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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 22 de março de 2026

espírito de existir

Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


 Neste espírito de existir, há um refúgio ardente de terra e chão
onde o solo respira, tão sereno e frágil!
Não há pegadas de dor na firmeza do vento brando.
Somente a dúvida dos que, ao olhar o céu, guiados pelos astros cegos,
carregam o lume manso de um fulgor que aquece sem queimar,
entre todos os silêncios que bradam uma outra humanidade.
Persistir, acredito…
Persistir com mãos imensas e o calor da vontade, 
sem arranhar a esperança do caminhar leve. 
Apenas o toque que se alça em abraço, suave e certo,
como as asas de um pássaro que não teme a tempestade.
.
Ah! Raros corações aqueles que conhecem o dom de estar sem ferir
e que se debruçam sobre o mundo 
num sopro limpo,
como o hálito da verdura que adormece na fugacidade nostálgica do instante…
São olhos onde cabe o infinito, 
no ritmo puro do que vibra e do que cura.
E todas as raízes profundas brotam 
por entre a pedra quente que seduz,
numa entrega solta de mistério, sobre o âmago ardente 
de um poente nascido com lábios só de luz.


Paula Freire
. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome. 
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua. 
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

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