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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

“Contos de Boca a Orelha são como pedras sobre os lagos que acordam a memória”

 Terminou esta sexta-feira, em Bragança um périplo de sessões de conto a crianças intitulada “Contos de Boca a Orelha” que foi promovido pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes e decorreu em oito bibliotecas da Rede Intermunicipal das Bibliotecas de Trás-os-Montes.


Esta quinta-feira passou por Macedo de Cavaleiros, na biblioteca Municipal A. M. Pires Cabral, com três sessões para crianças da Educação Pré-escolar da rede privada do concelho.

A narradora Cristina Taquelim conta como foi a experiência em Trás-os-Montes:

“É engraçado, tenho trabalhado com crianças muito pequeninas, do primeiro ciclo e com seniores muito velhotes que são ainda bem autónomos. Em que de alguma forma reforça esta ideia de que a palavra não tem idade. E muitas vezes o que acontece com estas histórias, estes contos de boca em orelha, é como se fossem pedras sobre os lagos, que acordam a memória. Muitas vezes o trabalho com os seniores, obviamente não terá a ver com a formação de leitores, muitos deles nunca aprenderam a ler na vida, mas há uma dimensão de estimulação cognitiva, de de memória do idoso e do seu saber, da sua experiência e dos textos que ele tem dentro, que também são recuperados nesta atividade.”

Já em Macedo, a narradora conta como foi a experiência:

“Aqui em Macedo, os meninos, os mais pequeninos, eram muito pequeninos. Por isso, fizemos uma sessão de 30 minutos dentro deste reportório brincado, com gesto, com cantoria e ritmos. Porque de facto é aquilo que nos interessa nestas primeiras idades. Trabalhei só com pré-escolar. Nestas idades, o objetivo é ir construindo junto da criança a experiência da oralidade, porque através da oralidade a criança adquire vocabulário, e percebe que é uma representação da fala,. Ou seja, que aquilo que a gente escuta tem uma representação que pode ser visual ou pode ser gráfica. Há todo um conjunto de aprendizagens que uma criança de 3 anos faz sobre o que é ler e escrever”.

A primeira sessão começou em Vimioso, Mogadouro, Mirando do Douro, Macedo de Cavaleiros e Bragança.

A narradora Cristina Taquelim é mediadora de leitura e contadora de histórias. Licenciada em Psicologia Educacional e Pós-Graduada em Ciências Documentais. Trabalha a narração oral, o património oral, através da do coletivo cultural Chão Nosso Crl.

Escrito por Rádio ONDA LIVRE

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