“Este é o nosso primeiro ano de produção e já recebemos uma Medalha de Prata num dos concursos de azeite mais prestigiados do mundo”, acrescenta.
Trata-se de uma edição limitada de 1196 garrafas num terreno da família. “O meu pai é que trata delas com muito carinho e talvez seja esse o principal segredo”, confessa. “A azeitona foi apanhada no dia, foi levada para o lagar e foi feita a extração no próprio dia, a frio e isso tem influência na qualidade do azeite”, sublinha.
Para Maria Francisca, este prémio representa muito mais do que uma medalha:
“Representa trabalho diário, dedicação, noites sem dormir, paixão pela nossa terra e a vontade enorme de criar um azeite de excelência desde o primeiro dia. Ser reconhecidos internacionalmente tão cedo supera tudo aquilo que imaginávamos”, afirma esta “nova empreendedora” que tem o curso de Canto Lírico, no Conservatório Regional de Vila Nova de Gaia, e Mestrado no ensino da música, na vertente do Canto, na Universidade Católica no Porto, mas que agora pretende desenvolver outros projetos na sua terra Natal.
“Eu e o meu namorado decidimos pegar na parte do empreendedorismo, aqui na vila, porque está cada vez mais mortinha, sem gente e sem iniciativas a acabamos por pegar nesta parte do terreno e não focar-me apenas na minha área académica”, adianta.

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