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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 2 de junho de 2026

BRAGANÇA EXIGE REVISÃO DOS RÁCIOS DE ASSISTENTES OPERACIONAIS NAS ESCOLAS E ALERTA PARA ENCARGOS SUPORTADOS PELO MUNICÍPIO

 Autarquia considera insuficiente o número de funcionários previsto por lei e defende que a descentralização de competências deve ser acompanhada pelos respetivos recursos financeiros.


A Câmara Municipal de Bragança quer que o Governo reveja os rácios de assistentes operacionais nas escolas, considerando que os números atualmente definidos por lei não correspondem às necessidades reais dos estabelecimentos de ensino e obrigam o município a suportar despesas adicionais com a contratação de pessoal não docente.

A posição foi assumida pela presidente da autarquia, Isabel Ferreira, que defende uma atualização dos critérios em vigor no âmbito do processo de descentralização de competências na área da educação.

Segundo a legislação atual, no 1.º ciclo deve existir um assistente operacional por cada grupo de 15 a 30 alunos. Nos 2.º e 3.º ciclos e no ensino secundário, os rácios variam entre um assistente por cada 90 alunos, em escolas com menos de 630 estudantes, um por cada 100 alunos, em estabelecimentos com até mil alunos, e um por cada 110 alunos nas escolas com mais de mil estudantes.

Para a autarca, estes números revelam-se “claramente insuficientes”, obrigando o município a reforçar os quadros com recursos próprios para garantir o normal funcionamento das escolas.

Atualmente, o Agrupamento de Escolas Emídio Garcia conta com 75 assistentes operacionais e 15 assistentes técnicos. No Agrupamento Abade Baçal estão ao serviço 61 assistentes operacionais e 20 técnicos, enquanto o Agrupamento Miguel Torga dispõe de 42 assistentes operacionais e sete assistentes técnicos.

Embora a contratação destes profissionais tenha sido transferida do Estado para os municípios no âmbito da descentralização de competências, Isabel Ferreira alerta que o financiamento atribuído pelo Governo não acompanha as necessidades efetivas dos estabelecimentos de ensino.

“Era importante que neste processo de descentralização e nas verbas que são atribuídas à Câmara Municipal esses rácios fossem revistos, para que a competência seja descentralizada de forma equilibrada e com o respetivo pacote financeiro. Descentralizar competências sem disponibilizar os recursos financeiros necessários acaba por ser constrangedor em vez de representar uma mais-valia”, defendeu.

A falta de pessoal não docente é uma das principais conclusões da atualização da Carta Educativa do concelho de Bragança, um documento estratégico que vigorava desde 2006 e que apenas tinha sofrido alterações pontuais em 2012.

Face às profundas mudanças demográficas, sociais e educativas registadas nas últimas décadas, o município considerou urgente proceder à sua revisão, de forma a adequar a rede escolar e os recursos disponíveis à realidade atual.

Entre os aspetos identificados estão a necessidade de reforço dos assistentes operacionais, o aumento do número de alunos estrangeiros para quem o português não é língua materna, a evolução demográfica do território e a adaptação da oferta educativa às exigências da população.

O estudo aponta ainda para a necessidade de intervenções em vários estabelecimentos de ensino da cidade, nomeadamente nas escolas Miguel Torga, Paulo Quintela e Augusto Moreno, bem como para o reforço da formação dos assistentes operacionais, especialmente no acompanhamento de alunos com necessidades educativas específicas, cujo número tem vindo a aumentar.

A nova Carta Educativa já recebeu parecer favorável do Conselho Municipal de Educação e será apreciada na próxima reunião do executivo municipal. Caso obtenha aprovação, seguirá para deliberação da Assembleia Municipal e posteriormente para análise da Agência para a Gestão do Sistema Educativo.

Jornalistas: Paulo Silva Reis com Lusa
Fotos: DR

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