O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, alertou esta quinta-feira que o cibercrime “é a criminalidade mais participada” no país, além de que se trata dos crimes que mais têm aumentado, bem como a sua “a sofisticação”, salientou à margem de Conferência: "Cibersegurança e Transparência – Fraudes Digitais", que está a decorrer durante dois dias no Centro de Inovação Jurídica, em Bragança.
Em Portugal chegam 12 queixas por dia às autoridades relacionadas com o cibercrime, segundo dados revelados pelo bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano. “Se fosse só essas. São da parte do cibercrime porque há outras participações que entram na Polícia Judiciária, PSP, GNR, Procuradoria-Geral e no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). São muitas fontes de participação”, admitiu Amadeu Guerra salientando que “estamos com uma participação muito elevada”.
O diretor do DCIAP, Rui Cardoso, explicou que o Gabinete do Cibercrime recebe denúncias, mas “serão apenas um décimo dos totais apresentados sobre esta matéria”.
O responsável do DCIAP diz que já foram identificados 20 métodos de burlas para obter enriquecimento em Portugal, através de crime organizado com vista a conseguir elevadas somas monetárias.
Glória Lopes


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