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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

TRIBUNAL RETIRA ACUSAÇÃO DE COAÇÃO SEXUAL A EX-PADRE JULGADO POR VIOLAÇÃO E BURLA EM VILA REAL

 O Tribunal de Vila Real retirou ontem, terça-feira o crime de coação sexual do processo em que está a ser julgado um antigo padre de Murça, depois de a alegada vítima se ter recusado a prestar declarações e ter desistido formalmente da queixa, confirmou fonte judicial.


O julgamento, que decorre à porta fechada, teve início a 12 de maio. Na sessão desta segunda-feira foram ouvidas várias testemunhas, estando a próxima audiência agendada para 23 de junho.

O arguido, um ex-sacerdote octogenário, continua acusado pelo Ministério Público (MP) da prática dos crimes de violação, burla qualificada e usurpação de funções na forma continuada.

À saída do tribunal, confrontado pelos jornalistas, o antigo sacerdote voltou a negar todas as acusações, afirmando sentir-se “confiante” e “tranquilo” perante o desenrolar do julgamento.

O caso remonta a dezembro de 2021, quando o arguido foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), suspeito de violar uma mulher de 47 anos. Após ser presente a primeiro interrogatório judicial, ficou em prisão preventiva, medida de coação que viria a ser revogada em abril de 2022.

Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público, em setembro de 2023, o ex-sacerdote terá continuado, durante décadas, a apresentar-se publicamente como padre e exorcista da Igreja Católica, apesar de ter sido afastado do sacerdócio em 1979.

De acordo com a decisão instrutória conhecida em outubro de 2025, o tribunal considerou existir prova suficiente de que o arguido manteve, até à data da detenção, a utilização de vestes sacerdotais e a alegada prática de atos associados ao exercício religioso, incluindo consultas espirituais e sessões de exorcismo realizadas na sua habitação, no concelho de Murça.

O juiz de instrução sustentou ainda que o arguido recebia pessoas que acreditavam estar perante um sacerdote da Igreja Católica, obtendo contrapartidas financeiras no âmbito dessas consultas.

O processo refere também que, em dezembro de 2021, duas mulheres se deslocaram ao consultório instalado na residência do ex-padre em busca de aconselhamento espiritual. Numa dessas ocasiões, o Ministério Público acusa o arguido de se ter aproveitado da fragilidade psicológica de uma das mulheres para praticar atos sexuais, alegadamente após a colocar “num estado como que de inconsciência”, retirando-lhe capacidade de reação.

Já a acusação de coação sexual dizia respeito a uma segunda mulher, que alegava ter sido forçada a suportar contactos físicos não consentidos durante uma consulta espiritual. Com a desistência da queixa e a recusa em testemunhar, este crime acabou agora retirado do processo.

O julgamento prossegue no Tribunal de Vila Real.

A Redação com Lusa
Foto: DR

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