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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Identificados ovinos com a doença da Língua Azul no concelho de Macedo de Cavaleiros

 Depois de no concelho de Vinhais a doença da Língua Azul ter provocado a morte de mais de 40 ovelhas, também no de Macedo de Cavaleiros foram já identificados oito ovinos com sintomas.


Os dados são da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e foram confirmados à Rádio Onda Livre, que também contactou a Associação de Criadores de Gado e Agricultores (ACRIGA), com sede em Macedo de Cavaleiros, e que garantiu que teve conhecimento de um caso na freguesia de Vinhas.

“O único conhecimento que tenho foi de um caso que ocorreu aqui em Macedo de Cavaleiros, na aldeia de Vinhas, havia mais de que um animal. Nós enviámos amostras de dois animais, mas uma deu positiva e outra negativa, mas o detentor tinha mais animais afetados. Não sei se são esses ou se existem mais alguns que possam estar afetados e que não tenha conhecimento. Tinha morrido um animal anteriormente a esse”, explica João Reis, veterinário da ACRIGA.

A DGAV disponibiliza gratuitamente a vacina contra os serotipos 1 e 4 da Língua Azul e subvenciona a vacina contra o serotipo 3 (que está atualmente em circulação) e que tenha sido adquirida deste 12 de março do corrente ano.

Segundo João Reis, no concelho de Macedo de Cavaleiros, já foram vacinadas cerca de 30 explorações, já que era de esperar que o novo serotipo também afetasse a região.

Um cenário que já se verificou anteriormente, mas algo “recorrente com outros serotipos”, sublinha o veterinário. “Este serotipo penso que foi a primeira vez que apareceu. Nós estamos a fazer vacinação desde há três, quatro anos, para o serotipo 1 e 4. E, ano passado, é que surgiu o serotipo 3 na região do Alentejo e na Centro do país. Era expectável que chegasse à região Norte este ano e chegou como esperado”.

Para já, são os concelhos de Vinhais, Bragança e Chaves que mais casos têm registado.

“O que está a acontecer é que a maior parte dos casos estão a acontecer na Raia de Vinhais, Bragança e Chaves. Não sei responder se isto tem a ver com alguma deslocação do culicoides, do mosquito, por Espanha ou se tem a ver com outro fator, mas a maior parte dos casos tem acontecido nas regiões limítrofes do país”, aponta.

A doença da Língua Azul é causada por um vírus transmitido por insetos e pode provocar febre, inchaço e lesões orais graves, levando à morte dos animais. Mas há medidas de controlo que se devem ter em conta, para evitar riscos.

“Só é transmitida dessa forma, não é transmitida de animal para animal. Logo, as pessoas ou os criadores não têm que ter medo, ter receio de haver um contacto do animal com um animal infetado, porque não se passa de animal para animal. As medidas de controlo da doença são as desinsetizações frequentes dos animais, desinsetizações de utilização de repelentes para fazer a repelência do mosquito, remoção de estrumes das zonas onde os animais habitam, nos estábulos, remoção frequente, não ter os animais perto de zonas húmidas, encharcadas, normalmente se localizam os mosquitos e a profilaxia médica através da vacinação é aconselhada”, aconselha João Reis.

O veterinário garantiu ainda que a doença tem uma mortalidade residual e não elevada, pelo menos na região. Em caso de infeção, também não aconselha a vacinação imediata, porque poderá diminuir a imunidade do animal.

Foto: DGAV

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