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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 1 de julho de 2025

Municípios do Baixo Sabor exigem pagamento de mais de nove milhões de euros à EDP e Movhera

 Procuradoria-Geral da República (PGR) deu razão aos municípios de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo, que integram a Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS)


A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu razão aos municípios de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo, que integram a Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS), em relação a rendas e medidas compensatórias a receber da Energias de Portugal (EDP) e da Movhera. Em causa estão mais de 9 milhões de euros de obrigações legais e contratuais não cumpridas, há mais de 15 anos.

Eduardo Tavares, presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor, frisa que a lei tem de ser cumprida e os municípios têm de receber as devidas rendas. “Temos a certeza de que temos razão e estas rendas são devidas aos nossos territórios. Queremos, acima de tudo, é que se cumpra a lei de uma vez por todas”, destaca.

Em causa está o não pagamento às autarquias de rendas devidas pela exploração e impactos da infraestrutura energética no território. Trata-se de cerca de 9,2 milhões de euros que, segundo os autarcas dos quatro concelhos afetados, resultam de obrigações legais e contratuais não cumpridas desde o início das obras da barragem, em 2008.

O parecer da PGR, recebido a 19 de junho de 2025, valida assim a interpretação jurídica defendida pela Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS), ao reconhecer que a fórmula de cálculo das compensações prevista no decreto-lei em vigor, e nos protocolos assinados com a EDP, permanece aplicável. “A lei manda calcular os coeficientes durante o mês de junho, mas não vem nenhum mal ao mundo se os coeficientes forem calculados durante o mês de julho. Entendemos que a ministra deve mandar efetuar imediatamente os despachos, para que os coeficientes sejam calculados e possam estar à disposição dos municípios. Nós falamos em cerca de nove milhões de euros, mas com a atualização dos coeficientes o valor será muito superior. Vamos exigir o pagamento integral aos nossos territórios”, sublinha Eduardo Tavares.

Com o novo respaldo institucional, os municípios mostraram-se disponíveis para “encontrar uma solução negociada”, mas deixam claro que, “se não houver avanços imediatos, farão valer os seus direitos em todas as instâncias ao seu alcance”.

Para já a AMBS exige o pagamento de cerca de 9,2 milhões de euros, tendo conhecimento que com a atualização dos coeficientes o valor pode ser mais elevado, e espera que os cálculos sejam feitos até ao fim do mês de julho.

Jornalista: Vitor Fernandes Pereira

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