Segundo o presidente da câmara de Carrazeda, João Gonçalves, o objetivo do festival é alertar para a necessidade de proteger a espécie rara a nível nacional, cuja área de distribuição é muito pequena, encontrando-se limitada a algumas zonas remotas do interior, como sendo este concelho.
“Não podemos, obviamente, deixar de ter em atenção que o Chasco Preto é uma espécie em vias de extinção que utiliza, para nidificar, os muros no Val do Douro e, em grande parte do território do Douro, dá-se a particularidade de serem as residências onde há mais evidências de nidificação desta ave. Pegámos nessa responsabilidade e queremos que este festival constitua exatamente um chamar de atenção, formar os mais jovens, mas também os nossos agricultores para terem atenção nas suas atividades.”
Em Portugal, o chasco-preto já teve uma distribuição mais alargada, havendo registos da sua presença nas Berlengas e em diversos locais do Alentejo. Atualmente a sua distribuição é bastante restrita e a espécie encontra-se fortemente ameaçada.
O presidente assinala que o festival tem corrido muito bem, prova disso é que, anualmente, as inscrições ficam esgotadas.
“Nós temos sempre inscrições esgotadas para entusiastas poderem não só avistar o chasco, conhecerem melhor esta espécie e também terem avistamento de outras aves e entender os ecossistemas destes animais.”
O Festival do Chasco Preto, que anualmente acontece em Carrazeda de Ansiães, é dedicado a uma das aves mais emblemáticas e ameaçadas do país. O evento convida os visitantes a descobrir o território através de experiências ligadas ao birdwatching, à sustentabilidade e à biodiversidade.

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