
Categoria
Monumento
Descrição
Pequeno castelo roqueiro, de planta rectangular, de que subsistem alguns troços de muralha, interrompidos por rochas, com cerca de 12 m. de altura, a torre de menagem, alguns cubelos e pequeno pátio, correspondente à primitiva praça de armas. Na muralha, é visível um cubelo de perfil rectilíneo e, a N., uma porta em arco pleno com moldura constituída pelas aduelas do arco, protegida por barbacã com cubelo que já não apresenta os merlões. Torre de menagem, de planta poligonal irregular, com cunhais de cantaria, actualmente com três pisos, ficando a porta a um nível elevado, correspondente ao segundo piso, em arco apontado, com moldura de cantaria e vestígio de matacães; no interior da torre, são visíveis os vestígios dos três registos, sendo os dois primeiros para habitação e o último de defesa, rematado por merlões com seteiras. Mantém zonas com coberturas em abóbadas de berço.
Em época incerta, construíram um muro que dividia estes dois pisos em duas dependências. Em frente à torre, vestígios de edificações mais pequenas, correspondentes às primitivas cavalariças e cozinha. O recinto que está intramuros é de reduzidas dimensões e possui afloramentos rochosos de várias toneladas, bom como uma estrutura baixa, com acesso por porta de verga recta, a primitiva cisterna, de planta quadrangular irregular, com cerca de 30 metros quadrados e com 3 de altura, tendo capacidade para cerca de 90 mil litros de água, com interior abobadado e com estrutura em terraço, onde é possível ainda ver a clarabóia, apesar de totalmente obstruída.
Acessos
Pela EN 219, a 12 km. a S. de Vimioso, entrando-se na povoação de Algoso e, depois de a atravessar, seguindo pela estrada que sai do Lg. do Pelourinho no sentido NE., ao longo de 300 m. até ao cimo do monte
Protecção
IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 40 361, DG, 1.ª série, n.º 228 de 20 outubro 1955
Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.
Enquadramento
Rural, isolado, situado numa escarpa maciça rochosa de 690 m. de altitude, denominado Cabeço da Penenciada, sobranceiro à margem direita do rio Angueira, ao fundo do desfiladeiro dominado pelo imóvel. Para N., fica a vila.
Descrição Complementar
Utilização Inicial
Militar: castelo
Utilização Actual
Marco histórico-cultural: castelo (acesso livre)
Propriedade
Pública: estatal
Afectação
DRCNorte, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009
Época Construção
Séc. 13 / 14
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
Séc. 12 - D. Mendo Rufino (ou Bofino), senhor da região por doação de D. Afonso Henriques, ordena a construção da fortificação, para vigiar a fronteira com Leão, apesar de alguns autores defenderem uma construção posterior, do tempo dos mouros; séc. 12 / 13 - o alcaide oferece o castelo de "Ulgoso" a D. Sancho I, que, em recompensa, oferece o senhorio de Vimioso a Mendo Rufino; o monarca planeava converter Algoso em cabeça de um vasto território, que abrangeria as circunscrições de Miranda do Douro e Penas Róias; 1212-1213 - invasão e ocupação do castelo pelas tropas do rei de Leão, Afonso IX, como represália à contestação do rei português contra as doações às suas irmãs; 1219 - estabelece-se a paz entre os reinos de Leão e Portugal; 1224, Abril - D. Sancho II doa o castelo com "todos os seus termos e pertenças" ao prior D. Rui Pais e seus "sucessões, irmãos freires"; 1226 - no castelo ficava a primitiva matriz, dedicada a Nossa Senhora da Assunção ou do Castelo; 1258 - nas Inquirições, aponta-se como autor da doação do castelo à Ordem do Hospital, quer a D. Afonso Henriques quer a D. Sancho II; 1291 - o comendador de então, Fr. Pedro Lourenço, aparece numa demanda e contenda entre D. Dinis e a Ordem do Hospital, onde se mencionam como pertencendo à Ordem e unido à Comenda de "Ulgoso" as aldeias de Serapicos, Vila Chã da Beira, Uva, Mora, Saldanha, Sendim, Picote, Vilar Seco, Vinhão e casais de Cerceo; 1298 - D. Dinis manda reedificar a fortaleza; 1341, Agosto - carta-sentença de D. Afonso IV informando que, nesse ano, Fr. D. Álvaro Gonçalves Pereira era "Priol do Spital nos seus reynos, e que lhe pertencia o Castello de Ulgoso com seu termo desde tempo immemorial"; 1480 - D. Afonso V outorga foral à povoação; 1510 - D. Manuel I concede novo foral à vila; 1530 - castelo possui cisternas, com revelim e respectivas casernas onde vivia o alcaide; 1588 - era alcaide Frei Gonçalo de Azevedo, nomeado por Filipe II; séc. 17 - possível abandono desta zona do castelo, surgindo a nova povoação num planalto, correspondente à
localização actual; 1684, 22 Junho - no Tombo dos Bens da Comenda de Algoso faz-se uma descrição do imóvel e do respectivo estado de conservação *1; 1689 / 1690 - a municipalidade de Vimioso manda fazer trabalhos de consolidação e restauro; 1710 - última ocupação militar da fortaleza, no contexto da Guerra de Sucessão de Espanha; 1935 - descrição do castelo pelo Padre Miranda Lopes; 1944, Junho - o município requer à DGEMN obras no imóvel; 1974, Junho - verifica-se ser necessária a desobstrução da torre, consolidação de alvenarias e abóbadas; 1992, 01 junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 2002 - assinatura de um protocolo entre a Câmara de Vimioso e o IPPAR para transformação do imóvel em núcleo museológico; 2006 - projecto de criação de um centro de interpretação, pelo IPPAR.
Características Particulares
Castelo fronteiriço para vigia e defesa do perigo proveniente do reino de Leão, parecendo-se mais com uma atalaia, ao jeito de Penas Róias (v. PT010408120006), elevado entre vales, bem defendido pela orografia, visionando uma vasta região fronteiriça. A cisterna mantém-se relativamente bem conservada, com abóbada de aresta, junto à muralha, bem como a torre de menagem românica, com reconstrução gótica, como se depreende do vão apontado da porta de acesso.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Xisto quartzitico e granito.
Bibliografia
ALVES, Francisco Manuel - Memórias Arqueológico - Históricas do Distrito de Bragança. Bragança: 1990, 11 vols.; ALVES, Francisco Manuel, AMADO, Adrião Martins - Vimioso. Notas monográficas. Coimbra: 1968; "Castelo de Algoso vai ser transformado em museu vivo", in O Comércio do Porto. Porto: 21 Novembro 2002; LOPES, Miranda - O Castelo e a Comenda de Algoso (apontamentos para uma monografia). Separata de Brotéria. Lisboa: Maio - Junho 1935, vol. XX, fasc. 5 e 6; LOPES, Miranda - "Os comendadores de Algoso (1224-1416). Apontamentos para uma monografia" in Brotéria. Lisboa: Abril - Maio, 1936, vol. XXII, fasc. 4 e 5, pp. 311-319; MOUTINHO, António Maria - Fundação do Castelo de Algoso. Bragança: 1974; PINTO, Francisco - "Centro de acolhimento no Castelo" in Jornal de Notícias. 10 abril 2006; VERDELHO, Pedro - Roteiro dos Castelos de Trás-os-Montes. Chaves: 2000; Vimioso. Boletim Municipal. Vimioso: Município de Vimioso, 2004, nº 2, junho 2005.
Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID
Intervenção Realizada
DGEMN: 1944 - pequenas obras de beneficiação; 1974 - trabalhos de conservação na torre principal e cisterna; 1976 - obras de consolidação da muralha em vários pontos, com alvenaria de xisto assente com argamassa de cimento e areia, elevação dos parapeitos no lado S. e E.; arranjo das cantarias dos vãos e construção das respectivas portas; 1977 - conservação da muralha e muros de acesso, consolidação dos degraus de acesso à porta do castelo; elevação do parapeito da muralha em vários pontos (nascente, junto da cisterna, S. e poente), de forma a evitar o escalonamento das muralhas por intrusos; limpeza da vegetação nos panos da muralha; IPPAR / CMV: 1999 - valorização do castelo e requalificação da zona envolvente, com remoção do asfalto e repavimentação em saibro e lajeado em frente à porta principal da capela, colocação de banco em pedra junto à parede S., iluminação exterior, tratamento do caminho até ao castelo; colocação de guardas metálicas nos degraus de acesso; impermeabilização do coroamento da torre, consolidação de troços dos panos de muralha, limpeza e consolidação da cisterna, correcção das irregularidades do piso; 2000 - estabilização e consolidação da torre e da cobertura, com respectiva impermeabilização; impermeabilização das ameias, instalação eléctrica e consolidação do portal de acesso; 2001 - escavações no imóvel; CMVimioso: 2004 - conclusão das obras de intervenção no castelo.
Observações
*1 - "Para a parte do poente estava hua porta de carvalho chapeada de ferro com o ferrolho grosso da parte de dentro, e um postigo na mesma porta, na qual já faltavam algumas barras, e por esta se entra em um fortim de obra morta, que fica para a parte do norte, dentro do qual, no muro do castelo, à mão direita, fica hua porta, e desta se sobe por uns degraus de pedra que ficam entre o muro e a tôrre; e logo se entra por terceira porta chapeada de pregos e barras de ferro, com fechaduras e ferrolhos pela parte de dentro, e desta porta se entra em uma casa, no meio da qual havia um "asapão" (sic), que decia para um fallço, e dentro da dita casa, que se acha arruinada de telhados, estão quatro portas, uma em entrando e outra entrando nela; à mão direita se entra em hua casa que serviu de tulha, com uma fenestra para o poente; desta se passa a outra casa que servia de almazem de polvora com duas fenestras, uma para o poente e outra para o norte; segunda porta que sobre uma escada de pedra tosqua para a tôrre e muro; terceira porta, a primeira e principal do muro, que sai a um patim, que tem hua porta grande para uma casa, que serve de cavalariça, arruinada; e deste patim se entra em outra casa grande com dois fornos e hua pia de cantaria grande, que tudo se acha arruinado, e no mesmo patim está outra porta fronteira à principal do patim, porque se entra em uma casa de cavalariça e lenha arruinada, e desta casa se sai a outro patim que fica para a parte do sul, sobre o rio Angueira; quarta porta na primeira casa do muro, para a parte do sul, por que se entra em uma casa de sisterna de abobada, com janela no tecto da abobada, e sobre esta um fortim com suas guarnições e campo para uma peça; junto da porta sisterna, na primeira casa sobre uma escada de pedra tosqua, da parte do nassente para o norte, que colhe a mayor parte do muro, e (...) sobe ao alto da torre donde está hua caza que servia de armas, donse se sae
para hua porta que, à parte do sul, faz hua ponte sobre o dito rio, com suas ameyas; e junto desta casa dece hua esquada de pedra tosqua, e vem dar à segunda porta da primeira caza dentro da primeira salla; da primeira porta se sobe por hua esquada de madeira que dá em outra salla que a cobre, e na caza das armas nesta salla está hua porta ao nassente que dizem sahia para hua varanda de madeira; e desta mesma caza se sobe por hua esquada de mão para a tallaya da torre; e fica todo o castelo fundado sobre o muro da parte do poente, continuando ao norte e da parte do norte, ao sul e nascente, fiquão muros divididos da torre, dentro dos quais se acham as cazas assima sobreditas e declaradas, e tudo arruinado emcapaz de defeza e abitação; e não tem o dito castello o barbaquão nem foços por não lhe serem necessarios pella eminencia do monte em que está fundado, nem tem armas nem monição, carretas nem peças; tem hua torre no meyo em que se achão as cazas de que se tem feito menção, a qual torre é coadrada sem abertura nem ruyna no corpo dela" (LOPES, Miranda, 1935, pp. 6-8).
Autor e Data
Ernesto Jana 1994 / Marisa Costa 2001
in:monumentos.pt
Capela de Nossa Senhora do Bom Despacho
Portugal, Bragança, Vimioso, Matela
Arquitetura religiosa, setecentista. Capela de planta retangular composta por nave e capela-mor, exteriormente indiferenciadas e interiormente com cobertura de estuque e iluminação axial e unilateral. Fachada principal com cunhais apilastrados coroados por pináculos, terminada em empena sobreposta por sineira e rasgada por portal de verga abatida encimada por cornija e ladeado por óculos. Fachada lateral esquerda cega e a direita rasgada por fresta de capialço na capela-mor; a posterior é cega e termina em empena. No interior possui arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras e, na capela-mor, retábulo-mor rococó, de planta reta e três eixos.
Número IPA Antigo: PT010411080057
Categoria
Monumento
Descrição
Planta retangular composta por nave e capela-mor, exteriormente indiferenciadas e de cobertura homogénea, em telhados de duas águas, rematadas em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, a principal, virada a O., percorrida por embasamento de cantaria, com pilastras toscanas nos cunhais, coroados por pináculos tipo pera, sobre plintos paralelepipédicos, e terminada em empena, com friso e cornija, sobreposta por sineira sobrelevada, em arco de volta perfeita sobre pilares, ladeados de aletas, albergando sino e rematada em cornija contracurva sustentando cruz, sobre acrotério. É rasgada por portal de verga abatida, de dupla moldura terminada em cornija contracurva, encimada por friso e cornija angular sobreposta por vieira, e ladeado por aletas e motivos vegetalistas. Ladeando o portal abrem-se dois óculos elípticos, moldurados e gradeados.
Fachadas laterais terminadas em friso e cornija, a esquerda cega e a direita rasgada por fresta de capialço na capela-mor. A fachada posterior, com embasamento de argamassa e cunhais revestidos a placas de cantaria, é cega e termina em empena com friso também revestido e com cornija de betão. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento em lajes de cantaria e cobertura de estuque, formando masseira. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras toscanas, ambos com as juntas tomadas e pintadas de branco, vedado por grade de madeira, formada por balaústres torneados, coroados por pináculos. Na capela-mor, sobre supedâneo de dois degraus, encosta-se o retábulo-mor em talha pintada a marmoreados fingidos a rosa, verde, cinzento e dourado, de planta reta e três eixos, definidos por dois quarteirões exteriores, duas colunas intermédias, de fuste decorado por concheados, e duas pilastras sobrepostas de acantos, sobre mísulas e plintos respetivamente, e de capitéis coríntios.
Ao centro, abre-se nicho em arco de volta perfeita, interiormente pintado com concheados e albergando imaginária. Nos eixos laterais surgem apainelados, também pintados com concheados e sobrepostos por mísulas sustentando imaginária; exteriormente, surgem ainda apainelados com concheados. A estrutura remata em espaldar, adaptado ao perfil da cobertura, com três arquivoltas distintas, ornadas de motivos vegetalistas e concheados, sobrepostas ao centro por ampla cartela recortada. Banco e sotobanco com apainelados ornados de acantos. Altar paralelepipédico com frontal em silhares de cantaria.
Acessos
Estrada de Matela (EM 567)
Protecção
Inexistente
Grau
3 – imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.
Enquadramento
Urbano, isolado, à entrada da povoação, inserido em amplo adro, desenvolvido paralelamente à estrada, vedado por muro com acesso frontal e lateral por portões de ferro e com pavimento de terra. O portal da capela é precedido por um degrau.
Descrição Complementar
A verga do portal tem cartela com a data de "1783" inscrita.
Utilização Inicial
Religiosa: capela
Utilização Actual
Religiosa: igreja
Propriedade
Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)
Afectação
Sem afetação
Época Construção
Séc. 18
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
1758 - o pároco Silvestre Teixeira de Magalhães não refere a existência da capela nas Memórias Paroquiais da freguesia; 1783 - data inscrita no portal, assinalando a sua construção.
Características Particulares
Capela com fachada principal de maior cuidado decorativo, em contraste com a simplicidade das restantes, concentrando-se a decoração no portal e sineira, com aletas, motivos vegetalistas e formas contracurvas das molduras ou remate e concheado do portal. O retábulo rococó apresenta o remate reformado em época posterior.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; cornijas, pináculos, sineira, molduras dos vãos, cruzes e pia de água benta em cantaria de granito; porta de madeira; vidros simples; grades em ferro; pavimento em lajes de cantaria; teto e lambril de madeira envernizada; retábulo em talha dourada; cobertura de telha.
Bibliografia
CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique - As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património. Braga: José Viriato Capela, 2007.
Documentação Gráfica
Documentação Fotográfica
IHRU: SIPA
Documentação Administrativa
Intervenção Realizada
Observações
Autor e Data
Paula Noé 2013
in:monumentos.pt
Arquitetura religiosa, setecentista. Capela de planta retangular composta por nave e capela-mor, exteriormente indiferenciadas e interiormente com cobertura de estuque e iluminação axial e unilateral. Fachada principal com cunhais apilastrados coroados por pináculos, terminada em empena sobreposta por sineira e rasgada por portal de verga abatida encimada por cornija e ladeado por óculos. Fachada lateral esquerda cega e a direita rasgada por fresta de capialço na capela-mor; a posterior é cega e termina em empena. No interior possui arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras e, na capela-mor, retábulo-mor rococó, de planta reta e três eixos.
Número IPA Antigo: PT010411080057
Categoria
Monumento
Descrição
Planta retangular composta por nave e capela-mor, exteriormente indiferenciadas e de cobertura homogénea, em telhados de duas águas, rematadas em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, a principal, virada a O., percorrida por embasamento de cantaria, com pilastras toscanas nos cunhais, coroados por pináculos tipo pera, sobre plintos paralelepipédicos, e terminada em empena, com friso e cornija, sobreposta por sineira sobrelevada, em arco de volta perfeita sobre pilares, ladeados de aletas, albergando sino e rematada em cornija contracurva sustentando cruz, sobre acrotério. É rasgada por portal de verga abatida, de dupla moldura terminada em cornija contracurva, encimada por friso e cornija angular sobreposta por vieira, e ladeado por aletas e motivos vegetalistas. Ladeando o portal abrem-se dois óculos elípticos, moldurados e gradeados.
Fachadas laterais terminadas em friso e cornija, a esquerda cega e a direita rasgada por fresta de capialço na capela-mor. A fachada posterior, com embasamento de argamassa e cunhais revestidos a placas de cantaria, é cega e termina em empena com friso também revestido e com cornija de betão. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento em lajes de cantaria e cobertura de estuque, formando masseira. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras toscanas, ambos com as juntas tomadas e pintadas de branco, vedado por grade de madeira, formada por balaústres torneados, coroados por pináculos. Na capela-mor, sobre supedâneo de dois degraus, encosta-se o retábulo-mor em talha pintada a marmoreados fingidos a rosa, verde, cinzento e dourado, de planta reta e três eixos, definidos por dois quarteirões exteriores, duas colunas intermédias, de fuste decorado por concheados, e duas pilastras sobrepostas de acantos, sobre mísulas e plintos respetivamente, e de capitéis coríntios.
Ao centro, abre-se nicho em arco de volta perfeita, interiormente pintado com concheados e albergando imaginária. Nos eixos laterais surgem apainelados, também pintados com concheados e sobrepostos por mísulas sustentando imaginária; exteriormente, surgem ainda apainelados com concheados. A estrutura remata em espaldar, adaptado ao perfil da cobertura, com três arquivoltas distintas, ornadas de motivos vegetalistas e concheados, sobrepostas ao centro por ampla cartela recortada. Banco e sotobanco com apainelados ornados de acantos. Altar paralelepipédico com frontal em silhares de cantaria.
Acessos
Estrada de Matela (EM 567)
Protecção
Inexistente
Grau
3 – imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.
Enquadramento
Urbano, isolado, à entrada da povoação, inserido em amplo adro, desenvolvido paralelamente à estrada, vedado por muro com acesso frontal e lateral por portões de ferro e com pavimento de terra. O portal da capela é precedido por um degrau.
Descrição Complementar
A verga do portal tem cartela com a data de "1783" inscrita.
Utilização Inicial
Religiosa: capela
Utilização Actual
Religiosa: igreja
Propriedade
Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)
Afectação
Sem afetação
Época Construção
Séc. 18
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
1758 - o pároco Silvestre Teixeira de Magalhães não refere a existência da capela nas Memórias Paroquiais da freguesia; 1783 - data inscrita no portal, assinalando a sua construção.
Características Particulares
Capela com fachada principal de maior cuidado decorativo, em contraste com a simplicidade das restantes, concentrando-se a decoração no portal e sineira, com aletas, motivos vegetalistas e formas contracurvas das molduras ou remate e concheado do portal. O retábulo rococó apresenta o remate reformado em época posterior.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; cornijas, pináculos, sineira, molduras dos vãos, cruzes e pia de água benta em cantaria de granito; porta de madeira; vidros simples; grades em ferro; pavimento em lajes de cantaria; teto e lambril de madeira envernizada; retábulo em talha dourada; cobertura de telha.
Bibliografia
CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique - As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património. Braga: José Viriato Capela, 2007.
Documentação Gráfica
Documentação Fotográfica
IHRU: SIPA
Documentação Administrativa
Intervenção Realizada
Observações
Autor e Data
Paula Noé 2013
in:monumentos.pt
Capela da Sagrada Família / Capela de São José
Portugal, Bragança, Vimioso, Caçarelhos
Arquitetura religiosa, oitocentista. Capela de planta retangular composta por nave e capela-mor, indiferenciadas e interiormente com coberturas de madeira e em falsa abóbada de berço e iluminação axial e unilateral. Fachadas com cunhais apilastrados, a principal terminada em empena e rasgada por portal de verga reta encimada por frontão triangular entre dois óculos. Fachada lateral esquerda cega e a oposta rasgada por fresta de capialço na capela-mor; a posterior da capela-mor é cega e termina em empena e a da sacristia é rasgada por fresta de capialço. No interior possui arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras toscanas e estrutura retabular na capela-mor.
Número IPA Antigo: PT010411050041
Categoria
Monumento
Descrição
Planta retangular composta por nave e capela-mor, volumetricamente indiferenciadas, tendo adossado à fachada lateral esquerda sacristia retangular. Volumes articulados com cobertura em telhados de duas águas na capela e de uma na sacristia, rematadas em beirada simples. Fachadas em alvenaria de pedra aparente, a principal virada a NO., com pilastras toscanas nos cunhais, coroadas por pináculos tipo pera sobre plintos paralelepipédicos, e terminada em empena, com cornija, encimada por sineira metálica, coroada por cruz.
É rasgada por portal de verga reta, com moldura encimada por frontão triangular sobreposto por cartela recortada e ladeado por dois óculos circulares moldurados e gradeados. Fachadas laterais terminadas em cornija, sendo a esquerda cega e a direita rasgada por fresta de capialço na capela-mor. Fachada posterior com capela-mor de cunhais apilastrados, coroados por pináculos sobre plintos paralelepipédicos, cega e terminada em empena, coroada por cruz sobe acrotério; a sacristia, termina em meia empena e é rasgada por fresta de capialço. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento da nave em calçada à portuguesa, formando motivos geométricos, e o da capela-mor em lajes de cantaria e cobertura de madeira, envernizada, de dois panos; a da capela-mor possui o arranque da falsa abóbada de berço, de estuque, desenvolvida sobre friso e cornija.
Arco triunfal de volta perfeita, com chave relevada, assente em pilastras toscanas. Na capela-mor, com supedâneo de dois degraus, dispõe-se na parede testeira estrutura retabular, reaproveitando elementos de talha, apresentando ao centro nicho em arco de volta perfeita, sobre pilastras, interiormente pintado de azul com dois nichos contendo imaginária, ladeado por friso de acantos e encimado por aletas e florão relevado. Lateralmente, possui quatro colunas torsas, decoradas por pâmpanos, centrando friso fitomórfico pintado, sustentando elemento de madeira, sobre o qual assenta duas colunas torsas que suportam arquivolta semelhante, com chave decorada; ladeando a coluna de cada lado, surge apainelado pintado com árvore e, superiormente, com flores. Banco com portas almofadas entre duas colunas decoradas com acantos. Altar tipo urna.
Acessos
Rua de São José
Protecção
Inexistente
Grau
5 - registo em pré-inventário com um preenchimento mínimo dos campos… e pressupondo a existência de um registo iconográfico.
Enquadramento
Urbano, isolado, inserido num largo junto a uma das vias estruturantes da povoação, com pavimento de paralelos, sobre plataforma adaptada ao declive do terreno, criando falso adro frontal retangular. A SE. implanta-se o cemitério, construído em 1887, e a S. o Cabanal de Caçarelhos (v. IPA.00021655). A cerca de 150 m a NO. ergue-se a Igreja Paroquial de Caçarelhos (v. IPA.00021547).
Descrição Complementar
Sobre o portal existe cartela recortada com a inscrição: "O ABBADE LUIS / ANTÓNIO MARTINS / RAPOSO OFERECE ES / TA CAPELA À SA / GRADA FAMILIA / JESUS M E JOSÉ / A D 1893".
Utilização Inicial
Religiosa: capela
Utilização Actual
Religiosa: igreja
Propriedade
Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)
Afectação
Sem afetação
Época Construção
Séc. 19
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
1893 - data inscrita sobre o portal assinalando a construção da capela dedicada à Sagrada Família, pelo abade António Martins Raposo.
Características Particulares
Capela de construção oitocentista, conforme data inscrita sobre o portal, com capela-mor inicialmente coberta por falsa abóbada de berço, de estuque sobre friso e cornija pétrea, solução recentemente descontinuada. A estrutura retabular reaproveita algumas colunas torsas de antigo retábulo.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura em alvenaria de granito aparente; pilastras, cornijas, pináculos, plintos, molduras dos vãos e arco triunfal em cantaria de granito; porta de madeira; vidros simples; cruzes e grades em ferro; pavimento em calçada à portuguesa e lajes de cantaria; tetos de madeira envernizada; estrutura retabular em talha; cobertura de telha.
Bibliografia
Documentação Gráfica
Documentação Fotográfica
IHRU: SIPA
Documentação Administrativa
Intervenção Realizada
Séc. 21, início - obras de conservação e restauro da capela.
Observações
EM ESTUDO
Autor e Data
Paula Noé 2013
in:monumentos.pt
Arquitetura religiosa, oitocentista. Capela de planta retangular composta por nave e capela-mor, indiferenciadas e interiormente com coberturas de madeira e em falsa abóbada de berço e iluminação axial e unilateral. Fachadas com cunhais apilastrados, a principal terminada em empena e rasgada por portal de verga reta encimada por frontão triangular entre dois óculos. Fachada lateral esquerda cega e a oposta rasgada por fresta de capialço na capela-mor; a posterior da capela-mor é cega e termina em empena e a da sacristia é rasgada por fresta de capialço. No interior possui arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras toscanas e estrutura retabular na capela-mor.
Número IPA Antigo: PT010411050041
Categoria
Monumento
Descrição
Planta retangular composta por nave e capela-mor, volumetricamente indiferenciadas, tendo adossado à fachada lateral esquerda sacristia retangular. Volumes articulados com cobertura em telhados de duas águas na capela e de uma na sacristia, rematadas em beirada simples. Fachadas em alvenaria de pedra aparente, a principal virada a NO., com pilastras toscanas nos cunhais, coroadas por pináculos tipo pera sobre plintos paralelepipédicos, e terminada em empena, com cornija, encimada por sineira metálica, coroada por cruz.
É rasgada por portal de verga reta, com moldura encimada por frontão triangular sobreposto por cartela recortada e ladeado por dois óculos circulares moldurados e gradeados. Fachadas laterais terminadas em cornija, sendo a esquerda cega e a direita rasgada por fresta de capialço na capela-mor. Fachada posterior com capela-mor de cunhais apilastrados, coroados por pináculos sobre plintos paralelepipédicos, cega e terminada em empena, coroada por cruz sobe acrotério; a sacristia, termina em meia empena e é rasgada por fresta de capialço. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento da nave em calçada à portuguesa, formando motivos geométricos, e o da capela-mor em lajes de cantaria e cobertura de madeira, envernizada, de dois panos; a da capela-mor possui o arranque da falsa abóbada de berço, de estuque, desenvolvida sobre friso e cornija.
Arco triunfal de volta perfeita, com chave relevada, assente em pilastras toscanas. Na capela-mor, com supedâneo de dois degraus, dispõe-se na parede testeira estrutura retabular, reaproveitando elementos de talha, apresentando ao centro nicho em arco de volta perfeita, sobre pilastras, interiormente pintado de azul com dois nichos contendo imaginária, ladeado por friso de acantos e encimado por aletas e florão relevado. Lateralmente, possui quatro colunas torsas, decoradas por pâmpanos, centrando friso fitomórfico pintado, sustentando elemento de madeira, sobre o qual assenta duas colunas torsas que suportam arquivolta semelhante, com chave decorada; ladeando a coluna de cada lado, surge apainelado pintado com árvore e, superiormente, com flores. Banco com portas almofadas entre duas colunas decoradas com acantos. Altar tipo urna.
Acessos
Rua de São José
Protecção
Inexistente
Grau
5 - registo em pré-inventário com um preenchimento mínimo dos campos… e pressupondo a existência de um registo iconográfico.
Enquadramento
Urbano, isolado, inserido num largo junto a uma das vias estruturantes da povoação, com pavimento de paralelos, sobre plataforma adaptada ao declive do terreno, criando falso adro frontal retangular. A SE. implanta-se o cemitério, construído em 1887, e a S. o Cabanal de Caçarelhos (v. IPA.00021655). A cerca de 150 m a NO. ergue-se a Igreja Paroquial de Caçarelhos (v. IPA.00021547).
Descrição Complementar
Sobre o portal existe cartela recortada com a inscrição: "O ABBADE LUIS / ANTÓNIO MARTINS / RAPOSO OFERECE ES / TA CAPELA À SA / GRADA FAMILIA / JESUS M E JOSÉ / A D 1893".
Utilização Inicial
Religiosa: capela
Utilização Actual
Religiosa: igreja
Propriedade
Privada: Igreja Católica (Diocese de Bragança - Miranda)
Afectação
Sem afetação
Época Construção
Séc. 19
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
1893 - data inscrita sobre o portal assinalando a construção da capela dedicada à Sagrada Família, pelo abade António Martins Raposo.
Características Particulares
Capela de construção oitocentista, conforme data inscrita sobre o portal, com capela-mor inicialmente coberta por falsa abóbada de berço, de estuque sobre friso e cornija pétrea, solução recentemente descontinuada. A estrutura retabular reaproveita algumas colunas torsas de antigo retábulo.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura em alvenaria de granito aparente; pilastras, cornijas, pináculos, plintos, molduras dos vãos e arco triunfal em cantaria de granito; porta de madeira; vidros simples; cruzes e grades em ferro; pavimento em calçada à portuguesa e lajes de cantaria; tetos de madeira envernizada; estrutura retabular em talha; cobertura de telha.
Bibliografia
Documentação Gráfica
Documentação Fotográfica
IHRU: SIPA
Documentação Administrativa
Intervenção Realizada
Séc. 21, início - obras de conservação e restauro da capela.
Observações
EM ESTUDO
Autor e Data
Paula Noé 2013
in:monumentos.pt
UA assina acordo para estudar sustentabilidade da exploração mineira em Torre de Moncorvo
Descobrir possíveis valorizações para os materiais acumulados em escombreiras e explorar minério com as devidas salvaguardas ambientais é o que se pretende com o inédito acordo assinado, a 24 de setembro, entre a MTI – Ferro de Moncorvo, SA, e a Universidade de Aveiro, envolvendo as áreas de Ambiente, Materiais e Geociências da UA.
As minas de Torre de Moncorvo, segundo algumas vozes, das maiores jazidas de ferro existentes na Europa, estão concessionadas à MTI – Ferro de Moncorvo, SA, empresa em que 20% do capital está nas mãos de investidores nacionais. O gigante mineiro Rio Tinto chegou a mostrar interesse na exploração e a entrar em negociações com o ministério, na altura, dirigido por Álvaro Santos Pereira. Posteriormente, a MTI assinou o contrato, de quatro anos, com o Governo para exploração experimental.
Nesta fase serão necessários estudos de viabilidade, estudos técnicos, estudos de cariz social e estudos ambientais. O estudo de impacte ambiental e todo o processo de avaliação de impacte ambiental é crítico, porque pode determinar se a exploração mineira avança ou não em Torre de Moncorvo. A larga experiência do Instituto de Ambiente e Desenvolvimento (IDAD) na elaboração de estudos ambientais, de estudos de impacte ambiental e em avaliação de impacte ambiental, foi e vai continuar a ser determinante nesta colaboração.
A aproximação entre a MTI e a UA terá começado no interesse da empresa em aproveitar os materiais acumulados, ao longo dos anos, nas escombreiras da mina que deixou de estar em laboração há alguns anos. É esta vertente que é inovadora no contexto dos acordos de cooperação entre universidades portuguesas e empresas do sector. Por outro lado, “qualquer exploração mineira exige sempre um controlo ambiental muito rigoroso e, neste aspeto, a UA oferece as melhores condições para desenvolver este tipo de trabalho”, explica Carlos Guerra, administrador da MTI. A competência técnica e científica encontrada no Departamento de Geociências e na unidade de investigação GEOBIOTEC – que envolve vários investigadores com experiência de trabalho em minas -, acrescenta o administrador da MTI, terá dado garantias à empresa para envolver também esta área da UA no acordo agora estabelecido, na vertente de extração e mineração.
O acordo prevê estudos que levem à valorização dos materiais das escombreiras, nomeadamente a reciclagem através do sector da cerâmica – a estudar pelos investigadores do Departamento de Materiais e Cerâmica - e dos rejeitados (impurezas) que acompanham o minério de ferro, nomeadamente sílica, óxido de titânio e terras raras.
in:uaonline.ua.pt/
As minas de Torre de Moncorvo, segundo algumas vozes, das maiores jazidas de ferro existentes na Europa, estão concessionadas à MTI – Ferro de Moncorvo, SA, empresa em que 20% do capital está nas mãos de investidores nacionais. O gigante mineiro Rio Tinto chegou a mostrar interesse na exploração e a entrar em negociações com o ministério, na altura, dirigido por Álvaro Santos Pereira. Posteriormente, a MTI assinou o contrato, de quatro anos, com o Governo para exploração experimental.
Nesta fase serão necessários estudos de viabilidade, estudos técnicos, estudos de cariz social e estudos ambientais. O estudo de impacte ambiental e todo o processo de avaliação de impacte ambiental é crítico, porque pode determinar se a exploração mineira avança ou não em Torre de Moncorvo. A larga experiência do Instituto de Ambiente e Desenvolvimento (IDAD) na elaboração de estudos ambientais, de estudos de impacte ambiental e em avaliação de impacte ambiental, foi e vai continuar a ser determinante nesta colaboração.
A aproximação entre a MTI e a UA terá começado no interesse da empresa em aproveitar os materiais acumulados, ao longo dos anos, nas escombreiras da mina que deixou de estar em laboração há alguns anos. É esta vertente que é inovadora no contexto dos acordos de cooperação entre universidades portuguesas e empresas do sector. Por outro lado, “qualquer exploração mineira exige sempre um controlo ambiental muito rigoroso e, neste aspeto, a UA oferece as melhores condições para desenvolver este tipo de trabalho”, explica Carlos Guerra, administrador da MTI. A competência técnica e científica encontrada no Departamento de Geociências e na unidade de investigação GEOBIOTEC – que envolve vários investigadores com experiência de trabalho em minas -, acrescenta o administrador da MTI, terá dado garantias à empresa para envolver também esta área da UA no acordo agora estabelecido, na vertente de extração e mineração.
O acordo prevê estudos que levem à valorização dos materiais das escombreiras, nomeadamente a reciclagem através do sector da cerâmica – a estudar pelos investigadores do Departamento de Materiais e Cerâmica - e dos rejeitados (impurezas) que acompanham o minério de ferro, nomeadamente sílica, óxido de titânio e terras raras.
in:uaonline.ua.pt/
Subscrever:
Mensagens (Atom)













































