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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Populações estão mais próximas das áreas protegidas e “orgulhosas” do património que as rodeia

 As populações que vivem nas áreas protegidas estão mais próximas dos territórios onde residem. A convicção é de Sandra Sarmento, diretora regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte. No Festival ObservArribas, que decorreu entre sexta-feira e domingo, em Miranda do Douro, a responsável destacou o papel que a cogestão e as iniciativas de sensibilização têm desempenhado nesta transformação. “Têm, na minha perspetiva, contribuído para melhorar esta relação e criar aqui também uma relação de confiança, uma relação de apropriação por parte das comunidades locais, daquilo que é o seu património na sua globalidade. Esta relação de proximidade, este trabalho que temos vindo a fazer, que possa contribuir para que as pessoas que aqui habitam, que aqui residem, tenham verdadeiramente orgulho em estar inseridos, em viver numa área protegida e em usufruir dessa área protegida e daquilo que ela lhe pode oferecer”.


A diretora regional reconheceu que continuam a existir desafios e conflitos associados à gestão das áreas protegidas, nomeadamente questões relacionadas com a atividade agrícola, pecuária ou com a presença de espécies selvagens. Ainda assim, disse acreditar que a perceção das comunidades tem evoluído de forma positiva.

Quanto ao festival, que regressou este ano a Miranda do Douro, local onde nasceu, em 2017, no âmbito do projeto LIFE Rupis, a ideia é que continue a realizar-se nos diferentes concelhos que integram o Parque Natural do Douro Internacional, esclareceu Carla Lousão, da organização. “Permite aos visitantes, que nos visitam ano após ano, e tivemos oportunidade de confirmar já numa das saídas com grupos que vieram também o ano passado de Mogadouro, também explorar diferentes paisagens do Douro Internacional, diferentes culturas e os diferentes municípios e aldeias”.

A componente científica voltou a marcar presença no evento. João Azevedo, docente do Instituto Politécnico de Bragança e membro da comissão científica do festival, destacou a importância de dar visibilidade a espécies menos mediáticas, mas fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas. “Geralmente, nas áreas protegidas e na conservação em geral, dá-se bastante mais destaque às espécies grandes, emblemáticas. Neste caso aqui do Douro são as aves de rapina. Mas há um conjunto de organismos e de espécies muito diversificado que têm uma importância muito grande, que nem sempre é reconhecida, que é o caso das plantas. E os outros componentes dos ecossistemas, que também são importantes, mas são geralmente muito discretos, são os polinizadores, os insetos polinizadores neste caso, que desempenham funções essenciais para o funcionamento dos ecossistemas, para a sua resiliência, mas que também estão na base de atividades económicas muito importantes, que é o caso da apicultura”.

Durante três dias, o festival reuniu dezenas de atividades dedicadas à observação da natureza, educação ambiental, ciência e valorização das tradições locais.

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