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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Morgue do Hospital de Macedo de Cavaleiros com falhas por falta de condições de higiene e segurança

 Profissionais ligados ao setor funerário denunciam graves problemas de higiene e alegada falta de condições sanitárias na morgue do Hospital de Macedo de Cavaleiros. As queixas apontam para infiltrações, presença frequente de baratas, maus odores, falhas de manutenção e ausência de condições consideradas adequadas para o tratamento dos corpos e para o acolhimento das famílias.


Em declarações à Rádio Onda Livre, um profissional do setor funerário, que pediu anonimato por receio de represálias, descreve a situação como “uma vergonha autêntica”. Segundo o mesmo testemunho, não existem condições de trabalho, higiene ou limpeza naquele espaço. “Desde tubos de esgoto a pingar do teto para o chão da morgue, que não dá para passar com as macas com o cadáver sem nos molharmos ou sem molharmos o cadáver. O chão cheio de água dos esgotos. As baratas vivas, diariamente. Não é só uma vez esporadicamente, é sempre que lá vamos. Há baratas, há sujidade.”

Segundo o mesmo profissional, os problemas estendem-se às salas de preparação dos corpos e às instalações sanitárias, onde denuncia falta de limpeza, maus odores e ausência de equipamentos adequados. “As casas de banho têm um cheiro horrível, não se consegue entrar lá. É o cheiro dos esgotos. Depois temos também a falta de material de trabalho. Não temos uma bancada em condições, não temos um duche em condições, como há noutras morgues, noutras cidades, noutros hospitais. É muito mau trabalhar naquelas condições. Não há dignidade sequer para os defuntos, e muito menos para os profissionais das agências funerárias.”

Os testemunhos recolhidos pela Rádio Onda Livre apontam ainda para o impacto emocional que estas condições poderão causar nas famílias que se deslocam ao local para o reconhecimento ou despedida dos familiares falecidos. O mesmo profissional refere que o mau cheiro é percetível logo à entrada e que as condições do espaço são indignas.“Entrar lá é um cheiro horrível, logo à entrada. As famílias podem entrar para ver e velar os corpos. Naquelas condições, acho que é uma vergonha. Chega a haver baratas por cima dos cadáveres, em cima dos lençóis.”

Outro profissional do setor funerário, também contactado pela Rádio Onda Livre e que aceitou prestar declarações gravadas, refere que as câmaras frigoríficas “não são as melhores”, apontando ainda a existência de infiltrações e fugas na canalização, com canos visíveis em várias zonas da morgue do Hospital de Macedo de Cavaleiros:

Questionado sobre a presença de baratas no espaço, admite que estas situações ocorrem com frequência:

Os profissionais ouvidos garantem que os problemas são conhecidos dentro da unidade hospitalar e afirmam já ter alertado para a situação. Ainda assim, acusam falta de uma intervenção eficaz para resolver os problemas denunciados.

As fontes defendem uma intervenção urgente por parte da administração hospitalar e das entidades competentes, considerando que estão em causa questões de saúde pública, dignidade dos corpos e respeito pelas famílias.

Contactada pela Rádio Onda Livre, a Unidade Local de Saúde do Nordeste confirmou que o atual Conselho de Administração, em funções desde 1 de maio, identificou “alguns constrangimentos” nas instalações da morgue da Unidade Hospitalar de Macedo de Cavaleiros, no âmbito de uma visita realizada à unidade hospitalar e aos respetivos serviços.

Segundo a ULS do Nordeste, estão já em curso várias ações de melhoria, através de meios internos e do recurso a serviços especializados externos, com o objetivo de resolver rapidamente os problemas identificados.

A administração garante ainda que continuará a acompanhar o processo “de forma próxima”, assegurando a implementação das medidas necessárias para garantir adequadas condições de funcionamento, higiene e segurança.

Jodie Pinto

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