De acordo com a presidente da Câmara Municipal, Isabel Ferreira, foram aprovadas 128 candidaturas, mais 11 do que no ano anterior, num investimento global superior a 158 mil euros. No total, o município recebeu 135 candidaturas, confirmando uma tendência crescente na procura deste apoio social.
Segundo a autarca, o aumento das candidaturas verifica-se principalmente nos escalões de rendimento mais baixos, o que poderá estar relacionado com o agravamento do custo de vida e da habitação, mas também com uma maior divulgação do programa.
O apoio mensal varia consoante o rendimento do agregado: 113 euros para famílias do escalão A, 92 euros para o escalão B, 70 euros para o escalão C.
O escalão A, que concentra os agregados com maiores dificuldades económicas, continua a reunir o maior número de beneficiários e o maior volume financeiro. Neste grupo incluem-se famílias monoparentais, beneficiários do Rendimento Social de Inserção, pensionistas com reformas baixas, desempregados e trabalhadores com rendimentos precários ou próximos do salário mínimo.
Em 2026, foram registadas 73 candidaturas no escalão A, 49 no escalão B e apenas seis no escalão C, evidenciando o peso das situações de maior fragilidade social.
PROGRAMA CRIADO EM RESPOSTA À PANDEMIA CONTINUA A CRESCER
Criado em 2020, no contexto da pandemia de covid-19, o Fundo Municipal de Apoio ao Arrendamento começou por abranger 27 famílias, tendo vindo a crescer de forma consistente ao longo dos últimos anos.
Para Isabel Ferreira, a evolução do programa demonstra a sua importância enquanto instrumento de apoio social, numa altura em que o acesso à habitação se mantém como um dos principais desafios para muitas famílias.
Paralelamente, o município está a reforçar a sua intervenção na área da habitação. Estão em fase final de requalificação seis habitações sociais, duas no Bairro da Mãe D’Água e quatro no Bairro da Previdência, num investimento de cerca de 220 mil euros.
A autarquia pretende ainda avançar com a reabilitação de mais seis fogos na zona histórica, nas imediações do Castelo de Bragança, contribuindo para a revitalização urbana e o aumento da oferta habitacional.
O reforço dos apoios ao arrendamento e o investimento na reabilitação de habitação social evidenciam a estratégia do município de Bragança para responder às dificuldades habitacionais e apoiar as famílias mais vulneráveis, num contexto de crescente pressão sobre os rendimentos e os custos da habitação.

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