Entre os 151 pães submetidos a concurso e avaliados por um júri composto por 26 especialistas, a região de Trás-os-Montes voltou a afirmar a qualidade dos seus produtos, alcançando lugares de destaque em duas das categorias mais concorridas da competição.
Na categoria de Pão de Sementes, a M. Ferreira & Filhos – Pão de Gimonde, de Bragança, conquistou o terceiro lugar nacional, repetindo a presença no pódio alcançada na edição anterior. O reconhecimento confirma a excelência de uma das referências da panificação tradicional transmontana, cuja produção continua a preservar métodos artesanais e sabores identitários da região.
Também a Padaria Pitões, da aldeia de Pitões das Júnias, no concelho de Montalegre, subiu ao pódio nacional ao conquistar a medalha de bronze na categoria de Pão de Centeio, uma distinção que reforça a reputação do Barroso enquanto território de forte tradição cerealífera e de valorização dos produtos locais.
A competição, promovida pela ACIP – Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares, em parceria com o Museu do Pão, teve como objetivo distinguir os melhores produtores nacionais nas categorias de Inovação, Sementes, Centeio, Broa e Trigo.
Os produtos foram avaliados em prova cega, tendo sido analisados critérios como sabor, textura, aroma, aspeto, autenticidade das técnicas utilizadas e capacidade de inovação.
A forte presença de produtores transmontanos entre os vencedores foi um dos sinais mais evidentes da qualidade do pão produzido no interior do país, numa altura em que a valorização dos produtos tradicionais assume crescente importância para a economia local e para a preservação do património gastronómico nacional.
Mais do que uma competição, o concurso pretende promover o pão português como elemento central da identidade gastronómica nacional, distinguindo os profissionais que mantêm viva uma tradição secular e que continuam a inovar sem perder a ligação às suas origens.
Para Bragança e Montalegre, as distinções alcançadas representam um importante reconhecimento do saber-fazer das suas padarias e da qualidade dos produtos que continuam a projetar o nome de Trás-os-Montes além-fronteiras.

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