Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Há dias em que o silêncio corta como facas.
Não é o silêncio sereno, que acolhe, mas aquele que se infiltra pelos corredores da alma como uma corrente de ar gelado.
Pesa, não pelo barulho que falta, mas pelo eco da solidão. É um vazio afiado, capaz de rasgar as costuras frágeis entre o que sentimos e o que mostramos.
Neste silêncio, até a luz hesita, quebra-se em pedaços sobre as paredes da mente. Cada pensamento é um passo descalço sobre lâminas, a memória, insiste em lembrar o que tentamos esquecer.
As horas passam lentas, como se o tempo estivesse refém dessa ausência ensurdecedora.
E, enquanto o mundo lá fora se move, cá dentro tudo sangra devagar — sem ferida aparente, sem testemunhas, apenas com a certeza de que há silêncios que não pedem para serem ouvidos.
A respiração pesa, o tempo não passa, e o coração sangra sem ferida visível.
Não é o silêncio sereno, que acolhe, mas aquele que se infiltra pelos corredores da alma como uma corrente de ar gelado.
Pesa, não pelo barulho que falta, mas pelo eco da solidão. É um vazio afiado, capaz de rasgar as costuras frágeis entre o que sentimos e o que mostramos.
Neste silêncio, até a luz hesita, quebra-se em pedaços sobre as paredes da mente. Cada pensamento é um passo descalço sobre lâminas, a memória, insiste em lembrar o que tentamos esquecer.
As horas passam lentas, como se o tempo estivesse refém dessa ausência ensurdecedora.
E, enquanto o mundo lá fora se move, cá dentro tudo sangra devagar — sem ferida aparente, sem testemunhas, apenas com a certeza de que há silêncios que não pedem para serem ouvidos.
A respiração pesa, o tempo não passa, e o coração sangra sem ferida visível.
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó.


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