Telmo Afonso está ciente de que “no Norte há um maior número de freguesias por distrito, enquanto no Alentejo ou na Madeira a divisão administrativa é menor”. Assim, “quanto mais freguesias, mais difícil chegar a todas”.
Destacando o caráter estratégico da associação e a necessidade de apoiar os autarcas, principalmente no interior do país, Telmo Afonso destacou que muitos presidentes alegam falta de recursos para pagar a quota anual. “Quando contactamos presidentes de Junta dizemos-lhes que têm os pareceres jurídicos, os meios-tempos, o valor do excedente do orçamento do Estado. E a resposta simples dos autarcas eleitos e com funções executivas nas freguesias é que não têm dinheiro para pagar a quota anual da ANAFRE. Mas as freguesias do interior, as freguesias de baixa densidade populacional, como são as do distrito de Bragança, recebem 49 mil euros no ano de 2026 do excedente do orçamento do Estado, que é um valor conquistado e trabalhado pela ANAFRE junto do Governo”.
Em Macedo de Cavaleiros, no sábado, Francisco Brito, presidente do Conselho Diretivo da ANAFRE a nível nacional, presente na tomada de posse, também explicou que o problema da baixa percentagem de adesão em Bragança se deve à complexidade do território e, muitas vezes, à falta de informação. “Eventualmente pode haver, às vezes, falta de informação. As pessoas podem não perceber muito bem o que é que a ANAFRE faz, principalmente quando são autarcas que entram em funções, portanto, de primeiro mandato. E, depois, às vezes, tem a ver com opções mais pessoais”.
A Delegação Distrital de Bragança da ANAFRE tomou posse no sábado, em Macedo de Cavaleiros. Telmo Afonso, presidente da União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, em Bragança, assumiu o terceiro mandato como presidente da delegação.


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