Na primeira reunião de trabalho, com a nova composição da CCDR-N, que tomou posse em fevereiro deste ano, com a presidência a ser liderada por Álvaro Santos, foi analisado o ponto da situação da taxa de execução do NORTE2030 na região transmontana. “Estamos acima da média a nível de região Norte, segundo aquilo que nos contabilizaram, com bastante esforço, porque evidentemente temos competição entre fundos, o que está a fazer com que os preços empolem, ou seja, os empreiteiros começam a deixar muitos concursos desertos, e portanto há uma dificuldade em contratação e na subsequente execução também dos fundos”, disse o presidente da CIM-TTM, Pedro Lima.
O também autarca de Vila Flor não revelou as obras que se encontram em atraso, mas frisou que poderia “elencar imensas”. Avançou que há “muitas que realmente que caem nesse crivo de não haver empreiteiros interessados porque há uma competição entre fundos comunitários e os empreiteiros podem dar-se ao luxo de concorrer àquelas que se calhar vão ter maior benefício”, partilhou. Reforçou ainda que esse “é um problema que Portugal está a enfrentar, mas tal e qual como eu disse, com este conhecimento, com esta proximidade, podemos, o que interessa na realidade é que as obras sejam executadas e que tenham qualidade para a população. E se conseguirmos realmente separar o trigo do joio, vamos conseguir sem dúvida melhorar a qualidade de vida dos nossos municípios”, disse.
Para Trás-os-Montes, Pedro Lima apontou que a dotação orçamental é “pequena”. “São 120 milhões de euros para todo o percurso deste fundo comunitário que é o 2030”. Salientou ainda que “para quem recebe é sempre pouco, mas para quem dá se calhar é demasiado. Para ara nós será sempre esse o sentimento que fica, porque correspondemos a 26% do território da região Norte, portanto somos muito significativos, temos aqui a geração onde se faz energia em Portugal, mais de 50% da energia produzida em Portugal é produzida nesta região de Transmontana e portanto também foi uma oportunidade para veicular estes nossos pensamentos, que já vêm de há muito tempo, com uma nova presidência da CCDR-N”, revelou.
O presidente da CCDR-N, Álvaro Santos, salientou o trabalho desenvolvido pela comunidade intermunicipal transmontana. “Tem feito um esforço muito significativo, mas também o que viemos apelar foi para continuar com este ritmo, para os próximos tempos e em particular para este ano, porque isso é absolutamente crucial”, afirmou, recordando que “neste momento, estamos com uma taxa de execução ainda relativamente baixa, 12%, de aprovação 52%, mas de compromisso já com 76%” o que que dizer que “neste período de programação, que termina em 2030, já não vamos conseguir alterar muitas regras”, mas garantiu que “aquelas que estiverem ao nosso alcance vamos alterar com certeza para poder satisfazer a boa performance que a CIM-TTM tem apresentado”, concluiu.
Esta iniciativa da CCDR-N integra um conjunto de encontros promovidos durante os meses de abril e maio, com o objetivo de reforçar a articulação estratégica, a cooperação territorial e a governação partilhada com os territórios da Região Norte.

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