Na história Universal há sempre momentos em que não manifestarmos o nosso desagrado deixa de ser prudência e calculismo e passa a ser cumplicidade. Para mim, este é um desses momentos. Não por capricho ideológico ou por mera discordância política, mas por convicção profunda de que certas figuras representam perigos reais para o equilíbrio global, para a dignidade humana e para o futuro coletivo.
... E para o “bolso” de todos os cidadãos de todos os países do mundo.
Considero Donald Trump o maior símbolo contemporâneo de uma política que se disfarça de patriotismo enquanto alimenta divisão, que proclama liberdade enquanto a instrumentaliza, e que fala em democracia ao mesmo tempo que mina os seus próprios fundamentos. Onde afirma defender valores, surgem interesses. Onde promete proteção, frequentemente floresce instabilidade. E é precisamente essa contradição constante que não pode continuar a ser ignorada ou relativizada. O Trump é um bandido, um criminoso.
O problema não é apenas um homem, mas o que ele representa e legitima. Legitima a normalização do discurso agressivo, a banalização da verdade, o enfraquecimento das instituições e a substituição do diálogo pela imposição. Quando líderes com este perfil ganham palco global, não afetam apenas um país, influenciam o mundo inteiro, moldam comportamentos, abrem portas a extremismos e enfraquecem pontes que demoraram décadas a construir.
Mais preocupante ainda é a complacência internacional. O mundo não pode continuar a assistir passivamente, como se tudo isto fosse apenas mais um episódio político. É necessário dizer claramente, sem ambiguidades, como fez a Espanha, sem receios diplomáticos, que ninguém é dono do mundo, que nenhuma nação está acima das regras comuns, e que a liberdade não pode ser usada como máscara para interesses próprios.
E é aqui que entra uma dor que me toca particularmente e talvez também a vós. Portugal. Um país com uma história rica de coragem, de descobertas, de resistência. Um país que já foi sinónimo de ousadia e afirmação no mundo. Ver essa herança transformada em hesitação, em segredinhos, em submissão diplomática, é profundamente frustrante. Não se trata de isolamento ou arrogância, mas de dignidade. De saber erguer a voz quando os valores que dizemos defender são postos em causa.
Portugal não precisa de ser grande em dimensão para ser grande em caráter. Precisa apenas de se lembrar daquilo que já foi, e daquilo que ainda pode ser. Não de baixar a cabeça, mas de a erguer com firmeza, com consciência, com identidade.
Talvez não precisemos literalmente de um novo Viriato, mas precisamos do espírito que ele simboliza. Resistência, coragem e recusa em aceitar a dominação, venha ela de onde vier. Precisamos de menos medo e mais convicção. Menos silêncio e mais verdade.
A história não é escrita apenas pelos poderosos, também é escrita por aqueles que tiveram a coragem de dizer “NÃO” quando todos os outros se calaram.
É curioso.
Todas as vezes que este animal irracional do presidente dos EUA finge que vai ajudar a construir, noutros países, democracia e liberdade... derrubar governos… encontra sempre PETRÓLEO! Este criminoso ameaça atacar ou ocupar outros países todos os dias e a todas as horas.
O Povo dos EUA não quererá, certamente, ser olhado de soslaio por todo o mundo mas o facto é que foi esse povo que elegeu a BESTA!
Se um dia, este criminoso, invadir Cuba é por falta de argumentos e para “tapar os olhos aos incautos”. Cuba não lhe interessa para nada… não tem petróleo nem terras ricas.

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