Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Era ali, onde o mar se espraiava à beira do silêncio, que o teu corpo se desenhava como promessa húmida, sobre a areia reclinada. O mundo inteiro parecia ter parado de respirar só para assistir ao momento em que te entregavas ao chão morno, como se a terra te esperasse há séculos.
A areia, silenciosa, abraçava-te como se guardasse a memória de todos os amores que ali repousaram. Cada grão colava-se à tua pele, como palavras tímidas que o vento preferiu soprar.
A humidade do solo era útero, era origem, era um lençol que te recebia com a delicadeza de quem reconhece um regresso.
E eu, ao teu lado, não te tocava, temia desfazer o milagre de te ver assim, entregue à simplicidade do instante. O teu olhar voltado ao céu, como quem pede desculpa às estrelas por amar alguém mais próximo que elas. O teu peito subindo e descendo, lentamente, como maré obediente a um amor que se insinua sem pressa.
Ali, sobre a húmida, areia reclinada, o tempo deixou de contar, porque tudo que era urgente se curvou diante do que era eterno: tu, eu, e o silêncio entre nós.
A areia, silenciosa, abraçava-te como se guardasse a memória de todos os amores que ali repousaram. Cada grão colava-se à tua pele, como palavras tímidas que o vento preferiu soprar.
A humidade do solo era útero, era origem, era um lençol que te recebia com a delicadeza de quem reconhece um regresso.
E eu, ao teu lado, não te tocava, temia desfazer o milagre de te ver assim, entregue à simplicidade do instante. O teu olhar voltado ao céu, como quem pede desculpa às estrelas por amar alguém mais próximo que elas. O teu peito subindo e descendo, lentamente, como maré obediente a um amor que se insinua sem pressa.
Ali, sobre a húmida, areia reclinada, o tempo deixou de contar, porque tudo que era urgente se curvou diante do que era eterno: tu, eu, e o silêncio entre nós.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó.

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